Liftech

Rehapoint
Autopedico

Invacare
TotalMobility

Anuncie Aqui

Autor Tópico: E se partes do nosso corpo se auto-regenerassem?  (Lida 1091 vezes)

0 Membros e 1 Visitante estão a ver este tópico.

Online Sininho

 

A nanocientista Molly Stevens desenvolve técnicas que permitem reparação celular.


Molly Stevens


O corpo humano tem uma capacidade enorme para se reparar após uma doença ou ferida. A pele regenera-se após sofrer um ferimento, enquanto as células do nosso sangue estão constantemente a serem fabricadas na medula óssea. Molly Stevens, investigadora em nanociência no Imperial College, de Londres (Reino Unido), e fundadora da empresa de biotecnologia RepRegen, é simples, mas ambiciosa. Trabalha, em conjunto com uma equipa de químicos, biólogos, médicos, cientistas e engenheiros de materiais, no desenvolvimento de técnicas que ajudam o corpo a reparar-se após sofrer danos. Esta é a ciência da medicina regenerativa.

Já Manuel Sobrinho Simões, director do Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto (IPATIMUP), defendera em conferência que o futuro da medicina está nas terapias de regeneração celular. Contudo, a capacidade do corpo substituir um tecido perdido tem limites. As células cartilaginosas são pobres em regeneração, após uma lesão, por exemplo. Como resultado, os acidentes e doenças – incluindo cancros – muitas vezes deixam as pessoas com ferimentos graves, desfiguradas ou com danos que põe a vida do tecido em risco.

Dependendo do tecido, alguns podem regenerar-se mais facilmente do que outros. O osso, por exemplo, mesmo quando a cartilagem é ‘pobre’, é bem fornecido ao nível de fluidez sanguínea – o que faz toda a diferença no fornecimento de nutrientes que estimulam o crescimento. Contudo, a condição do paciente também é importante, como indivíduos idosos ou aqueles que têm doenças particularmente avançadas.

Mas mesmo tecidos sem dificuldade de regeneração podem ter problemas se, por ventura, um grave acidente tirar um enorme pedaço da mandíbula ou pélvis ou se tiverem osteoporose avançada. O tecido ósseo não conseguirá reparar-se por si só nestes casos. Stevens tem tido um sucesso considerável usando materiais simples, como polímeros, para impulsionar o crescimento do osso, através de um gel que pode injectar-se nos ossos.

A chave para o sucesso reside na camada de células estaminais que cobre os nossos ossos. O material é injectado nessa camada – o que vai ‘acordar’ as células estaminais que começarão a produzir e multiplicar novos ossos. Posteriormente, podem ser retirados e colocados noutra parte do corpo. Neste caso, as próprias partes da pessoa serão o reactor biológico.

Imagem de um osso regenerado


Usando esta técnica, a equipa de investigação já conseguiu criar enormes quantidades de ossos, por terem vasos sanguíneos e uma arquitectura adequada. No entanto, até agora as experiências apenas foram em animais e o próximo passo será usar a regeneração óssea para melhorar a fusão espinal.

Resolver problemas cardíacos

Entretanto, o grupo de Stevens também trabalha com outros materiais, em que, em vez de estimular uma parte do esqueleto, se poderão usar o directamente no local afectado, sem transplante. Ambas as técnicas envolvem a regeneração óssea, mas outro alvo é o músculo do coração e as células da cartilagem. “Prevemos fazer gel que será injectado no miocárdio danificado, após um ataque cardíaco, por exemplo, explicou.

O grupo-alvo mais óbvio refere-se aos idosos. “São os indivíduos mais propensos a beneficiar do desenvolvimento da medicina regenerativa, á medida que vão combatendo doenças como cancro e problemas cardíacos. A falha de órgãos será um problema cada vez maior entre essas pessoas e as novas técnicas podem ajudá-los a regenerar o tecido perdido e a resolver problemas como a osteoporose”, assinalou ainda.

Mas, a grande motivação de Molly Stevens foram as crianças. Tem trabalhado com instituições de caridade, e as técnicas têm um enorme potencial para corrigir órgãos. “Uma criança com um problema de válvula do coração vai enfrentar várias intervenções cirúrgicas ao longo da sua vida e a medicina regenerativa pode fazer uma enorme diferença”, concluiu.

in cienciahoje
Queira o bem, plante o bem e o resto vem...
 

 



Anuncie Connosco Anuncie Connosco Anuncie Connosco Anuncie Connosco Anuncie Connosco


  •   Política de Privacidade   •   Regras   •   Fale Connosco   •  
     
Voltar ao topo