
O anúncio da identificação de uma nova espécie de borboleta na Mata Atlântica me fez refletir sobre o quanto não conhecemos da natureza. Afinal, o bioma Mata Atlântica, além de ocupado, explorado e destruído desde o início da colonização portuguesa, é também estudado há um bom tempo. Vou além: quanto já não perdemos sem sequer conhecer?
Prenda clarissa / Foto: André Freitas
“Pesquisadores das universidades Estadual de Campinas (Unicamp) e Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) descreveram uma nova espécie de borboleta, encontrada na região denominada Campos em Cima da Serra, na Mata Atlântica gaúcha.
Chamada de Prenda clarissa – o gênero é uma homenagem à mulher gaúcha (chamada de prenda) e o nome da espécie remete ao livro do escritor sulista Érico Veríssimo – o exemplar foi encontrado durante expedição feita à Floresta Nacional de São Francisco de Paula, em 2009.” – texto da matéria “Pesquisadores descobrem espécie de borboleta na Mata Atlântica do RS”, publicada em 14 de fevereiro de 2012 pelo portal G1
Em trechos de mata atlântica da Serra do Cipó (MG), esses mesmos pesquisadores descobriram recentemente a Yphthimoides cipoensis, que por critérios da IUCN (União Internacional para Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais) já está ameaçada de extinção.