iacess

ergometrica

Ortopedia Moderna

Anuncie Aqui

mobilitec
Stannah Mobilidade S.A

Autopedico

Invacare

Pros Avos

Anuncie Aqui
myservice

Tecnomobile

TotalMobility

Multihortos

Drive Mobility

Autor Tópico: Dança todas as diferenças têm lugar  (Lida 374 vezes)

0 Membros e 1 Visitante estão a ver este tópico.

Offline AREZ

Dança todas as diferenças têm lugar
« em: 02/01/2020, 19:12 »
São 20 pessoas a dançar em cima do palco. Com deficiências cognitivas, motoras, síndrome de Down ou paralisia cerebral. Chama-se Lab InDança, o laboratório de dança inclusiva que arrancou em 2015 em Santa Maria da Feira. São duas aulas por semana que já mudaram a vida a muitos alunos.


Isabel Pinto sonhou a vida toda com a dança e há quatro anos que não falha uma aula. Até já se diz uma "dançarina mesmo a sério". "Isto mudou a minha vida completamente", confessa. Tem 43 anos e síndrome de Down. É uma das alunas do Lab InDança, laboratório de dança inclusiva que começou em 2015 em Santa Maria da Feira.

"Faz barulho, Susana, faz barulho. Corre Sofia". A voz pujante da coreógrafa Clara Andermatt fazia-se ouvir no Cineteatro António Lamoso. Estava a terminar o ensaio que se estendeu pela tarde toda do projeto que coordena desde a primeira hora. Os alunos deitavam-se no chão em gestos coordenados, ou corriam pelo palco com movimentos desenfreados de braços. São indicações de Clara. "É incrível ver o desenvolvimento que houve desde 2015. São duas aulas por semana. E nas minhas residências intensas, como esta, fazemos um trabalho mais aprofundado", observa.



"Há coisas básicas que não temos noção, como não saberem o que é o centro da sala ou onde fica a barriga da perna. É essa consciência do corpo que trabalhamos aqui."


Isabel conta que a dança a deixa "relaxada". "Já aprendi tanta coisa. Até fiquei mais em forma". Todas as terças e quintas há aulas. Treinam no Pavilhão da Lavandeira ou no Cineteatro. O grupo conta 20 elementos, com e sem deficiência. Há alunos com deficiências cognitivas, motoras, paralisia cerebral. Chegam de instituições locais, como a CERCI Lamas, a CERCI Feira ou a Casa Ozanam. "No início o processo foi difícil. Há coisas básicas que não temos noção, como não saberem o que é o centro da sala ou onde fica a barriga da perna. É essa consciência do corpo que trabalhamos aqui", explica Clara. Na residência que ocupou o António Lamoso no início do mês trabalharam o ritmo para um ensaio aberto. Aprenderam a escutar. "E a encontrar o ritmo no seu corpo. Além do lado lúdico, há um trabalho de rigor, disciplina".

Eva Silva sente-o bem. Um acidente deixou-a com lesões cognitivas. Tem 31 anos. "Sempre gostei de música e depois do acidente a dança ajudou-me muito. Aprendi a ter confiança em mim". Nem a cadeira de rodas de Catarina Bento é impedimento. Sempre quis dançar. Tem 38 anos e lembra-se como começou esta aventura.

"Trabalho na Câmara da Feira e a ideia surgiu de um brainstorming que tivemos com a Provedoria Municipal da Mobilidade". Integrou o grupo logo em 2015. Gosta do cansaço que a dança lhe traz. Uns alunos foram, outros vieram, mas o projeto mantém-se firme, agora apoiado pelo programa PARTIS III da Fundação Calouste Gulbenkian.

"Todos nos ajudamos e aprendemos. Ao princípio, tínhamos medo de nos tocar, de olhar nos olhos. A dança abriu-nos horizontes", diz Catarina. De quando em vez, abrem as portas ao público. "É importante apresentar o trabalho, há um sentido de responsabilidade", explica Clara Andermatt. Catarina confirma: "Sou muito tímida e já consigo estar em palco, tenho muito mais à vontade. E é importante que as pessoas vejam que todos podemos dançar. É bonito ver pessoas com e sem deficiência a trabalhar juntas".

Sara Oliveira faz gestos, é uma das alunas sem deficiência. Vai traduzindo as indicações de Clara para uma jovem surda-muda. É educadora social da CERCI Feira, acompanha jovens para as aulas e não quis ficar de fora. "Não fazia sentido ficar parada a assistir". É um esforço, mas vale a pena vê-los ultrapassar tantos obstáculos". São artistas, como qualquer outro, de aplausos. "Este bocadinho marca o mês deles. É eles sentirem que são bons em alguma coisa". Em 2020, vão fazer um espetáculo grande


**Direitos : Catarina Silva / JN**
AREZ
 
Os seguintes membros Gostam desta publicação: casconha

Online Ana-S

Re: Dança todas as diferenças têm lugar
« Responder #1 em: 02/01/2020, 19:38 »
A dança é daquelas coisas que se sente, não importa ou ritmo ou a sincronia. O que interessa é sentir!
 

 



Anuncie Connosco Anuncie Connosco Stannah Mobilidade S.A Anuncie Connosco Anuncie Connosco


  •   Política de Privacidade   •   Regras   •   Fale Connosco   •  
       
Voltar ao topo