Com o objectivo de ajudar as muitas crianças e jovens diagnosticadas com epilepsia em Portugal e minimizar o impacto negativo que a doença possa acarretar na aprendizagem e integração académica do aluno, a EPI – Associação Portuguesa de Familiares, Amigos e Pessoas com Epilepsia, em conjunto com a Liga Portuguesa Contra a Epilepsia (LPCE) e com o apoio da UCB Pharma, prepara-se para desenvolver nas escolas portuguesas um programa inédito a nível europeu de formação sobre a doença para professores e pais de crianças com epilepsia, avança comunicado de imprensa.
A apresentação oficial do projecto está marcada para o próximo dia 13 de Setembro (segunda-feira – arranque do ano lectivo 2010/2011), às 10h:30, na sede da EPI no Porto.
Este projecto pretende dotar as Escolas de Ensino Regular, bem como, Escolas de Ensino Especial de condições adequadas para integrar as crianças com epilepsia e surgiu na sequência do primeiro estudo sobre Epilepsia nas Escolas Portuguesas, levado a cabo durante o último ano lectivo por ambas as associações.
O estudo revelou que que cerca de 77 % dos professores têm dificuldade em gerir uma situação de epilepsia na turma, 91% considera erradamente que se deve colocar algo na boca provocando situações de risco para o doente (asfixia, dentes partidos, etc.), entre outras conclusões de relevo.
Face à falta de formação dos agentes educativos sobre a epilepsia, foi criado este Programa Integrado composto por uma Acção de Formação para profissionais de educação e uma Acção de Sensibilização para a turma do aluno com epilepsia. A implementação do Projecto visa dar continuidade às Acções de Formação no contexto escolar de modo estruturado potenciando a abrangência de maior número de estabelecimentos de ensino, explica o comunicado.
Actualmente estima-se que em Portugal existam cerca de 50 mil pessoas com epilepsia, surgindo anualmente 4 mil novos casos, na sua maioria crianças e adolescentes. Esta é uma doença que tem como ponto de partida uma perturbação do funcionamento do cérebro, devido a uma descarga anormal de alguns ou quase da totalidade das células cerebrais.
Fonte: RCM Pharma