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Autor Tópico: Reunião da SPN atrai número recorde de participantes  (Lida 623 vezes)

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Reunião da SPN atrai número recorde de participantes
Neurodesenvolvimento abre o primeiro simpósio



Tiago Outeiro, Joaquim Ribeiro, João Malva, Domingos Henrique e Luísa Lopes

A Reunião da Sociedade Portuguesa de Neurociências (SPN), que decorreu no Instituto de Medicina Molecular (IMM), em Lisboa, entre quinta-feira e sábado, reuniu centenas de neurocientistas portugueses e estrangeiros para dar a conhecer que avanços têm ocorrido na área.

Na sessão de abertura do evento, João Malva, presidente da SPN, sublinhou que “o programa científico de elevado nível conseguiu atrair um número recorde de participantes para esta Reunião que começa a mudar o figurino habitual das reuniões da SPN com um elevado número de posters e uma elevada participação internacional”.

O primeiro simpósio sobre Neurodesenvolvimento da Reunião organizada por Tiago Outeiro, investigador e subdirector do Ciência Hoje (CH), Domingos Henrique e Luísa Lopes, do IMM, começou com a palestra «Two PINCHS, Two Functions», de João Relvas.

O neurocientista do Instituto de Biologia Molecular e Celular (IBMC), no Porto, apresentou alguns dos resultados que o grupo de investigação conseguiu desvendar sobre o processo de mielinização –método pelo qual a mielina, substância lipídica proveniente de de algumas células do hipotálamo, é desenvolvida – utilizando “tecnologia de transgénicos em que se pode retirar genes de células particulares, em momentos específicos do desenvolvimento”.

Para João Relvas, “é importante divulgar” estes avanços “porque é uma área muito interessante de diferenciação celular”. Ou seja, por um lado, “as células de aglia são células que se diferenciam e os mecanismos moleculares de diferenciação não são bem conhecidos”; por outro, “há mil vezes mais células de aglia no sistema nervoso do que neurónios”.


João Relvas, Instituto de Biologia Molecular e Celular

A divulgação dos estudos nesta área tem ainda um “significado importante do ponto de vista médico. A esclerose múltipla é a doença dos adultos jovens que é mais expressiva em termos neurológicos, em Portugal há entre cinco a seis mil doentes com esta doença”.

Ao CH, João Relvas afirmou que o laboratório do IBMC é “talvez um dos únicos laboratórios em Portugal que se dedica a explicar quais os mecanismos que regulam a mielinização, um processo importante que ocorre no sistema nervoso central e periférico”. Segundo explica, “a mielina é o investir de uma membrana à volta dos axónios que vai permitir que o impulso nervoso seja propagado a velocidades bastante altas”.

De acordo com o cientista, “existem doenças dismielinizantes e desmielinizantes”, as primeiras “são doenças em que essas membranas que rodeiam as axonas nunca se formam, como o caso das leucodistrofias”; as segundas são “quando a mielina está formada e começa a perder-se nos axónios causando graves defeitos neurológicos, que é o caso da esclerose múltipla”.

Uma vez que “a mielinização foi descoberta e descrita há 140 anos” mas, “ao fim de tantos anos, ainda não se sabe como esse processo se dá”, o que o grupo de investigação procura, “do ponto de vista biológico, é especificar e determinar quais são os mecanismos moleculares que regulam esse processo”, refere o investigador.


Ciência hoje
 

 



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