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Autor Tópico: Tudo em relação a "Vida Independente"  (Lida 233988 vezes)

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Online Nandito

Re: Tudo em relação a "Vida Independente"
« Responder #135 em: 02/06/2021, 08:53 »
 
Relatório Mensal MAVI - Abril de 2021
Atualizado: 01/06/2021



A atividade mensal dos Centros de Apoio à Vida Independente (CAVI), que integram o projeto-piloto do Modelo de Apoio à Vida Independente (MAVI), é reportada ao Instituto Nacional para a Reabilitação, I.P., tendo por base o preenchimento das grelhas de monitorização por parte de cada uma das instituições.

De acordo com as referidas monitorizações, em abril de 2021, nos 35 projetos em funcionamento, foram apoiadas 894 pessoas, das quais 396 na Região Norte, 175 na Região Centro, 111 na Região Alentejo (682 pessoas apoiadas no território POISE), 39 na Região do Algarve e 173 na Região de Lisboa.

Das 894 pessoas apoiadas, 454 são do género feminino e 440 do género masculino, entre os 17 e os 93 anos, sendo a idade média de 45 anos.

Desde o início do projeto até ao dia 30 de abril de 2021, foram prestadas um total de 1.391.222 (um milhão, trezentas e noventa e uma mil duzentas e vinte e duas) horas, das quais 1.047.530 (um milhão e quarenta e sete mil quinhentas e trinta) horas foram prestadas no território abrangido pelo POISE, 127.530 (cento e vinte e sete mil, quinhentas e trinta) horas na Região do Algarve e 216.162 (duzentas e dezasseis mil, cento e sessenta e duas) horas na Região de Lisboa.

No mês de abril, o número de PIAP’s ativos (894), ultrapassou o valor mais alto atingido desde o início do projeto, de 884 PIAP’s ativos, registado nos meses de novembro e dezembro, podendo este aumento estar relacionado com o plano de desconfinamento, iniciado a 15 de março.

Fonte: inr.pt   Link: https://www.inr.pt/noticias-eventos/-/journal_content/56/11309/545767
"A justiça é o freio da humanidade."
 
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Offline SLB2010

Re: Tudo em relação a "Vida Independente"
« Responder #136 em: 04/06/2021, 11:30 »
 
“Deficiência e Vida Independente em Portugal” – o testemunho de Rosa Bernardo, cliente da ARCIL

2021-05-13 By Arcil Activities, Atividades, News, Notícias


No passado dia 5 de maio celebrou-se o Dia Europeu da Vida Independente, data que assinala e a todos/as recorda a importância de lutar para garantir que esta seja uma realidade para todas as pessoas, com e sem deficiência.

Esta data serviu mote para o lançamento do filme-documentário “Deficiência e Vida Independente em Portugal: lugares, corpos e lutas” (VER AQUI). Produzido pelo Centro de Estudos Socais da Universidade de Coimbra, a produção procura sensibilizar para a importância da vida independente para pessoas com deficiência, bem como incitar à discussão e reflexão sobre esta temática em Portugal.

O filme-documentário, convoca experiências e reflexões de pessoas com deficiência no nosso país, cujo percurso ilustra os princípios da vida independente. Entre os testemunhos recolhidos está o de Rosa Bernardo – cliente da ARCIL há cerca de 26 anos e rosto familiar de todos/as os/as que visitam a receção da ARCIL – que deixa o seu testemunho sobre a deficiência e vida independente em Portugal:

“É um documentário necessário que vem agitar as águas, e, acima de tudo, sensibilizar as pessoas para a nossa situação. É preciso que se perceba as nossas necessidades e dificuldades, e que veja a realidade tal como ela é.”

Rosa reforça a importância de se desenvolverem soluções para que as pessoas com deficiência vivam efetivamente de forma independente na comunidade – “Viver com deficiência não é ser a coitadinha, porque aquilo que eu consigo fazer sozinha, eu quero fazer sozinha! No fundo, se vivemos todos/as na mesma comunidade, deveremos todos/as ter direitos iguais. Todas as pessoas com deficiência deveriam conseguir viver de forma independente, com liberdade de escolha e controlo sobre as suas vidas”.

Na última década, a Comissão dos Direitos das Pessoas com Deficiência registou avanços significativos, mas não os suficientes para permitir a independência na vida de todas as pessoas com deficiência. “O Governo deve e tem de aumentar os apoios à vida independente das pessoas com deficiência, por forma a permitir que tenhamos uma assistência pessoal”. Muitas pessoas com deficiência como a Rosa, encontram-se dependentes de outras pessoas para realizar inúmeras tarefas do dia-a-dia. Sem o apoio necessário nessas tarefas – que podem ser tão básicas como a higiene pessoal ou a alimentação – estas mesmas pessoas ficam em risco de exclusão de qualquer participação social em condições de igualdade de oportunidades.

Rosa afirma que o controlo sobre a forma como quer viver é muitas vezes condicionado em pequenas situações do dia-a-dia: “No meu caso, apesar de ser bastante autónoma no meu quotidiano, necessito de apoio para as transferências e higienes pessoais”. Sendo este apoio prestado em determinadas horas do dia, definidas pelo Serviço de Apoio Domiciliário de que a Rosa usufruiu, surgem, naturalmente, limitações e situações de incompatibilidade com a condição de vida independente: “Se eu quiser fazer alguma atividade social – como por exemplo jantar com amigos, ir ao cinema ou ao teatro –, não tenho liberdade para o fazer, pois estou dependente do serviço que me é prestado, uma vez que não tenho família de retaguarda”.

Fica clara a ideia de que deveria ser a própria pessoa a decidir todos os pormenores da sua vida e da assistência prestada, desde as tarefas, aos horários, passando por quem cumpre o serviço e como o faz.

Para que exista igualdade de oportunidades é necessário assegurar que as incapacidades serão superadas através do apoio de uma terceira pessoa, na figura do/a Assistente Pessoal.  Sem a existência de apoios adequados e sem a garantia de Assistentes Pessoais disponíveis e qualificados, o medo sobre o futuro torna-se um pensamento constante e avassalador: “Tenho 50 anos e custa-me pensar que se não tiver o apoio de uma terceira pessoa no meu dia-a-dia, posso ter de ir para um lar por não ter autonomia suficiente para comandar a minha vida”.

Nesta conversa com Rosa Bernardo, é reiterada a necessidade de se criarem e reforçarem formas de apoio à vida independente, como a assistência pessoal, e de se exigir que as comunidades estarão adaptadas às necessidades de cada indivíduo. “É importante referir que a Vida Independente é um direito de todas as pessoas com deficiência ou incapacidade, independentemente do nível de incapacidade ou da intensidade dos apoios necessários”.




Fonte: https://arcil.org.pt/noticias/deficiencia-e-vida-independente-em-portugal-o-testemunho-de-rosa-cliente-arcil/?fbclid=IwAR24HyNP7_kZdZU2_0EBAdtNAz2Hz5wMJIyFcQePFF9YS2Osxjx-rY36oNE

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 

Online Nandito

Re: Tudo em relação a "Vida Independente"
« Responder #137 em: 14/06/2021, 09:45 »
 
Modelo de Apoio à Vida Independente
Atualizado: 11/06/2021



No dia 9 de outubro de 2017, foi instituído o Modelo de Apoio à Vida Independente através da publicação do Decreto-Lei n.º 129/2017.

Com a ratificação da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, em julho de 2009, a República Portuguesa comprometeu-se a promover, proteger e garantir as condições de vida dignas às pessoas com deficiência, assumindo a responsabilidade pela adoção das medidas necessárias para garantir às pessoas com deficiência o pleno reconhecimento e exercício dos seus direitos, num quadro de igualdade e oportunidades.

É assim que nasce este Modelo e que tem como filosofia uma mudança de paradigma nas políticas públicas de inclusão das pessoas com deficiência na medida em que procura inverter a tendência para a institucionalização e dependência familiar, de modo a promover a autonomia, autodeterminação e participação ativa na sociedade destas pessoas, através da disponibilização de assistência pessoal

A implementação do Modelo é feita através de projetos piloto dinamizados pelos Centros de Apoio à Vida Independente (CAVI), que são estruturas responsáveis pela disponibilização de assistência pessoal às pessoas com deficiência.

Encontram-se em funcionamento 35 Centros de Apoio à Vida Independente (CAVI) em todo o território continental, que apoiam atualmente quase 900 pessoas com deficiência, em diversas atividades e contextos.

Cerca de 900 pessoas são apoiadas por mais de 600 assistentes pessoais, mediados por 96 elementos das equipas técnicas dos CAVI.

No passado dia 5 de maio comemorou-se o Dia Europeu da Vida Independente e este Instituto assinalou a data dando início ao Evento de Boas Práticas MAVI (Modelo de Apoio à Vida Independente) que contou com 5 sessões nos dias 5, 6, 12, 13 e 19 de maio.

Na primeira sessão contámos com a presença de Ana Sofia Antunes, Secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência, e ouvimos os testemunhos de cinco pessoas destinatárias de assistência pessoal, moderadas por Ana Luísa Correia do CAVI da APN.

A segunda sessão contou com a abertura de Humberto Santos, presidente do Conselho Diretivo do Instituto Nacional para a Reabilitação, e com a participação de cinco familiares, moderados por Guida Oliveira do CAVI da APC Viseu. A sessão de encerramento esteve a cargo de Dulce Barros em representação da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo.

A terceira sessão contou com a abertura de António Travassos em representação do presidente da CCDR do Algarve e com a participação de cinco assistentes pessoais, moderados por Ângelo Barata do CAVI da ADM Estrela. O encerramento da sessão contou com o contributo de Marina Van Zeller, vice-presidente do Conselho Diretivo do Instituto Nacional para a Reabilitação.

Na quarta sessão contámos com a presença de Domingos Lopes, Presidente da comissão diretiva do POISE, e com a participação de cinco elementos de equipas técnicas de CAVI, moderados por Vítor Carvalho do CAVI da Coopcuidar. O encerramento contou com o contributo de Filipe Ferreira, Secretário Metropolitano da AML.

No último dia do evento a sessão de abertura contou com a presença de Humberto Santos, presidente do Conselho Diretivo do Instituto Nacional para a Reabilitação, e 4 relatores de diferentes CAVI que apresentaram as conclusões de cada uma das sessões anteriores, moderados por Fernanda Sousa. O encerramento contou com o contributo da Ana Sofia Antunes, Secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência.

Os contributos apresentados foram bastante ilustrativos do caminho trilhado no âmbito destas matérias e da sua importância para sociedade, e particularmente, para todas as pessoas envolvidas.

Trata-se de um Modelo que tem mudado a vida das pessoas com deficiência e seus familiares, na medida em que tem proporcionado a realização de diversas atividades de forma autónoma, mas também dos próprios assistentes pessoais, atendendo ao que foram os depoimentos apresentados.

Mas o Modelo de Apoio a Vida Independente, é o início de um processo, de um trajeto em que todos sem exceção temos consciência que existe sempre mais por fazer, mas com certeza é um privilégio e orgulho fazer parte deste momento inédito que faz toda a diferença na vida das pessoas.

Se não teve oportunidade de assistir em direto, pode fazê-lo AQUI. Todas as sessões transmitidas podem ser visualizadas no Canal de YouTube do INR.

Fonte: inr.pt   Link: https://www.inr.pt/noticias-eventos/-/journal_content/56/11309/549266
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Online migel

Re: Tudo em relação a "Vida Independente"
« Responder #138 em: 30/06/2021, 11:22 »
 
Projetos-piloto de apoio à vida independente vão ser prolongados por mais 6 meses
A razão deste prolongamento, até ao final de 2023, é para garantir que não há quebra no financiamento destes projetos na transição entre quadros comunitários de apoio, explicou a secretária de Estado.


Agência Lusa
Texto
05 mai 2021, 09:57 

A estimativa da responsável é a de que este prolongamento do financiamento sirva para "apoiar quase mais 200 pessoas"
▲A estimativa da responsável é a de que este prolongamento do financiamento sirva para "apoiar quase mais 200 pessoas"

ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA


Os projetos-piloto de apoio à vida independente vão ser prolongados por mais seis meses, até final de 2023, devendo beneficiar mais 200 pessoas com deficiência, adiantou a secretária de Estado para a Inclusão das Pessoas com Deficiência.


Em declarações à agência Lusa, quando se assinala o Dia Europeu da Vida Independente, Ana Sofia Antunes disse que foi aprovada a alteração à portaria que apoia estes projetos-piloto, “no sentido de garantir que eles vão ter mais seis meses de duração e vão prolongar-se até quase ao final de 2023″.

A razão deste prolongamento, explicou a secretária de Estado, é para garantir que não há quebra no financiamento destes projetos na transição entre quadros comunitários de apoio, uma vez que essa transição deveria ocorrer em 2021, mas “vai muito provavelmente passar para 2023”.

Os nossos projetos-piloto têm 3 anos de duração e existia aqui um receio elevado de que esta transição dos projetos piloto para o modelo definitivo de vida independente, que contamos aprovar ao longo de 2023, pudesse haver interregno da prestação de apoio por causa da diferença entre os dois quadros comunitários”, adiantou Ana Sofia Antunes.


Desta forma, garantiu a secretária de Estado, “não vai haver interrupção da prestação” que atualmente beneficia 881 pessoas através do apoio de 638 assistentes pessoais “com contrato de trabalho ativo”.

Até ao dia 30 de abril os 35 centros de apoio à vida independente (CAVI) atualmente existentes puderam candidatar-se a estes novos fundos, que davam a possibilidade de requerer mais financiamento no máximo até mais 25% do valor a que se tinham candidatado inicialmente, para prolongar os projetos de 36 para 42 meses.

“Neste momento podemos dizer que dos 35 CAVI que temos em funcionamento, 23 pediram alargamento, pediram mais prazo e mais verba. As candidaturas ainda não estão totalmente validadas, mas abrangem um valor de cerca de 3 milhões de euros para estes 6 meses adicionais”, revelou a secretária de Estado.


A estimativa da responsável é a de que este prolongamento do financiamento sirva para “apoiar quase mais 200 pessoas”, ou seja, cerca de 25% do número total atual de beneficiários, tendo em conta que o financiamento aumenta em 25%.

“Seria importante que quem está em lista de espera voltasse a contactar o CAVI mais próximo da área de residência para confirmar a inscrição em lista de espera e ver se já conseguem ser abrangidos”, apelou Ana Sofia Antunes.

Adiantou também que a avaliação intercalar prevista na portaria dos CAVI está em fase de concurso público, estimando que ainda em junho seja possível saber quem vai realizar o estudo.

Questionada sobre que balanço faz dos projetos-piloto em curso, a secretária de Estado admitiu que “isto excedeu claramente as (…) expectativas”.


Não é o projeto maior em que nos metemos nem foi certamente a medida mais cara que aprovamos, mas é aquela que claramente nos enche de orgulho porque basta ouvir qualquer uma destas pessoas e perceber o verdadeiro impacto de uma política social na vida de uma pessoa”, defendeu.

“Estas pessoas ganharam liberdade, passaram a fazer coisas que não conseguiam fazer e são, acho que quase todas elas, mais felizes”, acrescentou, sublinhando que a sua atual preocupação é a de conseguir aumentar o número de pessoas com deficiência que beneficiam do projeto.

Sobre o funcionamento destes projetos, a secretária de Estado garantiu não ter conhecimento de casos de pessoas com manifesta insuficiência no número de horas de assistência pessoal, apenas de quem gostaria de ter mais horas, sublinhando que quem foi selecionado teve acesso às horas de que precisavam.

Admitiu que o evoluir do projeto tenha levado algumas pessoas a pedir mais horas que depois o CAVI não tinha disponibilidade para fornecer, mas defendeu que esses casos possam agora ser resolvidos com o prolongamento do financiamento, que poderá servir para alargar o número de horas que a pessoa com deficiência já está a ter.

Dados oficiais, relativos ao mês de março, mostram que havia 307 pessoas que só usufruíam semanalmente de uma a dez horas de apoio, enquanto apenas nove tinha direito a mais de cem horas de apoio semanal, e outras 38 que tinham entre 41 e cem horas.

O decreto-lei que regulamenta estes projetos-piloto define que o limite máximo de horas de assistência é de 40 horas semanais, exceto em casos muito específicos e devidamente fundamentados. Estes casos não poderão ultrapassar os 30% do número total de pessoas apoiadas pelo CAVI.


Fonte: Observador
 

Online Nandito

Re: Tudo em relação a "Vida Independente"
« Responder #139 em: 01/07/2021, 09:15 »
 
Relatório Mensal MAVI - Maio de 2021
Atualizado: 30/06/2021



A atividade mensal dos Centros de Apoio à Vida Independente (CAVI), que integram o projeto-piloto do Modelo de Apoio à Vida Independente (MAVI), é reportada ao Instituto Nacional para a Reabilitação, I.P., tendo por base o preenchimento das grelhas de monitorização por parte de cada uma das instituições.

De acordo com as referidas monitorizações, em maio de 2021, nos 35 projetos em funcionamento, foram apoiadas 899 pessoas, das quais 400 na Região Norte, 177 na Região Centro, 109 na Região Alentejo (686 pessoas apoiadas no território POISE), 38 na Região do Algarve e 175 na Região de Lisboa.

Das 899 pessoas apoiadas, 458 são do género feminino e 441 do género masculino, entre os 17 e os 93 anos (Quadro nº 4), sendo a idade média de 45 anos

Desde o início do projeto até ao dia 31 de Maio de 2021, foram prestadas um total de 1.466.846 (um milhão, quatrocentas e sessenta e seis mil e oitocentas e quarenta e seis) horas, das quais 1.102.251  (um milhão e cento e duas mil, duzentas e cinquenta e uma) horas foram prestadas no território abrangido pelo POISE, 133.318 (cento e trinta e três mil, trezentas e dezoito) horas na Região do Algarve e 231.277 (duzentas e  trinta e uma mil, duzentas e setenta e sete) horas na Região de Lisboa.

No mês de maio, o número de PIAP’s ativos (899), ultrapassou o valor mais alto atingido desde o início do projeto, de 894 PIAP’s ativos, registado no mês de abril, podendo este aumento estar relacionado com o plano desconfinamento, iniciado a 15 de março.


Fonte: inr.pt       Link: https://www.inr.pt/noticias-eventos/-/journal_content/56/11309/561094
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Online Nandito

Re: Tudo em relação a "Vida Independente"
« Responder #140 em: 01/07/2021, 23:42 »
 
Webinar: Encontro de Partilha do CAVI da Pais-em-Rede Associação
Atualizado: 01/07/2021



Participe no encontro de partilha do CAVI, no seu 2º aniversário, que contará com a presença da Secretária de Estado para a Inclusão das Pessoas com Deficiência na sessão de encerramento.
 
Haverá um intervalo entre o final da sessão de abertura, aproximadamente às 12h15 e o início da sessão da tarde às 13h50.

Consulte AQUI o programa: https://paisemrede.pt/noticias/webinar-encontro-de-partilha-do-cavi-da-pais-em-rede-associacao/


Fonte: inr.pt      Link: https://www.inr.pt/noticias-eventos/-/journal_content/56/11309/562117
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Offline salgado18

Re: Tudo em relação a "Vida Independente"
« Responder #141 em: 02/07/2021, 15:32 »
 
A ENIL e o CVI exigem ao Governo que investigue a Cercibeja e a utilização de fundos Europeus



Posted on: 1 July, 2021

A Rede Europeia para a Vida Independente (ENIL) e o Centro de Vida Independente (CVI) exigem ao Governo que investigue a Cercibeja e a utilização de Fundos Europeus

No fim de maio, o diretor da Cercibeja, uma instituição para pessoas com deficiência, no Alentejo, foi preso por suspeitas de abuso sexual de uma mulher com deficiência de 26 anos. Além das alegações de abuso sexual, a ENIL e o CVI encontraram evidências de que esta instituição recebeu Fundos Europeus para vários projetos. Isto aconteceu apesar do compromisso da Comissão Europeia em não investir em instituições, no sentido de apoiar a transição para a Vida Independente.

Portugal tem um longo histórico de dependência no setor privado para prestar serviços às pessoas com deficiência, permitindo instalações segregadoras. Normalmente, estes locais oferecem formação específica para pessoas com deficiência, como jardinagem, ou trabalhos manuais, mais adequados a crianças. Em alguns casos, as pessoas com deficiência trabalham em projetos artísticos gratuitamente, embora estas instituições lucrem com esse trabalho.

Para as pessoas que se encontram presas nestas instituições, denunciar abusos tem consequências. É frequente as pessoas sentirem-se pressionadas para não dizer o que se passa e serem ameaçadas de expulsão, sem qualquer tipo de apoio. Adicionalmente, a elevada dependência em relação a estes profissionais, devido à falta de assistência pessoal e outros serviços baseados na comunidade, torna mais difícil a denúncia, ou a prova, da prática de crimes de abuso sexual.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a violência caracteriza-se como “o uso intencional de força física ou de poder, por ameaça ou efetivo, contra o próprio indivíduo, outra pessoa, ou um grupo ou comunidade, que resulta, ou tem uma elevada probabilidade de resultar em lesão, morte, dano psicológico, subdesenvolvimento ou privação” [1]. Os dados obtidos pelo projeto “DECIDE – Deficiência e autodeterminação: o desafio da vida independente em Portugal” mostram que 70% das vítimas de violência são mulheres e 47% têm deficiência intelectual. O tipo de crime é também significativamente diferente entre os dois géneros avaliados, com uma sobrerrepresentação das mulheres a experienciar violação, abuso sexual, tentativa de violação e ofensas à integridade física [2].

A Cercibeja recebeu fundos da União Europeia através de três projetos para “formação profissional de pessoas com deficiência”. Estes projetos, financiados pelo Fundo Social Europeu, foram financiados através dos seguintes programas operacionais: POISE-03-4229-FSE-000115 (2016/2018), POISE-03-4229-FSE-000166 (2017/2020) e POISE-03-4229-FSE-000278 (2019/2022). Detalhes adicionais estão, de momento, indisponíveis e foram requisitados pela ENIL através do mecanismo de “acesso à informação” da Comissão.

Apesar de receberem financiamento europeu, a maioria das instituições é ainda financiada diretamente por pessoas com deficiência – com 90% do seu rendimento, no máximo. Adicionalmente, os seus serviços tendem a ser subsidiados pelo Estado, através do Orçamento de Estado.

A segregação de pessoas com deficiência e o abuso de poder têm de parar. Os fundos da União Europeia e do Orçamento do Estado têm de deixar de ser usados para instalações segregadoras. As pessoas que vivem em instituições têm de ter acesso à Justiça e aquelas que abusam do seu poder contra as pessoas com deficiência têm de ser punidos.

A ENIL exige ao Governo Português que:

Investigue o alegado caso de abuso sexual na Cercibeja e que leve o/a(s) abusador(as/es) à Justiça;
Providencie o apoio adequado à(s) vítima(s) de abuso e garanta que têm acesso a habitação e suporte comunitário, no sentido de poderem abandonar as instituições;
Pare de usar fundos da UE para serviços em contextos segregadores e para a construção de instalações ou renovação de instalações que segregam pessoas com deficiência;
Financie a Vida Independente, como assistência pessoal, serviços baseados na comunidade e habitação não segregada;
Incorpore a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, da ONU, na legislação nacional e preste particular atenção à implementação dos artigos 12 e 19, que são incompatíveis com a prática da institucionalização.
Adicionalmente, exigimos à Comissão Europeia que:

Fiscalize e investigue como, e onde, os seus fundos estão a ser usados, em Portugal e noutros Estados-Membros;
Investigue como os Fundos Europeus foram usados na Cercibeja, tal como todas as ligações com o alegado caso de abuso sexual que ocorreu nesta instituição;
Aplique sanções contra os Estados-Membros que usem Fundos Europeus na construção ou na manutenção de instituições segregadoras de qualquer dimensão.
Texto no site da ENIL: https://enil.eu/news/enil-and-cil-portugal-call-on-government-to-investigate-cercibeja-institution-and-role-of-eu-funds/
 

Online Nandito

Re: Tudo em relação a "Vida Independente"
« Responder #142 em: 10/07/2021, 13:43 »
 
Webinar - Encontro Partilha CAVI Pais Em Rede Braga 2021
Atualizado: 09/07/2021



Comemore o 2º aniversárdio do CAVI de Braga, no dia 10 de julho, entre as 09h00 e as 19h00, que contará com a presença da Secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência na sessão de encerramento.

O Webinar "Encontro Partilha CAVI PeR Braga 2021"  será transmitido no Google Meet (Link da videochamada: https://meet.google.com/wrw-tmbj-yer).

Fonte: inr.pt        Link: https://www.inr.pt/noticias-eventos/-/journal_content/56/11309/566361
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Online Nandito

Re: Tudo em relação a "Vida Independente"
« Responder #143 em: 03/08/2021, 10:38 »
 
Seminário “Modelo de Apoio à Vida Independente: Responsabilidades partilhadas”
Atualizado: 02/08/2021



O CAVI da APCVC - Associação de Paralisia Cerebral de Viana do Castelo irá promover um Seminário intitulado “Modelo de Apoio à Vida Independente: Responsabilidades partilhadas”, no próximo dia 22 de setembro de 2021, entre as 09h30 e as 16h00.

É objetivo da Associação que este seminário decorra já em formato presencial, na Sala Couto Viana, da Biblioteca Municipal de Viana do Castelo, caso a situação pandémica se encontre em fase de resolução. Contudo, está previsto o seu planeamento para ambas as hipóteses: formato presencial e online.

Com este evento pretende-se clarificar alguns conceitos do Modelo de Apoio à Vida Independente (MAVI) e refletir acerca da prática dos CAVI em Portugal desde o início da implementação dos projetos piloto, na ótica dos seus beneficiários, assistentes pessoais e equipas de coordenação. Pretende-se também lançar as pontes para o futuro do MAVI em Portugal, para estarmos cada vez mais à altura de responder aos desafios e necessidades dos beneficiários.

Consulte toda a informação no Facebook do CAVI de Viana do Castelo. https://www.facebook.com/CAVI-de-Viana-do-Castelo-1993325034296923/


Fonte: inr.pt         Link: https://www.inr.pt/noticias-eventos/-/journal_content/56/11309/582815
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Online Nandito

Re: Tudo em relação a "Vida Independente"
« Responder #144 em: 07/10/2021, 15:16 »
 
Relatório Mensal MAVI – Agosto 2021
Atualizado: 06/10/2021


Fonte imagem: inr.pt

 Relatório Mensal MAVI – Agosto 2021

A atividade mensal dos Centros de Apoio à Vida Independente (CAVI), que integram o projeto-piloto do Modelo de Apoio à Vida Independente (MAVI), é reportada ao Instituto Nacional para a Reabilitação, I.P., tendo por base o preenchimento das grelhas de monitorização por parte de cada uma das instituições.

De acordo com as referidas monitorizações, em agosto de 2021, nos 35 projetos em funcionamento, foram apoiadas 869 pessoas, das quais 393 na Região Norte, 172 na Região Centro, 101 na Região Alentejo (666 pessoas apoiadas no território POISE), 36 na Região do Algarve e 167 na Região de Lisboa.

Das 869 pessoas apoiadas, 448 são do género feminino e 421 do género masculino, foram apoiadas pessoas entre os 17 e os 93 anos (Quadro nº 4), sendo a idade média de 45 anos.

Desde o início do projeto até ao dia 31 de agosto de 2021, foram prestadas um total de 1.672.770 (um milhão seiscentas e setenta e dois mil, setecentas e setenta) horas, das quais 1.251.705 (um milhão, duzentas e cinquenta e uma mil e setecentas e cinco) horas foram prestadas no território abrangido pelo POISE, 148.285 (cento e quarenta e oito mil, duzentas e oitenta e cinco) horas na Região do Algarve e 272.779 (duzentas e setenta e duas mil, setecentas e setenta e nove) horas na Região de Lisboa.

No mês de agosto houve uma ligeira diminuição do número de PIAP ativos (869). Foram também registadas menos horas de assistência pessoal em relação ao mês de julho, o que poderá estar relacionado com o facto deste ser um mês preferencial para férias, tanto de assistentes pessoais, como de pessoas destinatárias de assistência pessoal. Esta foi uma tendência registada em período análogo de 2020. No entanto, o número de PIAP suspensos diminuiu face ao mês anterior e o número de assistentes pessoais contratados aumentou, apontando para um esforço por parte dos CAVI de não interromperem a prestação do serviço durante as férias.


Fonte: inr.pt         Link: https://www.inr.pt/noticias-eventos/-/journal_content/56/11309/614618
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Online migel

Re: Tudo em relação a "Vida Independente"
« Responder #145 em: 08/10/2021, 09:49 »
 
Algarve: 20 pessoas com deficiência têm vida autónoma fruto de projeto-piloto
LUSA

07-10-2021

Desde fevereiro de 2019 que o Centro de Apoio à Vida Independente (CAVI) da Associação Portuguesa de Paralisia Cerebral de Faro (APPC) permite a várias pessoas adquirirem uma liberdade e autonomia para estudar ou terem o seu próprio emprego


FOTO D.R. ARQUIVO

Um projeto-piloto permite a 20 pessoas com deficiência no Algarve terem uma vida autónoma, num programa que abrange já 900 pessoas em 35 centros no país e procura financiamento no próximo quadro comunitário.

Desde fevereiro de 2019 que o Centro de Apoio à Vida Independente (CAVI) da Associação Portuguesa de Paralisia Cerebral de Faro (APPC) permite a várias pessoas adquirirem uma liberdade e autonomia para estudar ou terem o seu próprio emprego.

Foi em maio de 2019 que Carina Kaupe teve acesso a este apoio, passando a ser acompanhada quase todos os dias por Isabel Van Der Kelen, que lhe trouxe uma “enorme diferença” na sua vida.

“Trouxe mais autonomia, liberdade, independência e oportunidade de estudar de forma mais acompanhada e desafogada, libertando os meus pais”, afirmou Carina Kaupe.

Ter um assistente pessoal permitiu a Carina passar a gozar de atividades de lazer, algo que “não fazia anteriormente” já que os pais “trabalhavam muito”, o que deixava pouco tempo extra para fazer as “coisas que quisesse”, confessa.

A entrada no CAVI possibilitou-lhe continuar os estudos académicos, estando a terminar um mestrado em psicologia e passou a ter uma maior qualidade de vida com a “assistência e o cuidado” que antes era impossível.

“O assistente facilita a questão física da escrita, é o meu prolongamento e digo isto de um modo carinhoso. O projeto traz-nos muita tranquilidade”, assegurou.

É precisamente a continuidade do projeto que preocupa “diariamente” Carina, comparando um eventual não financiamento com o facto de lhe terem dado asas para “poder voar” e depois as “cortassem”.

Isabel Van Der Kelen é a assistente da Carina - a quarta pessoa à qual dá apoio - e revela que se sente “realizada” por sentir que contribuiu para melhorar vidas de quem é “totalmente capaz”, apenas não consegue completar certas atividades que lhes permitiram “viver a vida plenamente”.

“Não é só a parte monetária e trabalhar para cumprir horário é fazer a diferença e sentir que a pessoa fica beneficiada. Quando a Carina faz o mestrado, que ela conseguiu completar aquela fase, sinto-me orgulhosa porque consegui fazer a diferença”, admitiu.

No balanço dos seus quatro beneficiários, cada um com os seus “desafios” dependendo da sua deficiência, disse que o complicado neste momento é lidarem com a ansiedade que o projeto poderá acabar.

“Quem trabalha terá deixar de o fazer e quem estuda o mesmo, caso os pais não possam acompanhar, para além da realização pessoal”, alertou.

À margem de uma visita ao APPC em Faro, a secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência assegurou hoje que o Governo deu um prolongamento aos projetos por “mais seis meses” para além de janeiro de 2022, para que possa haver um transição “com tranquilidade” para o novo quadro comunitário.

Com esta medida, Ana Sofia Antunes disse que fica “garantida” a transição para o novo quadro de apoio ao qual os centros se podem candidatar, obtendo “mais dinheiro” e dar continuidade ao apoio.

“O nosso compromisso objetivo é termos um modelo definitivo, legislado e aprovado até ao final do presente mandato do Governo, até 2023, e que o transforma numa resposta permanente da segurança social”, assegurou.


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Re: Tudo em relação a "Vida Independente"
« Responder #146 em: 14/10/2021, 12:45 »
 


Centros de Apoio à Vida Independente já dão frutos no Algarve
Por Maria Simiris -14 de outubro de 2021 - 7:00


Vinte beneficiários da Associação Portuguesa de Paralisia Cerebral (APPC) de Faro têm, desde 2019, um assistente pessoal para os apoiar no dia a dia.
No Algarve são apenas duas as instituições que possuem um Centro de Apoio à Vida Independente (CAVI), responsável pela disponibilização de assistência pessoal a pessoas com deficiência ou incapacidade.

Trata-se de um projeto pioneiro, implementado a nível nacional em 35 locais, que permite, desde fevereiro de 2019, que um utente de uma instituição possa ter apoio quotidiano, por exemplo, nas tarefas simples do cuidado pessoal até ajuda no trabalho, nas viagens do dia a dia ou nos momentos de lazer.

Pode parecer pouco, mas no Algarve faz uma grande diferença na qualidade de vida de um grupo de 20 pessoas.

Em Faro, a APPC possui um CAVI com 20 utentes e 22 assistentes pessoais, de cinco concelhos do Sotavento algarvio.

Na sua grande maioria, são pessoas com tensões neuro- músculo-esqueléticas, mas há também quem tenha limitações nas funções cognitivas ou nas motoras.

É o caso de Karina Kalpe, de 24 anos, residente em Tavira, com uma paralisia cerebral que lhe afeta a mobilidade nos membros superiores e inferiores.

Na instituição que frequenta já a conhecem há vários anos, mas o momento que recorda com maior felicidade foi o dia 15 de maio de 2019, «quando assinei o meu primeiro Plano Individual de Assistência Pessoal (PIAP)», documento onde especificou quais as necessidades que procurava num assistente pessoal.

«Recordo-me desse dia porque foi quando ganhei asas», diz ao barlavento. As asas estão, assim, à responsabilidade da assistente pessoal Isabel Van Der Kellen, a escolha da jovem.

«Desde então tenho mais liberdade e possibilidades de ser autodeterminada e independente», afirma.


Karina Kalpe e Isabel Van Der Kellen.

Características indispensáveis para uma estudante universitária, licenciada em Psicologia, que passou os últimos meses a escrever uma tese para poder concluir o Mestrado em Psicologia Clínica e da Saúde na Universidade do Algarve (UAlg).

«Consegui passar por esse processo de uma forma mais tranquila com a Isabel, e também consegui fazer diversas formações na área».

Mas a assistente deixa claro que «a única coisa que fiz foi auxiliar em tarefas que ela não conseguia fazer. O trabalho foi todo dela. Ajudei na parte da formatação da tese, em digitar algumas coisas, a trabalhar com a impressora e na encadernação. Apenas em coisas que ela não pode mesmo fazer porque não alcança. A minha função é mesmo essa, ser a extensão dos braços ou das pernas» da Karina. E não só.

A universitária conseguiu ainda escrever um livro, que «talvez seja publicado», e ir a concertos «coisa que antigamente não fazia».

Ainda não conseguiram ir ao cinema, devido à pandemia, mas planos para os próximos meses não faltam.

De acordo com a assistente pessoal, «passeamos imenso, principalmente nos passadiços perto da praia, mas agora estamos a pensar ir a Sintra, a Lisboa e ao Gerês porque a Karina gostava muito de conhecer. O meu trabalho é muito isto: ela decide que quer fazer, mas não consegue pegar no carro e ir sozinha, então eu proporciono» essa oportunidade.

O projeto-piloto financiado por fundos europeus mereceu a visita de Ana Sofia Antunes, secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência que se comprometeu a assegurar a continuidade.

Nas próximas semanas «vou começar a procurar locais para poder fazer o meu estágio profissional para mais tarde poder exercer psicologia. Na licenciatura, fiz um estágio curricular na Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) e agora só me falta defender a tese e o estágio de cerca de um ano», diz a jovem que sonha em ser psicóloga.

«Se a sociedade me deixar, sim. Temos de admitir que para uma pessoa com uma deficiência, ainda por cima tão visível como a minha, não é fácil. Se me perguntassem há uns anos, diria que o meu maior sonho era ser psicóloga. Hoje, talvez seja apenas viver a vida com qualidade e tentar trazer algo de bom aos outros, porque foi isso que me fez querer tirar este curso. E, talvez, porque não, acreditar que um dia conseguirei mesmo exercer psicologia», responde.

Um projeto com prazo de validade?
O CAVI da APPC de Faro conta com uma equipa técnica de três profissionais: Andreia Félix, diretora técnica, Carla Candeias, assistente social, e Deyvid Machado, gestor financeiro.

Além de gerirem os pedidos e candidaturas a beneficiário ou assistente pessoal, também formam quem irá desempenhar essas mesmas funções. Para a diretora técnica da instituição, depois de dois anos de implementação de CAVI, as melhorias e benefícios nos utentes são notórios.

«Sobretudo no aumento da qualidade de vida, da autonomia, da autoestima e na capacidade de tomar decisões. Agora participam muito mais em atividades de cultura, lazer e desporto, podem aceitar ofertas de emprego, frequentar formações profissionais e até jantar fora com os amigos. Podem fazer muitas das coisas que, sozinhos, dependentes da sua limitação, não conseguiriam fazer, e tudo porque têm esta assistência profissional», afirma Andreia Félix ao barlavento.

Também as famílias e os cuidadores informais beneficiam e muito com este serviço.

«Diminui-lhes bastante a sobrecarga física e psicológica e acabam por ter mais disponibilidade para fazerem outro tipo de atividades, que antes não podiam fazer devido à responsabilidade que têm», até porque se trata de um serviço gratuito para utentes e suas famílias.

Nestes dois anos, o CAVI da APPC de Faro contou com financiamento do Programa Operacional Regional – CRESC Algarve 2020, num prazo de execução de 36 meses, a terminar em fevereiro do próximo ano.

É aqui que surge a grande incerteza, tanto para a equipa técnica, como para os assistentes e os beneficiários.

E não é apenas no Algarve, pois o programa abrange já 900 pessoas em 35 centros no país.

O financiamento no próximo quadro comunitário, contudo, ainda é uma incógnita. «Se acabar o que vai ser destas pessoas? Como é que vão trabalhar ou às formações? Ou os pais deixam de novo os empregos para se dedicarem aos filhos e voltam a viver em função de toda esta situação, ou cria-se uma resposta definitiva baseada neste modelo», adianta Andreia Félix.

«Não sabemos se podemos continuar a garantir assistentes pessoais depois desse período. Fizemos um pedido para alargar o financiamento até aos 42 meses, porque esperamos que se torne uma resposta definitiva».

O que é certo é que «tem sido uma incerteza grande para todos. É muito difícil de gerir as expectativas e a insegurança que o término deste serviço pode fazer na vida destas pessoas».

Para Karina Kalpe, deixar de usufruir de assistente pessoal «é como se me cortassem as asas que me deram»…


Graciete Campos e Ana Sofia Antunes.

Ana Sofia Antunes quer modelo «definitivo e legislado» até 2023
Ana Sofia Antunes, visitou o CAVI da APPC de Faro ao final da tarde de quinta-feira, dia 7 de outubro. Aos jornalistas, começou por enaltecer o projeto-piloto, «que está a mudar muitas vidas», e esclarecer o porquê de ter sido implementado como um teste.

«Precisávamos de testar e ver se as pessoas iam pedir apoio, que tipo de apoio, para que atividades, como é que iriam aderir e se havia recetividade. Não conseguíamos fazer uma estimativa de qual o número de horas que envolve uma assistência pessoal, porque varia muito do tipo de deficiência em concreto. Também precisávamos de saber quanto íamos gastar e por isso lançámos a iniciativa numa lógica de projeto-piloto».

Dado o sucesso em todo o país, Ana Sofia Antunes revelou que «alargámos a duração por mais seis meses, para garantir a qualidade na transição para o novo quadro comunitário [a 1 de janeiro de 2022]. Queríamos que os projetos funcionassem por mais uns meses para fazermos esta transição com tranquilidade», já que os CAVI podem continuar a ter financiamento europeu, pelo menos, até agosto próximo.

Questionada sobre a possibilidade de tornar este modelo definitivo, à semelhança do que já existe em vários países europeus, a governante assegurou que «o que ficou escrito na Estratégia Nacional para a Inclusão das Pessoas com Deficiência, e que é o nosso compromisso e objetivo, é termos o projeto definitivo, legislado e aprovado até ao final do presente mandato do governo [2023]. É isso que vamos fazer».

O que está então garantido, «é o prolongamento para as instituições se poderem candidatar a mais verbas, ao abrigo do novo quadro comunitário. Essa nova candidatura vai sustentar os projetos, ainda na sua versão piloto, até conseguirmos ter aprovada a lei que os torna definitivo». Ou seja, tornar a assistência pessoal numa resposta permanente da Segurança Social.


Ana Sofia Antunes estimou mesmo que o principal objetivo é que todas as pessoas que queiram, e que entendam que esta é a resposta mais adequada, possam candidatar- se.

«Estamos a chegar a 900 pessoas, mas ainda não estamos a chegar a todos, como queremos. A quantos vamos chegar com o projeto definitivo? Não sei, mas espero que a mais do dobro ou do triplo», garantiu.

Sobre a presença da secretária de Estado na instituição, Karina Kalpe deu o seu parecer: «estamos a dar um grande passo enquanto sociedade para aquilo que será o contributo da melhoria da qualidade de vida das pessoas com deficiência. Este é um momento muito importante, memorável e uma grande oportunidade. Sinto-me muito privilegiada por beneficiar deste serviço».

Como ser beneficiário ou assistente?
Para ser beneficiário de assistência pessoal, há dois critérios que precisam ser cumpridos: possuir um atestado de incapacidade multiusos com deficiência a partir dos 60 por cento, e ter idade superior a 16 anos. Já no caso dos assistentes, basta ter o 12º ano de escolaridade e carta de condução.

No entanto, há mais-valias que são consideradas como, por exemplo, se um beneficiário procurar apoio ao estudo universitário, a escolha poderá ser em alguém que já possua um curso superior.

A equipa técnica encarrega-se, depois, de dar uma formação obrigatória de 50 horas a todos os futuros assistentes. Em ambas as situações, os interessados devem entrar em contacto com o Centro de Apoio à Vida Independente (CAVI) da Associação Portuguesa de Paralisia Cerebral (APPC) de Faro através de email (caviappcfaro@ appc-faro.org.pt).[/size]


Fonte: https://barlavento.sapo.pt/destaque/centros-de-apoio-a-vida-independente-ja-dao-frutos-no-algarve?fbclid=IwAR2_WViSw94_6hv0_EMRi_sT0Z5qXuACyALn2b0HojcGS6b7MyYBwqV5a1k
 

Online migel

Re: Tudo em relação a "Vida Independente"
« Responder #147 em: 16/10/2021, 15:41 »
 
 

Offline SLB2010

Re: Tudo em relação a "Vida Independente"
« Responder #148 em: 21/10/2021, 10:44 »
 
Cem pessoas com mais de 65 anos na Madeira participam em experiência-piloto na área da saúde


Projeto visa "fornecer uma solução digital inteligente para apoiar um estilo de vida independente na comunidade idosa".
Lusa
20 de Outubro de 2021 às 13:16

FOTO: Getty Images

Uma centena de pessoas com mais de 65 anos, residentes na Madeira, vão participar num projeto-piloto para avaliar problemas de saúde na área do equilíbrio com recurso a uma plataforma digital, uma experiência que em Portugal decorre apenas nesta região.
"A ideia é tornar, através de uma solução digital, uma melhor qualidade de vida a pessoas que tenham uma idade mais avançada", disse esta quarta-feira o secretário da Saúde e Proteção Civil da Madeira, Pedro Ramos no arranque oficial deste projeto denominado 'SmartBear'.



Este projeto decorre em parceria com o Instituto de Novas Tecnologias da Universidade Nova, cujo responsável, o madeirense Ricardo Jardim Gonçalves, " pensou que a Madeira deveria ser o local de experiência piloto a nível do país", disse Pedro Ramos.

O SmartBear visa "fornecer uma solução digital inteligente e personalizada para sustentar e apoiar um estilo de vida independente e saudável na comunidade idosa", acrescentou.


Os promotores consideram que este objetivo pode ser atingido "através do desenvolvimento de uma plataforma inovadora com recurso a dispositivos médicos inteligentes e sensores ambientais contínuos, associados a fatores de risco clinicamente significativos em pessoas idosas com diversas comorbidades presentes".

O governante madeirense destacou "o percurso que a Madeira iniciou na área da digitalização da saúde, através de uma série de plataformas e de equipamentos" para proceder a alguns estudos investigacionais, nomeadamente na área do envelhecimento.

O responsável apontou que esta experiência agora iniciada visa fazer "uma avaliação do uso do equipamento para as pessoas que têm distúrbios do equilíbrio".

A aplicação desta plataforma pode vir a demonstrar "a sua aplicabilidade, eficácia, sustentabilidade e futuro benefício no âmbito dos cuidados de saúde primários".


Pedro Ramos realçou que estes "projetos estão a ser realizados em Portugal, através da Madeira, mas também em França, Espanha, Itália, Grécia e Roménia".

"Depois vamos ver qual o resultado desta análise que vai ser feita, para que todas estas plataformas e equipamentos possam estar ao dispor de uma população mais idosa e venham a contribuir para uma melhor qualidade de vida deste escalão etário", complementou.

A informação divulgada pelo Governo Regional adianta que, na Região Autónoma da Madeira (RAM), este projeto é financiado pelo programa Horizon 2020 (na área da investigação e inovação) da União Europeia.

Os 100 pacientes do Serviço Regional de Saúde têm algumas doenças prevalentes, entre as quais a perda auditiva, doenças cardiovasculares, alterações cognitivas, ansiedade, depressão, distúrbios do equilíbrio e dor lombar crónica, aponta.

"Os equipamentos que estão agora a ser testados e continuarão a existir na região no futuro se as conclusões forem muito positivas para a qualidade de vida dos cidadãos", vincou o secretário regional.

O governante destacou que o "período experimental [desta experiência-piloto] é até estar concluída a observação dos 100 pacientes".

Neste momento, o Serviço Regional de Saúde tem selecionados 30 dos 100 pacientes a quem foi "solicitada" a participação, disse fonte do gabinete do secretário


Fonte: CM
 

Offline SLB2010

Re: Tudo em relação a "Vida Independente"
« Responder #149 em: 21/10/2021, 11:06 »
 
Mais de 60% dos Centros de Apoio à Vida Independente demonstram Preocupação pela Revisão e Consolidação do Programa
20 OUTUBRO 2021


A Associação Portuguesa de Neuromusculares (APN) acaba de desenvolver o projeto ICAVI, uma investigação integrada no programa Modelos de Apoio à Vida Independente (MAVI), que trata projetos piloto implementados a nível nacional pelos Centros de Apoio à Vida Independente (CAVI). Este estudo desenvolvido em parceria com a Escola Superior de Saúde de Santa Maria (ESSSM), o Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde (CINTESIS), a Caregivers Portugal e a FAUP-CEAU, tem como principais objetivos conhecer o programa, as suas metodologias, os seus impactos, e identificar as expectativas para o futuro da população.

“Neste momento, já conseguimos analisar alguns dados que nos suscitam maior preocupação: a menos de um ano para o final do projeto-piloto MAVI, 66 por cento dos CAVI demonstram grande preocupação sobre a importância de revisão e consolidação do programa, com vista à criação de uma legislação definitiva sobre Vida Independente, ainda inexistente.”, explica José Manuel Silva, coordenador do projeto ICAVI e investigador da Escola Superior de Saúde de Santa Maria e do Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde.

Segundo o estudo, 28 por cento dos CAVI indicam ainda, “a necessidade de haver uma maior abrangência da Assistência Pessoal, permitindo alcançar mais pessoas, áreas geográficas de difícil acesso, dar uma maior resposta às necessidades de apoio, assim como possibilitar a atribuição de mais horas de assistência pessoal do que as que estão atualmente preconizadas pelo DL 129/2017. Outro aspeto que merece a maior atenção é a questão da necessidade de profissionalização e regulamentação da profissão do Assistente Pessoal”, acrescenta José Manuel Silva.

O estudo que começa a ser divulgado de forma faseada – Avaliação do MAVI pelos CAVI – foi realizado pelas entidades promotoras, sem qualquer apoio financeiro por parte das entidades estatais, e conta com a participação voluntária de todos os CAVI. Dos 35 CAVI em funcionamento, 32 (92 por cento) responderam a um inquérito estruturado e de preenchimento online.

As respostas de cada CAVI serão publicadas na íntegra num documento exclusivo, pelo que os próprios assumem toda a responsabilidade pelas mesmas e a equipa de coordenação do projeto responsabilizou-se do planeamento, aplicação e redação das conclusões.

Para mais informações: http://apn.pt/apn/category/cavi-apn/

MiligramaInvestigacaoCAVI


Fonte: https://www.maisalgarve.pt/noticias/nacionais/28363-mais-de-60-dos-centros-de-apoio-a-vida-independente-demonstram-preocupacao-pela-revisao-e-consolidacao-do-programa
 

 



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