O presidente da Associação Nacional dos Deficientes de Angola (ANDA) disse, ontem, ao Jornal de Angola, estar preocupado com as dificuldades das pessoas com deficiência que não têm canadianas e cadeiras de rodas.
Silva Lopes Etiambulo falava em jeito de balanço ao périplo que efectuou, no fim-de-semana, à região Centro e Sul de Angola, no âmbito do projecto “Vem Comigo”, durante o qual entregou cadeiras de rodas e muletas a portadores de deficiência.
O presidente da ANDA lamentou que as organizações que trabalham com deficientes não disponham de meios financeiros para suportar encargos.
A ANDA, disse, tem meios humanos para ajudar o Governo a mudar este quadro, mas não dispõem de recursos financeiros.
Silva Etiambulo lamentou que alguns deficientes tenham “comportamentos indecorosos”, que impedem acções do Governo e deu como “maus exemplos a promoção de distúrbios nas cidades e a ocupação anárquica de terrenos previamente loteados para a autoconstrução dirigida”.
O presidente da ANDA encorajou os associados a procurarem as organizações que lidam com deficientes para lhes apresentarem as preocupações, que “merecerão a ajuda do Governo”.
Durante a viagem ao Centro e Sul do país, entregou no município do Andulo, 1.200 chapas de zinco, uma escola e um centro de prestação de serviços para 240 pessoas.
O responsável lamentou, no Andulo, que haja um número elevado de deficientes ex-militares desempregados e 218 mutilados de guerra das ex-forças da UNITA em “situação de abandono”.
“Queixam-se de falta de muletas, de cadeiras de rodas e de reabilitação física”, disse.
No município de Calussinga, também no Bié, Silva Lopes Etiambulo procedeu o lançamento da Cooperativa Agropecuária “Vem Comigo”, que tem como objectivo reabilitar, integralmente, pessoas com deficiência e as famílias.
No município de Tchicala Tcholohanga, província do Huambo, entregou meios de transporte aos activistas da cooperativa e instrumentos agrícolas a 50 associados.
No município do Mungo, também no Huambo, inaugurou um centro de artes e ofícios para deficientes ex-militares, que vai beneficiar 25 pessoas.
A ANDA está presente em todas as províncias do país e ajuda na solução dos problemas básicos dos associados.
Fonte: Jornal de Angola