Futuro incerto Cristina Costa Dias tem 41 anos. Não trabalha, dedicando-se aos três filhos, entre os 19 e os 12 anos. O marido "perdeu o emprego há quase um ano, por causa da crise".
A filha do meio - que ontem festejou 16 anos - tem uma deficiência. O mais novo também sofre de autismo ligeiro. O mais velho, de 19 anos, "quer entrar na universidade. Não sei se dá. Vamos ver se conseguimos", admite Cristina.
Entre os apoios pelos filhos e o subsídio de desemprego do marido, a família vive com cerca de 1500 euros mensais. Menos do que parece: "Só em despesas de saúde gastamos mais de 400 euros", diz, acrescentando que na escola os filhos "não têm direito a qualquer apoio. Continuam a fazer o cálculo com o antigo rendimento do meu marido. Há meses que estamos a pedir-lhes os apoios, mas dizem que ainda estão a analisar o processo".
Com "os tostões contados" há bastante tempo, Cristina não tem nenhuma estratégia preparada para os novos aumentos de vários bens essenciais, devido à subida do IVA: "A gente vai-se aguentando. As pessoas fazem o que podem com o que têm."
Poupar mais é que já não será fácil: "A estratégia que vamos ter é olhar mais para os preços. Aproveitar as ofertas que algumas entidades já vão fazendo, através da Associação Portuguesa de Famílias Numerosas."
"Em último caso", acrescenta, a família não terá outro recurso senão "cortar" nos poucos luxos dos filhos: "Aquelas coisas que eles vão pedindo: os CD os MP3."
Fonte: DN