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Marco de Canaveses: Como é comunicar com uma irmã que não ouve?
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Tópico: Marco de Canaveses: Como é comunicar com uma irmã que não ouve? (Lida 1065 vezes)
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migel
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Marco de Canaveses: Como é comunicar com uma irmã que não ouve?
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em:
03/12/2021, 11:36 »
Marco de Canaveses: Como é comunicar com uma irmã que não ouve?
ANA MAGALHÃES
30-11-2021
"Com o tempo, vamo-nos conseguindo adaptar", explica Manuela Pinto, cuja irmã Odete é surda desde os dez meses de vida.
Visão, paladar, tato, olfato e audição. São estes os cinco sentidos do ser humano que são fundamentais para a vida e para interagir com o mundo como o conhecemos. Mas e quando um destes sentidos falta? Hoje, o Jornal A VERDADE traz-lhe a história da irmã de Manuela Pinto, natural de Sobretâmega, que não ouve desde os 10 meses de vida.
A sua irmã, Manuela Pinto, de 44 anos, explica que Odete “não nasceu surda”, foi algo que aconteceu mais tarde. “A minha mãe quando estava a gerá-la teve sarampo e a minha irmã, quando tinha cerca de dez meses, também teve essa doença. Desde aí, deixou de ouvir”, começou por contar.
Manuela Pinto é mais velha do que a sua irmã Odete e recorda-se de alguns momentos da infância. “Lembro-me que a minha mãe foi muitas vezes para Lisboa, de barco. Tentaram fazer de tudo para que a menina conseguisse ouvir, mas não foi possível. Acho que, se fosse hoje, fazia-se uma cirurgia de implantação de aparelhos auditivos e a minha irmã ficaria a ouvir, mas não foi possível”, lamenta.
Quando Odete entrou na idade de começar a frequentar a escola, os seus pais levaram-na para o Centro António Cândido, no Porto, onde aprendeu a língua gestual. “É uma escola especializada e a minha irmã esteve sempre lá, desde pequenina. Vinha apenas ao fim de semana. Foi lá que fez o 12.º ano, com boas notas. Foi também neste centro que conheceu o seu atual marido, que também é surdo, mas desde nascença”, descreveu Manuela Pinto.
Com o tempo, a família de Odete Pinto foi-se adaptando e aprendendo alguma da língua gestual usada por ela para comunicar. “Mas a minha irmã consegue ler os lábios e nós conseguimos entendê-la. Há certos gestos que ela faz que nós conhecemos. É o hábito, com o tempo, vamo-nos conseguindo adaptar”, referiu.
A irmã de Manuela Pinto tem, atualmente, dois filhos, em conjunto com o namorado da adolescência, Ricardo Barros. “Nenhum dos filhos é surdo. A mais velha tem 12 anos e o mais novo tem seis. Eles já sabem comunicar com os pais. A minha sobrinha, inclusivamente, já sabe muitos sinais da língua gestual consegue, facilmente, comunicar com eles. Eu assisti ao nascimento da minha sobrinha Fabiana, traduzia tudo o que eles diziam para que o parto corresse bem”, disse.
Manuela Pinto defende que é “necessário ter calma” para saber lidar com a sua irmã, que “às vezes fica nervosa” quando se quer expressar e não consegue. “Foi habituada desde pequena a comunicar connosco assim, mas é normal ficar mais nervosa quando não a conseguimos perceber”, referiu.
De acordo com a sua irmã, o facto de Odete Pinto ter tido esta condição em pequena permitiu que a adaptação “fosse mais fácil”. Do Centro António Cândido, a marcoense trouxe vários amigos, com quem se encontra regularmente. “A maior parte tem filhos e eles ouvem, já se conseguem entender e é muito mais fácil para eles”, frisou.
E a sua irmã, assegura Manuela, consegue “fazer uma vida normal”. Trabalha numa fábrica da freguesia de Sobretâmega e, inclusive, dança quando há festas, em conjunto com o seu marido. “Conseguem sentir as vibrações, conseguimos dançar com eles, normalmente. Os dois também têm carta de condução. Fazem uma vida normal”, contou animada.
A marcoense apenas lamenta o facto de nos hospitais e centros de saúde não haver pessoas que comuniquem através da língua gestual. “Não podem ir sozinhos, temos de os acompanhar, penso que era importante haver alguém que soubesse língua gestual nesses locais”, defendeu.
Para Manuela Pinto, o importante nestes casos “é a adaptação e ter mente aberta para aprender coisas novas”. A marcoense garante que tanto ela, como a sua família interagem com a sua irmã “sem problema nenhum. Como nós conseguimos comunicar, é tudo mais fácil, é como se não tivesse nada”, termina.
Fonte:
https://averdade.com/conta-coisas/2021-11-30-Marco-de-Canaveses-Como-e-comunicar-com-uma-irma-que-nao-ouve--56f9be21
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