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Autor Tópico: Atletismo ANDDI-AÇORES  (Lida 1249 vezes)

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Online migel

Atletismo ANDDI-AÇORES
« em: 05/05/2011, 21:14 »
 
 

Offline Fisgas

Re: Atletismo ANDDI-AÇORES
« Responder #1 em: 05/05/2011, 22:14 »
 
TERCEIRA Prova de atletismo adaptado ensaia campeonato do mundo
 


 
O 7.º Torneio Regional de Atletismo Adaptado promovido pela Associação Cristã da Mocidade (ACM) da ilha Terceira, no próximo fim-de-semana, vai servir de ensaio para a organização, no próximo ano na Terceira, do campeonato mundial desta modalidade. Para já, 41 atletas de quatro ilhas marcarão presença nos dois dias de provas no Estádio João Paulo II, em Angra do Heroísmo no Sábado e Domingo.

Ao todo, estarão em competição 41 atletas oriundos das ilhas Terceira, São Miguel, Faial e Graciosa na 7.ª edição do Torneio Regional de Atletismo Adaptado promovido pela Associação Cristã da Mocidade (ACM), da ilha Terceira.

A competição, que decorre Sábado, dia 7, e Domingo, 8 de Maio, servirá de “ensaio” para a organização do Campeonato Mundial de Atletismo para portadores de síndrome de Down.

Isso mesmo explicou João Santos, da direcção da ACM, ontem de manhã em conferência de imprensa: “este torneio será, ao nível organizativo, um ensaio para a realização, no próximo ano na ilha Terceira, do campeonato do mundo para portadores de síndrome de Down”.

Seis clubes, de quatro ilhas marcarão presença, assim no próximo fim-de-semana, no Estádio João Paulo II, em Angra. No que diz respeito à ilha Terceira, estarão representados 18 atletas, 9 da ACM e 9 da Casa de Saúde de São Rafael.

Contas feitas, com os respectivos treinadores e acompanhantes, estarão presentes 62 participantes.

Deste torneio regional sairá a selecção açoriana que competirá na competição nacional de atletismo adaptado. De referir que, no ano passado, do torneio regional, que decorreu em São Miguel, dois atletas da ilha Terceira obtiveram três medalhas de prata nas provas continentais.

 

Desporto recreativo / pedagógico

 

A presidente da ACM/Terceira, Berta silva, referiu que este é um momento sobretudo “festivo e de convívio” entre os utentes portadores de deficiência: “é um evento festivo em que os nosso atletas estão motivados e muito contentes. Não só porque vão lidar com os seus pares, como é uma oportunidade de convívio com a comunidade nestes dois dias. Porque sabemos que eles se sentem um pouco isolados, o nosso objectivo é integrá-los ao máximo possível na comunidade”.

Para o técnico de desporto da instituição, Emanuel Silva, trata-se do culminar de um trabalho anual: “é o culminar de todo um trabalho que foi feito ao longo do ano com cerca de dois treinos semanais”, referindo que o desporto adaptado para estes atletas tem ganhos, explicou, a quatro níveis: “ao nível recreativo, lúdico, competitivo e terapêutico”. Vertentes que, sublinha “têm um papel muito importante na sua integração social”.

“Aliás, a constituição portuguesa, refere-se ao desporto como um factor indispensável. A lei de bases da prevenção, reabilitação e de integração das pessoas com deficiência também realça isso”.

Em suma, o técnico elencou os benefícios existentes: “eles irão aperfeiçoar a sua condição física, cognitiva e motora com efeitos benéficos na sua auto estima, auto-confiança e auto-conceito, além de potenciar o desenvolvimento da sua autonomia, integração e da qualidade de vida”.

O torneio começa no Sábado, às 12h00, com um almoço convívio no Centro de Actividades Ocupacionais da ACM, na Terra Chã, tendo início as competições no estádio João Paulo II a partir das 14h30. No domingo, a prova prossegue de manhã, encerrando a competição com uma cerimónia que se realizará no Forte do Negrito, em São Mateus, pelas 14H00.

 

Retirar utentes da residência dentro de trinta dias

 

O presidente da Assembleia-Geral da ACM, João Santos, garantiu que os utentes da residência desta instituição, instalada num apartamento localizado no Pico da Urze, não permanecerão nesse espaço por mais de um mês, seja por via, de um protocolo em negociação com a tutela da Solidariedade Social ou com meios próprios da ACM: “iremos mudar para novas instalações a brevíssimo prazo porque realmente as condições em que durante vários anos se manteve os utentes na residência da ACM – que apelido mesmo de sub-humanas – não fazem qualquer tipo de sentido”.

João Santos deixou claro que “se não viermos a ter nenhuma residência, que será uma decisão da tutela, uma coisa garanto: os nossos utentes não permanecerão mais de trinta dias nas condições em que actualmente vivem no Pico da Urze. Nem que para isso tenha que ser ACM a assegurar, com meios próprios, a sua deslocalização para outras instalações”.

 

“Não há trabalho encoberto na ACM”

 

João Santos referiu que actualmente a ACM/Terceira “tem as portas abertas a toda a comunidade em geral”, dizendo que “não há espaços vedados, nem espaço fechados, não há zonas restritas, não há projectos tabus, nem trabalho encoberto, tudo o que fazemos é aberto à comunidade”.

A presidente da direcção da ACM/Terceira, Berta Silva, refere que, desde que tomaram posse em Janeiro, estes têm sido “quatro meses de trabalho”, acrescendo que têm pela frente “um trabalho árduo”. Entre esse trabalho, encabeçou, está a requalificação por completo das antigas instalações da ACM, na Canada dos Folhadais numa “futura residência”. Uma “luta de muitas associações” que a responsável espera ver realizada a breve trecho.

Mais, informou a ACM, as antigas instalações da ACM na Canada dos Folhadais, “serão demolidas por completo”, excepto do pavilhão desportivo, explicou João Santos que disse que, neste momento, a ACM está a “trabalhar com a equipa de projectistas na ultimação do projecto da obra”: “tudo nos leva a crer, segundo o compromisso e apoio da tutela, que é um projecto a muito curto prazo”.

 

ACM com “dinheiro entalado”


 

Sobre as finanças da ACM/Terceira: “estamos a gerir a ACM com o nosso acordo de cooperação e com os nossos fundos s e apoios porque sobre o dinheiro deixado, fizeram aplicações que só permite mexer nele ao fim de dois anos. Portanto, o dinheiro está entalado”, explicou Berta Silva.

A complementar, João Santos referiu que sobre os referidos, na comunicação social, 160 mil euros que ficaram da anterior direcção, “faltava pagar IRS, IRC, vencimentos a funcionários, subsídios de Natal” e dinheiro “eventualmente até algum apropriado indevidamente dos utentes da instituição”.

O responsável anunciou a marcação de uma conferência de imprensa para “explicar à comunicação social e à comunidade em geral a verdadeira situação da ACM, em que serão reveladas desde imagens das instalação que a ACM tinha à data de 31 de Dezembro de 2010, as condições em que estavam, e a situação financeira que se vivia na instituição”, dizendo ainda que aguardam as conclusões das inspecções feitas à ACM no 2.º semestre de 2010 por parte da Inspecção Regional de Actividades Económicas, Inspecção Administrativa Regional e do Instituto de Acção Social.




Humberta Augusto (texto e foto)




 

 



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