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Genéricos em risco de desaparecer: nova diretiva europeia pode fazer disparar preços em até 800%
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Tópico: Genéricos em risco de desaparecer: nova diretiva europeia pode fazer disparar preços em até 800% (Lida 536 vezes)
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Nandito
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Genéricos em risco de desaparecer: nova diretiva europeia pode fazer disparar preços em até 800%
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23/06/2025, 09:59 »
Genéricos em risco de desaparecer: nova diretiva europeia pode fazer disparar preços em até 800%
Por Revista de Imprensa 08:54, 5 Jun 2025
A recente aprovação da nova Diretiva de Tratamento de Águas Residuais Urbanas pela União Europeia está a provocar grande inquietação no setor dos medicamentos genéricos. A Equalmed — Associação Portuguesa de Medicamentos pela Equidade em Saúde — lançou um sério alerta esta quinta-feira, advertindo que as consequências da aplicação da nova legislação podem levar ao desaparecimento de algumas moléculas farmacêuticas do mercado português e europeu, com particular impacto nos genéricos.
A diretiva introduz a aplicação direta do princípio do poluidor-pagador, que, segundo os representantes da indústria, penaliza injustamente o segmento dos genéricos — responsável pela maior parte do volume de medicamentos vendidos na Europa, mas com margens financeiras muito mais reduzidas.
“A indústria de genéricos na Europa tem uma quota de cerca de 80% do volume, para apenas cerca de 20% daquilo que é o custo. É aquela que seria mais impactada com esta medida. Isto pode significar tão simplesmente que algumas moléculas sejam inviáveis do ponto de vista económico em termos de comercialização”, afirmou João Paulo Nascimento, representante da Equalmed, em declarações à Renascença.
O responsável sublinhou ainda que os custos associados ao cumprimento da nova diretiva poderão ser insuportáveis para muitos fabricantes de genéricos, comprometendo o acesso a medicamentos essenciais por parte das populações.
Um dos casos mais emblemáticos apontados pela Equalmed é o da metformina, um medicamento amplamente utilizado no tratamento da diabetes tipo 2 e que figura entre os mais prescritos em Portugal e na União Europeia.
“Estamos a falar, por exemplo, de uma molécula que é bastante conhecida, que é a Metformina, que é uma substância para o tratamento da diabetes. É a substância mais utilizada ainda hoje em dia e pode ter um aumento de custo de 8 vezes”, referiu João Paulo Nascimento.
Se tal cenário se concretizar, o impacto para os sistemas nacionais de saúde, para as farmácias e, sobretudo, para os utentes, será profundo e potencialmente disruptivo.
De acordo com as estimativas de Bruxelas, cerca de 92% da carga tóxica nas águas residuais provém da indústria farmacêutica e dermocosmética. No entanto, estas conclusões são fortemente contestadas pelos representantes do setor, que alegam falta de proporcionalidade e foco exclusivo em apenas dois segmentos da sociedade e da economia.
“Nós concordamos com o objetivo desta diretiva. Não concordamos é com o facto de esta diretiva apontar única e exclusivamente a responsabilidade do tratamento das águas residuais urbanas, fundamentalmente provenientes das nossas casas de banho e das nossas cozinhas, à indústria farmacêutica e à indústria de cosmética”, declarou Nascimento.
O dirigente sublinha que existem outros poluentes com relevância equivalente ou superior, provenientes de diversas fontes domésticas, agrícolas e industriais: “Os micropoluentes que se encontram nas águas residuais urbanas não são apenas da indústria farmacêutica e da indústria de dermocosmética. Temos componentes domésticos, temos pesticidas, temos microplásticos.”
Neste contexto, a Equalmed critica o que considera ser uma violação dos princípios da proporcionalidade, da não discriminação e da própria lógica do poluidor-pagador, que, de acordo com o direito europeu, deveria assegurar uma repartição justa dos encargos ambientais.
Face à gravidade do impacto previsto e à alegada injustiça da medida, várias empresas farmacêuticas já recorreram ao Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE), numa tentativa de travar ou modificar os efeitos da diretiva. Um dos Estados-membros, a Polónia, juntou-se formalmente ao grupo de contestatários, assumindo publicamente a sua oposição ao modelo adotado por Bruxelas.
“Há uma série de empresas que avançaram com ações legais no Tribunal de Justiça da União Europeia. Temos já um Estado-Membro, também, a Polónia, que o fez”, revelou João Paulo Nascimento à Renascença.
A Equalmed espera agora que a Comissão Europeia reveja os termos da diretiva antes da sua transposição obrigatória, prevista até 2028. “O que esperamos neste momento é que, efetivamente, a Comissão Europeia olhe para esta situação e que, não pondo em causa o objetivo da diretiva – com o qual estamos absolutamente de acordo –, a reavalie do ponto de vista daquilo que é o princípio do poluidor-pagador, da proporcionalidade e da não discriminação”, afirmou o representante da associação.
Nascimento reforça que o objetivo de redução de poluentes nas águas residuais é legítimo e necessário, mas não pode ser construído à custa de um setor essencial como o dos medicamentos genéricos, especialmente quando existem responsabilidades partilhadas por vários sectores e fontes poluidoras.
Fonte: executivedigest.sapo.pt Link:
https://executivedigest.sapo.pt/noticias/genericos-em-risco-de-desaparecer-nova-diretiva-europeia-pode-fazer-disparar-precos-em-ate-800/
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Re: Genéricos em risco de desaparecer: nova diretiva europeia pode fazer disparar preços em até 800%
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Responder #1 em:
23/06/2025, 16:31 »
Trump pode fazer aumentar preços dos medicamentos na Europa ou travar novos tratamentos
Por Francisco Laranjeira 12:59, 23 Jun 2025
Os sistemas de saúde da Europa estão em risco de pagar mais pelos medicamentos – ou perder o acesso a novos tratamentos – devido à pressão de Donald Trump para que a indústria global farmacêutica corte os preços nos EUA.
A intenção da Casa Branca pode ter consequências significativas para os sistemas de saúde europeus, alertaram os especialistas, apontando que tanto a Administração Trump como as farmacêuticas provavelmente procuração aumentos de preços na Europa para permitir custos mais baratos nos EUA.
A chamada política da Nação mais Favorecida de Trump, estabelecida numa ordem executiva em maio último, está a pairar sobre as negociações da indústria sobre mudanças no seu acordo de preços no Reino Unido, que devem ser concluídas neste mês.
As farmacêuticas estão a usar a política como argumento para reforçar a sua posição a favor de cobrar mais do Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido, referiu o ‘Financial Times’: a indústria teme que, se aceitar um acordo menor com o NHS, a Administração Trump possa tentar reduzir os preços dos medicamentos nos EUA para os níveis do Reino Unido.
Os países europeus provavelmente resistirão a aumentos significativos de preços porque os orçamentos estão limitados e muitos contratos com as empresas são longos. Ou seja, pode fazer com que as farmacêuticas acabam por não lançar novos medicamentos em mercados onde o preço será muito mais baixo.
Donald Trump acusou a Europa de estar entre os “parasitas estrangeiros” do mundo, que, segundo ele, desfrutam de medicamentos baratos às custas do sistema de saúde dos EUA, que paga preços altíssimos por medicamentos de marca.
A política da Nação Mais Favorecida pressiona os fabricantes de medicamentos a oferecer aos pacientes dos EUA o menor preço que cobram em qualquer país onde o PIB per capita seja de pelo menos 60% dos níveis dos EUA.
Dustin Benton, diretor administrativo da Forefront Advisors, empresa de pesquisa de risco político, apontou que a política baseia-se na premissa de que o Governo americano pode pressionar os sistemas de saúde europeus a pagar mais pelos medicamentos. “A ideia é que se os europeus pagam mais pelos medicamentos, então os americanos podem pagar menos pelos seus”, explicou, frisando que a indústria farmacêutica estava a descobrir o “lado negativo de ser multinacional”.
“Acreditamos que o objetivo final é que, se o preço nos EUA for 100 dólares e na Europa for 20, Trump quer que a Europa chegue a 80, 90 dólares e que os EUA caiam para o mesmo valor”, disse Philip Sclafani, sócio da área de ciências biológicas da PwC.
A UE teria dificuldades para incluir promessas sobre preços de medicamentos em seu potencial acordo comercial com Washington porque os estados-membros controlam suas próprias negociações orçamentárias sobre medicamentos.
A política Nação Mais Favorecida ameaça os modelos de negócios das empresas farmacêuticas, que são baseados num grande mercado dos EUA, onde os preços dos medicamentos são, em média, cerca de 2,3 vezes mais altos do que em outros 32 países da OCDE, de acordo com uma pesquisa da Rand Corporation para o departamento de saúde e serviços humanos dos EUA.
Fonte: executivedigest.sapo.pt Link:
https://executivedigest.sapo.pt/noticias/trump-pode-fazer-aumentar-precos-dos-medicamentos-na-europa-ou-travar-novos-tratamentos/?utm_source=SAPO_HP&utm_medium=web&utm_campaign=destaques
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