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Autor Tópico: Novas Tecnologias para Deficientes Visuais  (Lida 17095 vezes)

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Novas Tecnologias para Deficientes Visuais
« em: 10/02/2010, 20:36 »
 
Novas Tecnologias para Deficientes Visuais





Novas Tecnologias | Sistema Braille
A escrita está acessível a qualquer cego, mesmo que ele desconheça o sistema Braille. Para isso, basta que o cego conheça os princípios básicos da dactilografia. Mas o problema da leitura permanece: como uma pessoa cega pode ler o que escreveu à máquina ou em papel? O sistema de escrita e, principalmente, de leitura Braille foi o primeiro a resolver essa questão. Através de um método lógico de pontos em relevo, distribuídos em duas colunas de três pontos. Para cada símbolo ou letra, uma pessoa cega pode, mediante o tacto, ler o que, com um aparelho especial denominado reglete e com uma pulsão, "desenhou" anteriormente ou o que dactilografou com a máquina de escrever Braille. Ou seja, pode ler e escrever com as mãos. No entanto, este método é demasiado específico, restringindo-se aos deficientes visuais.
Essa questão particular foi eliminada a partir de meados dos anos 90 pela introdução dos editores de texto nos computadores. A informática, como o Braille, entrou na vida das pessoas cegas como um vertiginoso meio de integração social, abrindo um horizonte infinito de informação, educação, cultura, mercado de trabalho e comunicação. Com os editores de texto, leitores de ecrã e sintetizadores de voz conjugados, o cego pode trocar e-mails com pessoas de qualquer parte do mundo, ler com total independência qualquer jornal internacional ou nacional, livros passados em scanner, listas de discussão e jogos de entretenimento.
O desenvolvimento da informática veio abrir um novo mundo recheado de possibilidades comunicativas e de acesso à informação. Os softwares existentes (leitores de ecrã e sintetizadores de voz) podem ler toda o ecrã do computador, uma determinada linha seleccionada, uma palavra ou mesmo caracteres, quando temos alguma dúvida sobre o que está escrito. Mas a informatização do segmento dos cegos depende muito dos recursos financeiros individuais, da actualização das instituições de/para cegos, das faculdades e escolas regulares em absorver essas novas necessidades especiais.
Em Portugal, apenas quatro Universidades dispõem de um serviço de apoio ao deficiente, neste caso, de apoio ao deficiente visual: a Universidade do Minho, a Universidade do Porto, de Coimbra e de Lisboa. A formação na área das novas tecnologias da informação está ainda muito limitada para a população cega. No Porto, apenas o serviço de Apoio ao Deficiente da Biblioteca da Faculdade de Letras da Universidade do Portodá formação nesta área.
O cego não utiliza o rato para trabalhar com o computador, já que ele exige coordenação visual, mas também não usa um teclado Braille. O teclado comum é a ferramenta de que o deficiente visual dispõe para fazer operações no computador. Devido a uma norma internacional de dactilografia, a maioria dos teclados possuem na parte inferior, nas letras J e F, um alto-relevo com a forma de um ponto. Assim, com os indicadores nessas letras eles conseguem ter o domínio do teclado. As teclas de atalho, comuns na maioria dos aplicativos, são também muito úteis e são um óptimo substituto do rato.
vídeo1 - António Silva explica como trabalha com o computador e a linha braille
Além dos softwares como os leitores de ecrã e os sintetizadores de voz, que traduzem em informação sonora o conteúdo visual do ecrã, existem outro programas como o Openbook e o Jaws que, conjugados, permitem a leitura sonora de qualquer informação em papel. Com o scanner, o Openbook passa o texto do papel para o ecrã e depois o Jaws encarrega-se de traduzir o conteúdo em informação sonora.
Hoje, um cego não só pode navegar pelas páginas da Internet como também produzi-las, participar em chats, ler jornais e revistas, fazer compras, fazer cursos on-line, ter acesso a manuais, informação em geral, a prestadoras de serviços, enfim, quase tudo que a WEB pode oferecer aos seus utilizadores. António Silva, cego e funcionário no serviço de Apoio ao Deficiente da Universidade do Porto, dá aulas de formação na área da informática a deficientes visuais e já produziu algumas páginas para a Internet (www.lerparaver.pt; www.aminharadio.com; blog.aminharadio.com).

Em paralelo com o computador, existe também a possibilidade de traduzir a informação para suporte papel, isto é, para Braille, através de impressoras Braille. No entanto, elas são bastante dispendiosas, para além de o seu processo exigir algum tempo. Há também a possibilidade de trabalhar com o computador e ao mesmo tempo com o sistema Braille, mediante um periférico denominado terminal ou linha Braille. Ligado ao computador, ele permite que o cego se certifique do que escreveu, embora este processo de verificação da escrita possa também ser realizado apenas com o computador, utilizando o teclado e os softwares já mencionados (leitor de ecrã, sintetizador de voz, Openbook e Jaws).
Vídeo2 - como funciona uma impressora braille
Para as pessoas de reduzida visão, existe um aparelho, designado monitor ampliador, que amplia qualquer texto que seja colocado no aparelho. Com uma pequena câmara de filmar na base, o equipamento capta o texto que se pretende visionar, traduzindo-o para um tamanho superior. Funciona como uma lupa e pode ser calibrado ao nível da cor e da luminosidade.


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