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Autor Tópico: Tudo em relação ao cuidador informal  (Lida 171874 vezes)

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Online migel

Re: Tudo em relação ao cuidador informal
« Responder #105 em: 11/01/2022, 10:10 »
 
Serviço Nacional de Cuidados


Cuidar. De crianças. De idosos. De pessoas doentes. De pessoas com diversidade funcional. Cuidar dos outros. Cuidar de quem precisa tem sido uma função quase exclusivamente feminina, assegurada sem reconhecimento social e sem pagamento. Não tem que ser assim. E não deve ser assim. Cuidar de quem precisa pode e deve ser um serviço público, um Serviço Nacional de Cuidados.
9 de Janeiro, 2022 - 15:42h



O pai que envelhece e precisa de apoio crescente e permanente. A criança que está doente e não pode ir à escola. O marido com deficiência que necessita de colaboração para ter uma vida independente. Quem assegura estes cuidado? A filha, a mãe ou a avó, a esposa. Ou seja, as mulheres. O mundo dos cuidados, seja dos cuidados aos outros seja dos cuidados da casa e da gestão do quotidiano, são tarefas quase exclusivamente femininas, não remuneradas quando asseguradas por familiares ou mal pagas, quando asseguradas por terceiros.

Não tem que ser assim. À semelhança do que já acontece noutros países, como o Uruguai(link is external), é possível caminhar no sentido da implementação de um Serviço Nacional de Cuidados, como o Bloco propõe e de que a Helena Pinto nos fala, que desenvolva em todo o território uma rede de respostas públicas na área da infância, da velhice, da dependência e da promoção da autonomia, de caráter universal e tendencialmente gratuito.

Neste dossier, João Arriscado Nunes escreve sobre o cuidado como ecologia enquanto Jorge Falcato nos fala sobre a premência da desinstitucionalização e do acesso à vida independente para todas as pessoas com diversidade funcional.

Conceição Nogueira fala-nos das experiências de cohabitação e Maria Manuel Rola sobre cidades que cuidam.

Deolinda Martin e Isabel Ventura escrevem sobre a vida além dos 60 anos e a realidade laboral dos trabalhadores e trabalhadoras das instituições particulares de solidariedade social (IPSS) é abordada por Joaquim Espírito Santo e Pedro Faria.

Teresa Cunha fala-nos sobre o mundo dos cuidados e a necessidade de mudança na sua prestação e Mafalda Araújo escreve sobre a organização dos cuidados e do trabalho doméstico com particular incidência na época das festas. Andrea Peniche traduziu a entrevista com a professora de História Asiática e feminista Tithi Bhattacharya, realizada por Sarah Jaffe.

Sobre trabalho doméstico publicamos o vídeo da conversa entre Sara Barros Leitão e Conceição Ramos e uma reflexão de José Soeiro, que nos fala também sobre o Estatuto do Cuidador Informal.

Por fim, publicamos o manifesto “Cuidar de quem cuida” de José Soeiro, Mafalda Araújo e Sofia Figueiredo bem como o manifesto internacional “Reconstruindo a organização social do cuidado”.


Fonte: https://www.esquerda.net/dossier/servico-nacional-de-cuidados/78818
 
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Online migel

Re: Tudo em relação ao cuidador informal
« Responder #106 em: 12/01/2022, 10:32 »
 
"Balde de água fria": tempo do cuidador não conta para a reforma


Foto: Reinaldo Rodrigues/Global Imagens

"Balde de água fria": tempo do cuidador não conta para a reforma

A Associação Nacional de Cuidadores Informais (ANCI) vai entregar uma petição no Parlamento, a propor o reconhecimento da "carreira contributiva" do cuidador para efeitos de reforma.

A garantia é dada por Maria dos Anjos Catapirra, vice-presidente, na sequência da publicação do decreto regulamentar n.º 1/2022 que estabelece as condições do reconhecimento do estatuto de cuidador informal todo o país e as medidas de apoio aos cuidadores e às pessoas cuidadas.

"Este decreto foi um balde de água fria, porque a grande maioria das coisas que sugerimos na comissão de acompanhamento não foi aplicada", lamenta Maria dos Anjos Catapirra. "Há pouca vontade política para reconhecer os cuidadores informais, todo o trabalho que fazem e o apoio que não têm. Andamos a trabalhar desde 2016 para termos um reconhecimento formal e mais nada. É um bocado desencorajador".



Fonte: JN
 

Online migel

Re: Tudo em relação ao cuidador informal
« Responder #107 em: 14/02/2022, 17:21 »
 
Número de cuidadores por idoso cai a pique até 2050


Foto: Pedro Correia/Global Imagens

André e Telmo acompanham Miguel durante duas horas. "São jovens e falam a mesma língua", diz a mãe. DepoisApoio a cuidadores: "Às vezes sinto-me como um tolo no meio da ponte"
Cuidadores recebem em média 310 euros por mêsCuidadores recebem em média 310 euros por mês
Estudo alerta para situação alarmante em Portugal, que passará de cinco pessoas disponíveis para olhar por cada idoso para duas.

Num país cada vez mais envelhecido, quem sobrará para tomar conta dos idosos? A resposta é: muito poucos. De acordo com um estudo recente, realizado por investigadores portugueses, o rácio de potenciais cuidadores informais por idoso vai cair a pique até 2050 em toda a Europa. Em Portugal e noutros países mediterrânicos, a situação é alarmante: os cinco potenciais familiares e amigos que há atualmente para cuidar de cada idoso passam para dois.

O estudo foi desenvolvido por investigadores do Cintesis-Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde e da Universidade de Aveiro (UA) e publicado, no início do mês, na revista científica "Healthcare". Pegando nas estatísticas populacionais de 2011 e de 2020, a investigação apresenta projeções para as próximas décadas em 28 países europeus. O decréscimo é notório em toda a Europa, mas Portugal, Espanha, Itália e Grécia serão os países com menos pessoas para olhar pelos mais velhos. Portugal passará de cinco potenciais cuidadores (familiares e amigos com idades entre 45 e 64 anos) por idoso com mais de 80 anos em 2020, para dois entre 2040 e 2050 e menos do que isso na década seguinte.


Acesso exclusivo a assinantes


JN
 

Online migel

Re: Tudo em relação ao cuidador informal
« Responder #108 em: 04/03/2022, 12:30 »
 
ATÉ 2050 HAVERÁ MENOS CUIDADORES INFORMAIS POR CADA IDOSO



O rácio de cuidadores informais potenciais para cada pessoa idosa poderá cair de forma abrupta nas próximas décadas, até 2050, em toda o continente europeu, mas a situação é particularmente alarmante em Portugal.

Por Andrea Trevisan / 21/02/2022
Segundo num estudo desenvolvido por investigadores do CINTESIS – Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde e Universidade de Aveiro (UA), publicado na revista científica Healthcare, haverá menos cuidadores informais por cada idoso. A investigação apresenta números de 2011 e 2020, realizando, também, projeções para os próximos anos em 28 países europeus, incluindo Portugal.

Segundo Óscar Ribeiro, investigador do CINTESIS/UA e primeiro autor deste artigo científico é necessário e: “Tendo em conta que os países mediterrânicos dependem muito dos cuidados informais, é particularmente importante prever a disponibilidade de cuidadores no futuro, de modo a enfrentar os desafios de uma sociedade cada vez mais envelhecida”.


 
No nosso país passaremos de cinco cuidadores (dos 45 aos 64 anos) por cada idoso com mais de 80 anos, em 2020, para apenas dois cuidadores por cada idoso, entre 2040 e 2050. Neste ano, o nosso país terá, segundo as previsões, menos de dois cuidadores para cada idoso acima dos 80 anos.

Em 2011, o número potencial de cuidadores informais em 28 países europeus era de seis cuidadores por cada idoso com mais de 80 anos. No entanto, em Portugal e países mediterrânicos, esse rácio era já de cinco cuidadores para cada idoso. Um rácio muito abaixo da Eslováquia (9:1), país que lidera a tabela, mas que também tem vindo a “perder” cuidadores. Ainda de acordo com o especialista, “nas próximas duas ou três décadas, os cuidados a prestar aos idosos podem pesar mais na saúde, na situação financeira e no bem-estar da próxima geração de cuidadores familiares”.

Estes futuros cuidadores são hoje jovens e adultos com idades entre os 15 e os 35 anos, que terão a seu cargo familiares cada vez com maior longevidade (acima dos 90 e dos 100 anos) e, consequentemente, mais dependentes de apoio diário para tarefas básicas como higiene, toma da medicação, limpeza da casa, transporte, entre outras.


 
“Não só é preciso assegurar o acesso a estruturas de longa duração (como lares) como é necessário garantir um maior investimento no apoio direto às famílias e amigos que assumem o papel de cuidadores”, afirma o investigador. Entre as medidas de apoio a prestar estão, desde logo, o apoio financeiro, o apoio emocional, aconselhamento, reconhecimento de direitos, treino e formação a cuidadores informais e formais, bem como o acesso a soluções tecnológicas existentes e, já, disponíveis no mercado.



fonte: https://www.dignus.pt/2022/02/21/ate-2050-havera-menos-cuidadores-informais-por-cada-idoso/?fbclid=IwAR2-DoGMrEIaBvPj_tPm63zFNVkOpbbjuAYeZ3yQ228lqc5wDoOy_TTySdA
 

Offline Fisgas

Re: Tudo em relação ao cuidador informal
« Responder #109 em: 17/03/2022, 11:13 »
 
 

Online migel

Re: Tudo em relação ao cuidador informal
« Responder #110 em: 31/03/2022, 17:25 »
 
 

Online Sininho

Re: Tudo em relação ao cuidador informal
« Responder #111 em: 03/04/2022, 12:09 »
 
Queira o bem, plante o bem e o resto vem...
 

Offline hugo rocha

Re: Tudo em relação ao cuidador informal
« Responder #112 em: 06/04/2022, 12:43 »
 
A Qualidade de Vida do Cuidador Informal da Pessoa com Doença Oncológica
 

Por favor, leia com atenção a informação que se segue:
 
 
Estimado/a Senhor/a,
 
Eu, Carolina Blom, venho pedir a sua colaboração no projeto A Qualidade de Vida do Cuidador Informal da Pessoa com Doença Oncológica a realizar no âmbito do meu doutoramento em Psicologia na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto.
 
O objetivo deste estudo é identificar fatores que possam ser facilitadores ou delatores da qualidade de vida de cuidadores informais de pessoas com doença oncológica. Os seus resultados, além de poderem ser um contributo para a Psicologia, podem ser úteis para a atuação de profissionais de saúde e do setor social junto de cuidadores informais de pessoas com cancro.
 
A participação no estudo envolve a resposta a um conjunto de questões sobre si e sobre a pessoa de quem cuida, que demorará aproximadamente 30 minutos. Se mantiver o separador do browser aberto, pode ir respondendo aos poucos durante o prazo de 6 dias. A sua participação é muito importante!

Os participantes deverão ter pelo menos 18 anos e serem cuidadores informais de uma pessoa adulta com doença oncológica. Se sofrer de uma doença incapacitante (por exemplo, cancro ou esclerose múltipla) deve abster-se de participar.
 
A participação neste estudo é de caráter voluntário e existe a possibilidade de o abandonar a qualquer momento do preenchimento (fechando o browser), sem qualquer prejuízo. As respostas são anónimas e confidenciais. Os dados recolhidos servem exclusivamente para os efeitos desta investigação e serão tratados de forma agrupada (i.e., integrando as respostas de todos os participantes).
 
Os resultados poderão ser publicados em revistas científicas e apresentados em atividades académicas, sempre garantindo o anonimato dos participantes.
 
Os resultados do estudo serão apresentados aos participantes através das páginas nas redes sociais nas quais o estudo foi divulgado ou, diretamente enviados aos participantes que entrarem em contacto comigo.
 
Se tiver alguma dúvida, quiser alguma informação adicional sobre esta investigação, ou sentir necessidade de apoio psicológico, por favor contacte-me.
 
Muito obrigada pela sua colaboração.
Carolina Blom
Psicóloga
Estudante do Programa Doutoral em Psicologia na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto
carolinablompsicologia@gmail.com
 
https://psicologia.fra1.qualtrics.com/jfe/form/SV_b4nbg1UVWnDhqM6?fbclid=IwAR08ZuRA4MUb3cp0m5yVkWpWf0Fq3CWmHwieLcj2-OUnTUhMhBDra1IN9PY
 

Offline Fisgas

Re: Tudo em relação ao cuidador informal
« Responder #113 em: 10/04/2022, 16:05 »
 
 

Online migel

Re: Tudo em relação ao cuidador informal
« Responder #114 em: 12/04/2022, 14:00 »
 


 

Online migel

Re: Tudo em relação ao cuidador informal
« Responder #115 em: 27/04/2022, 12:48 »
 
A reportagem do JN de 27 de Abril de 2022 da Jornalista Alexandra Barata

O descanso do Cuidador ao abrigo do ECI ainda se encontra a aguardar a portaria que defina os valores que irão ser aplicados.
De acordo com o DR 1/2022:Artigo 16.º

Descanso do cuidador informal
1 - O cuidador informal pode beneficiar de um período de descanso, de acordo com a avaliação efetuada no PIE, resultado da avaliação técnica e/ou a pedido do próprio cuidador informal e/ou pessoa cuidada, com vista à diminuição da sua sobrecarga física e emocional.
2 - Para efeitos do disposto no número anterior, a pessoa cuidada pode, em condições a definir através de portaria dos membros de Governo responsáveis pelas áreas das finanças, da saúde e da segurança social:
a) Ser referenciada, no âmbito da RNCCI para unidade de internamento de longa duração e manutenção, beneficiando de uma diferenciação positiva, nos termos do disposto no n.º 11 do artigo 7.º do ECI;
b) Ser referenciada para unidades no âmbito da RNCCI de Saúde Mental, para unidade de internamento de residência de apoio máximo e residência de apoio moderado, beneficiando de uma diferenciação positiva;
c) Ser, temporária e transitoriamente, encaminhada e acolhida em estabelecimento de apoio social, designadamente estrutura residencial para pessoas idosas, lar residencial ou em família de acolhimento para pessoas idosas e adultas com deficiência;
d) Beneficiar de serviços de apoio domiciliário.
3 - O internamento previsto nas alíneas a) e b) do número anterior decorre do diagnóstico efetuado no PIE, num período até 30 dias por ano, por necessidade de descanso do cuidador informal, em função da disponibilidade de vaga para descanso e sem prejuízo do disposto no Decreto-Lei n.º 101/2006, de 6 de junho, e no Decreto-Lei n.º 8/2010, de 28 de janeiro, sendo atribuído preferencialmente aos cuidadores que sejam identificados como tendo maiores necessidades.
4 - O descanso do cuidador informal deve estar definido no PIE e deve ter em conta:
a) A vontade expressa do cuidador informal e da pessoa cuidada;
b) As necessidades do cuidador informal e da pessoa cuidada;
c) As exigências laborais do cuidador informal, quando aplicável;
d) As limitações funcionais e níveis de exaustão do cuidador informal, nomeadamente através de avaliação de sobrecarga;
e) As características da rede social de suporte;
f) A proximidade da área do domicílio da pessoa cuidada.
5 - A implementação das medidas de descanso previstas nas alíneas a) e b) do n.º 2 cabe ao profissional de referência da saúde e, no caso das previstas nas alíneas c) e d) do n.º 2, ao profissional de referência da segurança social.





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Online migel

Re: Tudo em relação ao cuidador informal
« Responder #116 em: 24/05/2022, 12:36 »
 
Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda



O Partido Socialista rejeitou as propostas do Bloco para a revisão  do Estatuto do Cuidador Informal para desburocratizar o processo, garantir reconhecimento de cuidados para efeitos de carreira contributiva, ampliar a condição de recursos que deixa a maioria de fora, consagrar direitos laborais a cuidadores e para o acesso ao descanso.



Via: Jorge Falcato
 

Online migel

Re: Tudo em relação ao cuidador informal
« Responder #117 em: 25/05/2022, 20:54 »
 
Ponto por ponto, estas são as 70 alterações ao Código do Trabalho que vão entrar em vigor

REFORÇAR A PROTEÇÃO LABORAL DOS CUIDADORES INFORMAIS

58. Criar uma licença de cuidador como direito anual;

59. Alargar o direito a faltar ao trabalho por 15 dias, sem perda de direitos, salvo quanto à retribuição, aos cuidadores informais não principais cujo estatuto tenha sido reconhecido (até parentesco ao 4º grau, face ao 2º grau da linha reta atual), atualmente disponível para 2.º grau da linha reta;

60. Alargar o acesso dos regimes de trabalho flexíveis para cuidadores, para poderem ocuparse da prestação de cuidados, nomeadamente teletrabalho a requerimento do cuidador (já contemplado no âmbito da alteração legislativa introduzida pela Lei n.º 83/2021, de 6 de dezembro), horário flexível e/ou a tempo parcial;

61. Introduzir especiais garantias para o cuidador, à semelhança do que existe por exemplo para a parentalidade;


Fonte: https://executivedigest.sapo.pt/ponto-por-ponto-estas-sao-as-70-alteracoes-ao-codigo-do-trabalho-que-vao-entrar-em-vigor/
 

Online migel

Re: Tudo em relação ao cuidador informal
« Responder #118 em: 19/07/2022, 18:32 »
 
É com enorme prazer que a Associação Portuguesa de Deficientes - Delegação Distrital do Porto,  anuncia  a inauguração do Gabinete de Apoio Integrado ao Cuidador- GAIC, que terá lugar no dia 21 de julho de 2022, pelas 10h, nas suas instalações sitas na Rua Diogo Cassels, nº 121, R/Ch, em Vila Nova de Gaia.
Agradecemos, desde já, a vossa presença e confirmação até às 17h de 20/07/2022 para o email gaic@apdporto.org


 

Offline Sardinha

Re: Tudo em relação ao cuidador informal
« Responder #119 em: 01/08/2022, 10:56 »
 
CAVI - Centro de Apoio à Vida Independente, da Pais em Rede, presta apoio, através de assistentes pessoais, a 49 pessoas com deficiência ou incapacidade. Objectivo é a sua inclusão na sociedade.


São 49 as pessoas com deficiência e incapacidade que actualmente são apoiadas pela Associação Pais em Rede, através do CAVI - Centro de Apoio à Vida Independente, um projecto social co-financiado por fundos comunitários e nacionais através do INR - Instituto Nacional para a Reabilitação.
Em termos práticos, o projecto consiste em prestar assistência pessoal (através da atribuição de um assistente pessoal) a pessoas com deficiência e incapacidade, no sentido de que as mesmas possam ter vida mais independente e autónoma.

 

Júlia Serpa Pimentel, a presidente da Direcção Nacional da Associação Pais em Rede, reconheceu ontem o trabalho que a Pais em Rede tem desenvolvido em Braga e avançou que há “movimentações intensas” no sentido de que o projecto deixe de existir enquanto tal, transformando-se em resposta social.
“Há movimentações intensas junto da Secretaria de Estado da Inclusão Social, do Ministério da Segurança Social e do Instituto Nacional para a Reabilitação para que este apoio deixe de ser dado enquanto projecto e passe a ser dado como resposta social, à semelhança de outras respostas sociais que já são dadas pelas instituições, como os CACI, os lares residenciais”, entre outras, avançou a responsável que interveio online, a partir de Lisboa, na sessão comemorativa do 3.º aniversário da CAVI Pais em Rede em Braga.
A comemoração coincidiu com a inauguração da sede da CAVI Pais em Rede, em Este (São Mamede), localizada a poucos metros da igreja paroquial. O momento reuniu a equipa técnica, assistentes pessoais, pessoas assistidas, familiares, representantes legais, amigos, e representantes de instituições locais, nomeadamente a Câmara Municipal de Braga, representada por João Medeiros.
Na sessão, Ana Braga, directora técnica referiu que as 49 pessoas a quem actualmente é prestada assistência pessoal são de áreas geográficas que vão desde Braga, Barcelos, Famalicão, Ponte de Lima e Vila Verde.

 

A CAVI Pais em Rede - Braga conta com quatro técnicas de gestão de processo de assistência pessoal e 28 assistentes pessoais. A assistência pessoal é direccionada a pessoas com deficiência ou incapacidade, promovendo a sua independência e autonomia.
“Deparamo-nos com uma grande lista de candidatos que aguardam apoio. Destes, pese embora as necessidades de apoio sejam evidentes, não se enquadram no modelo MAVI (movimento de apoio à vida independente), por não terem perspectiva de vida independente e, na maioria das vezes, desesperadamente por verem no CAVI a solução que não encontram nas respostas sociais existentes na comunidade”, alertou Ana Braga, realçando que é importante encontrar também resposta para essas pessoas.
A directora técnica alertou ainda para a falta de sensibilidade que ainda este na sociedade face à deficiência e à incapacidade. Apontou em particular a importância de sensibilizar o tecido empresarial, pois a capacitação das pessoas assistidas depende também de uma colocação no mercado de trabalho.
“Uma das nossas missões é integrar, incluir e incluir passa também pela procura de emprego. Sabemos que quem tem uma incapacidade não tem um rendimento tão competitivo e é preciso haver essa sensibilidade por parte de quem emprega”, referiu.
Ana Braga agradeceu ainda aos assistentes sociais, “que são o rosto do projecto. É através da sua actividade que conseguimos avaliar a satisfação das pessoas assistidas”. Realçou ainda que os assistentes pessoais não são damas de companhia, mas devem ser pessoas que percebem a metodologia do projecto e a essência do MAVI: o apoio à vida independente, capacitar para a autonomia, para a independência. E capacitar é ensinar, é levar a fazer, é mostrar como se fez e não fazer por”.

 

“Nós estamos aqui para incluir e não para entreter”, referiu, referindo que é nessa linha que cada pessoa assistida tem o seu próprio plano de assistência, porque “cada caso é um caso”.


Fonte: https://www.correiodominho.pt/noticias/cavi-estamos-aqui-para-incluir-no-para-entreter/138620
 

 



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