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Autor Tópico: Que dor é essa?  (Lida 767 vezes)

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Que dor é essa?
« em: 28/04/2011, 14:55 »
 
Que dor é essa? 

     

Quando nos deparamos com um lesado medular, principalmente os lesados por traumas, imaginamos que abaixo da lesão essa pessoa não sente mais nada, certo?

Eu também pensava dessa maneira, mas após o acidente descobri que não bem é assim. Logo começaram as tais dores neuropáticas, dores noturnas (já que geralmente pioram a noite) e que também são chamadas de dores fantasmas, esse nome não é só porque não tem causa definida e sim porque são dores que assustam e incomodam muito os pacientes.

Saiba mais sobre: Dra. Fabíola Peixoto Minson explica sobre a Dor do Membro Fantasma

A explicação científica para a dor neuropática é: ”Atribuída à hiperatividade neuronal segmentar à modificação do padrão de chegada de estímulos sensitivos ao tálamo“, segundo o Instituto Simbidor. Complexo, não é?

Simplificando, é uma alteração dos sinais nervosos (lesão medular) que são interpretados de maneira errada (como dor) pelo cérebro.

No lesado medular essa dor desenvolve-se em 60% a 70% dos indivíduos, sendo que em um terço ela é intensa. No nível da lesão ela que pode aparecer de forma mais precoce e abaixo do nível da lesão a dor inicia-se de forma mais tardia.

A maioria dos indivíduos descreve como algo penetrante e ardente, que provoca uma sensação de queimação, peso, agulhadas, ferroadas ou choques, podendo ou não ser acompanhada de “formigamento” ou “adormecimento” (sensações chamadas de “parestesias), com mais intensidade durante o primeiro ano após ter ocorrido a lesão e na maioria dos casos são nos membros inferiores.

A dor neuropática intriga e frustra, tanto para os pacientes como para os médicos, pois parece não apresentar uma causa definida, responde pouco aos tratamentos e pode durar indefinidamente. Sabe-se que um estímulo tátil discreto ou roçar em determina região do corpo pode desencadeá-la e fica mais intensa com as variações climáticas e estados emocionais.

O alto nível de sofrimento causado pelas dores intensas e duradouras pode chegar a desencadear o aparecimento de depressão, crises de pânico, ansiedade, dificuldade em dormir, entre outras.

Existem vários tratamentos com anti-depressivos, anticonvulsivantes e outros medicamentos, alguns tratamentos alternativos como acupuntura que também podem amenizar as dores. Evitar infecções urinárias e da bexiga e ter um bom funcionamento do intestino também ajuda.

Ainda não conheci um lesado medular que sofre ou já sofreu muito com essas dores, tem quem se trata com medicamentos e até que se acostume e conviva bem com elas, mas o mais importante é ter paciência e positividade sempre.

Fonte: Vida Mais Livre

 

 



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