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Autor Tópico: A despedida que ficou no coração  (Lida 235 vezes)

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Offline casconha

A despedida que ficou no coração
« em: 13/04/2026, 18:58 »
 

Nesta fotografia, o tempo parece suspenso.
Uma mãe despede-se do filho, chamado para a Guerra do Ultramar,
sem saber se aquele beijo seria o último.




Entre 1961 e 1974, Portugal viveu treze anos de guerra nas então colónias africanas.
A Guerra do Ultramar mobilizou cerca de 90% da juventude masculina do país.
Partiram rapazes ainda com sonhos por cumprir. Muitos não regressaram.
Cerca de 10 mil morreram, 20 mil ficaram inválidos e mais de 100 mil civis perderam a vida nas terras onde o conflito se travou.
Mas aqui não vemos números. Vemos um abraço apertado.
Vemos uma mãe que tenta ser forte.
Vemos um filho que tenta sorrir para não a fazer sofrer.
Ficaram mães a olhar a estrada, à espera de um regresso que nem sempre chegou.
Esta imagem é mais do que memória histórica — é dor contida, é amor incondicional, é a coragem silenciosa de quem ficou.
Porque, por trás de cada farda, havia um filho.
E por trás de cada partida, ficou sempre uma mãe.
 
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