Amputado dará volta ao mundo a nado
Por Sheila Eldred
Ele já saltou de paraquedas de um avião e atravessou a nado o Canal da Mancha, façanhas impressionantes se considerarmos que Philippe Croizon perdeu seus braços e pernas depois de um choque elétrico. Agora, o atleta pretende concluir a volta ao mundo nadando.
Seu companheiro ao longo dos próximos quatro meses será o nadador de longa distância francês Arnaud Chassery, de 44 anos. A dupla pretende atravessar quatro estreitos entre cinco continentes, um feito só realizado uma única vez.
"Faremos uma campanha para incentivar uma nova atitude diante da deficiência, sobretudo em países em desenvolvimento”, afirmou Croizon em uma coletiva de imprensa.
Croizon aprendeu a nadar há cinco anos, utilizando membros artificiais, nadadeiras e o que restou de seus braços para tomar impulso na água. Em 2010, ele completou a travessia do Canal da Mancha.
Nadar entre os estreitos apresentará novos desafios: Croizon e Chassery cobrirão cerca de 85 quilômetros e passarão 45 horas na água, enfrentando as fortes correntes do Estreito de Gibraltar e diferenças extremas d temperatura: de 26º Celsius no Mar Morto a 0ºC no Estreito de Bering.
Na primeira parte da viagem, partindo da França em 6 de maio, os atletas nadarão entre a Papua Nova Guiné e a Indonésia para ligar Austrália e Ásia. O próximo trecho, da Ásia à África, será através do Mar Vermelho, e em seguida, partem da África em direção à Europa pelo Estreito de Gibraltar, concluindo a viagem em meados de agosto na América com a travessia do Estreito de Bering.
"Vamos unir os cinco continentes de forma simbólica, somos apenas dois homenzinhos, mas seremos capazes de construir uma ponte entre os continentes”, declarou Croizon ao Sky News. "Isso significa que não estamos longe demais uns dos outros”.
Foto: Swimming Beyond Borders.
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