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Autor Tópico: Chegou o divórcio. E agora, o que fazer com os cães?  (Lida 792 vezes)

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Chegou o divórcio. E agora, o que fazer com os cães?

Os animais de estimação são uma das causas de conflitos. Há quem se entenda sobre tudo – menos sobre a cadela e o hámster.

07 Março 2016 • Vera Moura

Ao fim de quatro anos de casamento, Paula e Ricardo decidiram divorciar-se. Chegaram rapidamente a acordo em relação a quase tudo: ela ficava na casa que tinham comprado em conjunto, em Oeiras, ele levaria o melhor carro. O que deu discussão foi o destino de Maria, Francisca e Xavier. A empresária e o designer concordaram que seria cruel separá-los. Depois de semanas de conversas dolorosas, decidiram que elas ficariam com a mãe, enquanto ele, mais calado e independente, iria com o pai.

Ricardo poderia visitar a Maria e a Xica sempre que quisesse e tinha direito a levá-las para sua casa dois fins-de-semana por mês. Deveriam marcar férias em datas diferentes e ele pagaria uma pensão para ajudar nas despesas das duas. Maria e Xica são duas cadelas, uma rafeira e uma Labrador. Xavier é um hámster-canguru.
"Ele tinha horários pouco estáveis, sem condições para ficar com as cadelas, mas achei justo manter o vínculo porque gostava tanto delas como eu", diz Paula à SÁBADO, nove meses depois do divórcio. Tem corrido tudo bem, mas acordos destes são pouco comuns.

Como Portugal não tem legislação específica sobre o assunto, ao contrário do que acontece, por exemplo, nos Estados Unidos – onde os animais são considerados propriedade (fica com eles quem os comprou, ou quem tem o nome na caderneta do pedigree) –, os conflitos são piores.

Esta semana, Nuno Markl e Ana Galvão anunciaram que se iriam separar. O casal, dos mais conhecidos da televisão portuesa, fez questão de falar sobre o futuro dos seus animais domésticos: "Quanto às criaturas peludas que são parte integrante da família - a Flor, a Uva e a Heidi - não se apoquentem. Ambos continuaremos a cuidar delas em conjunto."

Juridicamente, crianças e património estão tutelados, mas os animais ficam fora", explica a advogada e mediadora Anabela Quintanilha, que já acompanhou alguns casos assim, a maioria entre casais sem filhos. "Em tribunal, só importa o que está na lei, mas os afectos também são importantes e há pessoas muito agarradas aos animais."
Mariana ofereceu o Gucci ao namorado no seu aniversário, dois anos antes de se separarem. A secretária era tão apegada ao sharpei que durante meses adiou a decisão de voltar para casa dos pais. "Sabia que não o podia levar comigo, e não suportava a ideia de nunca mais o ver."

Bruno, que nunca aceitou bem a separação, garantiu a Mariana que podia visitar o cão sempre que quisesse. Foi o que ela fez, mas depois percebeu que o "ex" estava a usar o animal como pretexto para a ver.

"Telefonava e mandava mensagens a dizer que o Gucci estava com saudades minhas, que andava deprimido desde que eu tinha saído de casa." Mariana ficou preocupada, mas só encontrou uma solução: cortar com o cão para acabar de vez com o ex-namorado.

De acordo com a veterinária Paula Miranda, mestre em Etologia (disciplina que estuda o comportamento animal), é comum um membro do casal usar o animal de estimação para manter um vínculo com o parceiro – ou vingar-se. Os animais ressentem-se. "Apercebem-se da tensão e podem reagir com hiperactividade, excesso de vocalização, fezes e urina em locais pouco adequados, comportamento agressivo ou automutilação."

Quando os divorciados que acompanha se decidem pela guarda partilhada dos bichos, a especialista aconselha o princípio aplicado aos filhos: casas diferentes, regras iguais. A mudança de casa não é dramática. "Quando já há uma relação estável com o animal, ele não sofre, mesmo com o novo território." Já os filhos podem desestabilizar. "Costuma haver muita cumplicidade entre crianças e animais. Estes absorvem o estado emocional dos miúdos, podendo mostrar sinais de hiperactividade ou agressividade como eles", diz Paula Miranda.

Filipa e Pedro acharam que a filha Diana, de 11 anos, tinha reagido bem ao divórcio, mas as idas a casa do pai três dias por semana começaram a tornar-se um pesadelo por causa do yorkshire terrier, que tinha ficado com a mãe. "Chorava porque queria levar o Twix e começou a revoltar-se contra mim por não poder estar com ele três dias por semana", conta o pai. Pedro sugeriu alargar a guarda partilhada da filha também ao animal, mas a sua nova mulher tem medo de cães. Passaram três anos e Diana ainda não se dá bem com a madrasta. O pai não tem dúvidas: "Não lhe perdoa a ela ter de se separar do Twix todas as semanas."


Fonte: http://www.sabado.pt/vida/detalhe/chegou_o_divorcio_e_agora_o_que_fazer_com_os_caes.html
 

 



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