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Autor Tópico: O BRINCAR COMO ACTIVIDADE TERAPÊUTICA  (Lida 2173 vezes)

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Online Sininho

O BRINCAR COMO ACTIVIDADE TERAPÊUTICA
« em: 01/08/2010, 18:59 »
 

Brincar é o principal instrumento de trabalho da terapia ocupacional infantil. É preciso então entender como ele funciona para que possamos entender melhor seu potencial terapêutico assim como as indicações que ele oferece sobre o desenvolvimento infantil.

Definir brincar é um pouco como definir amor: todos sabem o que é mas não conseguem definir. É uma área estudada dentro de diversas disciplinas, tal a sua importância. Existem alguns critérios que definem quais as características que devem estar presentes para que uma actividade seja definida como brincar:



• Auto escolhido


• Motivação intrínsica


• Habilidade para suspender a realidade


• Alto grau de liberdade associado a ele.


• Envolve mais atenção ao processo que ao produto


• Não existe um modo certo de brincar


• Importa menos o que você faz ao brincar que como o faz.



Esses ítens foram desenvolvidos pela Dra. Anita Bundy (TO) (Play in Occupational Therapy for Children, pg. 52 a 65) que desenvolveu um teste para avaliar o brincar usando os três primeiros ítens da lista acima. Embora nem sempre se use um teste, é possível por exemplo avaliar um pouco da habilidade de planeamento motor da criança através do tipo de brincadeira que escolhe. Se tem dificuldade de ideação, tende a escolher brinquedos do tipo “figuras de acção ou bonequinhos”, Legos, jogos de computador. Isto é ainda mais evidente quando têem dificuldade na coordenação. Daí então tende a preferir brincadeiras sedentárias, evitar bolas, etc. Crianças com insegurança gravitacional já gostam de brincadeiras sedentárias, mas na ausência de dificuldade de coordenação, usam bastante a imaginação em suas brincadeiras. As crianças com defensividade sensorial são muito cuidadosas quanto às texturas dos brinquedos que escolhem e com a proximidade ou contacto físico necessário em cada brincadeira.


Além desse aspecto diagnóstico o brincar oferece um meio terapêutico muito rico, oferecendo oportunidades para que a criança desenvolva habilidades novas sem ter de se expor em situações que considere de risco. Atividades lúdicas servem de campo de treinamento para atividades diárias, escolares e atividades de coordenação em geral. Dificuldades em integração sensorial podem impedir o brincar, que é a maior fonte de aprendizagem da criança. Por outro lado, o desenvolvimento da habilidade de brincar com certeza leva a uma integração sensorial mais adequada.


« Última modificação: 01/08/2010, 21:40 por Sininho »
Queira o bem, plante o bem e o resto vem...
 

 



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