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Autor Tópico: Ser dador vivo em Portugal  (Lida 739 vezes)

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Ser dador vivo em Portugal
« em: 12/10/2010, 19:00 »
 
Ser dador vivo em Portugal

 
 
Também se pode ser dador em vida. Fernando Macário, Presidente da Sociedade Portuguesa de Transplantação, fala-nos sobre transplantes à margem do IX Congresso Luso Brasileiro de Transplantação

Qual é o balanço que faz da transplantação em Portugal?

Realizam-se transplantes de forma regular em Portugal desde 1980, ano em que foram efectuados os primeiros 2 transplantes renais com rim de cadáver. Mas, em 1969, Linhares Furtado já tinha realizado um primeiro transplante renal.

Ao longo dos mais de 30 anos de actividade transplantadora em Portugal, largos milhares de doentes beneficiaram de transplantes de rim, fígado, coração, pulmão, pâncreas, córnea e medula. Diversas unidades de transplantação efectuam os mais diversos tipos de transplante com qualidade ao nível das melhores unidades de transplantação internacionais.

As taxas de transplantação em Portugal são elevadas e, só em 2009, realizaram-se nos hospitais portugueses mais de mil transplantes, o que significa um aumento de 8,2% em relação a 2008. Em 2009, foram realizados 47 transplantes cardíacos, 595 renais, 255 de fígado, 11 de pulmão, 20 de pâncreas, 755 de córnea e 423 de medula.

No transplante renal e no transplante hepático Portugal está nos lugares cimeiros nas taxas de transplantação. Isto deve-se ao facto de Portugal possuir uma das maiores taxas de doações a nível mundial: 31 por cada milhão de habitantes. No entanto deve referir-se que a doação de órgãos provém principalmente da colheita em cadáver sendo os níveis de doação em vida inferiores ao desejável.

O que significa ser dador vivo?

A lei portuguesa, revista há poucos anos, permite que qualquer pessoa, como cônjuges ou amigos, possam ser dador de órgãos em vida, independentemente de haver relação de consanguinidade. Em geral, o dador deverá ser um indivíduo saudável, mentalmente capaz de afirmar a sua vontade de doação, sem pressões de ordem emocional ou socioeconómica.

Este processo requer sempre uma entrevista ao dador e ao receptor pelas entidades hospitalares para a Verificação da Admissibilidade ao Transplante e uma completa avaliação clínica, social e psicológica dos dadores. A doação em vida mais comum é a de rins. A doação de um rim é um processo relativamente seguro para um dador saudável.

Existem ainda assim alguns riscos inerentes ao acto cirúrgico que devem ser sempre bem compreendidos por todos os envolvidos neste processo para que possam fornecer o consentimento informado. São também efectuados transplantes de fracções de fígado e tecido pulmonar provenientes de dadores vivos, mas com muito menos frequência e com maior risco do que na doação de rim.



Fonte:Sapo - Saúde

 

 



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