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Autor Tópico: Algarve, Alentejo e Norte vão analisar carraças para controlar transmissão de do  (Lida 566 vezes)

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Algarve, Alentejo e Norte vão analisar carraças para controlar transmissão de doenças ao homem  
 
Algarve, Alentejo e Norte vão passar a realizar colheitas de carraças, como já acontecia para os mosquitos, para controlar onde estão as espécies infetadas com vírus que podem afetar o homem, disse hoje uma investigadora do Instituto Ricardo Jorge.

Maria João Alves falava à agência Lusa a propósito do colóquio “Doenças transmitidas por insetos - Um problema crescente”, que decorre na terça-feira no auditório dos Hospitais da Universidade de Coimbra.

Até agora, o programa Rede de Vigilância de Vetores (REVIVE), que existe desde 2008, dedicou-se aos mosquitos e identificou 67.431 mosquitos adultos e 10.279 mosquitos imaturos em 44 concelhos de Portugal. Foram identificadas 20 espécies de mosquitos e não foram encontradas espécies invasoras.

A investigadora do Centro de Estudos de Estudos de Vetores e Doenças Infecciosas do Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge e responsável pela coordenação do programa REVIVE nesta entidade, Maria João Alves, referiu que "a partir da época de colheitas de 2011, algumas ARS [Administrações Regionais de Saúde] vão também fazer colheitas de carraças".

"Vamos iniciar devagarinho e com o tempo pensamos também [abranger os] flebótomos", pequenos insetos que transmitem igualmente vírus", como o que provoca encefalia, explicou.

"Por enquanto, temos informação que vai ser a ARS Alentejo, a ARS Algarve e a ARS Norte" a avançar com a colheita de carraças, avançou Maria João Alves.

O alargamento do controlo às carraças "estava pensado desde o início e o que se pretende é capacitar as administrações regionais de saúde com os meios e o conhecimento para fazer as colheitas, ou esporadicamente ou por sistema", acrescentou.

Em Portugal, existem "algumas doenças transmitidas por carraças que causam mortalidade, que são doenças de notificação obrigatória e provavelmente ganhamos se soubermos onde estão as carraças infetadas, fazendo um estudo mais sistemático", apontou ainda Maria João Alves. 
 
(Lusa)
 
 
 

 



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