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Autor Tópico: Tudo em relação a "Vida Independente"  (Lida 234192 vezes)

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Online migel

Re: Tudo em relação a "Vida Independente"
« Responder #180 em: 01/05/2023, 15:19 »
 

Projeto Nacional para mudar paradigma da inclusão discutido em seminário da APCC
POR MUNDIALFM -28 DE ABRIL, 202340 0

O Modelo de Apoio à Vida Independente (MAVI), o projeto-piloto nacional que pretende promover uma mudança de paradigma nas políticas públicas de inclusão das pessoas com deficiência, vai estar no centro das análises do Seminário Internacional “Desafios à Participação – 3 Anos de Assistência Pessoal”, que se realiza no dia 2 de maio, na Sala Almedina do Convento São Francisco, com a sessão de abertura prevista para as 14H30.

Esta iniciativa é promovida pela Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra (APCC) e contará com a presença de diversos representantes de entidades nacionais e internacionais. No painel “Desafios à Participação – 3 anos de Assistência Pessoal”, com início às 14H50, estão confirmadas intervenções, entre outros de Fernanda Sousa (coordenadora do MAVI), Emma Åstrand (STIL – Fundadores da Vida Independente, da Suécia), Florian Sanden e Michael Holden (ENIL – Rede Europeia de Vida Independente).

A ocasião servirá ainda para fazer um balanço particular dos três anos do Centro de Apoio à Vida Independente (CAVI) da APCC, com a apresentação do estudo realizado pelo Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra sobre o seu impacto no modo de vida das pessoas apoiadas desde o início do seu funcionamento.

O Seminário Internacional “Desafios à Participação – 3 Anos de Assistência Pessoal” é dirigido a destinatários de assistência pessoal, assistentes pessoais, técnicos e quaisquer outras pessoas com interesse pelo tema da vida independente. A entrada é livre, mas com inscrição prévia obrigatória, que pode ainda ser feita através do link https://bit.ly/SeminarioDesafioParticipacao.

O CAVI da APCC tem como objetivo contribuir para uma inclusão efetiva e a autodeterminação, disponibilizando aos destinatários assistência pessoal para a realização de atividades em domínios como a higiene, alimentação, deslocações, mediação de comunicação, contexto laboral, frequência de aulas, cultura, lazer ou cidadania, entre outros.

Funciona no âmbito do MAVI, cujo objetivo específico é constituir-se como instrumento de garantia às pessoas com deficiência ou incapacidade das condições de acesso para o exercício dos seus direitos de cidadania e para participação nos diversos contextos de vida em igualdade com os demais.


Fonte: https://mundialfm.sapo.pt/projeto-nacional-para-mudar-paradigma-da-inclusao-discutido-em-seminario-da-apcc/
 

Offline rodrigosapo

Re: Tudo em relação a "Vida Independente"
« Responder #181 em: 04/05/2023, 16:58 »
 
Marcha pela vida independente este sábado
Com o projeto-piloto de apoio à vida independente a chegar ao fim e nova legislação prometida, pretende-se fazer ouvir a voz das pessoas que precisam de assistência pessoal. Uma mobilização com o lema: “A vida independente tem de ser para toda a gente”.
3 de Maio, 2023 - 12:36h


Faixa do Centro de Vida Independente no 25 de Abril de 2023. Foto do CVI/Facebook.

Este sábado, o Centro de Vida Independente e um conjunto de outras organizações convocam um conjunto de marchas pela vida independente que decorrerão às 15 horas: em Lisboa (em local ainda a confirmar), no Porto (em Frente ao Rivoli), em Vila Real (na Avenida 5 de Outubro junto à estação) e em Guimarães (no Parque da Cidade).

A iniciativa segue a efeméride do Dia Europeu da Vida Independente, que se assinala a 5 de maio, e que pretende destacar a importância da promoção da vida independente para pessoas com deficiência.

No seu comunicado, o CVI dá o mote da iniciativa: “A vida independente tem de ser para toda a gente”. De acordo com a organização, “este ano vai ser decisivo” porque “o Projeto-piloto de apoio à Vida Independente vai terminar no final de Junho” e “está prometida legislação que irá regulamentar a versão definitiva da assistência pessoal a pessoas com deficiência até ao fim do corrente ano”.


Governo exortado a clarificar posição sobre modelo de apoio à Vida Independente
Depois de 55 meses desta experiência, pensa-se que “é tempo de fazer o balanço” e “retirar lições para o futuro” com quer as pessoas que tiveram assistência pessoal quer todas as que necessitam dela a “dizerem o que desejam e esperam que seja inscrito na lei”. E face à legislação vindoura crê-se que “é uma altura decisiva” porque se esta “não corresponder às nossas necessidades, dificilmente será alterada nos anos mais próximos”.

As associações de pessoas com deficiência criticam o facto de não haver ainda informação sobre como será o acesso e as condições da prestação de assistência pessoal em 2024, não tendo sido divulgado quantas pessoas terão direito, com direito a quantas horas de assistência e quem vai gerir a assistência pessoal. Assim, pretendem ter “uma palavra a dizer” numa altura em que são “muitas as perguntas para as quais ainda não há respostas” porque “da nossa vida sabemos nós. Porque sabemos bem o que precisamos”.

A exigência central é, portanto, “que a assistência pessoal seja para toda a gente que precisa”. Esta ”não pode continuar a ser apenas mais um projeto piloto” e “as horas de assistência a atribuir têm de ser as que verdadeiramente necessitamos, sem perpetuar a dependência de cuidadores informais”, defendem.

Debate dia 5

Ainda antes desta mobilização e igualmente com a preocupação de discutir o futuro modelo de assistência pessoal, o CVI vai organizar um debate no dia 5, às 21 horas, com transmissão online(link is external), que contará com a presença de Diana Santos, do CVI, Ana Filipa Lopes, assistente pessoal, e Fernando Fontes, investigador. A moderação estará a cargo de Jorge Falcato.

O mote para a conversa é lançado através das seguintes perguntas:  Que modelo queremos? Quais serão os aspetos a manter? E quais têm de ser alterados?



Retirado de: ESQUERDA NET
 

Online migel

Re: Tudo em relação a "Vida Independente"
« Responder #182 em: 05/05/2023, 12:10 »
 
Hoje, dia 5 de maio, assinala-se o Dia Europeu da Vida Independente. Celebramos o orgulho em pertencer à comunidade das pessoas com deficiência como expressão da diversidade humana.
É também um dia para reivindicar o cumprimento dos princípios inscritos na Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, ratificada, por Portugal, em 2009, mas ainda por cumprir.
Por tudo isto, no sábado, dia 6 de maio, a partir das 15h, ocuparemos as ruas de Lisboa, Vila Real e Guimarães. A luta continua, no Porto, no dia 13 de maio. E só pára quando o lema Nada sobre Nós sem Nós for a realidade.
Vamos gritar pelo direito à Vida Independente.
Pela dignidade.
Pelos direitos humanos!






facebook Vida Independente

 

Online migel

Re: Tudo em relação a "Vida Independente"
« Responder #183 em: 05/05/2023, 12:13 »
 

O projeto-piloto de assistência pessoal (MAVI) está a chegar ao fim. As pessoas com deficiência continuam com imensas dúvidas sobre o futuro deste serviço que é indispensável a tantas pessoas.
Que modelo queremos? Quais serão os aspetos a manter? E quais têm de ser alterados? Vamos discutir em conjunto e construir o nosso próprio futuro, porque ninguém sabe melhor da nossa vida do que nós.
Junta-te a nós, no dia 5 de maio, às 21 horas para mais uma DefTalk!
Moderador: Jorge Falcato
Participantes:
- Diana Santos (Pessoa Destinatária)
- Ana Filipa Lopes (Assistente Pessoal)
- Fernando Fontes (Investigador)
Não percas!
https://us02web.zoom.us/j/85701726227...
ID da reunião: 857 0172 6227
Senha de acesso: 528593



Facebook VI
 

Online migel

Re: Tudo em relação a "Vida Independente"
« Responder #184 em: 07/05/2023, 15:56 »
 
"Queremos uma vida independente": marcha pelas pessoas com deficiência
SIC Notícias

https://sicnoticias.pt/pais/2023-05-06-Queremos-uma-vida-independente-marcha-pelas-pessoas-com-deficiencia-c1bf9c37?utm_source=site&utm_medium=share&utm_campaign=facebook&fbclid=IwAR0dKPYH3NjJDBVI_6MKJRMHAHYIpbyfs45FNlzqXdLhLOXSOAgznmMsc0I

06.05.2023  20:55

Pelo sexto ano consecutivo alertam que, com o fim do projeto piloto de assistência pessoal, é preciso ser criada a legislação prometida.

Dezenas de pessoas juntaram-se esta tarde em Lisboa para reivindicarem mais e melhores direitos para as pessoas com deficiência no Dia Europeu da Vida Independente. O dia também foi assinalado em Vila Real e Guimarães.

Pelo sexto ano consecutivo alertam que, com o fim do projeto piloto de assistência pessoal, é preciso ser criada a legislação prometida.

Há ainda o apelo das mulheres que sentem a diferença de forma particular.

A marcha também contou com a presença da deputada do Bloco de Esquerda, Mariana Mortágua.



SICN
 

Online migel

Re: Tudo em relação a "Vida Independente"
« Responder #185 em: 07/05/2023, 16:04 »
 
 

Online migel

Re: Tudo em relação a "Vida Independente"
« Responder #186 em: 07/05/2023, 16:47 »
 
 

Online migel

Re: Tudo em relação a "Vida Independente"
« Responder #187 em: 08/05/2023, 12:03 »
 
Assistência para pessoas com deficiência terá limite superior ao atual

Secretária de Estado da Inclusão prometeu que limite máximo de horas de assistência para pessoas com deficiência terá limite aumentado face ao atual.


Agência Lusa
Texto
05 mai. 2023, 18:54 


ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

O limite máximo de horas de assistência a pessoas com deficiência no modelo definitivo de apoio à vida independente será superior ao atual, prometeu a secretária de Estado da Inclusão, ressalvando que os limites máximos terão sempre de existir.

O modelo de assistência a pessoas com deficiência arrancou ainda em 2019 em formato de projeto-piloto, tendo depois sido prolongado para terminar em finais de 2023, com a expectativa de que, no decorrer deste ano, seja feita a transição para o modelo definitivo.


Atualmente, estes projetos-piloto têm um limite máximo de assistência de 40 horas semanais, com exceções para casos muito específicos, mas a secretária de Estado da Inclusão disse à Lusa que o projeto que o Governo pretende apresentar incluirá um número superior de horas semanais.

“Sim, nós estamos a propor aumentar, mas também não quero criar a expectativa de que daqui para a frente não haverá limiares máximos, os limiares máximos vão ter de continuar a existir sempre com esta salvaguarda de que há casos excecionais em que esses limiares máximos têm de todo de cair”, disse Ana Sofia Antunes.


A secretária de Estado não revelou qual será a proposta do Governo e sublinhou que é preciso ter sempre a noção clara de que não será possível dar todas as horas necessárias de assistência pessoal a todas as pessoas.

Frisou que, no decorrer dos atuais 35 projetos-piloto, há 8% de situações em que esse limite máximo caiu, havendo casos de pessoas com 120 horas semanais de assistência pessoal.

“São situações mais pontuais e aplicam-se, por exemplo, a contextos de pessoas com tetraplegia ou com paralisias cerebrais bastante acentuadas”, salientou.

Apontou, por outro lado, que, em média, cada pessoa com deficiência abrangida por um projeto-piloto usufruiu de 32 horas semanais de assistência pessoal, ou seja, menos oito horas do que o limite máximo das 40 horas.



Fonte: Observador
 

Online migel

Re: Tudo em relação a "Vida Independente"
« Responder #188 em: 08/05/2023, 14:48 »
 
“Queremos que a vida independente seja para toda a gente”

Este sábado realizou-se a Marcha pela Vida Independente. Em Lisboa, Vila Real e Guimarães, exigiu-se o cumprimento dos princípios inscritos na Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, ratificada, por Portugal, em 2009, mas ainda por cumprir.
6 de Maio, 2023 - 23:19h


Foto Esquerda.net
Neste Dia Europeu da Vida Independente, realizou-se, pelo sexto ano consecutivo, uma marcha em que se celebrou “o orgulho em pertencer à comunidade das pessoas com deficiência como expressão da diversidade humana”.

Mas a iniciativa foi também de reivindicação e de luta. Os manifestantes, que ocuparam as ruas de Lisboa, Vila Real e Guimarães, exigiram o cumprimento dos princípios inscritos na Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, ratificada, por Portugal, em 2009, mas ainda por cumprir.

Na capital, Eduardo Jorge, do Centro de Vida Independente, explicou à Sic(link is external) alguns dos motivos que estão na origem da marcha: “Queremos que a vida independente seja para toda a gente, que as pessoas com deficiência possam viver nas suas casas, no seu meio, com quem desejam, e serem autónomas, não serem institucionalizadas compulsivamente”.


Os manifestantes também alertaram que, com o fim do projeto piloto de assistência pessoal, é preciso avançar com a legislação prometida.

Jorge Falcato, também do Centro de Vida Independente, falou sobre os princípios que devem nortear o quadro legal: “Que seja uma política pública universal e gratuita, que as pessoas tenham o número de horas suficientes para se tornarem autónomas e que hajam pagamentos diretos. Isto quer dizer que a pessoa recebe o dinheiro para pagar a sua assistência pessoal”.


Diana Santos, do coletivo feminista As Desafiantes, realçou as particularidades de uma mulher com deficiência, que “sofre um capacitismo muito mais evidente e também um paternalismo exacerbado”.


A deputada bloquista Mariana Mortágua participou na Marcha pela Vida Independente, destacando que a institucionalização não pode ser sempre a resposta.


Fonte: ESQUERDA NET
 

Online migel

Re: Tudo em relação a "Vida Independente"
« Responder #189 em: 08/05/2023, 17:41 »
 
"Não quero perder o emprego": Pessoas com deficiência lutam por vida independente


Rui Dias
06 Maio 2023 às 20:53

Mesmo quando arranjam um emprego, pode ser difícil mantê-lo por falta de acesso aos transportes.

Miguel Ângelo tem 39 anos e há pouco tempo arranjou o seu emprego de sonho na FNAC. Este sábado, juntou-se à manifestação do Centro de Vida Independente do Vale do Ave, no Parque da Cidade, em Guimarães, porque a seu posto de trabalho está em risco pela dificuldade que tem em deslocar-se, principalmente aos fins de semana, por falta de transportes públicos. Como ele, estiveram presentes aproximadamente mais 20 pessoas, com diferentes incapacidades, mas com histórias de dificuldades muito semelhantes.

Miguel teve paralisia cerebral que o impede de andar, embora tenha alguma força nas pernas. "Ando de canadianas desde os sete anos", conta. Fez o 12º ano e cursos de formação profissional, expressa-se com fluidez e é aquilo que se pode chamar uma pessoa comunicativa, mas nunca conseguiu ter um emprego por muito tempo, principalmente, nunca teve um que gostasse. A maior parte das pessoas presentes queixa-se da mesma coisa: os cursos e os estágios terminam e raramente dão lugar a uma oportunidade para ficar nas empresas.

A bater à porta dos 40 anos, Miguel já pensava que a oportunidade nunca chegaria. Todavia, há pouco tempo surgiu a hipótese de trabalhar na FNAC do Guimarães Shopping. "Nem queria acreditar", diz com um sorriso. "A empresa foi fantástica, não só me deram uma oportunidade como fazem um esforço para me integrar, no que toca a casas de banho, por exemplo. Deram-me um tablet que torna o trabalho mais fácil do que os computadores que os meus colegas usam", reconhece.

"Não há paninhos quentes, é para trabalhar"

É por isso que não quer, "de forma nenhuma falhar", mas torna-se difícil quando não tem transporte para cumprir os horários de fim de semana. Miguel reside na freguesia de Leitões, onde as carreiras da Guimabus não chegam aos sábados e domingos. "Já faltei e tive que explicar a situação à minha chefe, mas não queria que voltasse a acontecer. A empresa é compreensiva, mas "não há paninhos quentes", é para trabalhar. De táxi são 40 euros para cada lado, não ganho para a despesa. Agora consegui um acordo com um Uber", afirma.

Mesmo assim, gasta 22 euros a descontar num salário magro. "Estou a poupar para reparar a minha cadeira de rodas elétrica. São 960 euros e a Segurança Social não paga o arranjo porque a cadeira não foi adquirida através deles, foi oferecida pela comunidade", conta. Miguel tem esperança que os pedidos que fez na Junta de Freguesia, Câmara Municipal e Guimabus, venham a dar resultado e que os horários sejam revistos.

"Além disso, também pedi para que estendam o percurso da carreira mais um quilómetro. Essa é a distância que tenho de percorrer, a subir, às vezes à chuva, outras vezes ao calor, para chegar da paragem de autocarro à minha casa", afirma. Alguns motoristas são mais simpáticos ou têm mais coragem para subverter as regras e, "quando está a chover, levam-me até lá cima, mas isso nem sempre acontece."

"Adoro o trabalho na FNAC, não só pelo dinheiro que ganho e que me garante a independência, mas também porque conheço pessoas, estou no meio dos livros e das tecnologias, faço o meu trabalho e convivo com colegas que fazem outras coisas, aprendo, participo, sinto-me vivo. Não queria perder este emprego", diz como quem lança um apelo.

Pôr os casos em evidência

Marco Ribeiro, o presidente do núcleo do Vale do Ave do Centro de Vida Independente assegura que foi para colocar em evidência casos como o do Miguel que a associação se formou. Marco tem 32 anos, teve paralisia cerebral e, além das limitações motoras que o obrigam a deslocar-se numa cadeira de rodas, chegou a sofrer de gaguez. Com esforço pessoal e ajuda de terapeutas, melhorou e hoje é consultor de suporte técnico na Primavera, uma profissão em que é obrigado a comunicar permanentemente.

Quando tinha 12 anos, Marco deu "um murro na mesa" da escola onde andava. "Todos os anos havia um dia de atividades desportivas e a mim davam-me um sumo e um bolo e punham-me a bater palmas. Naquele ano, disse-lhes que se não participasse nunca mais ia à escola", recorda. Junto com o protesto também apresentou a solução: "Disse-lhes que podia fazer uma corrida em cadeiras de rodas contra a Cristiana", conta, apontado para a colega de direção e companheira desde os tempos do infantário. A corrida fez-se e a cultura daquela escola mudou, a partir desse momento.

"Nada sobre nós, sem nós", é o lema que querem ver cumprido. Marco Ribeiro assume que esta é a primeira iniciativa "de uma associação que nasceu a 4 de abril" e ainda não teve tempo para se consolidar. "Algumas das pessoas que aqui estão acabaram de nos conhecer", reconhece. O documento que vai guiar o trabalho da associação é o Manifesto subscrito por outras 12 instituições de apoio a pessoas com deficiência e que defende coisas como: direito à vida independente; assistência pessoal para quem necessitar de forma gratuita e definitiva; cumprimento das quotas de acesso ao emprego; acessibilidade nos transportes públicos; tornar o ensino e a formação profissional verdadeiramente inclusivos e legislar sobre o acesso à universidade... Ao todo são 16 pontos para os quais Marco Ribeiro pretende chamar a atenção dos responsáveis políticos dos municípios do Vale do Ave.

Além da concentração em Guimarães, este sábado, a Associação Centro de Vida Independente promoveu marchas em Lisboa, Porto e Vila Real, aproveitando a proximidade do "Dia Europeu da Vida Independente", que se assinalou na sexta-feira. Em todas estas iniciativas foi lido o Manifesto com os 16 pontos que estas associações querem ver resolvidos.

Jn
 

Online migel

Re: Tudo em relação a "Vida Independente"
« Responder #190 em: 10/05/2023, 11:45 »
 
 

Online migel

Re: Tudo em relação a "Vida Independente"
« Responder #191 em: 10/05/2023, 14:42 »
 
Dia Europeu da Vida Independente

– manifesto e reivindicações –

Mais uma vez exigimos a efetiva e concreta implementação de políticas para a deficiência, num processo participado – que não de meros anúncios, estratégias e/ou programas – e que cumpra o princípio de “Nada sobre nós sem Nós”.

Continuamos a defender a materialização dos princípios constantes da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência. Algo que deverá assumir como prioridades estratégicas:

Implementar o direito a uma Vida Independente, garantindo uma efetiva autorrepresentação e autodeterminação;
Assegurar que a assistência pessoal seja para todas as pessoas que necessitem, gratuita e financiada de forma definitiva pelo Orçamento do Estado;
Exigir a Reforma Antecipada das Pessoas com Deficiência aos 55 anos, para quem tenha 60% de incapacidade;
Promover a universalidade no Direito de Voto – acessível, confidencial e secreto em qualquer ato eleitoral;
Garantir direitos iguais, ao nível nacional e regional (Continente e Regiões Autónomas), de projetos e legislação referentes às pessoas com deficiência;
Realizar um estudo sócio-demográfico da população com deficiência, já aprovado na Lei do Orçamento do Estado, como instrumento indispensável à implementação de políticas adequadas à realidade;
Rever os critérios de atribuição do grau de incapacidade, em concordância com a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, como foi recomendado em 2016 pelas Nações Unidas;
Cumprir prazos e executar, na íntegra, as verbas orçamentadas para o Sistema de Atribuição de Produtos de Apoio;
Exigir o cumprimento e fiscalização das quotas de acesso ao emprego (público e privado) para pessoas com deficiência;
Assegurar rendimentos que possibilitem uma vida autónoma e digna;
Garantir a acessibilidade nos transportes públicos e o direito à livre circulação nas ruas e em todos os espaços de uso público;
Assegurar o direito à habitação (de promoção pública) e o financiamento para a adaptação dos fogos inacessíveis existentes;
Tornar o Ensino e a Formação Profissional verdadeiramente inclusivos, bem como legislar as condições da frequência do Ensino Superior;
Proporcionar acessibilidade física, sensorial e de comunicação em qualquer contexto. Cultura, desporto, lazer, etc.;
Realização do estudo sobre práticas de violência sobre raparigas e mulheres com deficiência aprovado no Orçamento do Estado 2023 e criar respostas que efetivamente integrem e protejam as pessoas com deficiência no que concerne ao combate em relação a todas as formas de violência.
Garantir a acessibilidade física e comunicacional e confidencialidade na denúncia de assédio.
 

Porque a oportunidade de escolha (de como viver, onde e com quem...) é um direito básico e inalienável, convocamos todas as pessoas com deficiência a juntarem-se a nós. Convidamos também a juntarem-se todas as pessoas e coletivos interessados em defender os Direitos Humanos – e que queiram assumir a defesa da Vida Independente, para todos e todas.


 

Iremos marchar pelo direito à Vida Independente

Pela dignidade

Pelos direitos humanos


Fonte: APPC de Coimbra


 

Online migel

Re: Tudo em relação a "Vida Independente"
« Responder #192 em: 15/05/2023, 14:53 »
 
Porto recebe marcha pela Vida Independente: pessoas com deficiência "existem” com “orgulho”Por Leonor Carvalho 18:47 - 12 Maio, 2023 610
 
A iniciativa vai acontecer este sábado, dia 13 de maio, na Praça Dom João I. Em conversa com o JPN, Ana Catarina Correia, coordenadora do Centro de Vida Independente do Porto, diz que “o problema" da vida destas pessoas "não é a deficiência”, mas sim “os entraves que a sociedade” lhes cria.



CVI defende o lema "vida independente tem de ser para toda a gente". CENTRO DE VIDA INDEPENDENTE VIA FACEBOOK
Depois de ações realizadas em Vila Real, Guimarães e Lisboa no sábado passado, no âmbito do Dia Europeu da Vida Independente (5 de maio), coletivos e associações diversas juntam-se agora para promover uma marcha no Porto. A concentração realiza-se na Praça D. João I, em frente ao Rivoli, às 15h00 do próximo sábado (13).

O objetivo é mostrar que pessoas com deficiência “existem” e têm “orgulho” – tanto da sua maneira de ser, como daquilo que pretendem, explica Ana Catarina Correia, coordenadora do Centro de Vida Independente do Porto (CVI), uma das entidades organizadoras do evento. Soma-se a vertente interventiva, que quer apelar a que “Portugal cumpra os princípios descritos na Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, ratificada em 2009, que continua a não ser cumprida”.

São inúmeras as falhas que Ana Catarina Correia aponta – aliás, “o problema” não é a deficiência, mas sim “os entraves que a sociedade” cria. O acesso à educação ainda “não é feito de forma equitativa” e continua a haver “dificuldades de acesso ao mercado de trabalho”. No que concerne ao quotidiano, a acessibilidade também persiste na ordem do dia, já que transportes e serviços públicos continuam a carecer de capacidade arquitetónica para quem precisa.

Acima de tudo, é pedida igualdade. Mas para atingir a execução dos princípios da Convenção é preciso reestruturar prioridades estratégicas. Assim, a coordenadora portuense do CVI reivindica o direito à reforma antecipada para pessoas com deficiência, com 60% de incapacidade, aos 55 anos e o direito à habitação (de promoção pública). Soma-se ainda a necessidade de garantir assistência pessoal para todas as pessoas necessitadas, gratuita e financiada pelo Orçamento de Estado e a garantia de direitos iguais, tanto a nível nacional como regional, em projetos e legislações referentes a pessoas com deficiência.


O CVI está presente de forma ativa na luta pela igualdade de direitos. Centro de Vida Independente vai facebook

As respostas sociais ainda são “muito escassas” e até os “próprios direitos de cidadania” continuam a “não ser respeitados”, aponta a coordenadora do CVI do Porto. Nesse sentido, mesmo os projetos-piloto criados até ao momento, com vista a promover a igualdade, acabam por apenas “abranger algumas pessoas com deficiência e não todas aquelas que realmente necessitam desse apoio”.

É ainda preciso fomentar um “conjunto muito amplo de reivindicações” que permitam a implementação do direito a uma vida independente. Segundo o lema “vida independente tem de ser para toda a gente“, as pessoas envolvidas nesta batalha lutam, todos os dias, por mais e melhores condições de vida.

Além do CVI, o evento conta com o apoio da Associação de Apoio a Doentes Depressivos e Bipolares, Associação de Deficientes das Forças Armadas, Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra, Associação do Porto de Paralisia Cerebral, Associação Nacional de Cuidadores Informais, Associação Portuguesa Voz do Autista, APPACDM Porto, Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal, CAVI APPACDM Évora, Coletivo Feminista As DEsaFiantes, Federação das Associações Portuguesas de Paralisia Cerebral e Mithós Histórias Exemplares.


Artigo editado por Ângela Rodrigues Pereira


Fonte: Jpn
 
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Online migel

Re: Tudo em relação a "Vida Independente"
« Responder #193 em: 17/05/2023, 18:29 »
 
A CNOD participou na Marcha pela Vida Independente no Porto, convocada pelo Centro de Vida Independente, para em conjunto com outras Associações reivindicar a real implementação de todos os direitos descritos na Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência!








Facebook CNOD
 

Online migel

Re: Tudo em relação a "Vida Independente"
« Responder #194 em: 18/05/2023, 11:57 »
 
Pessoas com deficiência manifestam-se no Porto pelos seus direitos sem barreiras

Na Praça D. João I, os manifestantes, a maioria deles em cadeira de rodas, ostentavam cartazes com mensagens como "Acessibilidade não é caridade".


Agência Lusa
Texto
13 mai. 2023, 17:27 1




Mais de cinco dezenas de pessoas com deficiência manifestaram-se este sábado, no Porto, pelo cumprimento total dos seus direitos e contra barreiras “arquitetónicas, comunicacionais e de atitude” que persistem na sociedade, disse à Lusa uma responsável.



“Esta marcha traz um conjunto de reivindicações que têm a ver com a continuidade do não cumprimento dos nossos direitos mais básicos, e que estão consignados na Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência”, disse à Lusa Ana Catarina Correia, delegada distrital do Porto da associação Centro de Vida Independente, uma das que organizou a manifestação na Praça D. João I.


Segundo a responsável, os manifestantes reivindicam melhor “acesso à educação, acesso à informação, com a acessibilidade nos transportes públicos, quer arquitetónica, quer de comunicação”.

O propósito da manifestação relaciona-se, “no fundo, com que as pessoas com deficiência consigam exercer os seus direitos de cidadania em todas as áreas da vida individual e coletiva, e isso continua a não acontecer”.



Na Praça D. João I, os manifestantes, a maioria deles em cadeira de rodas, ostentavam cartazes com mensagens como “Acessibilidade não é caridade”, “Vida independente = cidadania”, “A minha vida não é um projeto piloto”, bem como frases com palavrões, em inglês, contra as noções de pena ou da existência do conceito de normalidade face a uma pretensa anormalidade das pessoas com deficiência.

“Muitas dessas ideias têm precisamente a ver com pena, infantilização, com verem a nossa vida ou a nossa existência como uma desgraça e uma tragédia pessoal, e efetivamente o que nós queremos dizer é que não é nada disso, a nossa existência é tão comum como qualquer outra, e nós temos a capacidade de nos adaptar”, disse à Lusa Ana Catarina Correia.

A responsável assume que é necessário “desafiar aquilo que são noções de normalidade ou de anormalidade” e “o que é que é isto de ser normal, o que é isto de ser normativo”.

Quanto às questões das barreiras, as três principais são as “arquitetónicas, comunicacionais e barreiras de atitude”.

As arquitetónicas “impedem a entrada de, por exemplo, quem utiliza cadeira de rodas ou de quem utiliza andarilhos ou tem problemas graves de mobilidade”, e apesar de terem “vindo a ser faladas nos últimos anos” e alguns decretos-lei terem “vindo a ser respeitados”, isso “não é extensível a todo o país”.




Outra das dificuldades é quanto ao “acesso à comunicação, por exemplo, a comunidade surda muitas vezes não tem interpretação de língua gestual nos serviços públicos quando necessita”, aponta.

Ana Catarina Correia referiu-se ainda à situação de pessoas com uma forma de falar “atípica ou que não seja completamente compreensível”, que “muitas vezes são maltratadas” por quem as atende.

“Depois tem sobretudo a ver com barreiras de atitude, em que as pessoas partem do pressuposto que nós somos crianças, que segundas pessoas têm que responder por nós, que não podem falar para nós diretamente”, elencou.

A marcha do Porto foi também organizada pela Associação do Porto de Paralisia Cerebral, a Federação de Associações de Paralisia Cerebral, e também a Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (APPACDM) do Porto.

Na semana passada, decorreram marchas em Lisboa, Vila Real e Guimarães, no âmbito da celebração do Dia Euro



Fonte: Observador
 

 



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