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Autor Tópico: Estresse quadruplica em educadores de SP  (Lida 483 vezes)

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Offline Aislin

Estresse quadruplica em educadores de SP
« em: 08/08/2011, 23:22 »
 
O estresse é a principal queixa dos gestores educacionais da rede municipal de ensino da capital paulista e ocupa o primeiro lugar em 28 das 29 subprefeituras onde foram questionados os problemas de saúde dessa categoria.

Entre 475 entrevistados, 65,8% declararam estar estressados com a atividade que exercem nas escolas da Prefeitura – número 327% maior que relatado no ano passado, quando apenas 15,4% afirmaram sentir estresse. O motivo, segundo a entidade, é a piora nas condições de trabalho, como excesso de burocracia, falta de pessoal e apoio e violência.

Os dados fazem parte do estudo “Retrato da Rede 2011”, organizado pelo Sindicato dos Especialistas de Educação do Ensino Público Municipal de São Paulo (Sinesp). Os entrevistados ocupam funções administrativas, como cargos de direção, supervisão ou coordenação pedagógica.

A Secretaria Municipal de Educação (SME) não reconhece o estudo. De acordo com o secretário da pasta, Alexandre Schneider, os números da administração demonstram que pais, alunos e professores aprovam as escolas, os programas e atividades pedagógicas. “Esse estudo é feito com representantes sindicais. A nossa pesquisa é feita com todo mundo, com base em 500 mil questionários”, defende Schneider.

Entre os outros problemas de saúde mais citados pelos gestores estão ansiedade, hipertensão, gastrite e fadiga/cansaço – sintomas que, reunidos, podem levar à Síndrome de Burnout (esgotamento físico e mental relacionado ao trabalho).

Para o presidente do Sinesp, João Alberto Rodrigues de Souza, as condições de trabalho na rede levaram à piora da saúde dos gestores. “Os dados mostram que 53% dos locais de trabalho estão com as equipes incompletas”, diz ele. “Faltam gestores, professores e apoio”, diz ele. Segundo Souza, os gestores têm de lidar com questões que não dizem respeito às funções da escola – como leve-leite, matrícula e uniformes –, mas que os pais procuram solucionar nas unidades.

Diretor de uma escola na região da Capela do Socorro, zona sul de São Paulo, M., que pediu para não ser identificado por temer represálias da administração, disse que tem casos em que dois irmãos gêmeos foram enviados para escolas diferentes e distantes uma da outra. “O pai veio aqui na escola discutir, reclamar. Ele não entende que a matrícula, cujo cadastro foi feito na escola, não é resolvida aqui. E que o sistema lê de forma diferente informações idênticas”.

“Faz cinco anos que peço verba para construir uma rampa para cadeirantes. O dinheiro não é liberada porque a escola tem elevador. Mas tem criança que sente fobia. E se o elevador parar? Elas vão chegar às classes de que maneira?”, questiona o diretor. Na região dele, 58% dos colegas reclamam do estresse. No ano passado, a doença nem figurou entre as três principais queixas dos gestores.

Outro exemplo é a região da subprefeitura da Vila Mariana, também na região sul da capital. Lá, 33,3% dos gestores disseram estar estressados. No ano passado, os problemas de saúde eram fadiga, dores de coluna e LER/DORT. Na região da Mooca, zona leste, a doença nem estava entre os principais problemas de saúde em 2010. Neste ano, foi citada por 41,3% dos entrevistados.

Para o Sinesp, a pesquisa revela a necessidade de ser criado um atendimento específico para o magistério na rede saúde, enquanto as outras demandas – como falta de profissionais e apoio – são discutidas junto à Prefeitura.

 

 



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