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Autor Tópico: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia  (Lida 78710 vezes)

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Online Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #30 em: 10/08/2022, 12:32 »
 
Kiev rejeita responsabilidade por explosões em base aérea na Crimeia


Agência Lusa 10 ago 2022  11:10


Fonte de imagem: dnoticias.pt

A Ucrânia rejeitou hoje qualquer responsabilidade pelas explosões ocorridas na terça-feira numa base aérea russa na Crimeia, a península ucraniana anexada pela Rússia em 2014, que provocaram um morto e 13 feridos.

"Claro que não temos nada a ver com isso", disse o conselheiro presidencial ucraniano Mikhail Podolyak, citado pela agência espanhola EFE.

Podolyak disse que as explosões podem ter tido várias causas, desde uma detonação acidental de munições, como alegou o Ministério da Defesa russo, até ao resultado de uma "gestão ineficiente das forças armadas da Federação Russa".

Contudo, quando interrogado pelos jornalistas, o conselheiro do Presidente Volodymyr Zelensky não excluiu a possibilidade de uma ação por parte de civis que querem a libertação da Crimeia.

"Claro que as pessoas que viveram a ocupação compreendem que os tempos da ocupação estão a chegar ao fim e precisam de mostrar a sua posição. A recuperação da Crimeia é algo que tem de acontecer", disse Podolyak.

O jornal norte-americano The New York Times noticiou hoje que as explosões na base aérea na Crimeia podem ter resultado de uma ação de civis dos territórios ocupados pela Rússia que apoiam as autoridades de Kiev.

"Para atingir alvos bem atrás das linhas inimigas, acredita-se que os militares ucranianos estão a contar com os residentes dos territórios ocupados pela Rússia que são leais à Ucrânia", escreve o jornal.

Na sua habitual mensagem diária por vídeo, Zelensky defendeu, na terça-feira à noite, que a guerra na Ucrânia não começou em 24 de fevereiro deste ano, com a invasão do país pela Rússia, mas com a ocupação da Crimeia em 2014.

"Esta guerra russa contra a Ucrânia e contra toda a Europa livre começou com a Crimeia e deve terminar com a Crimeia -- a sua libertação", afirmou Zelensky.

As autoridades pró-russas da Crimeia atualizaram hoje o balanço de vítimas das explosões, elevando o número de feridos de cinco para 13, mantendo-se o registo de um morto.

"Segundo os dados desta manhã, 13 pessoas ficaram feridas e uma morreu em consequência do incidente na aldeia de Novofedorovka, na região de Saki", anunciou o Ministério da Saúde da Crimeia numa declaração citada pela EFE.

O Ministério da Defesa russo, num comunicado divulgado na terça-feira, atribuiu as explosões no aeródromo militar da Crimeia a um acidente.

"Não houve qualquer ataque à área de armazenamento de munições", disse o Ministério da Defesa da Rússia.

Ao lançar a ofensiva em 24 de fevereiro, a Rússia disse que pretendia "desmilitarizar e desnazificar" a Ucrânia, e que estava a responder a pedidos de ajuda das populações russófonas do Donbass, no leste do país vizinho.

Desconhece-se o número de baixas civis e militares da guerra na Ucrânia, que entrou hoje no 168.º dia, embora diversas fontes, incluindo a ONU, admitam que será elevado.






Fonte: dnoticias.pt                    Link: https://www.dnoticias.pt/2022/8/10/323460-kiev-rejeita-responsabilidade-por-explosoes-em-base-aerea-na-crimeia/
"A justiça é o freio da humanidade."
 

Online Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #31 em: 12/08/2022, 17:38 »
 
Bucha, cidade mártir da Ucrânia, enterra os seus mortos não identificados


MadreMedia / AFP
12 ago 2022 16:06



Fonte de imagem: 24.sapo.pt

Envoltos em tecido roxo, onze caixões alinhados aguardam o enterro, cada um perante uma sepultura recém-cavada no cemitério de Bucha. Entre eles há onze desconhecidos, mortos em março durante a ocupação russa desta cidade ucraniana, situada perto de Kiev.

Quase todos — nove homens e duas mulheres — foram inicialmente enterrados pelos moradores da cidade em valas comuns, quando a intensidade dos combates não deixou tempo para mais. Após a retirada das tropas russas desta área, outro corpo foi encontrado não muito longe dali.

Mais de quatro meses se passaram desde que os jornalistas no local encontraram os corpos de 20 civis mortos em Bucha a 2 de abril, no que foi o primeiro indício de crimes de guerra na Ucrânia — no entanto, só agora é que as autoridades locais começaram a enterrar os corpos não identificados.

Na terça-feira, 14 corpos foram enterrados, seguidos por outros 11 na quinta-feira.

É apenas o começo, já que estão previstas outras três cerimónias, disse à AFP Myjailyna Skoryk-Shkarivska, vice-presidente de Bucha. Segundo ela, cerca de cinquenta pessoas, entre os 458 civis mortos durante a ocupação russa da cidade, ainda não foram identificadas.

"O nosso objetivo é encontrar os parentes de cada pessoa não identificada", diz. Para isso, foram extraídas amostras de ADN, inclusive com a ajuda de gendarmes franceses, e tudo que possa ajudar a identificar um dos falecidos é publicado no Facebook.

O procedimento tem protocolos rígidos. Entre as 11 pessoas enterradas na quinta-feira, dois homens portavam documentos de identidade. Apesar das menções na Internet, ninguém os reivindicou e, "para que sejam identificados formalmente, os seus parentes precisam de ver os corpos e reconhecê-los", explica Myjailyna Skoryk-Chkarivska.

Amostras deADN e fotografias

Minutos antes da chegada dos corpos, depositados à pressa no reboque de um camião frigorífico, vários funcionários de cemitérios municipais vizinhos chegaram como reforços para plantar onze cruzes ortodoxas no chão.

Em cada uma delas há uma pequena placa acompanhada de um número que servirá para localizar o corpo caso o teste de ADN apresente algum resultado ou apareça algum parente.

"Para nós, é importante que estas pessoas sejam enterradas com dignidade, como seres humanos, e não como corpos inertes", disse à AFP o padre Andrii Golovin com a voz firme, sem hesitar ao denunciar "esse 'mundo russo' que se manifestou diante dos nossos olhos com todo o seu horror".

Aos 11 caixões enterrados na quinta-feira deve-se acrescentar um décimo segundo, o de Oleksandre Jmaruk, um ex-militar ucraniano de 37 anos que desapareceu desde meados de março e foi identificado à última hora graças a uma fotografia divulgada pela aplicação de mensagens Viber.

Os seus pais deixaram a cidade ocupada pelos russos pouco antes e procuram-no desde então, sem sucesso. Tudo o que sabiam era que o seu filho tinha sido detido pelos russos. E que sabiam muito bem para onde estavam a ir, considerando que no seu prédio as portas dos três apartamentos usados por soldados ou ex-soldados ucranianos foram arrombadas.

"Os orcs (o apelido que muitos ucranianos dão aos soldados russos) prenderam-no em sua casa. E mataram-no perto do mercado", repete o pai de Oleksandre Jmaruk, Vasyl, com a voz trémula, sentado num banco enquanto pressiona contra o peito um retrato emoldurado do seu filho.

Oleksandre Jmaruk será enterrado numa outra área do cemitério, entre muitas outras sepulturas cuja data de morte indica aproximadamente março de 2022. Os seus pais, no entanto, vão continuar a investigar outros detalhes.

"Uma informadora deu o nome dele. Havia uma mulher a acompanhar os russos, os vizinhos ouviram-a. Mas não sabemos quem ela é ou de onde veio", dizem os pais de Oleksandre.






Fonte: 24.sapo.pt                  Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/bucha-cidade-martir-da-ucrania-enterra-os-seus-mortos-nao-identificados
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Online Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #32 em: 12/08/2022, 18:32 »
 
HIMARS. O "amigo de confiança" americano que está a ajudar a Ucrânia a virar a guerra

08 ago 2022, 22:02
Cátia Bruno Texto
Ana Moreira Grafismo



Militares norte-americanos e um HIMARS
Getty Images


Um poderoso sistema de lançamento de foguetes norte-americano ajudou a estancar a "sangria" ucraniana no Donbass e abre a porta à reconquista de Kherson. Mas os HIMARS não são uma panaceia.

Um “amigo de confiança que veio dos Estados Unidos” que deixa os russos com “fumo a sair-lhes do rabo”. A canção mais recente do músico (e militar) ucraniano Taras Borovok não é dedicada a nenhum camarada de armas, mas sim a um sistema de artilharia que está a ter uma influência inesperada na guerra da Ucrânia. Chama-se HIMARS (sigla para High Mobility Artillery Rocket System) e é um lançador de foguetes produzido nos EUA. E não inspira apenas canções: em julho, uma série de posters dedicados a este sistema apareceram nas paredes da cidade de Kherson, ocupada pelos russos.



São sinais de popularidade que ilustram bem como o armamento fornecido pelos norte-americanos está a galvanizar os ucranianos, graças à sua eficácia — e, possivelmente, a contribuir para mudar o curso do conflito. Ainda esta segunda-feira, Washington anunciou mais um pacote de armamento no valor de mais de 500 milhões de euros, onde se incluem munições para os HIMARS. Nas redes sociais, o governo ucraniano há muito que rejubila: “Os HIMARS já fizeram uma ENOOORME diferença no campo de batalha”, declarou o ministro da Defesa ucraniano, Oleksii Reznikov, a 9 de julho.





Fonte: observador.pt                      Link: https://observador.pt/especiais/himars-o-amigo-de-confianca-americano-que-esta-a-ajudar-a-ucrania-a-virar-a-guerra/
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Online Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #33 em: 13/08/2022, 21:14 »
 
Medo assombra ucranianos que vivem perto da maior central nuclear da Europa

MadreMedia / AFP
13 ago 2022 18:25



Fonte de imagem: AFP or licensors

"Se morrermos, acontecerá num segundo e não sofreremos", diz Anastasia, moradora de Marganets. Nesta cidade ucraniana, a poucos quilómetros da central nuclear de Zaporijia, ocupada pelas tropas russas, a população vive com medo constante.

Nos últimos dias, Kiev e Moscovo acusaram-se mutuamente de realizar bombardeamentos no complexo da central nuclear de Zaporijia, a maior da Europa.

Esta quinta-feira, os ataques danificaram alguns sensores de nível de radioatividade, tendo a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) alertado para a gravidade da situação.

Marganets está a apenas 13 quilómetros de Zaporijia. A cidade, localizada no topo de uma colina, permanece sob controlo ucraniano e dela é possível ver, do outro lado do rio Dnieper, a central nuclear construída nos tempos soviéticos.

"Se morrermos, acontecerá num segundo e não sofreremos. Tranquiliza-me saber que o meu filho e a minha família não sofrerão", diz Anastasia, 30 anos, enquanto faz compras.

A central nuclear de Zaporijia está na linha de frente desde que foi tomada pelas tropas russas no início de março, dias após o Kremlin ordenar a invasão da Ucrânia.

Em Marganets, os militares ucranianos aconselham a população a não aproximar-se da margem do rio Dnieper, por medo de que o inimigo atire da margem oposta, a cerca de 6 quilómetros de distância.

A cidade, que tinha cerca de 50 mil habitantes antes da guerra, tem um centro animado onde as pessoas vivem as suas vidas diárias além dos pensamentos sombrios e rumores persistentes sobre o estado dos seis reatores da central.

"Estou com medo pelos meus pais e por mim. Quero viver e aproveitar a vida nesta cidade", diz Ksenia, de 18 anos, que atende clientes num café na principal rua comercial.

"O medo é constante. E as notícias dizem que a situação na central é muito tensa. Cada segundo que passa é terrível. Uma pessoa tem medo de dormir, porque coisas horríveis acontecem à noite", acrescenta.

Em Marganets e Nikopol, outra cidade a uma curta distância rio abaixo, 17 pessoas foram mortas esta semana em ataques noturnos, segundo as autoridades locais.

A Ucrânia acusa a Rússia de disparar do outro lado do rio e de dentro do complexo nuclear, mas tropas ucranianas abstêm-se de responder por medo de desencadear uma catástrofe.

Na sexta-feira, um alto funcionário ucraniano disse à AFP que as tropas russas estão até "a atirar em algumas áreas da central para dar a impressão de que é a Ucrânia a fazê-lo".

Esta é uma situação que o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, descreveu como "chantagem nuclear". "Acho que os russos estão a usar a central como um ás, para perseguir os seus próprios objetivos", diz Anton, de 37 anos.

A Ucrânia foi em 1986 cenário do desastre nuclear de Chernobyl, 530 quilómetros a noroeste de Marganets. Naquele ano, um reator nuclear explodiu, liberando radiação na atmosfera. Cerca de 600 mil pessoas foram alistadas como "liquidadores", encarregados de descontaminar a terra ao redor da central.

O número oficial de mortos é de apenas 31, mas algumas estimativas falam de dezenas de milhares e até centenas de milhares de mortes.

Em Marganets existe um monumento a esses "liquidadores". Ao lado da cratera aberta por um míssil que caiu em Marganets à noite, Sergei Volokitin, de 54 anos, relembra aqueles tempos.

"Depois de me ter formado, trabalhei na mina, e na minha equipa havia duas pessoas que eram liquidadores", lembra.  "Sabíamos tudo o que acontecia lá. Conhecemos os efeitos da radiação e quais serão as consequências se algo acontecer", conclui





Fonte: 24.sapo.pt                   Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/medo-assombra-ucranianos-que-vivem-perto-da-maior-central-nuclear-da-europa
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Online Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #34 em: 13/08/2022, 21:27 »
 
Menina volta a andar após perder pernas em ataque russo: "Incrível"

12:30 - 12/08/22 POR NOTÍCIAS AO MINUTO


Fonte de imagem: © Instagram right2walk

Veja o vídeo: https://dai.ly/x8d02fq

Yana, de 11 anos, perdeu pernas após um ataque russo com um míssil. A sua recuperação é agora uma fonte de inspiração.

Yana Stepanenko perdeu as duas pernas na sequência de um ataque russo na estação ferroviária de Kramatorsk, em abril. Agora, passados quatro meses, esta pequena guerreira ucraniana começou a dar os primeiros passos com próteses, nos Estados Unidos.

Através das redes sociais, a Right to Walk Foundation, localizada na Califórnia, tem partilhado a recuperação da menina, de 11 anos.

Sublinhe-se que o ataque com um míssil ocorreu quando a família Stepanenko estava na estação ferroviária. Além de Yana, a sua mãe, Natalia, também perdeu uma perna. Já Yaroslav, irmão da menina, escapou ileso.

Tal como relata o jornal Pravda, que cita o autarca de Lviv, depois de um mês de reabilitação no hospital daquela cidade, mãe e filha foram enviadas, juntamente com a família, para os Estados Unidos e começaram agora o seu processo com as próteses.

“Notícias fantásticas! A Yana acabou de dar os seus primeiros passos com as suas novas pernas prostéticas! Não dá para acreditar que a Yana, sofrendo amputações tão traumáticas e problemas de regeneração óssea, se reabilitou tão rápido”, escreveu  a Right to Walk Foundation, numa publicação divulgada nas redes sociais. “Yana, foste absolutamente incrível, e estamos super animados e felizes por ti. Mantém-te de pé e orgulhosa”, acrescentaram. A Fundação também tem partilhado a recuperação da mãe de Yana.

Recorde-se que foi em julho, que a Ucrânia e os Estados Unidos chegaram a acordo para um programa de próteses para crianças feridas. Os doentes recebem cuidados de saúde mental.


Fonte de imagem: noticiasaominuto.com





Fonte: noticiasaominuto.com                     Link: https://www.noticiasaominuto.com/mundo/2053393/menina-volta-a-andar-apos-perder-pernas-em-ataque-russo-incrivel
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Online Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #35 em: 14/08/2022, 13:03 »
 
A tecnologia dos mísseis que a Rússia usa na Ucrânia é do Ocidente (e os EUA ainda exportavam chips em maio)

António Guimarães
Hoje às 08:30



Fonte de imagem: cnnportugal.iol.pt

Análises feitas aos destroços de mísseis provaram que existem chips de empresas norte-americanas nos mísseis disparados por Moscovo contra alvos ucranianos

Dificilmente um país consegue ter armamento baseado apenas em produção nacional e a Rússia não é exceção, o que faz com que grande parte das armas que estão a ser utilizadas por Moscovo na Ucrânia tenham componentes importados, sobretudo ao Ocidente.

Ao todo, entre mísseis disparados a partir do ar ou da terra, a Rússia já terá utilizado mais de 3.650 projéteis, entre eles mísseis de cruzeiro. Dos mais pequenos aos maiores, todos têm uma coisa em comum: necessitam de componentes eletrónicos que a Rússia tem dificuldade em produzir. Alguns chegam a ter 31 componentes destes diferentes. Mas, então, de onde vem a tecnologia utilizada nos mísseis russos?

Investigações do Royal United States Institute (RUSI) e da agência Reuters, em colaboração com o portal independente russo iStories, especialistas concluíram que a esmagadora maioria dos componentes eletrónicos utilizados nos mísseis disparados pelo exército russo chegam dos Estados Unidos. Mais precisamente, 70% dos chips que compõem as armas lançadas por Moscovo chegam daquele país. Os restantes 30% foram importados a países como Japão, Suíça, Países Baixos, Alemanha, China, Coreia do Sul, Áustria, Reino Unido ou Taiwan. A conclusão surge após o RUSI ter tido acesso a 27 armas e sistemas de armamento russos, alguns dos quais danificados. Nestes, foram encontrados mais de 450 componentes eletrónicos fabricados fora da Rússia, a maioria, lá está, com proveniência dos Estados Unidos.

Foi o caso de uma caixa encontrada num míssil utilizado a 14 de julho, e que matou 27 pessoas, incluindo uma criança, em Vinnytsia, no centro da Ucrânia. A agência Reuters viu o interior do projétil e identificou componentes eletrónicos com as marcas de empresas norte-americanas. "É muito simples. Sem esses chips norte-americanos, os mísseis e as armas da Rússia não funcionam", afirmou um militar ucraniano, em declarações àquela agência.

Se em alguns dos casos se trata de produtos da década de 1980, outros são muito mais modernos e sofisticados. Que a Rússia utilizava armamento com componentes importados do Ocidente era sabido, mas faltava conhecer a dimensão. Logo no dia da invasão, a 24 de fevereiro, a Casa Branca anunciou que os Estados Unidos e os seus aliados iriam impor “amplas restrições em semicondutores, telecomunicações, lasers, sensores, sistemas de encriptação ou de navegação”. A esse bloqueio comercial juntaram-se 37 países, num bloqueio que começou oficialmente em 2014, na sequência da anexação russa da Península da Crimeia. Só que nem todas as exportações tinham sido suspensas.

Segundo a agência Reuters, mais de 15 mil carregamentos com produtos de empresas como as norte-americanas Texas Instruments, Intel, Analog Devices e AMD, ou a alemã Infineon, chegaram à Rússia até finais de maio, três meses após o início da guerra. Em alguns casos esses envios foram feitos a partir de terceiros, mas também houve situações em que o envio foi feito diretamente por essas empresas.

Questionadas sobre este assunto, empresas como a Texas Instruments ou a Infineon referiram que alguns dos envios já estavam em processamento antes do anúncio do bloqueio. Já a AMD ou a Analog Devices confirmaram a abertrura de investigações internas na sequência da investigação.

Já um porta-voz do Departamento do Comércio dos Estados Unidos, que regula todas as exportações, afirmou que as autoridades vão "continuar vigilantes e empenhadas com os aliados e parceiros em reforçar o controlo".

Do lado russo, e apesar da tensão provocada pelas várias sanções, Vladimir Putin nunca escondeu que pretende continuar a receber tecnologia ocidental, tendo mesmo assinado, em junho, um decreto presidencial que permite a importação de bens eletrónicos e outros componentes semelhantes, sendo que essa lei permite a importação sem a permissão da empresa que tem a patente registada.





Fonte: cnnportugal.iol.pt                       Link: https://cnnportugal.iol.pt/guerra/ucrania/a-tecnologia-dos-misseis-que-a-russia-usa-na-ucrania-e-do-ocidente-e-os-eua-ainda-exportavam-chips-em-maio/20220814/62f7d4170cf2f9a86eb135df
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Online Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #36 em: 15/08/2022, 21:00 »
 
Guerra na Ucrânia: Putin diz que tropas russas libertam "passo a passo" o Donbass

MadreMedia / Lusa
15 ago 2022 18:52



Fonte de imagem: 24.sapo.pt

O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse hoje que as forças russas e as milícias das autoproclamados repúblicas de Donetsk e Lugansk libertam "passo a passo" o Donbass e que se orgulha do seu trabalho.

“Hoje, no decorrer da operação militar especial [como o Kremlin designa a invasão de território da Ucrânia], os nossos soldados, juntamente com os combatentes do Donbass, cumprem o seu dever, lutam pela Rússia, por uma vida pacífica nas Repúblicas Populares de Donetsk e Lugansk”, disse na abertura do fórum e feira militar “Armia-2022”, nos arredores de Moscovo.

O chefe do Kremlin sublinhou que estas forças “cumprem precisamente todas as tarefas que lhes foram definidas: passo a passo, libertam os Donbass”.

“O nosso povo orgulha-se do nosso Exército e da nossa Marinha, do profissionalismo e coragem dos seus defensores”, acrescentou Putin, sublinhando que “sempre salvaguardaram a soberania e a segurança da pátria e trouxeram a liberdade aos outros povos”.

A “Armia-2022” conta com a presença de representantes de mais de uma centena de Estados, que poderão ver esta semana centenas de tipos de armamento moderno num polígono militar nos arredores de Moscovo.

Putin tinha já usado o evento para elogiar junto de países aliados o armamento de fabrico russo, alegando que foi utilizado “em condições reais de combate”.

“A Rússia está disposta a oferecer aos seus aliados e parceiros o armamento mais moderno, desde armas de fogo até artilharia, blindados, aviação de combate e drones”, disse Putin ao inaugurar o salão internacional de armamento.

O Presidente russo afirmou que a Rússia tem “muitos aliados” e destacou em particular “os laços historicamente fortes, amigáveis e de confiança com os países da América Latina, Ásia e África”.

Vladimir Putin também sublinhou que esses países “não se submetem ao chamado poder hegemónico, os seus líderes mostram autêntico caráter e não se subordinam” a ninguém e, “dessa forma, contribuem para a defesa de um mundo multipolar”.

A Rússia disse ter exportado desde o início do ano 5.400 milhões de dólares em armas e tenciona vender uma quantia semelhante no segundo semestre de 2022, numa altura em que estão em vigor sanções impostas pelo Ocidente devido à intervenção militar russa na Ucrânia.






Fonte: 24.sapo.pt                   Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/guerra-na-ucrania-putin-diz-que-tropas-russas-libertam-passo-a-passo-o-donbass
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Online Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #37 em: 16/08/2022, 10:17 »
 
Incêndio faz explodir depósito de munições do exército russo na Crimeia

DN/Lusa
16 Agosto 2022 — 08:24



© EPA/Press Office of Head of Crimea

O governador da Crimeia disse que dois civis ficaram feridos. As causas do incêndio são desconhecidas, segundo o Ministério da Defesa russo.

Um depósito temporário de munições do exército russo explodiu esta terça-feira na Crimeia devido a um incêndio, disse o Ministério da Defesa russo.

No comunicado, o ministério informou que o incêndio que provocou a explosão do depósito e cujas causas são desconhecidas ocorreu às 03:15 numa unidade militar localizada perto da cidade de Maiskoe, na Crimeia, península anexada em 2014 pela Rússia.

O governador da Crimeia, Sergey Aksionov, disse que dois civis ficaram feridos.


Fonte de imagem: dn.pt

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que já matou mais de cinco mil civis, segundo a ONU, que alerta para a probabilidade de o número real ser muito maior.

A ofensiva militar russa causou a fuga de mais de 16 milhões de pessoas, das quais mais de 5,7 milhões para fora do país, de acordo com os mais recentes dados da ONU.

Também segundo as Nações Unidas, 15,7 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.





Fonte: dn.pt                Link: https://www.dn.pt/internacional/incendio-faz-explodir-deposito-de-municoes-do-exercito-russo-na-crimeia-15094613.html
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Online Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #38 em: 16/08/2022, 13:11 »
 
Ministro da Saúde ucraniano agradece apoio “ao povo de Portugal, país que já se tornou uma segunda pátria para tantos ucranianos” (com vídeo)

Por Filipe Pimentel Rações em 11:12, 16 Ago 2022


Fonte de imagem: multinews.sapo.pt

Esta semana, o ministro ucraniano da Saúde, Viktor Liansko, publicou uma mensagem de vídeo dirigida aos portugueses, agradecendo o apoio prestado pelo país e pela população no acolhimento dos ucranianos que fugiram à guerra da Rússia na Ucrânia. O vídeo foi partilhado no Twitter pelo deputado do Partido Social-Democrata, Ricardo Batista Leite.


Fonte de imagem: multinews.sapo.pt

“Agradeço ao povo de Portugal, país que já se tornou uma segunda pátria para tantos ucranianos”, afirmou Liansko, destacando, também, o papel do Parlamento e do Governo no “apoio à Ucrânia e aos nossos trabalhadores médicos, que hoje se colocam em defesa da vida, tal como os nossos soldados defendem a democracia mundial e a vida democrática na Europa”.

O responsável salientou, adicionalmente, o suporte prestado por Portugal no processo de integração da Ucrânia na União Europeia. “Agradeço o apoio ao nosso processo de integração europeia e a orientação que Portugal está ponto a prestar à Ucrânia no nosso desenvolvimento coo membro de pleno direito da família europeia”.

O ministro da Saúde ucraniano confere um especial destaque ao papel de Portugal no “fornecimento de equipamentos a hospitais ucranianos”, designadamente à “nova maternidade do Hospital Clínico Regional de Lviv, que conta com o apoio da Associação dos Ucranianos em Portugal”.





Fonte: multinews.sapo.pt                 Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/ministro-da-saude-ucraniano-agradece-apoio-ao-povo-de-portugal-pais-que-ja-se-tornou-uma-segunda-patria-para-tantos-ucranianos-com-video/
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Online Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #39 em: 17/08/2022, 16:32 »
 
Ataques na Crimeia: Quem fez? O que podem significar?

16 AGOSTO 2022 18:38 Margarida Mota
Jornalista



Colunas de fumo na zona de Dzhankoi, na Crimeia, onde foram registadas explosões num depósito de armas das forças russas Reuters

Instalações militares russas têm sido alvo de "atos de sabotagem", como os qualifica Moscovo. Kiev não confirmou nem negou a autoria dos ataques, mas é quem mais beneficia com eles

Apesar da guerra em curso em áreas consideráveis da Ucrânia, a Crimeia, nos últimos tempos, vinha conseguindo fazer jus à sua fama de “popular resort de verão” e ter pessoas na praia como se tempos normais vivessem. Esta terça-feira, porém, aquela península do sul da Ucrânia anexada pela Rússia em 2014 voltou ao epicentro do conflito, após ataques atribuídos às forças ucranianas encherem de fumo negro os céus de partes do território.

A Rússia reconheceu a ocorrência de grandes explosões numa infraestrutura militar — um depósito de munições —, numa base militar russa perto da cidade de Dzhankoi, no norte da Crimeia.

As explosões foram “provocadas por um incêndio que levou à detonação de munições”, escreve a publicação “The Moscow Times”. As autoridades russas qualificaram o ataque como “um ato de sabotagem”.

Citado pela BBC, Refat Chubarov, um líder tártaro da Crimeia, disse que as explosões foram um “golpe” que pôde ser ouvido “do outro lado da estepe”. Os seus efeitos levaram à interrupção da circulação numa linha ferroviária e obrigaram à transferência de cerca de 3000 pessoas de uma localidade.

Segundo a agência Reuters, que cita o diário russo “Kommersant”, um segundo ataque visou outra base militar russa, em Gvardeyskoye, no centro da Crimeia. Os dois ataques aconteceram uma semana após um outro com igual perfil ser registado numa zona ocidental da península.

A PROMESSA DE ZELENSKY

Esta sucessão de explosões numa parte da Ucrânia que não tem estado na linha da frente dos combates poderá indiciar uma nova dinâmica no conflito — prestes a cumprir meio ano — em antecipação ao inverno, época em que também as movimentações da guerra se ressentem das gélidas temperaturas.

Para a Rússia, a Crimeia alberga não só a sede da Frota do Mar Negro como também serve de armazém a muito equipamento militar destinado às tropas em combate. Para Kiev, atacar esse potencial é, pois, uma forma de atingir as manobras de guerra da Rússia nas suas várias frentes.

Por outro lado, a Crimeia — cuja conquista pelos russos, em 2014, pode ser considerado um primeiro capítulo desta guerra — permanece um objetivo militar dos ucranianos. Na semana passada, o Presidente ucraniano prometeu “libertar” a região dos russos. “Esta guerra russa contra a Ucrânia e contra toda a Europa livre começou com a Crimeia e deve terminar com a Crimeia, com a sua libertação”, afirmou o Volodymyr Zelensky.

PUTIN ACUSA EUA DE QUEREREM PROLONGAR O CONFLITO

As autoridades ucranianas não se pronunciaram sobre os ataques desta terça-feira, não confirmando nem negando a autoria. Mas não passaram despercebidas as declarações de Andriy Yermak, chefe do gabinete do Presidente da Ucrânia, segundo o qual está em curso uma “operação de desmilitarização” do território que irá continuar até à “desocupação total” dos territórios ucranianos.

O atrevimento e a capacidade revelados por Kiev nestes ataques têm-se feito sentir também fora de portas. Segundo a agência Tass, citada pela Associated Press, num outro ato de sabotagem que Moscovo atribuiu aos ucranianos, no início de agosto, seis torres de transmissão de alta tensão foram destruídas em explosões, na região de Kursk, no ocidente da Rússia, perto da fronteira com a Ucrânia.

Esta terça-feira, o Presidente russo acusou os Estados Unidos de contribuírem para o arrastamento do conflito ao fornecerem armamento pesado aos ucranianos. “A situação na Ucrânia mostra que os EUA estão a tentar prolongar o conflito”, disse Vladimir Putin, discursando na cerimónia de abertura de uma conferência sobre segurança em Moscovo. Washington está “a usar o povo da Ucrânia como carne para canhão”.






Fonte: expresso.pt                     Link: https://expresso.pt/guerra-na-ucrania/2022-08-16-Ataques-na-Crimeia-Quem-fez--O-que-podem-significar--a7d5c8a2
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Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #40 em: 17/08/2022, 16:39 »
 
China, Bielorrússia e Índia enviam tropas para a Rússia para participar em exercício militar

13:15   Ana Isabel Ribeiro


Os exercícios militares vão acontecer entre os dias 30 de Agosto e 5 de Setembro EPA/ROMAN PILIPEY

O Governo chinês vai enviar tropas para a Rússia para participar em exercícios militares conjuntos, revelou, esta quarta-feira, o Ministério da Defesa da China, sinalizando que os exercícios fazem parte de um acordo de cooperação bilateral entre Pequim e Moscovo.

"O objectivo é aprofundar a cooperação prática e amigável com os exércitos dos países participantes, aumentar o nível de colaboração estratégica entre as partes e reforçar a capacidade de responder a várias ameaças à segurança", lê-se na declaração, citada pela Reuters.

Do exercício farão também parte das tropas de países como a Bielorrússia, Índia, Mongólia e Tajiquistão, escreve a Reuters. Moscovo já havia anunciado que as manobras Vostok 2022 (Leste 2022) aconteceriam entre os dias 30 de Agosto e 5 de Setembro.

O último exercício militar aconteceu em 2018 e contou, pela primeira vez, com a participação da China. O anúncio de Pequim acontece dois dias depois de o Exército chinês ter realizado novas manobras militares em torno de Taiwan.




Fonte: publico.pt                   Link: https://www.publico.pt/2022/08/17/mundo/noticia/guerra-ucrania-2017409#84034
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Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #41 em: 17/08/2022, 22:58 »
 
População de Nikopol treina para possível desastre nuclear em Zaporíjia

SIC Notícias
Há uma hora



Fonte de imagem: sicnoticias.pt
População de Nikopol treina para possível desastre nuclear en Zaporíjia

Veja o vídeo da reportagem clicando no link oficial da noticia em baixo
Rússia intensificou a ofensiva no sul da Ucrânia.

Na véspera da visita do secretário-geral da ONU, a Rússia intensificou a ofensiva no sul da Ucrânia.

De madrugada, nos arredores de Odessa, os mísseis lançados por caças russos atingiram um centro recreativo e vários edifícios e provocaram quatro feridos. Ao nascer do dia, as imagens das autoridades mostravam ainda as operações de resgate, em curso, na quarta maior cidade da Ucrânia.

Também no sul da Ucrânia e na costa do mar Negro, outros 2 mísseis destruíram o edifício de uma das universidades da cidade de Mykolaiv. O ataque não provocou vítimas.

No Donbass, na província de Donetsk, pelos menos dois civis morreram e sete ficaram feridos nos ataques russos das últimas 24 horas.

Mas em solo ucraniano, as preocupações maiores estão nos combates travados em Zaporíjia, atualmente ocupada pelas tropas russas.

Em Nikopol, a cidade mais próxima da maior central nuclear da Europa, o dia foi de exercícios. A população treinou já o pior dos cenários: a hipótese de um desastre nuclear. Ensaiou reações à eventual explosão de um dos seis reatores e a fugas de radioatividade na região.

Entre os militares ucranianos, outro dos receios é a existência de uma nova ameaça na vizinha Bielorrússia.

No país aliado do regime de Putin, terão sido, segundo Kiev, colocados mísseis, a escassos 15 quilómetros da fronteira ucraniana, e com alcance suficiente para atingir a capital e as maiores cidades do país.

Mas em Moscovo, o Ministério russo da Defesa garante que continua a atacar apenas alvos militares e com armas de alta precisão.

Esta quarta-feira, foi mesmo dia de inaugurar uma exposição com armamento estrangeiro alegadamente capturado às forças ucranianas.






Fonte: sicnoticias.pt                   Link: https://sicnoticias.pt/especiais/guerra-russia-ucrania/2022-08-17-Populacao-de-Nikopol-treina-para-possivel-desastre-nuclear-em-Zaporijia-51db5c78
« Última modificação: 17/08/2022, 23:01 por Nandito »
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Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #42 em: 17/08/2022, 23:08 »
 
Governo retira moradores de Donetsk, mas muitos querem ficar: "Os nossos pais estão enterrados aqui"

SIC Notícias
Há uma hora



Fonte de imagem: sicnoticias.pt 

Governo retira moradores de Donetsk, mas muitos querem ficar: "Os nossos pais estão enterrados aqui"

Veja o vídeo da reportagem clicando no link oficial da noticia em baixo
Governo admite permanência dos moradores, se assinarem uma declaração em que assumem a responsabilidade de ficar.

Por causa da falta de energia e da insegurança, o Governo ucraniano pretende retirar a maioria dos moradores da região de Donetsk. Mas muitos habitantes ponderam ficar.

Numa das poucas zonas controladas pelos ucranianos no leste do país, os bombardeamentos russos na segunda-feira e na terça-feira deixaram um rasto de destruição em pequenas cidades como a de Kramatorsk, na região de Donetsk. Muitas casas ficaram em ruínas e para alguns moradores sair parece ser o único caminho.

Ainda assim, mesmo perante o perigo iminente, em Kramatorsk, há quem resista e não coloque sequer a hipótese de deixar para trás a casa e, principalmente, a família.

Nataliia e o marido gerem uma pequena exploração agrícola. Com a guerra, o negócio quase não existe. Mas neste caso, apesar das dificuldades, a ligação à terra natal sobrepõe-se a tudo o resto.

Numa zona sem aquecimento e energia, o Governo ucraniano pretende retirar dois terços dos habitantes das áreas que ainda controla na região de Donetsk, antes do início do inverno. Uma evacuação com caráter obrigatório que admite, no entanto, a permanência dos moradores, se assinarem uma declaração em que assumem a responsabilidade por ficar.





Fonte: sicnoticias.pt                  Link: https://sicnoticias.pt/especiais/guerra-russia-ucrania/2022-08-17-Governo-retira-moradores-de-Donetsk-mas-muitos-querem-ficar-Os-nossos-pais-estao-enterrados-aqui-e8aacae9
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Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #43 em: 19/08/2022, 13:24 »
 
Reino Unido diz que Rússia continua a bombardear Kharkiv para impedir deslocação das forças ucranianas

MadreMedia
19 ago 2022 10:26



Fonte de imagem: 24.sapo.pt

Segundo o Ministério da Defesa britânico, a medida é uma forma de evitar que os soldados ucranianos se desloquem para outras regiões onde as forças russas também atacam.

A Rússia mantém o bombardeamento constante da frente nordeste de Kharkiv para prender as forças ucranianas e impedir que estas sejam utilizadas para contra-ataques noutras regiões, disse esta sexta-feira o Ministério da Defesa britânico.

A cidade de Kharkiv, a segunda maior da Ucrânia, a cerca de 15 km da frente russa, tem sido constantemente bombardeada desde o início da invasão, uma vez que se encontra ao alcance da maior parte da artilharia russa, referem os britânicos num boletim de informação diário, citado pela Reuters.

Esta semana, 17 pessoas foram mortas e 42 ficaram feridas em dois ataques russos em Kharkiv, segundo o governador regional ucraniano.

Todavia, a Rússia continua a negar ter deliberadamente como alvo civis, no que chama uma "operação militar especial" na Ucrânia.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 12 milhões de pessoas de suas casas – mais de seis milhões de deslocados internos e mais de seis milhões para os países vizinhos —, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Também segundo as Nações Unidas, cerca de 16 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.

A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que está a responder com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções que atingem praticamente todos os setores, da banca à energia e ao desporto.






Fonte: 24.sapo.pt                       Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/reino-unido-diz-que-russia-continua-a-bombardear-kharkiv-para-impedir-deslocacao-das-forcas-ucranianas
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Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #44 em: 19/08/2022, 14:18 »
 
Inteligência ucraniana diz que a Rússia está a preparar um bombardeamento em larga escala para a próxima semana

Por Filipe Pimentel Rações em 11:46, 19 Ago 2022


Fonte de imagem: multinews.sapo.pt

A Ucrânia acredita que as forças russas estão a preparar-se para lançar um “bombardeamento massivo” do país na próxima semana.

“A ameaça de bombardeamento massivo no território da Ucrânia com mísseis S-300 é óbvia”, alerta o Centro de Comunicações Estratégicas (StratCom), citado pelo ‘Newsweek’.

Avançando que comboios com mísseis e outras munições pesadas deverão chegar a solo ucraniano a partir da Rússia no dia 20 de agosto, “é claro que os russos estão a preparar-se para atacar a Ucrânia no dia 24 de agosto”, afirma o StratCom. Nesse mesmo dia, assinala-se o Dia da Independência da Ucrânia, pelo que um ataque de grandes proporções seria uma investida com uma forte carga simbólica.

Oleg Zhdanov, coronel ucraniano aposentado, afirmou, na televisão do país, que as preparações para esse “bombardeamento massivo” já estão em andamento na Bielorrússia, liderada por Aleksander Lukashenko, aliado próximo do Presidente russo Vladimir Putin.

“Na minha opinião, estão a ser feitos preparativos na Bielorrússia”, frisa Zhdanov, acrescentando que “muito provavelmente, eles [russos] conduzirão um ataque massivo que envolverá múltiplos lançadores e o máximo possível de mísseis”.

Por sua vez, Yuriy Ihnat, porta-voz da Força Aérea da Ucrânia, disse esta semana que “sempre existiu alguma ameaça por parte do território da Bielorrússia” e que foi a partir desse país que a Rússia deu início à guerra contra a Ucrânia. “Por isso, temos definitivamente que nos preparar para possíveis ataques com mísseis”, salientou Ihnat.






Fonte: multinews.sapo.pt                      Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/inteligencia-ucraniana-diz-que-a-russia-esta-a-preparar-um-bombardeamento-em-larga-escala-para-a-proxima-semana/
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