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Autor Tópico: Instituto Giorgio Nicoli  (Lida 236 vezes)

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Offline Sardinha

Instituto Giorgio Nicoli
« em: 18/08/2021, 15:47 »
 
Instituto Giorgio Nicoli


Depoimento Célia Barros! Bom dia, tudo bem? Conheci o Instituto Giorgio Nicoli por pesquisas feitas na internet, pois recentemente obtive o diagnóstico de síndrome pós pólio. Em meio a essas pesquisas busquei mais informações pois queria fazer algum tratamento preventivo e/ou restaurativo, foi quando tive a oportunidade de fazer uma avaliação na SAGA FISIOTERAPIA pelo Instituto e desde fevereiro tenho feito o tratamento de hidroterapia semanalmente, com muitos ganhos, correção e melhor percepção corporal. Obtive melhora na marcha, um alinhamento e fortalecendo geral do meu lado esquerdo. Os profissionais envolvidos são muito competentes e compromissados com o bem estar do paciente. Foi um tempo de fundamental importância para mim, pois estou na cidade de Botucatu e ainda não encontrei nada tão direcionado. Sentirei saudades dessa família maravilhosa. Obrigada a todos.


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Online migel

Re: Instituto Giorgio Nicoli
« Responder #1 em: 25/08/2021, 10:05 »
 
SPP - É possível uma Vida Plena?
 

Contraí poliomielite durante a epidemia no Reino Unido em 1952, quando tinha 19 anos. Na época, eu estava na escola de balé clássico em Londres, preparando-me para os exames finais. Meus sintomas eram fortes dores nas costas e rigidez nas pernas, então, chega de aulas de dança.

 

Depois de algumas semanas sem saber o que me afligia, fui ver um especialista em Oxford, minha cidade natal. Foi ele quem diagnosticou a poliomielite e providenciou minha internação no hospital.

 

Passei cerca de dois meses no Hospital Ortopédico Wingfield em Oxford recebendo tratamento na forma de natação e outros exercícios, meu caso foi bastante leve, pois meus colegas pacientes tinham muito menos movimentos do que eu e muitos tinham que usar pulmões de ferro.

 

Ficou bastante claro que eu não iria agraciar o palco como dançarina clássica, mas me recuperei o suficiente para passar nos exames como professora e passei a lecionar balé em tempo parcial pelos 25 anos seguintes.

 

Eu estava limitada no que podia fazer sozinha - sem elevação, significava que eu não poderia executar todos os movimentos, mas fiz uso de um aluno sênior para ajudar, mas mesmo assim, uma aula matinal me deixava bastante exausta!

 

Dar aulas de balé em meio período não era suficiente para me sustentar em uma vida independente em Londres, então trabalhei em vários outros empregos nos 30 anos seguintes. Realmente tive uma carreira muito excitante e variada desde aqueles dias longínquos de 1952.

 

Comecei a treinar como bibliotecária, mas achei isso um pouco chato - um namorado me convenceu a tentar um emprego de escriturária no Ministério da Guerra e fui aceita como arquivista, porém o salário era muito baixo!

 

E lá fiquei até 1957, quando a minha filha nasceu. Quando ela tinha cinco anos e seu irmão menor tinha apenas nove meses, todos nós nos mudamos para uma nova vida na Austrália, primeiro em Sydney por dois anos e depois nos estabelecendo permanentemente no sul da Austrália.

 

Com os dois filhos agora na escola, comecei minha própria escola de balé, pois me sentia bastante forte fisicamente.Deve ter sido por volta do início da década de 1980 que comecei a perceber que algumas coisas eram um trabalho árduo, como subir em uma cadeira ou colocar meia-calça!

 

Então ouvi algo no rádio sobre pessoas que estavam tendo sintomas semelhantes aos da poliomielite novamente depois de muitos anos.

 

E assim, muito lentamente, o que foi uma sorte para mim, minha força física começou a se deteriorar!

 

Na época, meu clínico geral não tinha conhecimento de pós-pólio ou dos efeitos tardios da poliomielite e, parecia não haver ajuda disponível.

 

Felizmente, descobri varias organizações que trabalhavam com os Sobreviventes da Poliomielite! Parece extremamente injusto e discriminatório para mim que os sobreviventes da pólio com mais de 65 anos não tenham direito a nenhum benefício!


 

SPP - É possível uma Vida Plena?
 


Estou agora com 86 anos e tenho movimentos limitados, mas ainda desfruto de uma vida plena. Eu uso uma bengala fora de casa e bastões de trekking para caminhadas curtas.

 

Muito em breve, provavelmente precisarei de um meio de transporte mais caro, como uma scooter ou uma cadeira de rodas motorizada, mais um desafio para enfrentar... Mas desafios sempre fizerem parte da minha Vida e sou imensamente grata a Deus pela Força que tenho!!!

 

 

Fonte:

Anne Weddle

https://www.poliosa.org.au/

 
 

Online migel

Re: Instituto Giorgio Nicoli
« Responder #2 em: 26/08/2021, 09:09 »
 


Instituto Giorgio Nicoli
14 h  ·
Depoimento Renata Kaline . Meu nome é Renata Kaliane, sou uma sobrevivente da pólio. Tive poliomielite aos seis meses de idade. Um bebê. Depois de cirurgia e tratamentos, contrariando a lógica das previsões médicas, me antecipei ao prognóstico e aos três anos de idade comecei a caminhar com o auxílio de uma órtese bilateral longa e um par de muletas.
Fiz escola normal, embora a inclusão de toda uma vida não tenha se dado de um modo “normal” como deveria ser, mas a vida nos empurra para frente e assim foi.
Estudei, me formei e já no último ano da graduação comecei a trabalhar. Com as economias que consegui juntar, pude comprar meu carro e assim driblar os percalços de uma cidade feita sem a preocupação de atender a todos, em igualdade de oportunidades.
Vencer a falta de acessibilidade traz impactos físicos e emocionais, pois faz necessários ajustes na rotina para atender às necessidades do corpo e da vida. A pólio tem disso.
O corpo assimétrico impõe compensações para a marcha e, sequencialmente, “crocâncias” no esqueleto e dores nas articulações. A reabilitação é uma realidade contínua na vida do sobrevivente da pólio e que vivencia a síndrome pós-pólio.
Nessa pandemia fui agraciada com um presente do Instituto Giorgio Nicoli. O IGN me inseriu num programa de reabilitação na Academia Saga, um local adaptado onde encontrei profissionais muitíssimo capacitados e que me assistiram no revezamento entre fisioterapias solo e aquáticas durante 06 meses. Esse tratamento foi um super presente que me trouxe à memória motora movimentos para a correção da postura, melhora da força, das dores nos ombros e do equilíbrio, tanto físico como emocional.



❤𝐒í𝐧𝐝𝐫𝐨𝐦𝐞 𝐏ó𝐬 𝐏ó𝐥𝐢𝐨 - 𝐈𝐧𝐬𝐭𝐢𝐭𝐮𝐭𝐨 𝐆𝐢𝐨𝐫𝐠𝐢𝐨 𝐍𝐢𝐜𝐨𝐥𝐢
Pólio e Pós-Pólio: Acredite na Vida!
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