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Autor Tópico: Porque estudar a lesão medular traumática?  (Lida 1041 vezes)

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Porque estudar a lesão medular traumática?
« em: 26/05/2011, 19:30 »
 
Porque estudar a lesão medular traumática?

       

Entre as lesões que podem afetar o ser humano, a lesão medular traumática é uma das lesões mais debilitantes, pois apresenta limitada ou nenhuma recuperação neurológica (THURET et al., 2006).

No Brasil, a cada ano surgem 9.000 novos casos aproximadamente (MEYER et al., 2003).

Considerando que as terapias disponíveis para tratamento desta condição ainda apresentam eficácia muito limitada, a utilização de modelos experimentais de lesão medular traumática é ainda imprescindível à investigação de abordagens terapêuticas mais efetivas.

A lesão medular traumática, ou traumatismo raquimedular – TRM (coluna vertebral e medula espinhal) é uma lesão frequente na vida moderna que acarreta uma síndrome neurológica altamente incapacitante.

Mundialmente, a taxa de incidência de lesões da medula espinhal é de 22 ocorrências por milhão de habitantes (ROSSIGNOL et al., 2007). No Brasil, há cerca de 250.000 pacientes com esta condição, somando-se aproximadamente 9 mil novos casos por ano (MEYER et al., 2003).

O National Spinal Cord Injury Statistical Center (NSCISC) dos Estados Unidos estima que a lesão medular ocorra em cerca de 20% das fraturas da coluna vertebral, e que 10 a 15% dos pacientes apresentem dano neurológico severo com grande morbidade, sendo de 5% a taxa de mortalidade (NSCISC, 2009). Devido a essa elevada incidência e dos custos envolvidos no diagnóstico, tratamento, reabilitação e suporte destes pacientes, esta patologia representa um grande problema socioeconômico.

Dados fornecidos pelo relatório anual do NSCISC de 2009 demonstram que a lesão é mais freqüente no sexo masculino, representando 80% dos casos, sendo os adultos jovens, na faixa etária de 14 a 40 anos, os mais atingidos. Os acidentes automobilísticos são a principal causa destas lesões, seguido por quedas de alturas, ferimentos por arma de fogo e traumatismos esportivos, entre os quais se destaca o mergulho em águas rasas (NSCISC, 2009).

Referências:

MEYER F., VIALLE L., VIALLE E., BLEGGI-TORRES L., RASERA E., LEONEL I. Alterações vesicais na lesão medular experimental em ratos. Acta Cir. Bras., 18: 203-207, 2003.

NSCISC, National Spinal Cord International Statistical Center. Annual report for the spinal cord injury model system. In http:www.nscisc.uab.edu. Acesso em 28 de novembro 2010.

ROSSIGNOL, S., SCHWAB, M., SCHWARTZ, M., FEHLINGS, M.G. Spinal cord injury: time to move? J Neurosci., 27: 11782-92, 2007.

THURET, S., MOON, L.D., GAGE, F.H. Therapeutic interventions after spinal cord injury. Nat Rev Neurosci., 7(8): 628-43, 2006.

Fonte: Blog Lesão Medular Traumática


 

 



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