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Autor Tópico: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia  (Lida 78863 vezes)

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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #225 em: 13/09/2022, 19:12 »
 
Rússia pagou 300 milhões a partidos e candidatos estrangeiros para ganhar influência nesses países

MadreMedia / AFP
13 set 2022 18:53



Paulo Rascão | MadreMedia

Dados revelados por relatório da Inteligência dos Estados Unidos da América, que não revelou o destino do dinheiro.

A Rússia enviou pelo menos 300 milhões de euros a partidos políticos e candidatos estrangeiros em mais de duas dúzias de países desde 2014 para ganhar influência, revelou nesta terça-feira uma avaliação da Inteligência dos EUA, que "avalia que esses são números mínimos e que a Rússia provavelmente transferiu fundos adicionais secretamente em casos que não foram detetados", revelou um alto funcionário do governo.

A inteligência dos EUA não revelou informações sobre países específicos.

Mas num dos casos citados, a avaliação salienta que um embaixador russo num país asiático não identificado cedeu milhões de dólares a um candidato presidencial.

O governo do presidente Joe Biden solicitou a avaliação após a invasão da Ucrânia pela Rússia em 24 de fevereiro, o que levou a um grande esforço dos EUA para isolar Moscovo e armar Kiev.

O funcionário do governo revelou também que diplomatas dos EUA estavam a partilhar estas descobertas com governos em mais de 100 nações.

A nova avaliação não cobriu a política doméstica dos EUA, mas anteriormente a Inteligência dos EUA disse que Moscovo interveio nas eleições americanas de 2016, principalmente em manipulação dos media, para apoiar Trump, que expressou admiração pelo presidente russo, Vladimir Putin.






Fonte: 24.sapo.pt                     Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/russia-pagou-300-milhoes-a-partidos-e-candidatos-estrangeiros-para-ganhar-influencia-nesses-paises
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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #226 em: 14/09/2022, 10:29 »
 
Com os russos em fuga de Kharkiv, a Ucrânia pensa no seu futuro

João Campos Rodrigues 14/09/2022 09:02


Fonte de imagem: © AFP

Garantir a segurança ucraniana depois da guerra não implica entrar na NATO, indica um relatório encomendado por Zelensky.

Dado o rápido avanço das suas forças no sudeste de Kharkiv, o Governo de Kiev começa a pensar no futuro. Mesmo que Kremlin consiga estabilizar a linha da frente no rio Oskil, como anteveem os analistas, o impacto desta derrota sobre a moral das suas tropas foi enorme, levando a críticas públicas no seio da liderança russa e a especulação sobre um potencial golpe palaciano. Daí que a Ucrânia até já pondere como evitar uma eventual nova invasão da Rússia após o final desta guerra. E a solução não passa necessariamente por fazer parte da NATO, avaliou um relatório encomendado por Volodymyr Zelenskiy, divulgado esta terça-feira, abrindo caminho para começar a negociar.

A questão é que promessas de Moscovo – que já se comprometera a nunca intervir militarmente na Ucrânia, nos memorandos de Budapeste, assinados em 1994, a troco desta abdicar do arsenal nuclear que herdara da URSS – não chegam para que os ucranianos alguma vez fiquem seguros. “A mais forte garantia de segurança para a Ucrânia reside na sua capacidade de se defender a si mesma contra uma agressão”, diz o relatório, da autoria de Anders Fogh Rasmussen, antigo secretário-geral da NATO, em conjunto com Andrey Yermak, chefe de gabinete de Zelensky.

“Isso requer um esforço de várias décadas para investimento sustentado na base industrial de Defesa da Ucrânia, transferências escaláveis de armamento e apoio de inteligência de aliados”, continuava o relatório. Algo que seria conjugado com a promessa de sanções automáticas do Ocidente em caso de agressão da Rússia, juntando-se a isto “missões de treino intensivas e exercícios conjuntos sob a bandeira da UE e da NATO”.

Esta última parte certamente não cairia nada bem a Vladimir Putin. Mas a esperança de Kiev é que, continuando a guerra a correr de forma tão desastrosa para o Kremlin, este acabe por não ter alternativa que não ceder. A proposta tem a vantagem de abrir mão da necessidade de um acordo de defesa coletiva – ou seja, de que países ocidentais se comprometessem em defender militarmente a Ucrânia após um eventual acordo de paz – e certamente seria mais digerível para a NATO, apesar dos custos.

À mesa de negociações? O timming da divulgação deste relatório poderia sinalizar a disposição de Kiev para capitalizar os seus ganhos militares com negociações, antes que o conflito congele no inverno, arrastando-se. Já o Kremlin mostrou ter alguma abertura a sentar-se à mesa de negociações. Talvez por estar consciente que a Ucrânia recuperou em dias mais território do que os russos conquistaram desde abril.

“Não nos recusamos a negociar”, garantiu o ministro dos Negócios Estrangeiros, Sergey Lavrov, em entrevista ao canal Rossiya-1, pouco após a magnitude da derrota russa no sudeste Kharkiv se tornar clara.

Não espanta que Kiev insista que a única maneira de forçar Putin a desistir da invasão é derrotando-o no campo de batalha. Daí que as suas forças explorem  o sucesso em Kharkiv, lançando em simultâneo ataques no sul, cada vez mais próximos de Kherson, segundo o Instituto para o Estudo da Guerra, num contra-ataque que está a “progredir de forma significativa”. Deixando as lideranças militares russas divididas entre mandar reforços para o leste – onde agora os ucranianos conseguem atingir as linhas de abastecimento russas em Lugansk com os mísseis M142 HIMARS, disparando a partir das margens do rio Oskil – ou para Kherson, uma cidade portuária crucial, chave para o Kremlin poder sonhar alguma vez chegar a Odessa.
kharkiv russia ucrania futuro guerra







Fonte: ionline.sapo.pt                        Link: https://ionline.sapo.pt/artigo/780905/com-os-russos-em-fuga-de-kharkiv-a-ucr-nia-pensa-no-seu-futuro?seccao=Mundo_i
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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #227 em: 14/09/2022, 10:31 »
 
Putin terá rejeitado um acordo de paz com a Ucrânia dias após o início da invasão, aponta relatório

Por Francisco Laranjeira   em 10:06, 14 Set 2022


Fonte de imagem: multinews.sapo.pt

Vladimir Putin terá rejeitado um acordo provisório de paz com Kiev no início da invasão, revelou esta quarta-feira a ‘Reuters’ – segundo a agência noticiosa, o enviado-chefe do presidente russo para a Ucrânia fechou um acordo que satisfazia a exigência da Rússia de que a Ucrânia ficasse fora da NATO. No entanto, Putin rejeitou o acordo e avançou com a sua campanha militar.

O enviado da Rússia, Dmitry Kozak, um dos aliados do presidente russo, frisou a Putin que o acordo que ele firmou removeu a necessidade de a Rússia perseguir uma ocupação em larga escala da Ucrânia, segundo as fontes contactadas pela agência noticiosa. Putin havia afirmado repetidamente antes da guerra que a NATO e a sua infraestrutura militar estavam a aproximar-se das fronteiras da Rússia ao aceitar novos membros da Europa Oriental, preparando-se para trazer a Ucrânia para a sua órbita. Publicamente, o líder do Kremlin referiu que isso representava uma ameaça existencial à Rússia, forçando-o a reagir.

Putin deixou claro, quando lhe foi apresentado o acordo de Kozak, que as concessões negociadas pelo seu assessor não foram suficientemente longe e que havia expandido os seus objetivos para incluir a anexação de faixas do território ucraniano: ou seja, o acordo foi cancelado. O Kremlin já reagiu, através do porta-voz Dmitry Peskov: “Isso não tem absolutamente nenhuma relação com a realidade. Isso nunca aconteceu. É uma informação absolutamente incorreta.”

Já Mykhailo Podolyak, assessor do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, apontou que a Rússia usou as negociações de paz como uma cortina de fumo para se preparar para a invasão. “Hoje, entendemos claramente que o lado russo nunca se interessou por um acordo pacífico”, disse.

Segundo a ‘Reuters’, o esforço para finalizar um acordo de paz intensificou-se logo após a invasão da Rússia, a 24 de fevereiro. Em poucos dias, Kozak acreditou ter o acordo da Ucrânia com os principais termos que a Rússia procurava e recomendou a Putin que assinasse o acordo.







Fonte: multinews.sapo.pt                         Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/putin-tera-rejeitado-um-acordo-de-paz-com-a-ucrania-dias-apos-o-inicio-da-invasao-aponta-relatorio/
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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #228 em: 14/09/2022, 10:34 »
 
UE vai conseguir sobreviver à “chantagem da Rússia” e ao “longo inverno”, garante primeira-ministra da Finlândia

Por Filipe Pimentel Rações   em 16:02, 13 Set 2022


Fonte de imagem: multinews.sapo.pt

A líder do governo finlandês garantiu esta terça-feira que a União Europeia sobreviverá ao “longo inverno” que se aproxima e ao que chama de “chantagem da Rússia”, país que, tal como muitos outros líderes europeus, acusa de usar a energia para atacar o bloco.

Perante o Parlamento Europeu, antes de sessão do plenário, Sanna Marin afirmou que “a Rússia poderá desafiar-nos, chantagear-nos e ameaçar-nos, mas não cederemos”, sublinhando que para tal a UE precisa de manter a “unidade, a determinação e a coragem”.

“As ações da Rússia unificaram o Ocidente de uma forma sem precedentes, ao passo que a Rússia está mais isolada do que nunca”, sentencia a primeira-ministra da Finlândia.

Marin reconheceu que a UE enfrenta um cenário bastante negro, agudizado pela guerra na Ucrânia, pela crise energética, pela inflação, pela recessão, for finanças cada vez mais sobrecarregadas, por desastres naturais, por ameaças ao regime democrático e pelo aumento do poder tecnológico de Estados autocráticos.

Ainda assim, afirmou que “mesmo na hora mais negra existe esperança” e assegurou que “a Ucrânia sairá vencedora com o nosso apoio”.

A líder finlandesa explicou que a maior força da UE é a sua unidade e a confiança mútua entre os seus 27 Estados-membros, e que a Rússia está a usar a energia como arma de chantagem “para erodir o apoio europeu à Ucrânia e quebrar a nossa unidade”. E deixa um aviso: “[o Presidente russo Vladimir] Putin não pode ser bem-sucedido”.

Tocando na decisão da UE para dificultar a emissão de vistos para cidadãos russos, Marin apontou que “as sanções devem refletir-se nas vidas diárias dos russos comuns”, e que “não é correto que, enquanto a Rússia mata civis na Ucrânia, turistas russos viagem livremente pela Europa”.

“Podemos contabilizar os custos da guerra em euros, ma os ucranianos contam-nos em vidas humanas”, asseverou, acrescentando que “há que admitir que temos sido demasiado ingénuos no que toca à Rússia” e que “devíamos ter escutado com mais atenção os nossos amigos dos Estados bálticos e da Polónia, que viveram sob o jugo soviético”.







Fonte: multinews.sapo.pt                            Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/ue-vai-conseguir-sobreviver-a-chantagem-da-russia-e-ao-longo-inverno-garante-primeira-ministra-da-finlandia/
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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #229 em: 14/09/2022, 10:43 »
 
Ucranianos acusados de colaborar com a Rússia estão a fugir de Kharkiv e do Donbass


Por Filipe Pimentel Rações   em 18:10, 13 Set 2022



Fonte de imagem: multinews.sapo.pt

As autoridades da Ucrânia confirmam que vários ucranianos acusados de colaborar com as forças russas estão a fugir das regiões recentemente recuperadas em Kharkiv e no Donbass em direção à Rússia.

Sergei Haidai, governador de Luhansk, escreveu na rede social Telegram que “russos e colaboradores estão a fugir” para a Rússia, destacando que são moradores dessa região, bem como de Alchevsk e de outras cidades ocupadas pela Rússia em 2014, aquando da tomada da península ucraniana da Crimeia.


Fonte de imagem: multinews.sapo.pt

O responsável indica que as filas para sair da Ucrânia e entrar na Rússia “têm quilómetros de extensão” e avisa todos os ucranianos que colaboraram com as tropas russas que “puniremos todos”.

Os militares de Kiev têm vindo a pressionar fortemente as linhas russas em Kharkiv, parte de uma contraofensiva iniciada há cerca de duas semanas, com a Ucrânia a afirmar que já terá recuperado o controlo de quase toda essa região. Em resposta à aparente derrota nesse teatro de combate, Moscovo desencadeou vários ataques aéreos e com mísseis contra centrais elétricas e outros locais, relata o ‘The Guardian’.

Haidai afirma que os ucranianos que cooperaram com as forças russas “têm medo da raiva ucraniana”, avançando que foram vistas filas de carros que se atingiram os 12 quilómetros.


Fonte de imagem: multinews.sapo.pt





Fonte: multinews.sapo.pt                           Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/ucranianos-acusados-de-colaborar-com-a-russia-estao-a-fugir-de-kharkiv-e-do-donbass/
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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #230 em: 14/09/2022, 10:46 »
 
Ucrânia: Scholz pede a Putin que ordene “retirada total” das forças russas

Por MultiNews com Lusa   em 18:59, 13 Set 2022


Fonte de imagem: multinews.sapo.pt

O chanceler alemão, Olaf Scholz, apelou hoje ao Presidente russo, Vladimir Putin, para ordenar a “retirada total” de território ucraniano das forças russas, em dificuldades face a uma contraofensiva.

O líder alemão “instou o Presidente russo a encontrar uma solução diplomática o mais rapidamente possível, com base num cessar-fogo, na retirada total das tropas russas e no respeito pela integridade territorial e soberania da Ucrânia”, segundo um comunicado do Governo.

Scholz também apelou ao Presidente russo para aplicar “plenamente” o acordo sobre a exportação de cereais ucranianos.

O porta-voz do governo alemão, Steffen Hebestreit, disse que os dois líderes falaram por telefone hoje durante 90 minutos, depois de Scholz ter falado com o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, na semana passada.

“Tendo em conta a gravidade da situação militar e as consequências da guerra na Ucrânia, o chanceler instou o Presidente russo a procurar uma solução diplomática o mais rapidamente possível”, detalhou o porta-voz em comunicado.

O chanceler sublinhou ainda que, se a Rússia tomar “medidas adicionais” para anexar os territórios ucranianos, isso não ficará sem resposta e advertiu-o de que não ganhará o reconhecimento internacional em nenhuma circunstância.

Ambos os líderes discutiram a situação em torno da central nuclear de Zaporíjia, e Scholz sublinhou que é crucial proteger a segurança das instalações, para as quais instou a evitar escaladas e a implementar imediatamente as medidas propostas pela Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA).

Em relação à crise alimentar global, o chanceler sublinhou a importância do acordo patrocinado pelas Nações Unidas e pela Turquia para permitir a exportação de cereais ucranianos por via marítima através de um corredor no Mar Negro.

Scholz “apelou ao Presidente russo para não desacreditar este acordo e continuar a aplicá-lo na sua totalidade”, e pediu ainda a Putin que os prisioneiros de guerra ucranianos sejam tratados de acordo com o direito humanitário internacional.






Fonte: multinews.sapo.pt                       Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/ucrania-scholz-pede-a-putin-que-ordene-retirada-total-das-forcas-russas/
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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #231 em: 14/09/2022, 14:32 »
 
Ucrânia: Contraofensiva tem feito emergir relatos de tortura e assassinato pelas tropas russas nas regiões libertadas, denunciam autoridades

Por Francisco Laranjeira   em 11:15, 14 Set 2022


Fonte de imagem: multinews.sapo.pt

A recente contraofensiva no nordeste da Ucrânia tem permitido recapturar faixas do território que foram ocupadas pelas tropas russas nos últimos meses mas, nas áreas recém-libertadas, estão entrelaçados sentimentos de alívio e de tristeza, conforme surgem cada vez mais relatos de tortura e assassinatos durante o período de ocupação russa, revelou esta quinta-feira os britânicos da ‘BBC’.

Artem, que mora na cidade de Balakliya, na região de Kharkiv, revelou que foi detido pelos russos durante mais de 40 dias e foi torturado com eletrocussão. Balakliya foi libertada a 8 de setembro último, depois de ter sido ocupada por seis meses, com o epicentro da brutalidade na esquadra de polícia da cidade, que as forças russas utilizaram como quartel-general. Artem denunciou que podia ouvir gritos de dor e terror vindos de outras celas, que as forças ocupantes garantiam que pudessem ser ouvidos ao desligar o barulhento sistema de ventilação do prédio.

“Eles desligaram para que todos pudessem ouvir como as pessoas gritam quando são eletrocutadas”, acusou Artem. “Faziam isso em alguns dos presos dia sim, dia não… Até faziam isso com as mulheres”. O cidadão ucraniano frisou ainda que foi detido porque os russos encontraram uma foto do seu irmão, um soldado, de uniforme. Outro homem de Balakliya foi detido durante 25 dias porque tinha a bandeira ucraniana. As autoridades ucranianas dizem que até oito homens foram mantidos em celas destinadas a duas pessoas.

Na estrada para Balakliya, foram vistos veículos militares marcados com o símbolo “Z” pró-guerra – aparentemente abandonados pelos russos enquanto fugiam. Uma escola, numa aldeia próxima, foi totalmente destruída num dos últimos atos dos russos antes de terem sido expulsos. O chefe regional de Kharkiv, Oleh Syniehubov, sublinhou que a tarefa crítica agora é restaurar o fornecimento de água e eletricidade mas há preocupações de que as linhas de energia possam ser minadas. Sobre um possível regresso das tropas russos, limitou-se a responder: “Estamos em guerra, há sempre perigo.”






Fonte: multinews.sapo.pt                     Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-contraofensiva-tem-feito-emergir-relatos-de-tortura-e-assassinato-pelas-tropas-russas-nas-regioes-libertadas-denunciam-autoridades/
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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #232 em: 14/09/2022, 14:34 »
 
Ucrânia: polícia ucraniana identifica mais de 5 mil soldados russos envolvidos em crimes de guerra

Por Francisco Laranjeira   em 11:47, 14 Set 2022


Fonte de imagem: multinews.sapo.pt

A polícia ucraniana identificou mais de 5 mil soldados russos que alegadamente estarão envolvidos em crimes de guerra na região de Kiev desde o início da invasão russa, a 24 de fevereiro último. O chefe da polícia de Kiev, Andriy Nebitov, apontou que os seus agentes estão a tentar identificar esses soldados russos, que se “envolveram no que aconteceu no território, violaram fronteiras soberanas e cometeram crimes contra os ucranianos”, apontou, em declarações à agência de notícias ucraniana ‘Ukrinform’.

Confirmou ainda que os respetivos nomes e cargos estão a ser estabelecidos conforme estão a ser identificados os respetivos parentes e locais de residência em território russo. No entanto, Nebitov alertou que muitos foram transferidos para outras áreas da linha da frente.

“Estamos a trabalhar principalmente para recolher informações técnicas, tanto nós mesmos como os serviços de inteligência”, garantiu o responsável da Ucrânia, sublinhando que houve uma transferência de tropas russas de KIev para reforçar a área de Kharkov. Espero que “a maioria morra ali”, expressou Nebitov. “Aqueles que não o fizeram também morrerão nos próximos dias e, se não o fizeram, espero que o Tribunal Penal Internacional e a Justiça ucraniana os façam pagar”, finalizou.







Fonte: multinews.sapo.pt                        Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-policia-ucraniana-identifica-mais-de-5-mil-soldados-russos-envolvidos-em-crimes-de-guerra/
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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #233 em: 14/09/2022, 14:39 »
 
Ucrânia recupera território. Com isto, quais são as opções de Putin?

MadreMedia
14 set 2022 13:11



Fonte de imagem: 24.sapo.pt

Com os avanços da Ucrânia, a Rússia pode ter de repensar a sua estratégia para o conflito que dura desde fevereiro. Contudo, as opções de Vladimir Putin não são muitas — e podem trazer consequências com as quais não quer ter de lidar.

De acordo com fontes oficiais da Ucrânia, as suas forças territoriais terão recuperado milhares de quilómetros quadrados de território nestes últimos dias na região de Kharkiv, a segunda maior cidade ucraniana, após seis meses de guerra. E, nesta segunda-feira, Kiev reivindicou a reconquista de 500 quilómetros quadrados em duas semanas de contraofensiva na região de Kherson, um ponto estratégico fundamental para russos e ucranianos devido ao acesso ao Mar Negro.

"As tropas russas estão a abandonar de forma apressada as suas posições e a fugir", lia-se numa nota oficial.

A avaliar pelos relatos dos repórteres no terreno, a Ucrânia está mesmo a rechaçar a Rússia de posições que ocupava há vários meses. A AFP esteve em Izyum, cidade estratégica na região de Kharkiv, onde se constatou o controlo ucraniano de uma cidade ocupada pelos russos desde o início da primavera.

Com isto, quais são as opções de Vladimir Putin após o revés militar russo na Ucrânia? Apesar de o presidente russo ainda não ter comentado publicamente o que se está a passar com as suas forças no nordeste da Ucrânia, está sob pressão dos nacionalistas no seu país para recuperar o território perdido.

Segundo a Reuters, os especialistas referem que Putin tem poucas opções de reparação rápida — e a maioria das medidas que poderia tomar vêm com riscos geopolíticos.

    Estabilizar as tropas. Depois, reagrupar e atacar

Os analistas militares russos e ocidentais concordam que, do ponto de vista de Moscovo, as forças russas precisam de estabilizar urgentemente a linha da frente, deter o avanço da Ucrânia, reagrupar-se e, se possível, lançar a sua própria contra-ofensiva.

No entanto, existem dúvidas no Ocidente sobre se a Rússia tem as forças terrestres ou equipamento suficiente, dado o número de baixas que sofreu e a quantidade de equipamento que foi abandonado ou destruído nos últimos tempos.

Outra opção passaria pela utilização de mísseis de longo alcance para destruir as infraestruturas ucranianas de maior importância, uma medida que certamente iria atrair a condenação internacional.

    Mobilização de reservas

Por isso, uma opção seria mobilizar mais tropas. Todavia, especialistas dizem que não há mão-de-obra disponível para o conflito, uma vez que a campanha de recrutamento não está a ter a adesão que se previa. Assim, restam as reservas.

A mobilização das reservas russas, que totalizam cerca de 2 milhões de homens com serviço militar nos últimos cinco anos, é exequível — mas é preciso tempo para treinar e destacar pessoas.

O Kremlin disse na terça-feira que, "neste momento", não pretende recorrer a uma mobilização a nível nacional.

Segundo os especialistas, uma mobilização seria popular entre os nacionalistas, mas não tanto entre alguns homens russos nos centros urbanos, menos interessados em aderir ao conflito.

    Quais os perigos a considerar?

Contudo, ir por este caminho significaria que a Rússia assumia uma guerra aberta com a Ucrânia — e não uma "uma operação militar especial", com objetivos limitados. Além disso, seria admitir que o conflito está a correr mal para Moscovo.

Neste cenário, as forças russas poderiam também assistir a um maior número de mortes, por não ser possível garantir a proteção das tropas (como defendem ter feito até então).

É também por esse motivo que a Rússia alega não entrar numa guerra nuclear. Para além de infligir baixas em massa, tal medida poderia arrastar formalmente os países ocidentais para uma guerra direta com a Rússia.

Por outro lado, colocar a Rússia numa guerra assumida com a Ucrânia também pode implicar riscos políticos internos, já que há a possibilidade de uma reação pública contra um projeto "forçado".

    O inverno pode trazer a solução para Putin (ou nem por isso)

Assim, Vladimir Putin, está muito limitado nas suas opções — e já se viu que negociar com a Ucrânia parece fora de questão. Mas, a médio prazo, a aproximação do inverno pode mudar a situação.

Putin espera que os preços da energia e possíveis faltas neste inverno levem a Ucrânia — apoiada pela Europa — a aceitar uma trégua nos termos da Rússia. Recorde-se que, no contexto de guerra na Ucrânia, a energia tem estado no centro de um braço-de-ferro entre Moscovo e os países ocidentais, que acusam a Rússia de utilizar o gás "como uma arma".

Neste sentido, alguns diplomatas europeus acreditam que o recente sucesso da Ucrânia no campo de batalha minou o desejo de alguns europeus de pressionar Kiev a fazer concessões. No entanto, países como a Alemanha parecem ter-se tornado mais duros com Moscovo nas últimas semanas — e mais determinados a resolver os problemas energéticos do inverno.

Contudo, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, prevê uma "rápida desocupação" do país este inverno, pelo facto de os militares russos "estarem a fugir em várias direções".

Para Zelensky, "o período invernal pode ser um ponto de inflexão na libertação dos territórios ucranianos ocupados pela Rússia". "Para isso, o nosso exército necessita de um fornecimento sistemático dos tipos de armas necessários", apontou ainda.

E se Putin bloquear a exportação de cereais?

Putin queixou-se recentemente de que o acordo entre a ONU e a Turquia que permite à Ucrânia exportar cereais e outros alimentos através do Mar Negro é injusto para os países mais pobres e para a Rússia. Por isso, pretende reunir-se em breve com o líder turco, Tayyip Erdogan, para discutir a revisão do acordo.

Se Putin quiser prejudicar a Ucrânia através dos cereais, poderá suspender ou cancelar o acordo — ou recusar-se a renová-lo quando este expirar em novembro.

Tomada esta decisão, vai ter de lidar com as consequências: o Ocidente e os países mais pobres de África e do Médio Oriente vão acusar Putin de agravar a escassez global de alimentos, dizem os especialistas.






Fonte: 24.sapo.pt                           Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/ucrania-recupera-territorio-com-isto-quais-sao-as-opcoes-de-putin
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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #234 em: 14/09/2022, 17:23 »
 
“Europa não é o único consumidor de gás natural”: Rússia diz que há outros países dispostos a pagar pela sua energia

Por Filipe Pimentel Rações em 12:16, 14 Set 2022


Fonte de imagem: multinews.sapo.pt

O governo da Rússia afirma que o fecho das portas da Europa ao seu gás natural não tem enfraquecido a economia do país, e garante que há outros Estados dispostos a comprar energia russa.

“A Europa não é o único consumidor de gás natural e não é o único continente que precisa de gás natural”, frisa Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, sugerindo que a Rússia não depende da região europeia para vender gás e colher receitas da exportações de energia.

De recordar que, na semana passada, a empresa russa de gás, a Gazprom, anunciou que tinha estabelecido um acordo com a China para que o pagamento pelo fornecimento de energia à potência asiática pudesse ser feito em rublos ou em yuans, em vez de em dólares.

E o reforço da cooperação energética entre Pequim e Moscovo não se fica por aí, pois a Rússia já indicou que tem planos para construir um reforçar as ligações de gás com a China, através do gasoduto conhecido como ‘Poder da Sibéria’, que fez aumentar em 63,4% o fluxo desse combustível fóssil nos primeiros seis meses deste ano.

Peskov salientou também que há outras regiões que estão bem posicionadas para responder às necessidades energéticas da União Europeia, apontando que Moscovo não poderá ser responsabilizada pela falta de energia no países da UE.

Desde que a Rússia invadiu a Ucrânia no passado dia 24 de fevereiro, o bloco europeu tem vindo a aperceber-se, de forma dolorosa, da sua profunda dependência da energia oriunda da Rússia, algo que vários observadores consideram colocar em risco a própria autonomia da UE, que ficou refém de um país com o qual não partilha dos seus valores fundamentais, entre eles a democracia e o respeito pelos direitos humanos.

Desde então, o coletivo dos 27 Estados-membros tem procurado alternativas ao fornecimento energético russo, prestando especial atenção aos Estados Unidos e aos países do Norte de África. Recentemente, o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, deslocou-se até à Argélia, país que antes da guerra fornecia cerca de 11% de todo o gás consumido na UE.

Michel caracterizou a Argélia como um fornecedor “confiável” da Europa e destacou que “dadas as circunstâncias internacionais que todos conhecemos, a cooperação energética é obviamente essencial”.

Ainda esta manhã, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, no seu terceiro discurso do Estado da União, avançou que estão em cima da mesa planos para a criação de um grupo de trabalho que procurará soluções para combater a subida dos preços da energia no bloco.






Fonte: multinews.sapo.pt                      Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/europa-nao-e-o-unico-consumidor-de-gas-natural-russia-diz-que-ha-outros-paises-dispostos-a-pagar-pela-sua-energia/
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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #235 em: 14/09/2022, 17:25 »
 
“O mundo não está a salvo com Putin”: Ex-Presidente da Ucrânia garante que contraofensiva “ainda não terminou”

Por Filipe Pimentel Rações em 12:48, 14 Set 2022


Fonte de imagem: multinews.sapo.pt     

Petro Poroshenko, que ocupou o cargo de Presidente da Ucrânia entre 2014 e 2019, garante que a contraofensiva das tropas ucranianas “ainda não terminou”, depois de Kiev ter conseguido, nos últimos dias, recuperar territórios que estavam sob controlo da Rússia.

Em referência às reconquistas, Poroshenko afirma que “foram mais de 3.000 quilómetros quadrados e o impulso ainda não terminou, apesar de [o Presidente russo Vladimir] Putin tente mobilizar o mais rapidamente possível as suas reservas e trazê-las de território russo para a fronteira com a região de Kharkiv”, cita a ‘Euronews’.

O antigo Chefe de Estado ucraniano acredita que o apoio da Europa não esmorecerá, mesmo num contexto de uma crescente crise energética, fruto dos sucessivos cortes no abastecimento de gás russo ao continente, o que vários líderes europeus, incluindo a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, denunciam como sendo uma tática de Moscovo para chantagear a União Europeia e para quebrar a unidade entre os Estados-membros no apoio à Ucrânia.

Poroshenko considera que o apoio fornecido pelos países ocidentais à Ucrânia não se trata de mera “assistência”, mas que “é um investimento de cada um dos Estados-membros europeus na sua própria segurança”.

“Se não pararmos Putin aqui, na Ucrânia, amanhã Putin aparecerá nos seus países”, avisa, destacando que enquanto o Presidente russo se mantiver no poder, a Europa não estará segura.

“Precisamos de garantir a segurança do mundo e da Europa, ‘desputinizando’ a Europa, o mundo e a Rússia”, defende, e sentencia que “o mundo não está a salvo com Putin, e poderá estar seguro sem ele”.

Ainda esta manhã, Ursula von der Leyen, no seu discurso do ‘Estado da União’, que teve a Primeira-Dama da Ucrânia, Olena Zelenska, como convidada de honra, assegurou que a UE vai apoiar a reconstrução de escolas na Ucrânia com 100 milhões de euros e que a cooperação com Kiev será aprofundada, por exemplo, com a integração da Ucrânia na zona livre de telecomunicações em ‘roaming’ e com a abertura do mercado único europeu a esse país.







Fonte: multinews.sapo.pt                   Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/o-mundo-nao-esta-a-salvo-com-putin-ex-presidente-da-ucrania-garante-que-contraofensiva-ainda-nao-terminou/
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Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #236 em: 14/09/2022, 17:28 »
 
Ucrânia: Zelensky cumpre visita simbólica à cidade recém-libertada de Izium. “Estamos a ir apenas numa direção – para a frente e até à vitória”, aponta

Por Francisco Laranjeira em 14:46, 14 Set 2022


Fonte de imagem: multinews.sapo.pt

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, fez esta quarta-feira uma visita simbólica à cidade de Izium, localizada na região de Kharkov e recentemente libertada das tropas russas, e participou na cerimónia oficial de hasteamento da bandeira. “”Estamos a ir apenas numa direção – para a frente e até à vitória”, aponta o presidente ucraniano, durante a visita.


Fonte de imagem: multinews.sapo.pt   

“Antes, ao olhar para cima, estávamos sempre à procura do céu azul e do sol. Agora, principalmente nos territórios ocupados, procuramos apenas uma coisa: a bandeira do nosso país”, disse Zelensky, acompanhado pela presença dos “militares heróis”.

Kiev estimou que o território conquistado às forças russas no leste da Ucrânia, nas últimas semanas, supere já os 4 mil quilómetros quadrados e Zelensky sublinhou que os últimos meses nessas áreas foram “extremamente difíceis”, mas enfatizou que, mesmo que a Rússia consiga ocupar “temporariamente” algumas áreas, não poderá obter o controlo do povo ucraniano.






Fonte: multinews.sapo.pt                       Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-zelensky-cumpre-visita-simbolica-a-cidade-recem-libertada-de-izium/
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Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #237 em: 14/09/2022, 17:33 »
 
Rússia prende e multa seis pessoas na Crimeia por passarem música ucraniana durante casamento

Por Filipe Pimentel Rações em 16:36, 14 Set 2022


Fonte de imagem: multinews.sapo.pt

Seis pessoas foram detidas e multadas durante a celebração de um casamento na península ucraniana da Crimeia, ocupada pela Rússia desde 2014, por passarem uma música patriótica que evoca a libertação do jugo russo.


Fonte de imagem: multinews.sapo.pt

Informação avançada pela imprensa russa indica que o incidente aconteceu na semana passada e que os organizadores da festa e os convidados foram acusados de “promover símbolos nazis” e de denegrirem as Forças Armadas da Rússia. Em causa está uma música intitulada ‘Chernova Kalyna’ que insta à libertação “dos grilhões moscovitas” e que se tornou um hino à resistência ucraniana face à invasão russa, explica o ‘The Moscow Times’.

Um juiz da cidade de Bakhchisarai, na Crimeia, sentenciou o dono da propriedade onde se realizava o casamento a uma pena de prisão de 14 dias, sem direito a julgamento. Também o DJ e artistas contratados para dançar na festa receberam uma sentença de 10 dias de prisão, ao passo que a mãe do noivo ficará detida durante cinco dias. Duas outras pessoas terão sido multadas em cerca de 840 euros.

Esta semana, Sergei Aksyonov, primeiro-ministro da Crimeia nomeado pelo Kremlin, escreveu na rede social Telegram que cantar “slogans pró-ucranianos” e entoar “canções nacionalistas” nesse território são considerados atos de “traição ao nosso país e a todos aqueles que hoje defendem a paz”.


Fonte de imagem: multinews.sapo.pt

E deixou um recado: “Para aqueles que apoiam o regime nazi ucraniano, seria lógico partirem para o país que tanto amam”.

Veja os vídeos clicando no link oficial da noticia em baixo





Fonte: multinews.sapo.pt                       Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/russia-prende-e-multa-seis-pessoas-na-crimeia-por-passarem-musica-ucraniana-durante-casamento/
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Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #238 em: 14/09/2022, 17:35 »
 
Ambição da Ucrânia para integrar a NATO é a “principal ameaça à Rússia” e motiva a guerra, diz Kremlin

Por Filipe Pimentel Rações em 17:07, 14 Set 2022


Fonte de imagem: multinews.sapo.pt

O governo russo afirmou esta quarta-feira que as ambições da Ucrânia para passar a integrar a NATO, uma aliança político-militar transatlântica criada no final da II Guerra Mundial para conter a Rússia, representa uma ameaça para o país. E salientou que a guerra é necessária para evitar esse cenário.

Ontem, o gabinete do Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky emitiu um documento no qual declara a “aspiração [da Ucrânia] para se juntar à NATO e para beneficiar da sua estrutura de defesa coletiva”.

Em resposta, o porta-voz do Kremlin criticou esse documento e apontou que a ideia de a Ucrânia fazer parte da Aliança Atlântica é “a principal ameaça à Rússia”, pois, “uma vez mais, enfatiza a relevância e a necessidade urgente para garantirmos a nossa própria segurança e os nossos interesses nacionais”, cita a ‘Reuters’.

Ou seja, Dmitry Peskov argumenta que a Rússia considera a guerra com a Ucrânia indispensável para impedir que o país vizinho passe a integrar o coletivo da NATO.

De recordar que antes do estalar do conflito armado, a 24 de fevereiro deste ano, Moscovo exigia garantias legalmente vinculativas de que Kiev nunca integraria a aliança, que não lhe foram dadas. O Ocidente apontou que a Rússia usou isso como pretexto para lançar a ofensiva de larga escala contra a Ucrânia, mas que a invasão já estava planeada há muito mais tempo.

Peskov destacou também que Zelensky está a recorrer aos países ocidentais, através de apoio financeiro e militar, para tentar garantir a sua segurança, mas disse que a Ucrânia poderia fortalecer a sua proteção ao ceder imediatamente às exigências da Rússia, embora não tenha detalhado.

“A liderança da Ucrânia tem de agir de forma a eliminar a ameaça à Rússia”, instou Peskov, e acrescentou, cripticamente, que “eles sabem perfeitamente quais deverão ser essas ações”.






Fonte: multinews.sapo.pt                    Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/ambicao-da-ucrania-para-integrar-a-nato-e-a-principal-ameaca-a-russia-e-motiva-a-guerra-diz-kremlin/
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Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #239 em: 14/09/2022, 17:44 »
 
A central nuclear de Zaporijia tem estado sob ameaça. Pode um desastre no coração da Europa atingir Portugal?

Manuel Ribeiro - Texto
MadreMedia
14 set 2022 15:30



Central Nuclear de Zaporijia  STRINGER / AFP

Zaporijia alberga a maior central nuclear da Europa. A região tem sido alvo de ataques e cortes de energia, que colocam a central em perigo, temendo-se um desastre nuclear. Rui Curado da Silva, professor e investigador em física das partículas da Universidade de Coimbra, ajuda a perceber o que está em causa.

Zaporijia tem sido uma das preocupações da comunidade internacional depois do assalto militar russo à central nuclear, deixando a Europa em suspenso pelo perigo de um desastre nuclear.

Construída em Enerhodar, ainda no tempo da antiga URSS (1980), a central de Zaporijia tem seis reatores de água pressurizada, é a maior da Europa e uma das dez maiores centrais nucleares do mundo.

A Ucrânia tem cinco centrais nucleares, incluindo Chernobyl, que está desativada desde o acidente de 25 de abril de 1986, num total de 15 reatores. Destes, quatro estão na central de Rivne, dois em Khmelnitski, três no sul da Ucrânia e os referidos seis em Zaporijia.

Desde a invasão da Rússia, em fevereiro de 2022, as centrais nucleares ucranianas têm sido uma preocupação tanto para as autoridades locais como para a comunidade internacional.

É que, apesar da convenção de Genebra dizer que, em caso de guerra, “centrais nucleares de produção de energia eléctrica, não serão objecto de ataques mesmo que constituam objetivos militares”, a Rússia ignorou por completo o referido artigo 56 e tomou de assalto o controle da central de Zaporijia, em março.

Chegou-se a temer o pior, já que os bombardeamentos chegaram a 150 metros de um dos reatores, provocando alguns incêndios nas imediações. No entanto, para os especialistas, um dos maiores perigos para a central é perder o sistema de arrefecimento dos reatores que evita a fusão do núcleo ou a fuga de radiação, e não os bombardeamentos, propriamente ditos.

“Na altura em que foi feito o primeiro ataque, em que se bombardeou a região com obuses, apenas o reator 4 estava operacional, a cerca de 60% da sua capacidade. O reator 1 estava em manutenção. Os reatores 2 e 3 estavam em modo de paragem. Os reatores 5 e 6 estavam no modo de reserva, a funcionar a baixa potência”, descreve Rui Curado Silva, professor de Instrumentação Nuclear na Universidade de Coimbra, em entrevista ao SAPO24.

Nas últimas semanas, a central só manteve um reator a funcionar, que foi desativado no sábado passado. “O que era perigoso era o reator que estava a funcionar em pleno ficar sem o fornecimento de energia elétrica. Não tendo a possibilidade de arrefecer o seu núcleo, poderia fundir e originar um acidente parecido com o que aconteceu em Fukushima”, compara o especialista.

“Em Fukushima, eles tinham geradores a gasóleo” para situações de emergência, “mas como estes ficaram inundados por causa do tsunami, não ativaram, dando-se a tal fusão do reator e o acidente que todos sabemos hoje”, recorda.

No caso de Zaporijia, para a central funcionar corretamente, precisa de corrente externa de fornecimento de energia elétrica (linhas de 750 volts), normalmente, têm mais que uma ligada para haver redundância

“O que aconteceu nas últimas semanas foi: primeiro a central foi cortada da rede elétrica, ficou sem alimentação externa e depois uma central térmica a carvão, que está logo ao lado e que fornece energia através de uma linha elétrica de socorro, ou seja, de emergência, também foi cortada”.


Esquema do fornecimento de energia à central nuclear de Zaporijia. Rui Curado Silva créditos: DR

O que valeu para evitar o desastre foi um nível de segurança suplementar, que foi introduzido sobretudo depois de Fukushima: os tais geradores a gasóleo, que neste caso, “não foram inundados”. De acordo com o especialista, estando os geradores a funcionar, é possível arrefecer o núcleo dos reatores, das barras nucleares que estavam cheias de urânio e que precisam de mergulhar constantemente nas piscinas para arrefecer e manter a segurança da central.

“O problema é que estes geradores a gasóleo só asseguram energia por uns dias (+/- 7 dias)”, avisa o professor. “E depois podem voltar a ser reabastecidos, mas neste caso a questão que se coloca seria por quem? Pelos russos, pelos ucranianos?”, questiona.

O corte de energia em toda a zona de Enerhodar, deixou o único reator ativo em perigo e toda a comunidade internacional, incluindo a Agência Internacional de Energia Atómica (IAEA, na sigla em Inglês), em alerta máximo de preocupação. “Sem energia não é possível manter o sistema de arrefecimento dos reatores e das piscinas, onde está a arrefecer o combustível usado, e sequer desligar o reator em segurança”.

Felizmente a energia foi restabelecida e foi possível desativar o último reator. No entanto, mesmo desativado em segurança, “o reator tem de ser constantemente arrefecido, tal como a água das piscinas de combustível usado que também precisa de energia elétrica, para evitar acidentes, que, contudo, seriam em menor risco. Todavia, permanece o risco de radioatividade”, lembra Curado da Silva.

De acordo com o professor de Instrumentação Nuclear da Universidade de Coimbra, “as barras de urânio do combustível usado têm que estar dentro dessas piscinas com água, porque a água também protege das radiações emitidas, sendo que esse combustível tem de estar submerso durante, pelo menos, oito anos até poder ser retirado e tratado”, explica.

O material dos reatores pode fundir se não for arrefecido, e esse é o pior cenário e foi o que aconteceu em Chernobyl e Fukushima.

“Outra situação também grave, que pode acontecer, é as piscinas deixarem de ter energia elétrica para o processo de arrefecimento. Ou, no caso de Zaporijia, um obus atingir uma das piscinas e elas perderem água”.

“Uma fuga dessa água altamente contaminada é muito perigosa para a região. Já houve várias fugas pequenas da água das piscinas. Por exemplo, na Inglaterra levaram anos para reparar esse tipo de fuga”, informa.

“Para além disso, há muito material altamente radioativo que já saiu das piscinas e está ali guardado na central e que, a haver um ataque, pode espalhar poeiras pela região”, alerta.

Então, os reatores precisam de estar em arrefecimento constante, mesmo desativados. “Na verdade eles não estão desligados, apenas não estão a produzir energia elétrica para a rede”, explica Curado da Silva. Estão em modo "baixo potência de funcionamento".

Sem energia para os manter, poderão surgir fugas e até evaporação, causando nuvens radioativas e, neste último caso, chegar a mais pontos da Europa. Daí se falar do tal risco de um acidente nuclear para toda a Europa.

Questionado se o risco neste momento é mínimo, o professor e investigador responde que  “não é mínimo, apenas está controlado.” Tem havido altos e baixos, e neste momento, “não é o de maior perigo”.

“A situação, com o que tem acontecido nos últimos dias, tem estado melhor”, tranquiliza o professor e investigador do Laboratório de Instrumentação e Física das Partículas da Universidade de Coimbra.

Na segunda-feira, o diretor da IAEA disse que é urgente estabelecer um compromisso pela Rússia e pela Ucrânia para não atacar ou bombardear a fábrica.

"Tentamos mantê-lo simples, tentamos torná-lo prático, porque precisamos dele o mais rápido possível", disse Grossi, uma vez que os bombardeamentos próximo da central de Zaproijia não foram interrompidos.

Basta um erro de cálculo para que o alvo falhe e atinja a central. “Apesar dos cenários mais prováveis de acidente, daqueles que conseguimos imaginar tendo em conta o que terá acontecido no passado, aquilo que eu acho que será mais perigoso é uma dessas bombas atingir as piscinas e a água vaporizar”, diz o professor da Universidade de Coimbra.

“A água vaporiza-se, vai para a atmosfera e pode criar-se uma nuvem altamente contaminada, mas será um problema que não irá afetar Portugal e até países à volta. Será uma situação localizada. Mas podem sempre acontecer acidentes que nunca pensamos, situações imprevisíveis”, acrescenta.

“Em Chernobyl, curiosamente, surgiu uma situação que podia ser muito pior, caso acontecesse, e ninguém fala nisso, mas está registada”, lembra o investigador.

“Quando foi utilizada água para arrefecer a zona que explodiu do reator, este estava em plena fusão, formou-se uma piscina de água por baixo e a estrutura do reator estava a partir-se e a cair em cima dessa água por baixo do reator. Se o reator tivesse caído nessa água, ia provocar uma explosão brutal e fazer estragos num raio de 50 a 100 km e a Europa ia ficar completamente contaminada. A onda de poluição ia atingir zonas bem distantes deixando grandes partes da Europa sem possibilidade de habitar por causa da contaminação”, descreve Curado da Silva.


Professor Rui Curado da Silva. créditos: DR

“Felizmente, o problema foi detectado a tempo e conseguiram tirar a água por intermédio de pessoas que se voluntariaram para o fazer. Quando o reator em fusão caiu já não estava lá a água e evitou-se a explosão. Ninguém tinha pensado nisso, aliás esse pormenor está representado na série Chernobyl, se quiserem ver para melhor perceber o que aconteceu”, sugere o especialista.

Questionado sobre o modo como está a acompanhar a situação na Central Nuclear, o professor reforça, “no caso de Zaporijia, o mais assustador é desligarem a central da rede elétrica”.

O professor lança, também, um alerta para a segurança dos técnicos que se encontram dentro da central, dizendo que é preciso assegurar aos engenheiros condições para continuarem o seu trabalho, porque, avisa, “os acidentes podem dar-se por erro humano. Pode não ser um obus ou uma operação militar, mas sim um erro humano”, reforça. “Por exemplo, muitos acidentes que aconteceram em centrais foram por falha humana”, relembra.

Para Rui Curado da Silva, a opção mais segura para a central nuclear de Zaporijia passa por seguir as indicações da Agência Atómica (IAEA) e manter a central no regime atual, “creio que é a opção mais correta, e não sair dali até que os soldados abandonem o local e que a situação se resolva”, conclui o professor da Universidade de Coimbra.







Fonte: 24.sapo.pt                     Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/a-central-nuclear-de-zaporijia-tem-estado-sob-ameaca-pode-um-desastre-no-coracao-da-europa-atingir-portugal
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