
As autoridades iranianas suspendera a execução por lapidação da mulher condenada por adultério. O anúncio foi feito pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros à televisão iraniana que disse ainda que o caso vai ser revisto.
"O veredicto referente às relações extra-conjugais foi suspenso e está a ser revisto", anunciou Ramin Mehmanparast.
Uma decisão que surge na sequência de uma onda de contestação através do mundo.
O Parlamento Europeu censurou hoje veementemente a condenação à morte por lapidação de Sakineh Mohammadi Ashtiani, considerando a decisão do tribunal iraniano "injustificável e inaceitável".
Na declaração política aprovada por 658 votos a favor, 1 contra e 22 abstenções os deputados europeus instam as autoridades iranianas a retirar as sentenças proferidas no caso de Sakineh Mohammadi Ashtiani e a proceder a uma reavaliação exaustiva do mesmo.
Sakineh Mohammadi Ashtiani foi acusada, em 2006, de ter tido duas relações íntimas fora do casamento após a morte do seu marido e foi condenada a uma sentença de 99 chicotadas.
Foi também acusada de cumplicidade no assassinato do seu marido e depois absolvida, antes de ser acusada de adultério durante o casamento e condenada à lapidação.
Fonte: SIC