Vítima de assalto ficou em cadeira de rodas Um assalto falhado a uma ourivesaria de Paredes atirou para uma cadeira de rodas a dona do estabelecimento. Para sempre. Quando a mulher tentava defender o pai de agressão, um dos dois assaltantes efectuou um disparo que lhe deixou sequelas na face, pescoço e coluna cervical. A vítima ficou tetraplégica e com incapacidade parcial permanente avaliada em 94%.
Três indivíduos presumivelmente implicados neste caso começam hoje a ser julgados no Tribunal de Paredes. Dois deles, actualmente em prisão preventiva, são acusados pelo Ministério Público de crimes de roubo na forma tentada, receptação, detenção de arma proibida e condução sem carta. A um deles, o autor do disparo, é imputado um crime de homicídio qualificado, sob a forma tentada. O terceiro envolvido é apenas acusado de ter cedido aos outros dois arguidos a arma do crime.
A tentativa de assalto à ourivesaria Quintina, em Paredes, aconteceu, a 14 de Junho de 2005. Os dois principais protagonistas tentavam apoderar-se da quantidade considerável de ouro e relógios daquele estabelecimento, artigos avaliados em cerca de 20 mil euros. Munidos de pistola, entraram na loja e ameaçaram o pai da proprietária, que ali se encontrava. "Onde está o ouro?", perguntou um deles.
No momento em que os indivíduos iam pegar nos objectos expostos numa montra, a dona da ourivesaria surge e intromete-se entre os assaltantes, encapuzados, e o pai. Acto contínuo, segundo o Ministério Público, um deles dispara em direcção à cara da empresária. De seguida, puseram-se em fuga. Pelo caminho, terão assaltado uma bomba de gasolina, levando 90 euros. As deslocações dos arguidos, residentes no Porto, foram feitas num Fiat Punto furtado.
Levada para o hospital, a vítima do disparo ficou em estado de coma e esteve três semanas ligada a ventilador. Aos 34 anos e com dois filhos, de dois e nove anos, ficou com lesões permanentes. Exige aos arguidos uma indemnização de 288 mil euros, que inclui danos morais e os gastos numa cadeira de rodas.
IN JN