Faltam manuais escolares em braille sob o novo acordo ortográfico[float=left]
ACAPO distribui culpas entre as editoras e o Ministério da Educação. A Porto Editora garante livros dentro do prazo. [/float]
Não estão a ser produzidos manuais escolares em Braille que respeitem o acordo ortográfico. A informação é avançada pela Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal (ACAP), que receia que os alunos com deficiência visual tenham de suportar mais esta desvantagem.
O Ministério da Educação definiu que a entrada das novas regras da língua portuguesa nas escolas vai ser feita no próximo ano lectivo, mas, para já, ainda não estão a ser produzidos materiais em braille a pensar nos alunos com deficiência visual, revela Rodrigo Santos, da ACAPO.
“Corremos o risco de os alunos portugueses virem a ser ensinados com manuais e outro tipos de ajudas à aprendizagem que ainda estejam de acordo com este acordo”, lembra.
A associação responsabiliza as editoras, mas também o Ministério da Educação pelos atrasos, já que em 2012 as aulas vão ter em conta as novas regras ortográficas. Este é um dos assuntos que quer levar à tutela, numa audiência que os dirigentes da Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal vão pedir em breve.
A denúncia surge no Dia Mundial do Braille, data que assinala o nascimento do francês Louis Braille, o inventor deste método de leitura e escrita para invisuais.
Em reacção, a Porto Editora assegura que os alunos invisuais vão ter os seus livros a tempo e horas. A garantia foi deixada Paulo Gonçalves, responsável de comunicação da empresa.
in RR