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Autor Tópico: Alunos surdos “ansiosos” pelo primeiro exame feito a pensar neles  (Lida 64 vezes)

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Alunos surdos “ansiosos” pelo primeiro exame feito a pensar neles

Português Língua Segunda é a novidade nos exames nacionais do ensino secundário. A prova culmina implementação do programa da nova disciplina, aprovado há sete anos.

SAMUEL SILVA 18 de Junho de 2018, 7:10 Partilhar notícia


Ana Filipa Alves, Maria Oliveira e Diogo Fonseca a prepararem-se para o exame NÉLSON GARRIDO

Diogo Fonseca detém-se por instantes à procura do gesto certo. “Ansioso” – era isso que queria dizer. “Estamos um bocado ansiosos com esta mudança”, prossegue. Este jovem de Peso da Régua é um dos 44 alunos que respondem amanhã ao exame nacional de Português Língua Segunda (PL2), uma prova feita especificamente para alunos surdos. É a primeira vez que se realiza.


Num gabinete da escola João Araújo Correia, no centro da cidade duriense, Diogo partilha um lugar à mesa com Maria Oliveira, que é sua colega no curso profissional de Multimédia, e Ana Filipa Alves, estudante num curso científico-humanístico. São estes os três alunos daquele estabelecimento de ensino que vão fazer o exame nacional de PL2.

A novidade está a deixá-los apreensivos. Sentada numa das pontas da mesa, Maria Oliveira conta que tem “medo de ficar desiludida com o que vão perguntar” no exame. Se a prova de amanhã for semelhante às anteriores – até ao ano passado, os alunos surdos respondiam a uma adaptação do exame de Português –, não tem dúvidas de que a vai “conseguir fazer”. Se for diferente, o dia pode correr mal, desabafa.

No exame de amanhã, Maria precisa de uma boa nota. Quer entrar na Escola Superior de Educação de Coimbra e PL2 é a sua prova específica – cumpre a mesma função do exame de Português para estes alunos. Ana Filipa e Diogo também pretendem seguir os estudos para o ensino superior, ela em Gestão, ele em Informática ou Multimédia.

Sendo esta a primeira vez que este exame nacional se realiza, não existe nenhuma prova que sirva de modelo para preparar o estudo. A informação disponibilizada pelo Júri Nacional de Exames faz o professor da disciplina, Benjamim Matos, pensar que a nova prova será semelhante em termos de estrutura à que se realizou até ao ano passado. É com base nisso que tem preparado os estudantes para o exame.

Educação bilingue
Se é certo que a novidade deste ano deixou os alunos ansiosos, aquilo que “mais preocupa” é mesmo a composição que vão ter que escrever no exame – que é integralmente escrito. A explicação é dada por Ana Filipa Alves, a mais extrovertida dos três alunos da Régua: os alunos surdos têm dificuldades com o vocabulário, que é habitualmente mais reduzido dadas as especificidades da Língua Gestual Portuguesa (LGP), e também se sentem pouco à vontade com a expressão escrita. “A estrutura da LGP é muito diferente da do Português”, expõe.

Em 2011/12, os alunos surdos passaram a ter um programa próprio de aprendizagem do Português, que tem aplicação do 1.º ao 12.º ano. A disciplina de PL2 segue um modelo de educação bilingue, considerando-se a LGP a língua materna e a Língua Portuguesa escrita e falada como segunda língua. A língua tem, para estes alunos, uma abordagem mais literal e menos simbólica, pelo que, por exemplo, o trabalho de interpretação de um texto literário é adaptado às suas características.

Há dois anos, foram introduzidas as primeiras provas nacionais na disciplina, no 9.º ano. E agora, pela primeira vez, há um exame nacional do ensino secundário de PL2. “É mais uma medida que contribui decisivamente para uma escola que se quer inclusiva e em que a todos é garantido o acesso pleno ao currículo”, sublinha fonte do Ministério da Educação ao PÚBLICO.

No corredor que leva do gabinete onde Maria, Ana Filipa e Diogo trabalham com o professor há um grande placard de cortiça, coberto com uma estrutura envidraçada. Está vazio, mas por cima do mesmo há pequenas cartolinas coloridas com o alfabeto da LGP.


A escola João Araújo Correia é a sede do único agrupamento de referência para alunos surdos em todo o interior do Norte do país. Além dos três que este ano chegaram ao final do ensino secundário, há mais 13 que chegam de diferentes pontos da região: Lamego, Alijó, Chaves.


Fonte: Publico
 

 



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