
O delegado Damasio Marino, que responde processo na Justiça por agredir um cadeirante em São José dos Campos, é investigado por suspeita de enriquecimento ilícito e violência doméstica contra a sua mulher Olga de Fátima Prianti Marino, 4 6 anos.
A investigação preliminar, em curso pela Corregedoria da Polícia Civil, está nas mãos das delegadas Telma de Souza Barbosa e Marines Greghi de Carvalho. Após agredir o cadeirante, no dia 17, Marino foi afastado do 6º DP (Distrito Policial), por um período inicial de 30 dias.
“O dossiê que eu tenho em mãos está muito bem instruído e deve virar um processo em breve. Não vamos demorar para chegar ao fim”, afirmou a delegada Telma, que conduz a investigação das denúncias de corrupção contra o delegado.
Se as suspeitas forem confirmadas, o delegado deverá sofrer punição nas esferas administrativa e criminal. E os problemas de Marino, acredite leitor, não param por aí não...
Agressão/ A funcionária pública e ex-companheira do delegado, Olga Prianti Marino, recebeu ameaças em cartas anônimas na semana passada, feitas com colagens de jornais e revistas. Uma delas dizia ‘Olga, queremos o seu fim de verdade’. A segunda mensagem dizia que Olga estava ‘à morte’ e pedia para ela não ir mais à Corregedoria da Polícia Civil.
“Não sei quem é o autor disso, mas estou com medo. Quero proteção da justiça”, disse.
Violência/ Olga, que ainda é casada oficialmente com Marino, contou ao BOM DIA que apanha do marido desde 2005, quando este teria começado a beber com mais frequência. Ela disse que sua vida ‘se tornou um inferno’ desde que Marino começou a se envolver com a atual companheira dele.
“Os irmãos dela já quebraram o meu dedo e tentaram me linchar. As agressões físicas são frequentes”, contou Olga, que registrou boletim de ocorrência em todas as ocasiões.
Defesa nega acusações contra Damasio e diz não haver provas
Luis Antonio Lourenço, advogado de Damasio Marino, afirmou que as suspeitas de corrupção e violência doméstica que recaem sobre o delegado são infundadas e que Olga Prianti Marino quer apenas os ‘holofotes’. “Essa mulher sofre de distúrbios emocionais sérios e passa por tratamento. Nunca existiu nenhum tipo de agressão ou ameaça contra ela”, disse o advogado. Ainda segundo Lourenço, os laudos médicos apresentado por Olga não condizem com as acusações.
Na última quinta-feira, a delegada Marines Greghi de Carvalho opinou pelo arquivamento do processo de violência doméstica contra Marino, mas a decisão final será tomada pelo delegado-corregedor Antônio Álvaro de Sá Toledo. A delegada e corregedora assistente, Telma de Souza Barbosa, afirmou ao BOM DIA que não arquivaria um caso com ‘provas flagrantes de violência’, como as contra o delegado Marino.