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Autor Tópico: Equipas de Apoio em Saúde Mental arrancam até ao final do ano  (Lida 641 vezes)

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Equipas de Apoio em Saúde Mental arrancam até ao final do ano



A primeira equipa de Apoio Domiciliário Integrado em Saúde Mental estará apta para iniciar o  seu trabalho até ao final deste ano na Unidade de Saúde de Ilha de São Miguel.

Segundo o Secretário Regional da Saúde, Luís Cabral, que ontem assistiu a uma sessão de formação dos profissionais que vão integrar este projecto piloto, as Equipas Móveis de Apoio Domiciliário Integrado em Saúde Mental vão ser implementadas inicialmente na Unidade de Saúde de Ilha de São Miguel e depois estender-se-ão às restantes ilhas do arquipélago.

"As alterações têm de ser feitas com qualidade e critérios de continuidade porque estamos a falar de doentes a quem a mínima alteração pode causar instabilidade no seu dia-a-dia e no seu percurso", explicou Luís Cabral.

As equipas de Apoio Domiciliário Integrado em Saúde Mental serão, segundo o governante, "a base da Rede Regional de Cuidados Continuados Integrados em Saúde Mental".

"A introdução no Plano Regional de Saúde de uma área de intervenção específica para a promoção da saúde mental concretizou a necessidade indispensável de impulsionar a integração dos cuidados de saúde mental no sistema de saúde regional, tanto a nível dos cuidados primários como dos hospitalares e dos cuidados continuados, de modo a facilitar o acesso e a diminuir a institucionalização" explicou.

Luís Cabral referiu ainda que esta medida vai "permitir melhorar, pelos cuidados de aproximação a estes doentes, a sua qualidade de vida, bem como da rede familiar envolvida, assim como a libertação dos serviços especializados na área do seguimento dos casos mais graves de doença mental, diminuindo consecutivamente a institucionalização e minimizando os custos em saúde mental e psiquiátrica, prevenindo reinternamentos".

Neste aspecto também o director do serviço de Psiquiatria do Hospital do Divino Espírito Santo, João Paulo Vidal, destacou as mais-valias deste projecto.

"Tem de ser feito um grande trabalho para conseguirmos não só que a população se integre neste programa mas também que o serviço de psiquiatria e os cuidados de saúde primários estejam disponíveis para colaborar", afirmou, frisando que "só através de um modelo integrado que inclua os serviços de psiquiatria, os cuidados de saúde primários e secundários e a população é que podemos fazer alguma coisa" nesta área.

Acreditando ainda que este projeto vai permitir reduzir o número de pessoas assistidas no hospital, destacou, no entanto, que se trata de um processo lento que "não vai acontecer num mês nem num ano".

Também o enfermeiro especialista em saúde mental e psiquiatria do Hospital do Espírito Santo de Évora, que é responsável pela formação que está a decorrer em Ponta Delgada salientou que o objectivo é permitir que a doente "esteja  o melhor possível no ambiente familiar o que vai permitir reduzir, por exemplo, o número de idas ao hospital".

Referindo à sua experiência em Évora, onde este projeto decorre desde 2010, destacou que as equipas de apoio domiciliário têm permitido diminuir a taxa de internamento e aumentado a acessibilidade de pessoas com problemática de saúde mental aos serviços de saúde.

Ana Carvalho Melo


Fonte: PCD
« Última modificação: 22/10/2015, 11:12 por migel »
 

 



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