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Autor Tópico: Professores do Politécnico de Tomar colocam engenharia ao serviço da saúde  (Lida 494 vezes)

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Professores do Politécnico de Tomar colocam engenharia ao serviço da saúde



Ana Cristina Lopes e Gabriel Pires criaram um sistema destinado a pessoas com deficiências motoras graves que não são capazes de operar a maioria das cadeiras de rodas comerciais.Edição de 2013-04-18



Foi um momento emocionante quando Rafaela, uma jovem com paralisia cerebral, “conduziu” pela primeira vez uma cadeira de rodas com o sistema de navegação que Ana Cristina Lopes, 37 anos, docente da unidade departamental de Engenharias do Instituto Politécnico de Tomar (IPT), concebeu no âmbito da sua tese de doutoramento em Engenharia Electrotécnica. Ana Cristina Lopes escolheu a especialidade de “Instrumentação e Controlo” intitulada Mobile Robot Assisted Navigation based on Collaborative Control.Ao longo de seis anos, desenvolveu e foi aperfeiçoando um sistema de navegação assistida para uma cadeira de rodas robotizada, suportada numa interface homem-máquina, e que providencia comandos esparsos e discretos, mais precisamente um interface cérebro-computador (BCI). “A relação humana é uma componente muito importante. Sempre que entrava na Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra (APCC) era recebida com muito entusiasmo pelos utentes”, recorda a O MIRANTE. O sistema é destinado a pessoas com deficiências motoras graves que não são capazes de operar a maioria das cadeiras de rodas comerciais.Na prática, o utilizador olha para um monitor onde se encontram algumas setas direccionais a piscar. Foca o olhar numa delas e consegue decidir para que direcção vai. Este sistema de navegação não era possível sem o contributo anterior do seu colega Gabriel Pires, 40 anos, que tal como Ana concluiu o doutoramento no Instituto de Sistemas e Robótica, da Universidade de Coimbra, em Engenharia Electrotécnica.Gabriel Pires desenvolveu uma interface cérebro-computador que descodifica os sinais cerebrais em comandos para permitir, por exemplo, a pessoas que tenham paralisia cerebral ou esclerose lateral amiotrófica escrever letra a letra, jogar um videojogo, acender e apagar as luzes de casa e, claro, comandar cadeira de rodas. Foi com este sistema que alcançou em 2012 um prémio no concurso “Fraunhofer Portugal Challenger”, uma iniciativa do centro de investigação Fraunhofer AICOS que visa premiar as melhores ideias de estudantes e investigadores de universidades portuguesas.O protótipo, financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, foi validado por dez participantes sem deficiência e um participante com deficiência motora grave, em dois cenários distintos: um ambiente estruturado conhecido, e um ambiente estruturado desconhecido com obstáculos em movimento. O resultado global mostrou que todos os participantes foram capazes de operar com êxito o sistema. “O mais gratificante é conseguirmos melhorar a autonomia e qualidade de vida das pessoas”, atestam.Comercialização é uma hipótese remotaA cadeira de rodas foi, entretanto, totalmente remodelada com um novo hardware e está funcional, encontrando-se no Instituto de Sistemas e Robótica da Universidade de Coimbra. Os docentes do IPT consideram que a comercialização deste sistema é, para já, uma hipótese remota. “As empresas estão à espera de um produto perfeito. E apesar deste sistema funcionar bem ainda não atingiu a maturidade necessária para ser comercializada. Acaba por ser um primeiro passo de algo que pensamos que pode vir a ser muito útil”, considera Gabriel Pires.Docentes do IPT desde 1999, já tinham conhecimento que este tipo de navegação de cadeira de rodas se fazia fora do país pelo que decidiram abraçar o desafio de o tornarem real em Portugal. Gabriel já tinha desenvolvido, no mestrado, um sistema de interface para que uma cadeira de rodas fosse accionada por voz, sendo que a temática da engenharia da saúde sempre lhe interessou. Já para Ana Cristina Lopes foi a primeira vez que colocou a engenharia ao serviço da saúde, tendo antes trabalhado na área da energia e eficiência energética.Aliás, não é muito comum vermos uma senhora nestas áreas da engenharia electrotécnica, como a própria reconhece. Decidiu ir para Engenharia Electrotécnica devido ao gosto pela Matemática e Física no secundário, com uma predilecção pela área do electromagnetismo. No ano em que entrou para o curso eram 15 raparigas em 110 alunos. “Há uma ideia muito errada das mulheres sobre o que é um curso de engenharia electrotécnica. Penso que associam muito ao trabalho dos técnicos electricistas, das instalações eléctricas e não tem nada a ver. É um curso com uma abrangência muito grande”, garante.
Fonte:
O MIRANTE.
 

 



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