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Autor Tópico: Dia Internacional da Síndrome de Asperger | 18 de fevereiro  (Lida 8228 vezes)

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Online Nandito

 
Dia Internacional da Síndrome de Asperger | 18 de fevereiro
Atualizado: 18/02/2021



A 18 de fevereiro assinala-se o Dia Internacional da Síndrome de Asperger, data de aniversário de Hans Asperger, o pediatra austríaco que deu o nome à Síndrome.

Este dia é assinalado para sensibilizar a população para esta doença. A Síndrome de Asperger é uma condição psicológica do espectro autista caracterizada por dificuldades significativas na interação social e comunicação não-verbal, além de padrões de comportamento repetitivos e interesses restritos. Distingue-se do autismo clássico pois não implica atraso global cognitivo ou em termos de linguagem.

As causas da Síndrome de Asperger ainda não são totalmente compreendidas. Existe alguma informação que leva a pensar que esta síndrome seja provocada por um conjunto de fatores neurobiológicos que afetam o desenvolvimento cerebral. Não existe um tratamento específico ou cura. O objetivo é aliviar os sintomas. O tratamento ideal inclui terapias que abordam os três sintomas básicos: baixa capacidade de comunicação, rotinas obsessivas ou repetitivas e imperícia física.

Estima-se que existam mais de 67 milhões de pessoas com autismo e síndrome de Asperger no mundo. Em Portugal, segundo a Associação Portuguesa de Síndrome de Asperger (APSA), calcula-se que 40.000 pessoas têm a síndrome.

Fonte: inr.pt  Link: https://www.inr.pt/noticias-eventos/-/journal_content/56/11309/484728
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Online Nandito

Re: Dia Internacional da Síndrome de Asperger | 18 de fevereiro
« Responder #1 em: 07/07/2021, 16:18 »
 
Filipe Gaivão vai pedalar 1.300 quilómetros para sensibilizar para a Síndrome de Asperger
Publicado 8 horas atrás em 7 de Julho de 2021por Notícias de Coimbra



Filipe Gaivão vai pedalar de Braga até Lisboa, um percurso de 1.300 quilómetros, para sensibilizar para a Síndrome de Asperger. A iniciativa realiza-se de 13 a 24 de julho e conta ainda com o apoio de algumas figuras públicas, como Mariana Monteiro, Cuca Roseta e Marisa Liz.

O ciclista Filipe Gaivão junta-se à Associação Portuguesa de Síndrome de Asperger (APSA) através do desafio que o vai pôr a pedalar pelo país, em prol das pessoas com Síndrome de Asperger. A APSA vai acompanhar o ciclista em algumas etapas, onde apresentará, também, sessões de sensibilização sobre a síndrome de asperger e de atendimento às famílias.

A iniciativa realiza-se de 13 a 24 de julho, com a partida marcada para o primeiro dia, em Braga, às 11h00. Filipe Gaivão inicia, assim, uma jornada de 1.300 quilómetros, em 12 dias e que vai ligar Braga a Lisboa, com passagem por cidades como Vila Real, Viseu, Guarda, Castelo Branco, Évora, Odemira e Setúbal. De Norte a Sul, esta aventura termina dia 24 de julho na Casa Grande, sede da APSA em Benfica, Lisboa.

Para assinalar a chegada do ciclista, a APSA convida algumas figuras públicas, que se associam a esta causa e participam na última etapa do percurso (Belém-Benfica). A conclusão desta iniciativa será ainda marcada por um pequeno concerto da Banda APSA – a banda composta por jovens com SA.

Piedade Líbano Monteiro, Presidente da APSA explica: "a iniciativa é uma prova dura para o Filipe Gaivão, que muito agradecemos o esforço e dedicação, e que queremos acompanhar de perto não só para o apoiar, mas também para levar informação que fará certamente a diferença para muitas famílias. Este desafio é uma oportunidade de descentralizar o nosso apoio, através da partilha do conhecimento que temos vindo a adquirir sobre a síndrome de asperger. Como costumamos dizer, esta é uma diferença que não está na cara, mas existe!".

A SIC Esperança é o parceiro social desta ação. As sessões de sensibilização a realizar em Braga, Castelo-Branco e Setúbal contam com o apoio das autarquias locais. Na cidade de Évora a APSA conta com o apoio da Reitoria da Universidade de Évora.

PROGRAMA PEDALAR PELA SÍNDROME DE ASPERGER
13 de julho – 11h30 PARTIDA DE BRAGA – Montalegre
14 de julho – Montalegre – Vila Real

15 de julho – Vila Real – Viseu
16 de julho – Viseu – Guarda
17 de julho – Guarda – Castelo Branco (Chegada às 15h45)
18 de julho – Castelo Branco – Portalegre
19 de julho – Portalegre – Évora (Chegada às 17h00)
20 de julho – Évora – Beja – Castro Verde
21 de julho – Castro Verde – Faro
22 de julho – Faro – Odemira
23 de julho – Odemira – Setúbal (Chegada às 16h30)
24 de julho – Setúbal – CHEGADA A LISBOA às 14h30 (Casa Grande, Sede da APSA)


Fonte: noticiasdecoimbra.pt        Link: https://www.noticiasdecoimbra.pt/filipe-gaivao-vai-pedalar-1-300-quilometros-para-sensibilizar-para-a-sindrome-de-asperger/
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Online Nandito

Re: Dia Internacional da Síndrome de Asperger | 18 de fevereiro
« Responder #2 em: 15/07/2021, 09:48 »
 
Ciclista vai pedalar 1.300 kms como alerta para a Síndrome de Asperger
Atualizado: 14/07/2021



O ciclista Filipe Gaivão junta-se à Associação Portuguesa de Síndrome de Asperger (APSA) através do desafio que o vai pôr a pedalar pelo país, em prol das pessoas com Síndrome de Asperger.

Esta iniciativa decorre de 13 a 24 de Julho. Vão ser 1.300 quilómetros, ligando Braga a Lisboa, com passagem por cidades como Vila Real, Viseu, Guarda, Castelo Branco, Évora, ou Setúbal.

Não é pela primeira vez que Filipe Gaivão adere a um projecto solidário. Em 2019, pedalou pela Esclerose Múltipla. Pretendeu-se chamar a atenção para a existência desta doença e para o impacto na vida das pessoas que a portam, realçando as suas necessidades e sublinhando, ao mesmo tempo, a importância da inclusão social.

A APSA vai acompanhar o ciclista em algumas etapas, onde apresentará, também, sessões de sensibilização sobre a síndrome de asperger e de atendimento às famílias. Também algumas figuras públicas quiseram-se associar a esta causa.

Esta entidade foi criada em 2003. Trata-se duma instituição sem fins lucrativos, pretende explicar, sensibilizar e desdramatizar o que é esta perturbação do espetro do autismo. Desde 2015, já integrou 45 jovens no mercado de trabalho

Piedade Líbano Monteiro, Presidente da APSA afirmou que “este desafio é uma oportunidade de descentralizar o nosso apoio, através da partilha do conhecimento que temos vindo a adquirir sobre a síndrome de asperger. Como costumamos dizer, esta é uma diferença que não está na cara, mas existe!”

Mais informação no site Associação Portuguesa de Síndrome de Asperger.: http://www.apsa.org.pt/pt/familias/pedalar-pela-apsa

Fonte: inr.pt         Link: https://www.inr.pt/noticias-eventos/-/journal_content/56/11309/572575
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Re: Dia Internacional da Síndrome de Asperger | 18 de fevereiro
« Responder #3 em: 27/10/2021, 15:33 »
 
Síndrome de Asperger. O apoio «incansável» aos «incansáveis» da inclusão

26 de Outubro de 2021 18:06


Fonte de imagem: publico.pt

Depois de enfrentar o diagnóstico na solidão do desconhecimento, Piedade Líbano Monteiro quis evitar que tal continuasse a acontecer em Portugal. Foi desta ideia que nasceu a Associação Portuguesa de Síndrome de Asperger (APSA), instituição particular de solidariedade social que por vontade de um grupo de pais viu a luz em Novembro de 2003.

Quase duas décadas depois, a missão da APSA já não é «apenas» apoiar quem é confrontado com a Síndrome de Asperger (SA), mas também o da integração no mercado laboral da pessoa com SA. Tanto num como noutro, já um longo caminho foi percorrido graças à APSA e aos seus parceiros, com particular destaque para o Santander, nomeado como «Empresa Recetiva» pela APSA, tendo contratado recentemente duas pessoas com SA.

A presidente da APSA não tem dúvidas que o papel desempenhado pelo Santander neste campo tem sido «enorme!». Primeiro, pelo voluntarismo com que o banco encarou o desafio, depois pela importância de ter o maior banco em Portugal a enveredar por este caminho, abrindo a porta a que outros o sigam. «O Santander foi dos poucos parceiros que aceitaram connosco este desafio de forma absolutamente positiva e tão natural que o nosso “Programa Empregabilidade” com a entidade simplesmente fluiu e tem sido extraordinário», reflecte Piedade Líbano Monteiro.

«Empresa Recetiva», sociedade mais inclusiva

Sendo a integração laboral das pessoas com SA um dos objectivos da APSA, o Programa Empregabilidade é uma das vertentes em que a associação muito aposta, visando puxar as empresas para as suas responsabilidades sociais neste campo. Este projecto foi recentemente concretizado através de uma carta-compromisso entre as empresas receptivas da APSA, assinada na presença da Secretária de Estado para a Inclusão de Pessoas com Deficiência, e integra-se com um outro projecto da APSA, o «Casa Grande», oferecendo um «Programa de Empregabilidade» que é o «culminar de todo um treino de competência social e autonomia funcional», que visa dotar as pessoas com SA de autonomia «no seio de uma sociedade que muitas vezes é marcada pelo preconceito».​


APSA

É que além das dificuldades oriundas da própria SA [ver caixa], os jovens com SA enfrentam algum preconceito no mercado laboral, algo que obriga a mais «formação, conhecimento e preparação de ambas as partes, para acolher e ser acolhido em contexto de trabalho». Esta é a vertente trabalhada pela «Empresa Recetiva», que aposta na «capacitação dos recursos humanos das empresas» de modo a desmistificar preconceitos e qualquer outra barreira que surja à integração. Só desta forma a pessoa com SA conseguirá evidenciar o seu potencial no contexto laboral.

E é aqui que ganha particular relevância ter o Santander a bordo, já que com um parceiro desta dimensão e importância torna-se mais provável que a sociedade fique cada vez mais bem informada. O Santander, explica Piedade Líbano Monteiro: «é o exemplo de uma parceria plena que tivemos a sorte de concretizar na nossa missão de desmistificar e desbravar caminho no que toca à SA. É um exemplo que levamos sempre connosco para onde quer que vamos».

Até ao momento, a APSA conta com cerca de 25 empresas no seu programa «Empresa Recetiva», registando uma tendência de subida, já que cada vez mais entidades têm procurado a associação no sentido de recrutar pessoas com SA.

Inclusão: Um desígnio com várias frentes

Com o crescimento sustentável e inclusivo inscrito na sua forma de estar, o apoio do Santander à APSA integra-se num programa do banco de maior envergadura em prol da inclusão social de pessoas com deficiência. Um programa que conta com parcerias com a Associação Salvador, focado na empregabilidade de pessoas com deficiência motora, ou a Associação Quinta Essência, que promove a integração de pessoas com mais de 16 anos com dificuldades intelectuais e de desenvolvimento, só para citar alguns exemplos.​

Mas além da intervenção directa, o Santander investe igualmente no estudo e pensamento estratégico associado à problemática da integração de pessoas com deficiência, sendo participante activo no Inclusive Community Forum, com quem partilha dados, experiências, sucessos e dificuldades que os seus trabalhadores com deficiência experimental. Foi, aliás, desta forma que o Santander construiu no seio deste fórum um processo de recrutamento inclusivo assumido pelas restantes empresas parceiras.

Um programa de maior envergadura, porém, nem sempre exige parcerias, tendo sempre «pequenas coisas» que fazem grande diferença. O facto da grande maioria dos ATM do Santander terem sistemas de acessibilidade para pessoas com deficiência visual é uma delas, tal como o facto de o banco exigir aos seus fornecedores o cumprimento de critérios de sustentabilidade, que passam pela inclusão de pessoas com deficiência.

Síndrome de Asperger: O que é? Como se identifica?


A Síndrome de Asperger é uma perturbação neurocomportamental de base genética. Pode ser definida como uma perturbação do desenvolvimento que se manifesta por alterações sobretudo na interacção social, na comunicação e no comportamento. Embora seja uma disfunção com origem num funcionamento cerebral particular, não existe marcador biológico, pelo que o diagnóstico se baseia num conjunto de critérios comportamentais.

Enquadrada no espectro do autismo, esta é uma condição que afecta o modo como uma pessoa comunica e se relaciona com os outros. Entre as características mais comuns em crianças, jovens ou adultos, destacam-se as dificuldades com relacionamentos sociais, na comunicação, interpretação, na empatia ou a insistência em comportamentos repetitivos, descoordenação motora ou hipersensibilidade a estímulos sensoriais. Saiba mais aqui.
https://apsa.org.pt/pt/

20 anos de APSA

Nas últimas duas décadas, a APSA tem apostado muito na «sensibilização, explicação, divulgação, mas principalmente na desdramatização da SA», tanto através de seminários, publicação de livros ou ao assegurar uma presença regular nos média, «falando sem preconceitos e de forma muito positiva sobre a SA».​

Entre os trabalhos desenvolvidos desde a sua criação, a APSA destaca a sua presença em escolas de todos os ciclos de ensino. Mas o projecto mais emblemático, e ligado à «Empresa Recetiva», já que na antecâmara do mesmo, é o «projecto Casa Grande, actual sede da Associação», destaca a presidente da APSA.

Esta foi a primeira resposta social a surgir para jovens adultos com SA e que visa preencher o «grande fosso entre o fim da escolaridade obrigatória e a passagem para a vida activa», apostando na capacitação dos jovens e da «comunidade envolvente para uma integração sustentável na vida activa e no mercado de trabalho», detalha Piedade Líbano Monteiro. O projecto «Casa Grande» apoia hoje, e de forma directa, «cerca de 58 jovens e respectivas famílias», mas o verdadeiro alcance do trabalho desenvolvido pela APSA é difícil de quantificar.

«A cada escola que vamos, cada intervenção pública que temos, cada encontro de pais, tempo de pais, e de cada vez que actuamos na sociedade, estamos de certa forma a apoiar mesmo indirectamente quem muitas vezes não tem coragem de nos pedir ajuda», explica a presidente da APSA. Como exemplo, a responsável destaca «as mais de 500 famílias» que a APSA já ajudou através de um serviço «totalmente gratuito» chamado Tempo de Pais, da responsabilidade da própria Piedade Líbano Monteiro. Um tempo que dedica a que mais ninguém se veja na situação de não ter respostas para as primeiras dúvidas e sobre o que esperar no dia-a-dia com SA. A presidente da APSA, que a seu tempo não encontrou respostas, assegura hoje o seu tempo para que estas cheguem a quem mais precisa.


Fonte: publico.pt            Link: https://www.publico.pt/2021/10/26/estudiop/noticia/sindrome-asperger-apoio-incansavel-incansaveis-inclusao-1982543
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Online Nandito

Re: Dia Internacional da Síndrome de Asperger | 18 de fevereiro
« Responder #4 em: 19/02/2025, 10:55 »
 
Dia Internacional da Síndrome de Asperger: «Precisamos de mais e melhores conversas e de mais empatia», Marta Amorim, especialista em Genética Médica

Saúde & Bem-Estar
18 Fevereiro 2025
Marta Amorim, especialista em Genética Médica do PASSO A PASSO | Centro de Desenvolvimento



Fonte de imagem: foreveryoung.sapo.pt   

Artigo de opinião de Marta Amorim, especialista em Genética Médica do PASSO A PASSO | Centro de Desenvolvimento

Por vezes, ao cruzarmo-nos com indivíduos desajustados socialmente, mais reclusos, mas competentes em determinadas áreas e até geniais, mesmo sem competências médicas, arriscamos um diagnóstico: aquele tem Asperger! Aquela nossa vertente médica (ou louca?) de rotularmos a sociedade.

Estima-se que existam cerca de 40 milhões de pessoas em todo o mundo, 40 mil em Portugal, e é mais prevalente no sexo masculino à nascença (10 para uma).

Acredita-se que prodígios como Michelangelo (o pintor/escultor/etc., não a tartaruga ninja), Mozart, Andy Warhol ou Bill Gates possam partilhar este diagnóstico. A Síndrome de Asperger é de facto uma síndrome com características especiais, mas muitas vezes difíceis de distinguir de outras situações como o Autismo de alta funcionalidade: partilha das dificuldades de comunicação, interação social, a tendência por comportamentos repetitivos, obsessões, mas cognição normal, ou até acima da média. Não está presente a perturbação intelectual, mas o desenvolvimento global pode estar afetado pelas dificuldades em entender a mensagem e os sentimentos do outro (e os próprios)- o discurso tomado de forma demasiado literal, a falta de entendimento pela ironia ou empatia pelo desconforto, a dificuldade em entender regras sociais, o interesse restrito a determinados assuntos, mas também descoordenação motora, dificuldades na motricidade fina, falta de aptidão para atividades físicas, o receio de atividades colectivas e eventos sociais.

A Síndrome de Asperger deve o seu nome a Hans Asperger, um médico austríaco, ele próprio com peculiaridades comportamentais e … simpatias nazis (o que diminui bastante a minha simpatia pela designação da doença). Descreveu-a pela primeira vez em 1944 e referiu-se a ela como “psicopatia autista”. O dia internacional da Síndrome ainda acontece a 18 de Fevereiro, coincidindo com a data de nascimento do médico. Em 1981 o nome Síndrome de Asperger foi utilizado pela primeira vez, em 1989 foram definidos critérios clínicos para o seu diagnóstico. Em 1992 foi incluída na Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID-10) da Organização Mundial da Saúde e em 1994 no Manual Diagnóstico e Estatístico de Desordens Mentais (DSM-IV) da Associação Americana de Psiquiatria (o mesmo onde ainda constava a homossexualidade como doença).

Atualmente a designação Síndrome de Asperger já não existe como uma entidade distinta da Perturbação do Espectro do Autismo, esse super chapéu, onde se encaixam as diferentes nuances das perturbações da relação, comunicação e comportamento presentes no Autismo.

Falemos então de Autismo de forma lata. O seu diagnóstico ainda traz confusão e ideias erradas. Que há graus… Que é um diagnóstico etiológico… Que há análises laboratoriais que o comprovem…

Nada disto existe: é de facto um espectro (um contínuo de sinais e sintomas que não precisam estar presentes em todos os indivíduos, com complicações e prognósticos distintos), o diagnóstico é possível por testes (mas não de sangue e sim funcionais) e a sua etiologia é desconhecida (não sabemos o que o causa e por isso não o conseguimos “curar”).

O seu desenvolvimento inicia-se muito cedo (antes dos 2 anos de idade) e existe incidência familiar aumentada, pelo que se acredita que existam fatores genéticos na sua génese: erros nas nossas instruções e não “erros” de educação, alimentares e definitivamente não é culpa das vacinas!!!

Muitos pais perseguem esta resposta: o tal teste genético que diz que “é mesmo autismo!”. No entanto, este tipo de teste não existe: não se conhece nenhum gene que explique mais do que uma percentagem pequena dos casos de autismo.

Mas então não vale a pena fazer testes genéticos nunca? Faz sentido estudar, sim!

Um diagnóstico genético, saber exatamente que gene tem uma gralha e o que não está a funcionar, auxilia a vigilância, pode permitir uma terapia mais direcionada e oferecer aos pais opções reprodutivas, os tais testes pré-concepcionais e pré-natais, como a amniocentese, que permitem evitar a recorrência da doença. Atenção, a amniocentese pode ser realizada em diferentes contextos, com diferentes propósitos (testes). Um exame normal significa que foi excluído o que foi testado e isso pode ser só saber se os cromossomas (as unidades onde está a nossa informação genética), estão lá em número correto (o cariótipo). Isto nada nos diz sobre o autismo.

Então quando devemos fazer estudos genéticos? E que estudos genéticos?

A probabilidade de encontrarmos uma alteração genética aumenta quando o autismo não ocorre de forma isolada, quando é apenas mais um sintoma num quadro mais complexo: quando associado a malformações congénitas (por exemplo malformação cardíaca, renal, cerebral estruturais), dismorfismos (aqueles traços faciais diferentes do resto da família), perturbação do desenvolvimento intelectual ou da somatometria (as alterações na estatura, peso ou perímetro cefálico – a “medida do chapeú” como explico aos meus doentes pediátricos). Dependendo da suspeita, ou na ausência de uma suspeita específica pedimos testes mais direcionados ou abrangentes, como a pesquisa do X-frágil, um array-CGH (que exclui por exemplo a ausência de pequenas regiões do ADN) ou um exoma (que estuda alterações da sequência em vários genes ao mesmo tempo).

Por outro lado, quando o autismo ocorre de forma isolada, raramente há teste genético que nos explique ou antecipe o diagnóstico. Este é por exemplo o caso na Síndrome de Asperger.

Mas se acreditamos que há factores genéticos, como se explica que os testes genéticos não o detetem?

Evoluímos imensamente no nosso conhecimento e capacidade de testar o código genético, mas este é apenas uma base, há muitas camadas de informação e desconhecimento nesta magnífica área.

Explicando melhor, o nosso ADN é uma sequência de 3 biliões de letras, a mesma, em cada uma das nossas células. Esta sequência única é o nosso código genético (genoma), apesar de muito muito semelhante entre humanos e até entre humanos e espécies díspares de animais como a mosca da fruta: diferimos em menos de 1% entre humanos e 75% dos genes associados a doenças humanas têm um gene correspondente na mosca-da-fruta (incrível, não é?).

O nosso conhecimento da Genética Humana cresce com a nossa capacidade de estudar e entender o que estamos a ver. A Genética Médica ainda está muito restrita às deleções e duplicações do ADN e à sequenciação e identificação de erros em genes de forma individual.

Aos poucos começamos a reconhecer a ação poligénica (a forma como os genes trabalham em equipa) e às camadas que fazem do código apenas uma base, um hardware onde instalamos diferentes aplicações, que permitem, potenciam e otimizam funcionalidades únicas. Para um mesmo código escrito, podemos ter diferentes leituras e conversas entre genes. Ainda não o conseguimos é traduzir em testes clínicos.

Eu acredito que o autismo resulta de “conversas desconexas”, erros de leitura, “aplicações” não ou mal instaladas no nosso genoma. Um nível de processamento da informação e desenvolvimento cerebral diferente. Errado? É sempre um debate difícil quando falamos dos indivíduos altamente funcionantes. Se os indivíduos, previamente conotados com Síndrome de Asperger podem ser bem sucedidos, quando a sua obsessão pelo detalhe se torna um trunfo, faz sentido estigmatizá-lo com um nome de uma síndrome? Deverá ser considerado doença ou diferença? Há quem defenda a sua exclusão como doença de todo, outros protegem-na para angariar maior defesa para as fragilidades destes indivíduos.

No fim, sejam cerebrais ou em comunidade, quando se trata de autismo precisamos de mais e melhores conversas e precisamos de mais empatia, daquela que não existe em comprimidos. Talvez um dia a Genética ajude este diálogo a fazer sentido.







Fonte: foreveryoung.sapo.pt                         Link: https://foreveryoung.sapo.pt/dia-internacional-da-sindrome-de-asperger-precisamos-de-mais-e-melhores-conversas-e-de-mais-empatia-marta-amorim-especialista-em-genetica-medica/?utm_source=SAPO_HP&utm_medium=web&utm_campaign=destaques
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Re: Dia Internacional da Síndrome de Asperger | 18 de fevereiro
« Responder #5 em: 19/02/2025, 21:22 »
 
Quais famosos têm a Síndrome de Asperger?

Por Rafaela Senatore, com supervisão da redação 19 de fevereiro de 2025


Síndrome de Asperger tem dia de conscientização marcado para fevereiro (Foto: Reprodução)

Síndrome de Asperger é mais comum do que parece, diversos famosos possuem esta condição que pertence ao espectro autista

Na terça-feira (18) é dia da conscientização da Síndrome de Asperger, que é um distúrbio do desenvolvimento caracterizado por dificuldades significativas na interação social e na comunicação não verbal, juntamente com padrões de comportamento e interesses restritos e repetitivos.

Quais famosos têm a Síndrome de Asperger?

Alguns famoso possuem a Síndrome de Asperger, mas não apresentam dificuldades e aprenderam a lidar com isso ao longo da vida. Veja abaixo alguns dos famosos que tem a síndrome:

- Albert Einstein
- Tim Burton
- Keanu Reeves
- Lionel Messi
- Michael Phelps
- Isaac Newton


Qual a diferença entre a Síndrome de Asperger e autismo?

O Asperger é conhecido como uma versão mais branda do autismo, mas ambos devem ser considerados coisas diferentes. A síndrome é marcada como uma condição na qual a criança apresenta características peculiares em seu comportamento, mas nada que atrapalhe na interação social e nos deveres do cotidiano, como a escola e a vida profissional.

As crianças que convivem com a síndrome costumam demonstrar menos atrasos em seu desenvolvimento. Eles são excelentes em sequências matemáticas, mapas e nos campos das artes, como música e pintura.

O Autismo é considerado um transtorno de desenvolvimento com as consequências mais conhecidas, entre elas está o comprometimento global da interação social. Comportamentos repetitivos, restritos e problemas ligados à comunicação social da criança e do adulto são comuns neste caso.


Uma pessoa diagnosticada com o TEA (Transtorno do Espectro Autista) apresenta problemas de linguagem. Muitas delas não desenvolvem a fala de maneira espontânea, tendo que ser submetidas a intervenções com especialistas fonoaudiólogos.

Como é uma pessoa com Síndrome de Asperger?

Uma pessoa com Asperger tende a se ofender com facilidade e, ao mesmo tempo, são muito francas, sem filtro, o que pode prejudicar durante uma conversa. É importante destacar que os sintomas podem variar de uma pessoa para outra, tanto em intensidade quanto em gravidade.





Fonte: acidadeon.com                       Link: https://www.acidadeon.com/tudoep/tudo-cult/viu-essa/sindrome/
« Última modificação: 19/02/2025, 21:24 por Nandito »
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Re: Dia Internacional da Síndrome de Asperger | 18 de fevereiro
« Responder #6 em: 25/07/2025, 10:34 »
 
É possível integrar-se profissionalmente e ter síndrome de Asperger: duas histórias de sucesso

Conselhetório
24 jul 2025 21:30



EPA/PETER KOMKA

As pessoas com Síndrome de Asperger, um doença do espectro autista, experimentam grandes dificuldades na entrada no mercado de trabalho devido às suas limitações na comunicação, na relação interpessoal e na capacidade de adaptação. Para ajudar a superá-las é preciso criar condições para uma efetiva igualdade no acesso ao emprego e, por outro, criar condições para que estes colaboradores sejam uma mais-valia.

Manuel, 45 anos

Os resultados escolares do Manuel nunca desiludiram os pais. Entrou para a universidade e, aos 27 anos, obteve a licenciatura. Os seus tempos livres eram passados em casa, com a família. Apaixonado por cinema, passava a pente fino todos os guias de TV para não perder uma emissão, que gravava e listava numa base de dados com milhares de registos.

O número e diversidade de empregos que teve também mereciam uma base de dados. Apesar de ser um profissional assíduo e empenhado, os desentendimentos com colegas e comportamentos desadequados faziam com que cada experiência de trabalho terminasse ao fim de pouco tempo.

Foi aos 35 anos que o Manuel e família encontraram uma explicação para estas dificuldades ao ser-lhe diagnosticada Síndrome de Asperger. Com o apoio da equipa do CADIn - Centro de Apoio ao Desenvolvimento Infantil, iniciou a colaboração com uma empresa que compreendeu e aceitou a sua diferença.

Nas visitas periódicas da psicóloga do CADIn foram feitos os ajustes necessários para que o colaborador Manuel fosse considerado uma mais-valia para a equipa. É atento aos detalhes que os outros ignoram e não se importa de realizar as mesmas tarefas todos os dias.

Pelo contrário, é isto que o faz feliz há mais 10 anos.

Maria, 31 anos

A vida da Maria mudou depois de um entrevista de emprego. Já tinha percebido que era “esquisita”, que coisas que para os outros eram fáceis, para ela eram um quebra-cabeças: atar os sapatos, andar sem tropeçar, entender piadas, fazer amigos.


Foi a diretora da escola onde estagiava quem primeiro percebeu que os comportamentos diferentes da Maria podiam ter uma explicação e a encaminhou para uma avaliação no CADIn. Quando soube que tinha Síndrome de Asperger, pensou: “boa, afinal não sou esquisita!”.

Todos os dias a Maria enfrenta dificuldades para lidar com coisas que são banais para a maioria das pessoas. Conta com o apoio da diretora da escola, que agora sente como mãe, e do CADIn. A sua maior conquista é acreditar em si mesma: “Chego a todo lado como os outros, mas mais lentamente”.

No futuro, quer ser educadora de infância e continuar a trabalhar com crianças que, diz, a entendem melhor que ninguém.






Fonte: lifestyle.sapo.pt                       Link: https://lifestyle.sapo.pt/saude/noticias-saude/artigos/e-possivel-integrar-se-profissionalmente-e-ter-sindrome-de-asperger?utm_source=SAPO_HP&utm_medium=web&utm_campaign=destaques
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