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Autor Tópico: Aulas e provas para CNH não são adaptadas para surdos  (Lida 1398 vezes)

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Offline Tullio

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Deficientes auditivos têm garantidos por lei o direito de dirigir. A resolução n° 734/89 emitida pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) permite que surdos com deficiência igual ou superior a 40 decibéis tirem a CNH (Carteira Nacional de Habilitação). Mas a medida só é permitida nestes casos para as categorias A (exemplo: motocicletas) e B (exemplo: carros de passeio).

O portador de deficiência auditiva deve realizar os mesmos procedimentos de não-deficientes: fazer exames oftalmológico e psicotécnico em clínica credenciada pelo Detran (Departamento Estadual de Trânsito), além de fazer cursos teóricos e práticos e seus respectivos exames. Porém, neste processo, o surdo também deverá provar a sua deficiência.
 
Em muitos cursinhos de aulas teóricas sobre o trânsito, o deficiente auditivo acompanha os ensinamentos em uma mesma classe de alunos que não partilham deste problema. Por lei, o cursinho tem tempo de duração de 45 horas. Uma das escolas que oferecem este tipo de aprendizado em Pindamonhangaba, as aulas noturnas têm início às 18h e encerram-se às 22h30 durante uma semana e meia.
 
"Nós, professores, não temos a obrigação, por lei, de sabermos libras [a língua dos sinais]", explica-se o diretor de auto-escola e instrutor prático, Márcio Trigo. Entretanto, estes deficientes têm o direito, garantidos pela Constituição, de terem um acompanhante durante o curso.
 
"O problema é que o intérprete nem sempre ajuda [o aluno surdo a acompanhar as aulas]", diz Márcio. Alguns dos fatores observados pelo professor nestes casos são a dificuldade de entendimento completo de certos assuntos abordados (como "mecânica", considerada por muitos a matéria mais difícil) por parte do acompanhante e o esquecimento de seu real papel no momento. "Muitas vezes, a pessoa dá risada de uma brincadeira feita pelo professor e não a repassa ao verdadeiro aluno, que fica sem saber do que realmente está sendo passado ali", conta Trigo.
 
De acordo com o diretor de auto-escola, o número de deficientes físicos nos cursinhos teóricos oferecidos pela sua instituição, sempre foi superior aos candidatos surdos. Ainda segundo ele, de cada 10 deficientes que se matriculam em sua escola, somente um é surdo.
 
Em sua opinião, o maior número de deficientes físicos a surdos em Pindamonhangaba e o aumento da dificuldade de interpretação, são os motivos para a baixa procura. "Creio que as aulas e as provas deveriam ser adaptadas para eles. Mesmo assim, podemos ver como os deficientes auditivos são muitos capazes", conclui Trigo.
A necessidade e a mãe da invenção

 

 



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