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Autor Tópico: Fitoterapia - Castanheiro-da-Índia  (Lida 1036 vezes)

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Offline Figueira

Fitoterapia - Castanheiro-da-Índia
« em: 07/04/2011, 18:45 »
 
Fitoterapia - Castanheiro-da-Índia

NOME EM LATIM: Aesculus hippocastanum L.
FAMÍLIA: Hipocastanáceas.
OUTROS NOMES: Castanheiro falso.
REFERÊNCIAS HISTÓRICAS: Esta formosa árvore foi levada da Constantinopla para a Áustria, e dali para outros países da Europa Ocidental, pelo jardineiro do imperador Maximiliano, no princípio do século XVII. Como por aquele tempo chegavam à Europa muitas plantas vindas das “Índias” (América), pensou-se que a árvore era mais uma delas e, pela semelhança com o castanheiro, chamou-se-lhe castanheiro-da-índia. Provou-se depois que, na realidade, é oriundo da Grécia e da Turquia.
O nome hippocastanum (‘castanheiro de cavalo’ em latim) vem do facto de que os Turcos o davam a comer aos cavalos velhos, para lhes acalmar a tosse e aliviar a asma de que sofrem com frequência.
As castanhas deste castanheiro têm um gosto muito amargo, que deveria avisar, a quem as prova, de que não são comestíveis. Registaram-se casos de intoxicação, sobretudo em crianças, por as terem comido em quantidade.

DESCRIÇÃO: Árvore de folha caduca, de belo porte e grande folhagem. Atinge até 30 m de altura e, como o castanheiro comum, vive muito tempo (até 300 anos). As folhas são palmeadas, grandes, de bordo dentado, e nascem em grupos de 5 a 9. As flores são brancas e agrupam-se em ramalhetes. Os frutos são grandes, rodeados de espinhos não muito duros, e contêm no interior uma ou duas sementes parecidas com as verdadeiras castanhas.
HABITAT: Árvore comum nos parques e avenidas da Europa e da América. Também se encontra em estado silvestre nos bosques de regiões montanhosas.
PROPRIEDADES E INDICAÇÕES:
A CASCA dos ramos jovens e as SEMENTES (castanhas) contêm vários princípios activos de grande valor medicinal:
Esculina: Glicósido cumarínico que exerce uma forte acção sobre o sistema venoso e sobre a circulação sanguínea em geral. A esculina entra na composição de muitos preparados farmacêuticos, pois ainda não se conseguiu sintetizar um fármaco que supere os efeitos desta substância vegetal. As propriedades da esculina são:
– Tónico venoso: Aumenta o tono da parede venosa, o que determina que as veias se contraiam e que diminua a congestão sanguínea, especialmente nos membros inferiores.
– Protector capilar: Fortalece as células que formam a parede dos vasos capilares, tornando-os menos permeáveis, favorecendo assim o desaparecimento dos edemas e inchaços.
Saponinas triterpénicas (escina) de acção anti-inflamatória e antiedematosa, abundantes, sobretudo, nas sementes.
Taninos catéquicos, adstringentes e anti-inflamatórios.
Esta planta torna-se muito útil em todo o tipo de transtornos venoso, especialmente em:
Varizes das pernas, insuficiência venosa, pernas pesadas (1,2,3).
Tromboflebites, úlcera varicosa das pernas(1,2,3).
Hemorróidas: Acalma a dor e reduz-lhes tamanho(1,2,4).
Próstata: Torna-se muito eficaz na congestão e hipertrofia desta glândula, tanto tomada em infusão ou extractos como aplicada em banhos de assento(1,2,4). Reduz o tamanho da próstata inflamada e facilita a saída da urina.
A FARINHA da castanha-da-índia é especialmente rica em saponina, pelo que se aplica em cosmética e na indústria de sabão (5). É um autêntico sabão vegetal, suavizante e protector da pele.

PARTES UTILIZADAS: A casca dos ramos jovens e as sementes.
PREPARAÇÃO E EMPREGO:
USO INTERNO

Decocção: 50g de casca de ramos jovens e/ou sementes por litro de água. Tomam-se duas ou três chávenas diárias.
Extracto seco: 250mg, três vezes ao dia.

USO EXTERNO
minutos, 3 ou 4 vezes por dia.
Banho de assento com a decocção, em caso de hemorróidas e de afecções prostáticas.
Banho completo: Prepara-se uma decocção com meio quilo de sementes esmagadas por litro de água, que se fervem durante 5 minutos. Prepara--se um banho quente acrescentando a decocção à água. A pele fica muito suave e limpa, melhor do que com qualquer sabonete ou gel sintético.

Precauções
As sementes, isto é, as castanhas desta árvore, não devem ingerir-se por se tornarem tóxicas. Sobretudo, é preciso avisar as crianças, que podem confundi-las com as castanhas comestíveis.


Dr. Jorge Pamplona Roger
*Extraído do livro A Saúde pelas Plantas Medicinais, editado pela Publicadora SerVir, S.A.

Fonte: S&L
 

 



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