Militar da GNR paraplégico tem de fazer provas físicas para subir na carreira
17-05-2016 12:29 | Norte
Porto Canal (VYP)
Filipe Cerqueira tem 32 anos, é militar da GNR e já prestou serviço no Kosovo como pára-quedista. Em 2015, fez o pedido para progredir na carreira. Até aqui tudo bem. O problema surge quando, pelo facto de ser paraplégico, Filipe não consegue ser promovido porque lhe pedem provas físicas, avança o JN.
No dia 4 de fevereiro de 2011, Filipe Cerqueira estava de folga, logo fora do serviço, e foi praticar BTT com colegas da GNR de Amarante, quando caiu num buraco e ficou paraplégico. Depois de reabilitado, Filipe Cerqueira voltou ao serviço no mês de janeiro de 2012.
No ano passado o militar da GNR do posto de Amarante decidiu concorrer a Cabo da Guarda e assim progredir na carreira militar. Depois do pedido, Filipe Cerqueira não foi dispensado de provas física, apesar de se deslocar em cadeira de rodas.
Filipe Cerqueira, em declarações ao JN, afirma que no estatuto militar existem regras que permitem que pessoas portadoras de deficiência podem ser dispensadas de todas, ou parte das provas físicas requeridas para os candidatos a subir na carreira militar. Contudo, essas regras aplicam-se apenas aos militares que contraíram deficiência em serviço.
Apesar de estar paraplégico, Filipe diz poder fazer o mesmo serviço que os outros militares fazem no posto.
Na Assembleia da República, o Bloco de Esquerda questionou a Ministra da Administração Interna, Constança Urbano, que afirma que “à primeira vista, parece um caso discriminatório”. O Ministério da Administração Interna indica que o assunto está a ser analisado “em sede de proposta de revisão do Estatuto da GNR”.
Fonte: Porto Canal