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Autor Tópico: Coral de surdos atrai interessados em aprender  (Lida 14871 vezes)

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Coral de surdos atrai interessados em aprender Libras



As apresentações aconteceram no Parque dos Espanhóis, em Sorocaba (SP) e contou com um grupo de 16 alunos do curso de Libras da Associação Integra.

Publicada em 26 de abril de 2010 - 18:15

 Dezenas de pessoas interessadas em interagir com pessoas com deficiências foram no sábado, 24 de abril, ao Parque dos Espanhóis, em Sorocaba (SP), para assistir ao coral de surdos “Mãos que Cantam e Encantam”. Um grupo de 16 alunos do curso de Libras (Língua Brasileira de Sinais), lecionado pela Associação Integra, apresentou-se por cerca de 1h30 durante a tarde. Entre as pessoas presentes na plateia estava uma comerciante que contratou um deficiente da fala, uma auxiliar de limpeza de escola que quer comunicar-se com alunos surdos e uma mulher que decidiu aprender Libras para conversar com uma criança e uma adolescente do seu bairro.
 
A proprietária de pet shop na Vila Santana, Carin Rocha Mauad, 32 anos, contratou um deficiente auditivo e de fala como auxiliar administrativo. “O interessante é que são muito mais eficientes do que as pessoas com as capacidades que faltam a eles”, defendeu Carin Mauad. Ela falou que, no início, a comunicação com o funcionário com a deficiência era feita por meio da escrita, mas, aos poucos, ele foi ensinando a Libras. “É muito atencioso, inteligente e, como presta bastante atenção, aprende logo na primeira vez”, declara.
 
A comerciante conta que a contratação despertou a curiosidade nos outros funcionários, que se esforçam para conversar com o colega. “Tenho vontade de aprender e me receberam muito bem”, disse, por meio de intérprete, o auxiliar administrativo com deficiência, Jonas Maciel, 18 anos. O sonho do rapaz é ser veterinário.
 
A também auxiliar administrativa, Isabel Cristina Fogaça Onofre, 38 anos, aprendeu Libras para conversar com uma criança e com uma adolescente no bairro onde mora. “Presenciei que ninguém ao redor conseguia conversar com eles, a própria família se comunicava aos gritos. Comecei a sentir que era eu quem tinha a deficiência de não conseguir falar com eles”, disse Isabel. Ela ainda reclama que faltam iniciativas de inclusão até mesmo nas escolas: “uma professora disse a ela que não tinha a obrigação de saber Libras”, lamentou.
 
Por outro lado, há gente interessada em aprender a linguagem para melhor entender os alunos. Esse é o caso da auxiliar de limpeza de uma escola, Márcia Aparecida de Assis, 35. Ela estava assistindo ao coral e disse que ia se informar sobre as aulas porque na escola onde trabalha “tem pessoas com esse problema e que ninguém consegue entendê-los”.
 
A Associação Integra, que mantém o coral e curso de Libras, atende pelo telefone (15) 3231-5778.
 
Fonte: Vida mais livre
 

 



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