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Autor Tópico: Pessoas com lesão medular praticando mergulho  (Lida 1797 vezes)

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Pessoas com lesão medular praticando mergulho


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Handicapped Scuba Association International (HSA)

De acordo com Gatacre (2000) a HSA teve a sua origem em 1975, na Universidade da Califórnia, como um programa piloto de pesquisa, observando mudanças de auto-imagem. O trabalho foi desenvolvido para pessoas com e sem deficiência. Duas turmas foram formadas e o programa terminou dois anos mais tarde.

Gatacre (2000) ainda descreve que, para a primeira turma em 1975, eles não conseguiam encontrar um comandante de barco que quisesse levar os mergulhadores com deficiência para os mergulhos em mar. As barreiras iniciais foram enormes e hoje, duas décadas mais tarde, o trabalho é reconhecido internacionalmente e já existem embarcações acessíveis como, por exemplo, o barco Fiji Agressor, que foi construído visando à acessibilidade na embarcação para mergulhadores usuários de cadeira de rodas.

Gatacre (2000) também relata que a Handicapped Scuba Association foi formalmente organizada em 1981 para o ensino do mergulho autônomo recreativo para pessoas com e sem deficiência. A Handicapped Scuba Association (HSA), USA com um H, foi assim denominada no estacionamento da US Divers Corporation, em junho de 1981, quando Gatacre foi buscar os primeiros equipamentos doados para a HSA.

Ele menciona que em 1982 organizou, com a sua equipe, oficinas de mergulhadores com deficiência, conduzidas pelo Conselho para a Cooperação Nacional em Aquática (CNCA), Sociedade Médica Subaquática (UMS) e Nosso Mundo Subaquático. Essas oficinas formaram a base para os Padrões de Desempenho Físico especializado, os quais foram desenvolvidos juntamente com Walt Hendrick, Sr., NAUI; Dennis Graver, PADI; John Stewart, PADI; e Jim Hicks, NAUI. E, que baseada nesses Padrões de Desempenho Físico, a HSA desenvolveu o Programa de Certificação para o mergulhador, escrito em dois manuais e criou o Curso de Treinamento para Instrutores HSA (ITC), o Curso de Companheiro de Mergulho, e o Curso de Treinamento para Diretor de Curso (CDTC).

Gatacre (2000) também nos esclarece que o manual do instrutor HSA foi escrito baseado nas próprias questões de Gatacre sobre deficiência, problemas de treinamento, assuntos de acessibilidade e perguntas feitas por outros instrutores que ensinem pessoas com deficiência. Que o manual do instrutor e Padrões de Desempenho Físico tem sido revisado sistematicamente, desde 1986, utilizando o esforço dos instrutores HSA que trabalham em diversos países. Também menciona que a entidade criou um programa de viagem accessível e um programa de avaliação de hotéis e pousadas (resorts).

Percebemos que a HSA viabilizou a formação e a certificação de mergulhadores com deficiência em vários países e de profissionais capacitados em mergulho adaptado, possibilitando o acesso de milhares de pessoas a essa opção de lazer. Venceu resistências e inúmeros obstáculos, concretizando o sonho de milhares de pessoas: aprender a mergulhar, receber um certificado de mergulho reconhecido internacionalmente e conhecer o fundo do mar, através do turismo submarino. Também proporcionou aos instrutores de mergulho convencional, a condição de poder ensinar a pessoas com deficiência a mergulhar. A HSA desenvolve um trabalho considerado relevante internacionalmente, não só pela iniciativa pioneira na área, bem como por todas as suas realizações em prol do mergulho autônomo recreativo adaptado.

Implantação e desenvolvimento do trabalho da HSA no Brasil

Em agosto de 1991, contei com o apoio da Professional Diving Instructor Corporation (PDIC-BRASIL), dirigida por Marcus Werneck, da Sociedade Amigos do Deficiente Físico (SADEF), dirigida por José Blanco (in memoriam), da Cobra Sub S.A., através de Santarelli, com o auxílio da Revista Sub, dirigida por Sérgio Costa, de amigos e familiares para organizar e participar juntamente com outros instrutores de mergulho da PDIC-BRASIL, no Instituto de Educação, no Rio de Janeiro, do primeiro curso de capacitação profissional em mergulho adaptado no Brasil, ministrado pelo instrutor James Gatacre, da Handicapped Scuba Association. Edson Passafaro, mergulhador com deficiência física, certificado por uma certificadora convencional, aceitou o convite para participar do curso.

Também, para esse curso, reunimos pessoas com deficiências física e visual (interessadas em participar do batismo em piscina), que nunca haviam tido experiências anteriores, ou que haviam feito tentativas frustradas em virtude da falta de qualificação profissional em mergulho adaptado. Qualificação essa, até então, inexistente no País.

Após esse curso, fui convidada pelo instrutor James Gatacre, presidente da Handicapped Scuba Association para participar de uma expedição em Fiji, na Oceania, juntamente a uma equipe de mergulhadores com deficiência e instrutores capacitados em mergulho adaptado pela HSA e membros da Sociedade Cousteau. Michel Cousteau estava presente no trabalho. A Cobra Sub patrocinou a minha participação nesta expedição.

A expedição resultou em um filme intitulado To Fly in Freedom produzido pela Sociedade Cousteau, que abordava a diversidade e a necessidade de preservação da vida submersa na região, bem como, a prática do mergulho autônomo adaptado. Convidei o mergulhador Edson Passafaro, que colaborou no curso, para participar da expedição e juntos representamos o Brasil.

Ainda em 1991, Bernardo Lemos (in memoriam), foi o primeiro mergulhador brasileiro com deficiência (deficiência física), formado e certificado pela HSA no País, dando início a um trabalho fundamentado no conhecimento teórico e prático.

Em agosto de 1993, por iniciativa do instrutor Sérgio Nigro, e com o apoio do Projeto Acqua, coordenado pelo instrutor Gabriel Ganme em São Paulo, foi realizado, pela HSA, o segundo curso de capacitação profissional em mergulho adaptado no País. Durante esse curso, de forma voluntária, aceitei dirigir o trabalho da entidade no Brasil. Assim, nasceu a HSA BRASIL.

Em 1994, na cidade do Rio de Janeiro, no Instituto Benjamin Constant (IBC) e na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), a HSA BRASIL organizou o terceiro curso de capacitação profissional em mergulho adaptado no Brasil. Naquela ocasião, a HSA BRASIL reuniu profissionais representantes de todas as entidades certificadoras então existentes no País, com a participação de 21 pessoas com deficiência.

A realização desse evento ocorreu devido ao apoio da Sociedade Amigos do Deficiente Físico (SADEF), que patrocinou as passagens aéreas do instrutor James Gatacre, do Centro de Instrutores de Mergulho Autônomo (CIMA-RJ), da Happy Memory, da Diver’s Quest e dos amigos que tanto colaboraram para o sucesso do evento.

A Sociedade Brasileira de Mergulho Adaptado (SBMA) foi idealizada em 1996, como fruto do trabalho desenvolvido pela Handicapped Scuba Association, visando a transcender as dificuldades econômicas, e viabilizar a continuidade do trabalho implantado no Brasil pela HSA. Assim, alguns instrutores e mergulhadores foram formados e certificados pela SBMA (posteriormente, a partir de 1998, a maioria pôde tornar-se membro da Handicapped Scuba Association International e prosseguir com a nossa equipe HSA este trabalho) naquele difícil período, no qual não era possível se arcar com os altos custos da vinda do instrutor James Gatacre ao Brasil para ministrar mais cursos de capacitação profissional em mergulho adaptado.

Em setembro de 1998, a HSA-BRASIL-SBMA realizou na Cidade de Arraial do Cabo, no Rio de Janeiro, o I Encontro Nacional de Mergulho Adaptado. O destaque do evento foram as palestras, ministradas por James Gatacre, presidente da Handicapped Scuba Association International. Também foi organizado o turismo submarino e um jantar de confraternização entre os mergulhadores e instrutores.

Durante o I Encontro Nacional de Mergulho Adaptado, através do apoio de James Gatacre e do mergulhador Pedro S., tornei-me a primeira e única (até o momento, mas, certamente, no futuro outras pessoas se capacitarão) diretora de cursos da Handicapped Scuba Association no Brasil e em toda a América do Sul e, dessa forma, a única profissional no País habilitada para formar instrutores especialistas em mergulho adaptado.

Desde então, foi possível formar e certificar instrutores brasileiros interessados no trabalho desenvolvido pela HSA, como também viabilizar a formação e certificação, de acordo com os padrões internacionais de mergulho adaptado desenvolvidos pela Handicapped Scuba Association, de todas as pessoas com deficiência interessadas em fazer parte dessa equipe.

Desde então nasceu o único Centro de Treinamento da Handicapped Scuba Association no Brasil: HSA BRASIL CENTRO DE TREINAMENTO. Trabalho de referência para a capacitação profissional em mergulho recreativo adaptado no País. Desde agosto de 1991 até julho de 2006, 54 profissionais foram formados e certificados pela HSA no Brasil. Entretanto, a maioria é inativa.

Ainda encontram-se no Brasil instrutores que se denominam autodidatas em mergulho adaptado e oferecem cursos de mergulho adaptado para pessoas com deficiência sem a devida qualificação profissional. Também existem aqueles que fizeram a capacitação profissional em mergulho adaptado e ministram cursos, conscientes de que estão fora dos padrões de ensino estabelecidos pela Handicapped Scuba Association. Eles certificam pessoas com deficiência através de certificadoras convencionais. Oferecem esse serviço sem nenhum constrangimento ou punição, uma vez que o Brasil não possui legislação que os impeça. Torna-se necessária uma severa intervenção governamental nesse sentido, pois, o bem-estar, o aproveitamento máximo durante a formação, a segurança e a vida da pessoa com deficiência, que é iludida por esse tipo de instrutor, está em risco.

À medida que os esportes de aventura, as atividades na natureza, inclusive para pessoas com deficiência, forem organizadas e desenvolvidas no Brasil, com fiscalização eficiente, poderemos combater, com sucesso, esse tipo de ação e, quando necessário, não apenas advertir, mas, sim, cassar a certificação de um instrutor que se porte de tal maneira.

Independentemente desse cenário, somada às dificuldades econômicas das pessoas com deficiência em nosso País para a prática da atividade, vencer os obstáculos e construir com todos e para todos é a meta da HSA BRASIL. Trabalhar com consciência, responsabilidade e eficiência é o compromisso dos instrutores envolvidos com o trabalho junto à pessoa com deficiência.

Fonte: Intervox

 

 



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