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Autor Tópico: Envelhecimento e deficiência intelectual:Quem vai cuidar de mim qd não poder?  (Lida 797 vezes)

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Envelhecimento e deficiência intelectual: Quem vai cuidar quando eu não puder mais?



A realidade nos apresenta uma família, mais a mãe, com muitas lutas e sucessos, os possíveis neste contexto, vividos com um misto de esforço, alegrias, desapontamentos e a sempre preocupante questão: - Quem vai cuidar dele (dela) quando eu não puder mais?
05/09/2011 - por Vera Brandão, da redação Portal na categoria 'Diversos'
 
Recentemente aconteceu o II Seminário “Envelhecimento e Deficiência Intelectual”, dias dias 12 e 13 de agosto, uma iniciativa da APAE de São Paulo e do Grupo de Estudos Sobre o Envelhecimento Precoce das Pessoas com Deficiência Intelectual. Desde o ano de 2009 acompanhamos o trabalho sério e persistente deste grupo sob a coordenação de Maria Regina de Campos Leondarides. A seu convite participamos de algumas reuniões do grupo, refletindo sobre a questão do envelhecimento e crescente longevidade mundial, incluindo neste segmento os portadores de deficiência intelectual, que apresentam sinais de envelhecimento precoce. Em 30 de outubro deste mesmo ano participamos do I Seminário e nele tivemos a certeza da força empenho do grupo.

Neste ano de 2011 nossos contatos foram reatados, ainda discutindo algumas questões que são também preocupantes, entre as quais destaco a questão da mãe cuidadora idosa.

A realidade nos apresenta uma família, mais diretamente pai e mãe com destaque para esta última, que ao longo dos anos buscou educação, desenvolvimento e cuidados com a saúde de seu filho deficiente intelectual. Muitas lutas e muitos sucessos, os possíveis neste contexto, vividos com um misto de esforço, alegrias, desapontamentos e a sempre preocupante questão: - Quem vai cuidar dele (dela) quando eu não puder mais?

Em algumas famílias os próprios irmãos vão, gradativamente, assumindo estes cuidados para aliviar o grande esforço dos pais já envelhecidos e, em muitos casos, já falecidos. Mas temos a realidade mais delicada daquela mãe idosa, viúva, separada, ou que por motivos vários cuida sozinha de seu filho (a) com deficiência intelectual que, devido às patologias, também já iniciou o processo de envelhecimento precoce. A mãe idosa, com as fragilidades próprias à idade, cuidando de um filho que apresenta, precocemente, os sinais de envelhecimento.

A pergunta é: - Quem cuidará deles?

Este foi nosso enfoque na palestra Desafios da Longevidade: - o envelhecimento das pessoas com deficiência intelectual.

Compartilhamos o espaço com a companheira de longa data, nos estudos da área gerontológica, Vera Silvia Frangella (foto) - nutricionista docente do Centro Universitário São Camilo e Mestre em Gerontologia pela PUC-SP, que abordou o também importante tema Envelhecimento e Nutrição no Cuidado da Pessoa com Deficiência Intelectual.

Foi um grande prazer ter participando como palestrante deste importante espaço que se abre para reflexões que, esperamos, sejam geradoras de ações positivas para os deficientes intelectuais e suas famílias em processo de envelhecimento.

Entre os temas debatidos no Seminário, muito estimulantes para nossas pesquisas acadêmicas, estão: A importância do estudo científico do envelhecimento das pessoas com deficiência intelectual; Envelhecimento Saudável: Desafio para o Século XXI; Direitos das Pessoas com Deficiência Intelectual; Desafios da Longevidade: - o envelhecimento das pessoas com deficiência intelectual; Envelhecimento e nutrição no cuidado da pessoa com deficiência intelectual; A Neurologia e o Envelhecimento; Comprometimento Cognitivo em Idosos: aspectos clínicos e neurobiológicos; O envelhecimento e a visão; O envelhecimento e as principais alterações otorrinolaringológicas; Experiência no atendimento às pessoas em processo de envelhecimento; CIF – Classificação Internacional de Funcionalidade.

Ao final, pedimos para a coordenadora do evento, Maria Regina Leondarides, falar sobre o evento. Segue o seu relato:


A importância do Seminário
“O Grupo de Estudo sobre o Envelhecimento Precoce das Pessoas com Deficiência Intelectual formado por representantes das associações APAE de São Paulo ADERE, ADID, AVAPE, APABEX, APOIE, A Alternativa, CIAM – Aldeia da Esperança, CARPE DIEM, Grupo Chaverim e um representante legal da pessoa com Deficiência Intelectual e o Instituto APAE de São Paulo realizaram nos dias 12 e 13 de agosto o II Seminário Envelhecimento e Deficiência Intelectual. O foco científico do seminário sobre envelhecimento e deficiência intelectual (DI) se deu sobre o novo paradigma que é o envelhecimento da população geral, incluindo dos indivíduos com Deficiência Intelectual.

Vários aspectos de atualização sobre o envelhecimento foram relatados, entre eles, definições de senescência, senilidade, alterações das funções cognitivas, alterações visuais, otorrinolaringológicas, nutricionais que levam a dificuldades físicas e por sua vez de inserção social do indivíduo idoso. Em relação ao indivíduo com DI, existe o questionamento se o envelhecimento ocorre de forma diferente em relação ao indivíduo sem a deficiência.

Foram mencionados relatos de pessoas com Síndrome de Down que evoluíram com demência de Alzheimer. Não se sabe se há outras diferenças em relação às demais causas de DI. Foram também realizadas palestras de atualização sobre os aspectos legais do envelhecimento e da DI.

Todos os palestrantes foram unânimes em se pronunciar que não há evidências de que o envelhecimento se dê de forma diferente no indivíduo com DI. Esta, portanto se tornou a questão principal a ser estudada.

A meta é conseguir com as pessoas com DI em processo de envelhecimento a manutenção ou até aquisição de qualidade de vida, auto- estima e bem estar em ambientes acolhedores e afetivos. Ao invés de um momento de perdas a velhice passa a ser considerada como um período de novas experiências e projetos onde a sociabilidade, atividades ocupacionais e lazer se tornam temas centrais visando à preservação da autonomia funcional.

É necessário pensar nas diferenças de autonomia e capacidade de cada pessoa. Os serviços, tanto quanto possível, devem ser proporcionados em lugares onde estejam integrados na comunidade, promovendo a interação com membros da família, amigos e pessoas sem deficiência. O ideal seria um Plano individual desenvolvido e/ou revisado por equipe multiprofissional da qual fariam parte a pessoa com DI e sua família, bem como olhar a pessoa com DI como capaz de desenvolvimento ao longo da vida nas diferentes fases. Ter a atenção do quanto à ausência de convívio social compromete o biológico de cada pessoa.

Não podemos falar do processo de envelhecimento como um processo unitário, pois há a heterogeneidade onde o DI leve tem características médicas, educacionais, sociais e funcionais diferentes do DI com déficit intelectual grave.

Foi constatado neste seminário que os diferentes estímulos intelectuais e físicos colaboram para a redução das demências.

A Convivência social, ocupação cotidiana com significado e os apoios necessários fazem com que a saúde fique mais cara. Por isso a necessidade de políticas públicas e adequação de recursos financeiros. Lembrando que temos os “jovens idosos” que requerem menor aporte de recursos financeiros e os “mais velhos”, estes que necessitam de maiores cuidados e intervenções que encarecem seu custo de vida.

Qualquer programa que se desenvolva deverá abraçar as seguintes áreas: Saúde; Autonomia e independência; Relações interpessoais; Atividades sociais, culturais, ocupacionais e de lazer; Contemplar isso tudo não é fácil, mas já conquistamos tantas oportunidades através dos processos de inclusão que devemos lutar para bem viver e envelhecer com dignidade.”

Maiores informações sobre o Grupo de Estudo, entrar em contato com Maria Regina de Sousa Campos Leondarides, e-mail: leondarides.envelhecimento@yahoo.com.br



 

 



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