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Sem cadeira de rodas não saía de casa, sem assistente pessoal não tinha empresa ou vida social
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Tópico: Sem cadeira de rodas não saía de casa, sem assistente pessoal não tinha empresa ou vida social (Lida 338 vezes)
0 Membros e 32 Visitantes estão a ver este tópico.
migel
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Tem deficiência: Sim
Sem cadeira de rodas não saía de casa, sem assistente pessoal não tinha empresa ou vida social
«
em:
12/04/2026, 15:23 »
“Sem cadeira de rodas não saía de casa, sem assistente pessoal não tinha empresa ou vida social”. Eis o mundo invisível de quem cuida por profissão
Wilson Ledo
Para muitas pessoas com deficiência, ter um assistente pessoal é sinónimo de autonomia, de poder estudar e trabalhar. Portugal tem um programa que permite este apoio, de forma gratuita. Contudo, os beneficiários receiam que uma mudança nas regras possa significar um retrocesso, com o rendimento a ser critério de acesso. Cria-se então um paradoxa: com salário podem ficar sem acesso ao assistente pessoal, sem assistente pessoal não conseguem ir trabalhar e ter salário
Inês Silva, 23 anos, conhece o espaço ao milímetro. Cada movimento é calculado de antemão. A casa alentejana, apertada, já existia antes dela. Não houve como adaptá-la. A sala, no rés-do-chão, virou o quarto desta jovem. E a cadeira de rodas encaixa-se, à justa, no vão da porta.
Ângela Costa segue-a em silêncio. Sabe perfeitamente o que fazer, a ordem que deve seguir. Ângela cuida de Inês. Não por ligação familiar, antes por profissão. “Um assistente pessoal nunca é só um funcionário. Passa oito, nove horas do meu dia comigo, É mais do que um amigo. Para mim, é família”, conta Inês. Ângela retira a caixa com o ferro para o cabelo. Esta manhã também será cabeleireira, num salão improvisado no hall de entrada.
À frente do espelho, fotografias da infância de Inês. Não se vê ainda a cadeira de rodas que a acompanha para todo o lado. O centro a partir do qual Inês pensa o mundo, planeia o futuro, traça sonhos. A cadeira é-lhe tudo. Escritório, mesa de refeições, ponto de leitura, sinónimo de festas para o gato que se arrasta molengão pelos cantos.
“Gosto de acreditar que eu e a minha assistente pessoal fazemos tudo em conjunto. Desde as tarefas mais básicas, de ajuda na minha higiene, no meu dia-a-dia, nas questões mais básicas como comer, vestir, levantar”, descreve Inês.
Inês conseguiu estudar por ter apoio de uma assistente pessoal (DR)
Nos bastidores, à vista de todos
Antes de Tiago Fortuna, 32 anos, chegar ao escritório, já tem a agenda cheia. Houve consulta. Houve trânsito. Ainda assim, com o apoio de Tiago Gonçalves, chega sempre aonde é esperado. Ao volante do carro preto, o assistente pessoal, que logo se apressa a seguir a coreografia diária. Tirar a cadeira de rodas da bagageira, colocá-la na posição certa, à frente da porta de Tiago. É então que segura o jovem nos braços. Segundos que significam vida.
“Sem a cadeira de rodas não podia sair de casa, mas sem assistente pessoal também não podia ter uma empresa como tenho, nem a vida social que tenho. Quando eu comecei a minha empresa, durante o primeiro ano, o meu pai quase não trabalhou para andar comigo em reuniões”, descreve o empreendedor, cofundador do Access Lab, que tem como foco a inclusão de pessoas com deficiência.
A autonomia mostra-se nas coisas a que a maioria não dá grande atenção. No passeio que obrigaria a uma volta maior para conseguir entrar no escritório, não fossem os movimentos de braços e de pernas do assistente pessoal, que assim completa a força que falta a Tiago nos próprios membros.
Pedro Gonçalves é uma daquelas histórias que a pandemia multiplicou, de mudanças de vida inesperadas. Há muito que tinha interesse na área da saúde, preparou uma clínica de medicina tradicional chinesa. Só que, no momento de começar o negócio, o vírus tornou-se obstáculo. Foi então que se abriu o mundo da assistência pessoal.
“O Tiago tem a vida dele, a vida social dele, o trabalho dele e os amigos dele. Estou ali, faço parte, como é óbvio, mas sou sempre aquela pessoa que, como costumo dizer, está por trás, nos bastidores. Faço as tarefas que ele não consegue fazer sozinho. No fundo, substituo aquilo que ele não consegue fazer”, resume.
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https://cnnportugal.iol.pt/deficiencia/autonomia/sem-cadeira-de-rodas-nao-saia-de-casa-sem-assistente-pessoal-nao-tinha-empresa-ou-vida-social-eis-o-mundo-invisivel-de-quem-cuida-por-profissao/20260411/69c53525d34edcee7c6253ac?utm_source_platform=EB&utm_medium=social&utm_campaign=ed-cnnportugal&utm_source=Facebook&fbclid=IwY2xjawRIiMFleHRuA2FlbQIxMQBicmlkETF6TGc1WW03MDNyT0RMS1VJc3J0YwZhcHBfaWQQMjIyMDM5MTc4ODIwMDg5MgABHk5RDlPZwp5IBMQ8qzw_l4xiQ8GjODW1cM2TzxbRPRPL_myyDwz0EK3H3v_s_aem_-g5cbbH7jwuu3jgaWYIRYA#Echobox=1775941301
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