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Autor Tópico: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia  (Lida 78815 vezes)

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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #165 em: 08/09/2022, 14:22 »
 
Coronel Mendes Dias ao Nascer do Sol: "Nunca vamos ter um conflito nuclear"

Vítor Rainho 08/09/2022 11:15


Fonte de imagem: © Mafalda Gomes

A guerra da Ucrânia não se justifica com o argumento de que estamos perante a democracia versus autocracia, defende Mendes Dias.

Na primeira parte da entrevista publicada na edição passada do Nascer do Sol, e que pode ler na edição online do semanário, o coronel Mendes Dias contou-nos o seu percurso militar e as razões que o fizeram passar à reserva e mais tarde à reforma. Explicou como o marcou a chegada a Portugal, em 1975, quando a mãe teve de proteger os três filhos, à saída do aeroporto, das pedradas contra os retornados. Mendes Dias deu ainda conta dos horrores a que assistiu na Bósnia, onde teve de desempalar homens com um pau pelo ânus acima, de tirar mulheres da corda, que tinham sido violadas e depois enforcadas, entre outras barbaridades. Questionado sobre a invasão da Ucrânia e as razões para os militares que a comentam na CNN Portugal terem opiniões tão díspares, o coronel deu o seu ponto de vista que agora aprofunda. Mendes Dias recusa ver esta guerra como um confronto entre democracia versus autocracia e dá-nos o seu olhar sobre as razões profundas do conflito. «A fronteira da Europa não pode começar na Polónia», defende. O coronel é casado com uma das praças do primeiro pelotão feminino do Grupo de Instrução da Escola Prática de Artilharia e tem um filho.

Acha que os majores generais Agostinho Costa e Carlos Branco têm informações dos russos?

Têm informação de todos. Podem é, de vez em quando...

Desculpe, mas no caso concreto dos ataques à Crimeia o major general Agostinho Costa afirmou que aquele ataque só podia ser efetuado por aviões estrangeiros, falando-se na possibilidade de serem ingleses.

Não sei quais foram as fontes, mas o que é correto é que não são britânicos. Isto é que é dizer a verdade.

Mas com que conhecimento é que diz que não britânicos.


Porque os MiG29 não equipam as forças britânicas. Podem é ter sido os britânicos e os americanos que ajudaram a reconfigurar o Fulcram MiG 29 para que possam usar os AGM88. E como fui à procura de saber? Porque neste último pacote de ajuda norte americana, pela primeira vez, constavam os mísseis AGM88. Então o pensamento honesto e leal é questionar porque é que se fornece se não pode ser lançado? Esta é a pergunta que se faz. Não é o contrário. Se não tiver a certeza digo muitas vezes estou a especular. Essas pessoas [os majores generais Agostinho Costa e Carlos Branco] têm as suas opiniões, informadas de determinada maneira e podem até colocar, coisa que eu não faço, não sei se o fazem intencionalmente ou não, algum peso, algum estado de alma nas suas opiniões.

Não fica com urticária quando ouve os seus colegas falarem’

Se não lhe disser que, às vezes, fico com uma ‘pulsaçãozinha’ a mais, estaria a mentir. Claro que fico, mas não transponho isso para os meus comentários, os meus estados de alma, primeiro por questões de ética, embora as pessoas sejam livres de dizerem o que querem, não os levo para a TV

Mas, às vezes, o coronel vai, depois dos oficiais generais, à televisão dizer o contrário do que eles disseram. A história da Crimeia foi apenas um dos exemplos. Penso que um dos seus colegas defendeu que a Rússia está a ganhar a guerra...


E está. Nós temos de lidar com aquilo que é, independentemente do nosso gosto pessoal. Já estou farto de dizer que para a Europa e para os norte-americanos não calhava nada bem deixar a Rússia encostar de novo a fronteira da Europa à Polónia, nem deixar encravar a Ucrânia no Mar Negro. Esta é que é para mim a verdadeira questão.

Como assim?

Repare que sempre que a fronteira da Europa esteve na Polónia houve problemas. Por isso é que as senhoras polacas foram violadas pelos alemães, depois pelos soviéticos. Está na grande planície norte-europeia, Polónia, Ucrânia, por isso é que Ukraine quer dizer fronteira. Verdadeiramente, a fronteira da Península Europeia passa pela fronteira ainda hoje internacionalmente reconhecida, como não podia deixar de ser, a fronteira oriental da Ucrânia. A vitória na Guerra Fria face à União Soviética permitiu empurrar a fronteira da Europa que estava na Polónia, lá para a verdadeira fronteira da península europeia, lá para leste, para a Ucrânia, que funciona como um ‘tampão’, quer para um lado como para outro. Esta é a fatalidade posicional. A norte é a Bielorrússia e a sul tem os Cárpatos. E se a Rússia pretende dar profundidade estratégica para oeste, nós também o pretendemos para leste. Isto quer dizer, de forma simples, que se necessitarmos de trocar espaço por tempo, é possível fazê-lo. Podemos dar como exemplo o caso russo quando Napoleão para lá investiu. Os russos foram dando território, queimando tudo, recuando para depois ganhar condições para repelir os opositores. O que significou a derrota da União Soviética ou a implosão, como lhe queiram chamar? Significou milhões de quilómetros quadrados perdidos, milhões de habitantes. Mas o que significou também? O Mar Cáspio era um mar soviético, deixou de o ser. Na Geórgia perdeu o acesso ao mar daquele lado, agora já o tem com a Abecásia, não se lembra da guerra de 2007? Lá em cima, com os países bálticos, perderam a saída para o Mar Báltico. Os portos de Riga, Talín... é isto que quer dizer implosão da União Soviética. E, portanto, a procura dos mares quentes é uma constante histórica, que já vem do tempo do pai de Catarina II da Rússia. Portanto, não é correto colocar esta guerra no patamar da democracia versus autocracia. Ainda disse há poucos dias na TV como é que nós fazemos disto um absoluto? E isto não é ser pró- -Rússia, pró-Ucrânia, pró-nada, é uma análise honesta, intelectual, leal – quando jogamos dessa maneira da democracia versus autocracia esquecemos que procuramos acordos com o Azerbaijão. É o Azerbaijão uma democracia? Procuramos acordos com os Emirados Árabes Unidos. São os Emirados Árabes Unidos uma democracia? Procuramos acordos com a Venezuela. É a Venezuela uma democracia? O bandido que era o príncipe saudita, que deixou de o ser rapidamente. É a Arábia Saudita uma democracia? Como é que nós podemos colocar isso neste patamar? Eu tenho muita dificuldade em ver isto assim, embora perceba. Podemos encarar a China como uma democracia? Queremos que a China deixe de apoiar um lado, mas depois sabemos que, em 2021, a Volkswagen vendeu para lá 3,3 milhões de viaturas. Pode a Volkswagen resistir sem o mercado chinês? Eu ponho isto neste patamar.






Fonte: ionline.sapo.pt                      Link: https://ionline.sapo.pt/artigo/780429/coronel-mendes-dias-ao-nascer-do-sol-nunca-vamos-ter-um-conflito-nuclear?seccao=Portugal_i
















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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #166 em: 08/09/2022, 14:26 »
 
Polícia ucraniana desmantela extensa rede de abuso sexual infantil que envolve crianças russas


Por Francisco Laranjeira   em 11:47, 8 Set 2022



A polícia ucraniana descobriu uma extensa rede de abuso sexual infantil, que envolve dezenas de crianças russas cujas imagens e vídeos terão sido comercializados dentro e fora do país, revelou esta quinta-feira o jornal britânico ‘The Guardian’ – mas é impossível levar o caso adiante por causa da invasão russa da Ucrânia.

Houve um homem ucraniano detido e identificadas 15 crianças russas, atualmente residentes na Rússia, mas os responsáveis ucranianos da região de Kiev referiram que não são capazes de rastrear outras vítimas ou prender outros suspeitos devido à quebra das relações entre a Rússia e a Ucrânia. “Infelizmente, esses tipos de crimes são comuns em todos os lugares, na Ucrânia e na Europa”, explicou Oleh Tkalenko, promotor sénior da região de Kiev, que liderou a investigação. “Mas o que nos aterroriza é a grande escala desses crimes na Rússia.”

“As vítimas desses crimes estão nos segmentos mais vulneráveis ​​da população”, explicou o promotor. “Os pais que forçam os seus filhos a fazer isso são extremamente pobres. E é muito difícil impedir que esses arquivos se espalhem. E é realmente frustrante porque, devido ao conflito, todos os nossos contactos com colegas russos foram cortados.”

A investigação começou em junho, quando a unidade de crimes cibernéticos da polícia ucraniana recebeu informações de que um grande número de imagens de abuso sexual infantil estava a ser alvo de download na região de Kiev. Um mês depois, as autoridades revistaram uma casa em Bucha, onde foram encontrados mais de 100 mil imagens e vídeos de abuso sexual infantil. “Tentámos identificar as crianças e vítimas desses crimes que estavam envolvidas na rede”, frisou Tkalenko. “Ficámos chocados quando descobrimos que eram todos cidadãos russos. Identificámos 15 deles até agora mas estamos a falar de dezenas de crianças envolvidas.”

Algumas das vítimas tinham apenas 9 anos e são provenientes de várias áreas da Rússia, incluindo Moscovo, Kaliningrado e Krasnodar.

O suspeito foi colocado em prisão domiciliar pelos juízes e aguarda um veredicto: se for considerado culpado, pode ser condenado até 5 anos de prisão.






Fonte: multinews.sapo.pt                         Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/policia-ucraniana-desmantela-extensa-rede-de-abuso-sexual-infantil-que-envolve-criancas-russas/
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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #167 em: 08/09/2022, 14:28 »
 
Líder das Forças Armadas da Ucrânia alerta para risco de Rússia usar armas nucleares e para a possibilidade de uma III Guerra Mundial

Por Filipe Pimentel Rações   em 12:39, 8 Set 2022


Fonte de imagem: multinews.sapo.pt

O chefe das Forças Armadas ucranianas, o general Valeriy Zaluzhnyi, alerta que existe o risco de a Rússia poder vir a usar armas nucleares contra a Ucrânia, que poderá escalar para um conflito nuclear “limitado” com outros países.

“Há uma ameaça direta do uso, sob determinadas circunstâncias, de armas nucleares táticas por parte das Forças Armadas russas”, alerta o responsável militar ucraniano num artigo de opinião publicado esta quarta-feira na ‘Ukrinform’.

“É também impossível afastar completamente a possibilidade do envolvimento direto dos principais países do mundo num conflito nuclear ‘limitado’, no âmbito do qual a perspetiva de uma Terceira Guerra Mundial é diretamente visível”, avisa.

O governo russo já negou quaisquer planos para usar armas nucleares e armas químicas no teatro de guerra ucraniano, mas Kiev, e também alguns observadores e líderes políticos, mantém-se céticos quanto às garantias oferecidas por Moscovo, numa altura em que o grau de desconfiança entre os dois lados da barricada é o mais baixo das últimas décadas.

Zaluzhnyi acredita que a guerra prolongar-se-á por 2023 e que nesse ano, para que a Ucrânia possa alcançar conquistas significativas e recuperar territórios às forças russas, as Forças Armadas ucranianas deverão executar “uma série de contra-ataques consecutivos, e idealmente simultâneos”.






Fonte: multinews.sapo.pt                       Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/lider-das-forcas-armadas-da-ucrania-alerta-para-risco-de-russia-usar-armas-nucleares-e-para-a-possibilidade-de-uma-iii-guerra-mundial/
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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #168 em: 08/09/2022, 14:35 »
 
Nações Unidas garantem ter relatos “credíveis” de crianças ucranianas transferidas à força para a Rússia

Por Francisco Laranjeira   em 11:13, 8 Set 2022


Fonte: Nações Unidas

As Nações Unidas garantiram existir relatos “credíveis” de que as forças russas enviaram crianças ucranianas para a Rússia para adoção como parte de um programa de realocação forçada e deportação em larga escala. Ilze Brands Kehris, secretária-geral adjunta da ONU para direitos humanos, frisou, na reunião do Conselho de Segurança da ONU, que as forças russas também estão a realizar operações de “filtragem” nas quais ucranianos em territórios ocupados enfrentam verificações de segurança sistemáticas que envolveram “numerosas” violações dos direitos humanos.

“Houve alegações credíveis de transferências forçadas de crianças desacompanhadas para o território ocupado pela Rússia ou para a própria Federação Russa”, denunciou Kehris. “Estamos preocupados que as autoridades russas tenham adotado um procedimento simplificado para conceder a cidadania russa a crianças sem cuidados parentais e que essas crianças sejam elegíveis para adoção por famílias russas”, disse.

Os procedimentos de filtragem de adultos ucranianos considerados próximos do Governo ou militares ucranianos envolveram tortura e a transferência para colónias penais russas e outros centros de detenção, disse Kehris.

“Nos casos que o nosso escritório documentou, durante a ‘filtragem’, as forças armadas russas e grupos armados afiliados submeteram pessoas a revistas corporais, às vezes envolvendo nudez forçada e interrogatórios detalhados sobre antecedentes pessoais, laços familiares, visões políticas e lealdades do indivíduo em questão”, denunciou. “Estamos particularmente preocupados que mulheres e meninas estejam em risco de abuso sexual durante os procedimentos de ‘filtragem’.”

A embaixadora dos Estados Unidos, Linda Thomas-Greenfield, apontou igualmente na reunião que estimativas de várias fontes, incluindo o Governo russo, indicam que as autoridades russas interrogaram, detiveram e deportaram à força entre 900 mil e 1,6 milhões de ucranianos – milhares de crianças foram submetidas a filtragem, “algumas separadas das suas famílias e levadas de orfanatos antes de serem colocadas para adoção na Rússia”. Segundo informações dos Estados Unidos, “mais de 1.800 crianças foram transferidas de áreas da Ucrânia controladas pelos russos para a Rússia” apenas em julho.

Acusando o Ocidente de tentar manchar o seu país , o embaixador russo na ONU, Vasily Nebenzya, rejeitou as alegações, chamando-as de “infundadas”. “Até onde podemos julgar, procedimentos semelhantes são aplicados na Polónia e em outros países da União Europeia contra refugiados ucranianos”, explicou, considerando que as alegações feitas na reunião são “um novo marco na campanha de desinformação das nações ocidentais”.






Fonte: multinews.sapo.pt                     Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/nacoes-unidas-garantem-ter-relatos-crediveis-de-criancas-ucranianas-transferidas-a-forca-para-a-russia/
« Última modificação: 08/09/2022, 16:13 por Nandito »
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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #169 em: 08/09/2022, 15:26 »
 
Ucrânia. Contra-ofensiva ucraniana já permitiu libertação de sete cidades: mapa mostra recuo das tropas russas

Por Francisco Laranjeira   em 14:56, 8 Set 2022


Fonte de imagem: multinews.sapo.pt

As forças da Ucrânia recapturaram uma faixa de território na região de Kharkiv enquanto continua a contra-ofensiva ucraniana contra as tropas russas – um mapa, partilhado nas redes sociais, exibe a marcha dos combates e refere a libertação de sete cidades.


Fonte de imagem: multinews.sapo.pt

O Instituto para o Estudo da Guerra (ISW), think tank americano, garantiu que a Ucrânia capturou até 388,5 quilómetros quadrados na região leste esta 3ª e 4ª feira, tendo avançado pelo menos 21 km de profundidade no território controlado pelos russos ao norte de Izyum em direção a Kupyanskisk. Os ganhos seguem o envio de tropas russas para combater a ofensiva ucraniana na região de Kherson, no sul, cuja capital ocupada pela Rússia é um prÉmio estratégico para ambos os lados.

O presidente Volodymyr Zelensky frisou, no seu discurso noturno na 4ª feira, que “esta semana temos boas notícias da região de Kharkiv”, acrescentando que “todos os cidadãos sentem-se orgulhosos dos nossos guerreiros”.

Apesar dos ganhos relatados pelas forças ucranianas, a cidade de Kharkiv foi palco de bombardeamentos russos que mataram duas pessoas e deixaram cinco feridos, disse o governador regional, Oleh Syniehubov, no seu canal na rede social ‘Telegram’.







Fonte: multinews.sapo.pt                          Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/ucrania-contra-ofensiva-ucraniana-ja-permitiu-libertacao-de-sete-cidades-mapa-mostra-recuo-das-tropas-russas/
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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #170 em: 08/09/2022, 16:04 »
 
Kiev reivindica reconquista de mais de 20 localidades às forças russas

MadreMedia / Lusa
8 set 2022 15:43



Fonte de imagem: 24.sapo.pt

O Exército ucraniano disse hoje ter reconquistado mais de 20 localidades controladas por Moscovo na região de Kharkiv, onde reclama ter avançado 50 quilómetros nas defesas russas.

“Unidades militares penetraram nas defesas inimigas por 50 quilómetros. Durante as operações ativas em direção a Kharkiv, mais de 20 localidades foram libertadas”, explicou Oleksiy Gromov, um oficial ucraniano, durante uma conferência de imprensa.

Na noite de quarta-feira, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, já tinha anunciado avanços nesta região fronteiriça com a Rússia, cuja capital Kharkiv, a segunda maior cidade do país, resiste às tropas de Moscovo desde o início da invasão, em 24 de fevereiro.

Zelensky assegurou ainda que, no sul do país, “em certas direções”, o exército ucraniano “avançou profundamente nas defesas inimigas, entre dois e várias dezenas de quilómetros”, dependendo do setor.

No Donbass, os soldados ucranianos avançaram igualmente dois e três quilómetros em redor das cidades que ainda mantêm sob controlo, Kramatorsk e Sloviansk, recuperando a localidade de Ozerne, que estava em posse dos russos, segundo Gromov.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de sete milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa — justificada por Putin com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.






Fonte: 24.sapo.pt                           Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/kiev-reivindica-reconquista-de-mais-de-20-localidades-as-forcas-russas
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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #171 em: 08/09/2022, 16:09 »
 
Mundo regrediu cinco anos com covid-19, guerra na Ucrânia pode piorar cenário

Agência Lusa 08 set 2022  10:16



Foto Shutterstock

O mundo retrocedeu cinco anos em termos de desenvolvimento, educação e esperança e qualidade de vida com a covid-19, segundo as conclusões de um relatório das Nações Unidas publicado hoje.

No relatório sobre o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) expressa-se ainda o receio de que a guerra na Ucrânia piore ainda mais a situação.

Pela primeira vez desde a sua criação há mais de 30 anos, o Índice de Desenvolvimento Humano - que tem em conta a esperança de vida, educação e qualidade de vida -, diminuiu dois anos consecutivos, em 2020 e 2021, regressando ao nível de 2016.

E este "imenso declínio" diz respeito a mais de 90% dos países do planeta, de acordo com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Um marco que, segundo os especialistas, resulta de uma espiral de crises que começou com a pandemia de covid-19 e tem agora como expoente principal a invasão russa da Ucrânia e os seus efeitos colaterais a nível global.

O PNUD, responsável pela elaboração do estudo há 32 anos, deteta uma regressão para os níveis de 2016, o que implica, em última análise, novos encargos para atingir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) que a comunidade internacional aspirava atingir até 2030.

O declínio é generalizado, com mais de 90% dos países a reportarem uma deterioração dos seus níveis em 2020 ou 2021. Mais de 40% registaram retrocessos em ambos os anos, de acordo com o PNUD, que detetou uma recuperação "parcial e desigual" e vê carências particularmente significativas na América Latina e Caraíbas, África SubSariana e no sul da Ásia.

A Suíça, Noruega, Islândia, Hong Kong, Austrália, Dinamarca, Suécia, Irlanda, Alemanha e Holanda ocupam os dez primeiros lugares neste Índice de Desenvolvimento Humano, enquanto a Espanha permanece no 27.º lugar. Na base estão o Sudão do Sul, República Centro-Africana, Chade, Níger, Burundi e Sul do Sudão.

O administrador do PNUD, Achim Steiner, apelou à solidariedade internacional para se continuar a fazer progressos num mundo que "tenta desesperadamente responder a crises sucessivas" e advertiu contra o risco de se pensar apenas a curto prazo.

O responsável reconheceu que em tempos de inflação ou crise energética pode ser "tentador" subsidiar os combustíveis fósseis, mas considerou que isto retrata as "mudanças sistémicas" que o mundo precisa a longo prazo.

"Temos uma estreita janela de oportunidade para reiniciar os nossos sistemas e construir um futuro com ação decisiva sobre as alterações climáticas e a criação de novas oportunidades para todas as pessoas", acrescentou.






Fonte: dnoticias.pt                          Link: https://www.dnoticias.pt/2022/9/8/327080-mundo-regrediu-cinco-anos-com-covid-19-guerra-na-ucrania-pode-piorar-cenario/
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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #172 em: 08/09/2022, 16:12 »
 
Rússia vai promover uso do "rublo digital" nas transacções internacionais

Agência Lusa 08 set 2022  12:36


Fonte de imagem: dnoticias.pt

O Banco Central da Rússia (BCR) anunciou hoje que irá promover o uso do rublo digital, atualmente em processo de teste, nas transações internacionais.

Em declarações à televisão pública russa, a governadora Elvira Nabiúlina afirmou que o banco central vai "promover ativamente a possibilidade de usar o rublo digital nas transações internacionais".

O supervisor do sistema bancário russo criou "desde o início um protótipo, um modelo, que pode ser ligado a outros sistemas monetários", explicou Nabiúlina, alertando, no entanto, que "tal como no Sistema de Transferência de Mensagens Financeiras e no caso do cartão bancário MIR, é necessária a aceitação da contraparte".

O protótipo da plataforma digital rublo foi criado em dezembro de 2021 e os testes, que serão realizados em várias etapas, começaram em fevereiro deste ano em 12 bancos russos.

Numa primeira fase, está prevista a ligação das instituições de crédito à plataforma e a possibilidade de transferências entre os clientes particulares.

Na segunda etapa, o Tesouro Federal será conectado à plataforma e terão início a "emissão de contratos inteligentes e operações entre pessoas físicas e jurídicas e o Estado".

O início dos testes com clientes e operações reais está previsto para abril de 2023.

Segundo a governadora Nabiúlina, os bancos "estão interessados nesta experiência".

"Vai durar até ao início do próximo ano, quando começarmos a realizar certos tipos de operações limitadas e depois iniciaremos a sua implementação gradual", prosseguiu.

O Banco Central da Rússia já tinha antecipado que a partir de 2024 iniciar-se-iam as transações cambiais de rublos digitais para divisas estrangeiras, além da criação de carteiras para clientes não residentes.






Fonte: dnoticias.pt                     Link: https://www.dnoticias.pt/2022/9/8/327102-russia-vai-promover-uso-do-rublo-digital-nas-transaccoes-internacionais/
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Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #173 em: 08/09/2022, 22:36 »
 
Guerra pode causar um ecocídio na Ucrânia

Publicado 6 horas atrás on Setembro 8, 2022 Por Redação A Nação



Além do impacto humanitário e económico, o meio ambiente está fortemente ameaçado, alertam cientistas da Universidade do Minho em revista internacional

O conflito armado na Ucrânia está a provocar elevados impactos ambientais, além dos humanitários e económicos, o que poderá conduzir a um ecocídio, ou seja, à destruição do ambiente natural por ação humana deliberada ou negligente. O alerta é dos investigadores Ronaldo Sousa e Janine Silva, do Centro de Biologia Molecular e Ambiental (CBMA) da Escola de Ciências da Universidade do Minho (UMinho), num artigo agora publicado na conceituada revista científica “Frontiers in Ecology and the Environment”.

“Conflitos armados desta dimensão causam efeitos negativos na biodiversidade e nos ecossistemas. Na Ucrânia, os principais problemas são a possível contaminação dos habitats terrestres e aquáticos por derrames de petróleo e metais pesados, entre outros, fruto da destruição de zonas de armazenamento de combustíveis, infraestruturas de transporte e complexos industriais e urbanos”, explica Ronaldo Sousa.


Ronaldo Sousa (Foto: DR)

“Por outro lado, várias espécies de peixes e mamíferos como o icónico bisonte europeu, com amplas distribuições geográficas e que estão ameaçados, podem ser fortemente prejudicados pela fragmentação do habitat e perda de concetividade causados pelo conflito”, realça.

Outro problema prende-se com a deslocação de pessoas e o movimento de soldados e equipamentos militares, que podem ser responsáveis pela introdução de espécies não nativas. Segundo Ronaldo Sousa, os efeitos de longo prazo podem incluir, igualmente, o declínio nas populações de animais selvagens, através do aumento da caça ilegal, pesca e exploração de recursos naturais, a fragmentação de habitats devido à construção de muros ao longo das fronteiras, a presença de minas terrestres e a desflorestação.

A grande dificuldade na exportação de cereais, dos quais a Ucrânia é um grande produtor mundial, poderá ter impactos em países mais pobres e até distantes, levando a uma maior exploração de recursos noutros locais, vinca o também professor do Departamento de Biologia da UMinho.

UNESCO sem sistema de apoio à biodiversidade perante a guerra

A juntar a isto, foram tomadas muitas ações a nível político, financeiro e comercial para encerrar projetos de colaboração com organizações russas, interrompendo projetos científicos e com consequências diretas na conservação da biodiversidade ucraniana e russa. Finalmente, a Ucrânia opera 15 reatores nucleares e a Rússia possui um vasto arsenal, havendo por isso o risco de um desastre nuclear.

Com uma guerra “sem fim à vista”, os dois investigadores do CBMA consideram “importante chamar à atenção das pessoas sobre os danos irreversíveis aos ecossistemas, não esquecendo os humanitários”. A UNESCO tem implementado um sistema de ajuda para o património arquitetónico, quando este é destruído em contexto de conflito, mas o mesmo não acontece com a conservação da biodiversidade, concluem.

Fotos: DR.






Fonte: anacao.sapo.pt                     Link: https://anacao.sapo.pt/guerra-pode-causar-um-ecocidio-na-ucrania/
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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #174 em: 08/09/2022, 22:40 »
 
Ajuda dos EUA à Ucrânia vai permitir recuperar territórios

MadreMedia / Lusa
8 set 2022 19:03



Fonte de imagem: 24.sapo.pt

O Presidente ucraniano agradeceu hoje em Kiev ao secretário de Estado norte-americano por uma nova ajuda militar dos Estados Unidos, garantindo que esta permitirá a reconquista dos territórios ocupados pela Rússia.

“São sinais muito importantes, para nós trata-se da garantia de que podemos recuperar os nossos territórios, as nossas terras”, disse Volodymyr Zelensky ao receber Antony Blinken, referindo-se à nova ajuda militar de Washington a Kiev numa altura em que o exército ucraniano reivindica êxitos em várias frentes contra as forças russas.

Os ganhos mais significativos na grande contraofensiva ucraniana em curso desde a semana passada, nomeadamente para retomar a região ocupada de Kherson, ocorreram na região de Kharkiv, fronteiriça com a Rússia a nordeste, onde as forças ucranianas afirmam ter feito as defesas russas recuar cerca de 50 quilómetros, recuperando mais de 20 localidades.

No sul da Ucrânia, as forças de Kiev afirmam ter ultrapassado “muito”, até “várias dezenas de quilómetros”, as linhas russas e “libertado várias localidades”, segundo um alto responsável do Estado-Maior ucraniano, Oleksiï Gromov.

No Donbass, a bacia mineira do leste da Ucrânia onde decorreram os combates mais violentos da guerra nos últimos meses, Kiev disse que as suas tropas avançaram entre dois e três quilómetros perto de Kramatorsk e de Sloviansk e recuperaram a aldeia de Ozerné.

Tais avanços, neste momento impossíveis de verificar por fontes independentes, serão os mais importantes para a Ucrânia desde a retirada das tropas russas das imediações de Kiev, no fim de março, e são anunciados quando Blinken realiza uma visita-surpresa a Kiev, a sua segunda desde o início da invasão, com a promessa de uma nova ‘tranche’ de ajuda.

A progressão da contraofensiva ucraniana é “constante”, congratulou-se hoje o chefe do Estado-Maior dos Estados Unidos, Mark Milley, no final de uma reunião dos aliados da Ucrânia realizada na base norte-americana de Ramstein, na Alemanha, e destinada a coordenar a ajuda militar a Kiev. A Rússia não comentou.

Após o seu encontro com Zelensky e o ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Dmytro Kuleba, Blinken prometeu o apoio dos Estados Unidos “até que a agressão [russa] termine e a Ucrânia seja totalmente soberana”.

“Aquilo a que estamos a assistir é o preço que a Rússia tem a pagar, que é já extraordinário, e que vai ser cada vez maior”, comentou Blinken, que se deslocou à capital ucraniana para discutir uma nova ‘tranche’ de 2,8 mil milhões de euros para Kiev e 18 países da região.

Dessa quantia, 675 milhões irão diretamente para Kiev sob a forma de carregamentos de armamento, munições e sistemas de artilharia HIMARS, que já permitiram às forças ucranianas atingir colunas de abastecimento russas muito recuadas em relação à linha da frente.

Quanto aos restantes 2,2 mil milhões, eles serão entregues como empréstimos e subsídios à Ucrânia e aos países que se sentem ameaçados pela Rússia, para a compra de armas norte-americanas.

Esta nova verba faz ascender a 15,2 mil milhões de euros o total da ajuda norte-americana à Ucrânia desde o início da invasão, há mais de seis meses.

Entre os países elegíveis, estão a Geórgia e a Moldova, que têm no seu território zonas controladas por separatistas pró-russos, bem como os países bálticos e ainda a Bósnia, onde as tensões estão a aumentar com os dirigentes sérvios.

Em Kiev, o secretário de Estado norte-americano começou por visitar um hospital que trata crianças vítimas da guerra, na companhia do seu homólogo ucraniano.

“Trouxe amigos”, disse o Kuleba aos jovens doentes, oferendo-lhes peluches.

Entre as novas promessas feitas à Ucrânia, a Noruega ofereceu 160 mísseis Hellfire e equipamento de visão noturna, a Alemanha forneceu equipamentos para o inverno e os Países Baixos formação em desminagem.

Blinken saudou depois, em Kiev, os “progressos claros e reais” da contraofensiva do exército ucraniano para recuperar territórios controlados pelas forças russas.

“Ainda é muito cedo, mas vemos progressos claros e reais no terreno, nomeadamente na zona à volta de Kherson (sul), mas também desenvolvimentos interessantes no leste, no Donbass”, disse Antony Blinken.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de sete milhões para os países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa — justificada por Putin com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra, que entrou hoje no seu 197.º dia, 5.718 civis mortos e 8.199 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.






Fonte: 24.sapo.pt                        Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/ajuda-dos-eua-a-ucrania-vai-permitir-recuperar-territorios
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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #175 em: 08/09/2022, 22:43 »
 
Ucrânia: EUA salientam “sucesso demonstrado” das forças de Kiev contra a Rússia

Por Filipe Pimentel Rações em 15:16, 8 Set 2022


Fonte: Twitter / Secretary of Defense Lloyd J. Austin III

O Secretário da Defesa dos Estados Unidos destacou esta quinta-feira o “sucesso demonstrado” das forças ucranianas na guerra contra a Rússia e afirmou que as armas e equipamentos enviados pelo Ocidente tem permitido à Ucrânia “resistir ao massacre contínuo da Rússia”.

As declarações de Lloyd Austin chegam numa altura em que o Secretário de Estado, Anthony Blinken, está de visita à Ucrânia para entregar mais um pacote de assistência financeira e militar, no valor de dois mil milhões de dólares.

O responsável da Defesa sublinha que, apesar de a Rússia continuar a lançar ataques sobre território ucraniano, “agora vemos o sucesso demonstrado dos nossos esforços comuns no campo de batalha”.

Sugerindo que a guerra não deverá terminar em breve, Austin aponta que a coligação de países que se encontram ao lado de Kiev “deve posicionar-se de forma a apoiar os bravos defensores da Ucrânia no longo prazo”.

“Isso significa um fluxo de capacidades continuado e determinado”, adianta.

Perante a audiência de membros do chamado Grupo de Contacto para a Defesa da Ucrânia, que se realizou hoje em Berlim, na Alemanha, o titular da Defesa norte-americana avançou que seria entregue mais um pacote de ajuda à Ucrânia, esse avaliado em 675 milhões de dólares, incluindo tanques, foguetes e munições de artilharia.

Desde que a guerra começou a 24 de fevereiro passado, os EUA já forneceram à Ucrânia um apoio total de mais de 10 mil milhões de dólares.

Relata a ‘Reuters’ que Washington está ciente de que a Rússia espera que a unidade ocidental venha a sofrer uma dura prova de fogo durante os meses mais frios do ano, numa altura em que a Europa se prepara para fazer frente a um inverno pautado pela incerteza energética, fruto dos cortes no abastecimento de gás russo ao ‘velho continente’.

“O nosso apoio ao direito inalienável da Ucrânia para se defender não vacila por causa de algum percalço”, diz Austin, acrescentando que “à medida que a guerra evolui, também nós temos de evoluir”.






Fonte: multinews.sapo.pt                      Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/ucrania-eua-salientam-sucesso-demonstrado-das-forcas-de-kiev-contra-a-russia/
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Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #176 em: 08/09/2022, 22:50 »
 
Rússia diz que ceder controlo de Zaporijia condena mundo a catástrofe nuclear

MadreMedia / Lusa
8 set 2022 21:56



Fonte de imagem: 24.sapo.pt

A porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros russo, Maria Zakharova, disse hoje que ceder o controlo da central nuclear de Zaporijia à Ucrânia seria condenar a Europa e o mundo a uma "catástrofe nuclear".

“Dizer que esta instalação [Zaporijia] pode ser colocada sob controlo do regime de Kiev, que não controla nada em absoluto, é ridículo”, afirmou a governante, citada pela agência de notícias russa TASS.

Zakharova insistiu, ainda, na tese de que a Ucrânia está a instrumentalizar a central nuclear de Zaporijia para fazer chantagem a criar ameaças nucleares no âmbito da guerra e instou o Ocidente a investigar “as provocações e crimes de falsa bandeira” tal como fez “noutras partes do mundo”.

A Ucrânia e a Rússia acusam-se mutuamente de ataques contra a central, que têm feito recear um desastre nuclear.

Após esforços diplomáticos, uma delegação da AIEA teve acesso na semana passada às instalações e teve a oportunidade de constatar a situação no terreno.

A ofensiva militar lançada em 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas - mais de seis milhões de deslocados internos e mais de sete milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa - justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra, que entrou hoje no seu 195.º dia, 5.718 civis mortos e 8.199 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.






Fonte: 24.sapo.pt                      Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/russia-diz-que-ceder-controlo-de-zaporijia-condena-mundo-a-catastrofe-nuclear
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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #177 em: 09/09/2022, 09:26 »
 
Ucrânia: Kiev exige a Moscovo indemnização superior a 300 mil milhões de euros pela invasão

Por MultiNews com Lusa   em 08:55, 9 Set 2022


Fonte de imagem: multinews.sapo.pt

O ministro da Justiça ucraniano, Denys Maliuska, disse, numa entrevista publicada hoje, que o país vai exigir à Rússia mais de 300 mil milhões de euros em indemnizações pela invasão da Ucrânia.

“O nosso objetivo é chegar a uma resolução numa sessão especial da Assembleia Geral da ONU, em outubro, que lançará as bases para um mecanismo internacional de indemnização”, disse o governante numa entrevista ao diário alemão Waz.

“Queremos uma compensação por todos os danos que a Rússia causou na Ucrânia através da sua guerra de agressão. Os danos diretos causados pela destruição de infraestruturas, edifícios residenciais ou indústria ascendem a mais de 300 mil milhões de euros”, disse Maliuska.

O ministrou também mencionou “danos ambientais” bem como “danos pessoais infligidos às vítimas de guerra”, que considerou incalculáveis.

“Assumimos que centenas de milhares de pessoas tenham morrido por causa da guerra. Os familiares têm direito a uma indemnização”, disse Maliuska.

O ministro disse já ter pedido o acesso às reservas do banco central russo congeladas pelos países do G7.

Maliuska salientou ainda que os ativos de empresas estatais russas, como a Gazprom ou a Rosneft, “devem fluir para este fundo”, bem como o dinheiro das contas dos oligarcas russos e dos seus ativos no estrangeiro, alvo de sanções internacionais.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de quase 13 milhões de pessoas – mais de seis milhões de deslocados internos e quase sete milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções em todos os setores, da banca à energia e ao desporto.

Na guerra, a ONU apresentou como confirmados 5.587 civis mortos e 7.890 feridos, sublinhando que os números reais são muito superiores e só serão conhecidos no final do conflito.






Fonte: multinews.sapo.pt                      Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-kiev-exige-a-moscovo-indemnizacao-superior-a-300-mil-milhoes-de-euros-pela-invasao/
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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #178 em: 09/09/2022, 14:32 »
 
União Europeia avança com decisão formal de suspender acordo de facilitação de vistos para russos

9 de setembro 2022 às 11:53


Fonte de imagem: Dreamstime
 

O acordo vigorava desde 2007 e tinha como objetivo simplificar a entrada de cidadãos russos com um visto de curta duração para o espaço Schengen de livre circulação. Agora serão aplicadas as regras gerais do código de vistos.

O Conselho da União Europeia (UE) tomou, esta sexta-feira, a decisão formal de suspender o acordo de facilitação de vistos para os cidadãos russos. A restrição no território comunitário começará a partir de segunda-feira.

Esta adoção formal surge devido à proposta apresentada pela Comissão Europeia na passada terça-feira, no âmbito do acordo político alcançado em Praga a 31 de agosto pelos ministros dos Negócios Estrangeiros da UE.

O acordo vigorava desde 2007 e tinha como objetivo simplificar a entrada de cidadãos russos com um visto de curta duração para o espaço Schengen de livre circulação. Agora serão aplicadas as regras gerais do código de vistos.

Ou seja, os requerentes russos são confrontados com uma taxa de visto mais elevado – o preço passa dos 35 euros para os 80 euros para todos os requerentes – e também com um aumento do tempo de processamento: os consulados demorarão 15 dias em vez de 10 a decidir sobre o pedido de visto. Ainda assim, este período pode ser prolongado até a um máximo de 45 dias em casos individuais, quando for necessário um exame mais aprofundado do pedido.

Também começam a ser aplicadas regras mais restritivas quanto aos vistos de entradas múltiplas, com os cidadãos russos a deixarem de ter acesso fácil a vistos válidos para várias entradas no espaço Schengen, sendo que serão exigidos mais documentos para comprovar os seus motivos.

"Um acordo de facilitação de vistos permite o acesso privilegiado à UE aos cidadãos de parceiros de confiança com os quais partilhamos valores comuns. Com a sua guerra de agressão não provocada e injustificada, incluindo os seus ataques indiscriminados contra civis, a Rússia quebrou esta confiança e espezinhou os valores fundamentais da nossa comunidade internacional", considerou hoje o ministro do Interior da República Checa, Vit Rakusan, país que preside ao Conselho da UE no corrente semestre.

Segundo Rakusan, a decisão do conselho é “uma consequência direta das ações da Rússia" e mais uma prova do "compromisso inabalável" do bloco europeu para com a Ucrânia e o seu povo.

Na reunião entre os chefes de diplomacia dos 27 Estados-membros, no final de agosto, o ministro dos Negócios Estrangeiros português disse, na altura, que não havia “razão nenhuma” para ter com a Rússia “um mecanismo de facilitação de vistos” que não existe com outros países.

Segundo os dados da Comissão, à data de 01 de setembro deste ano, cerca de 963 mil russos detinham vistos válidos para o espaço Schengen.

Em comunicado, o Conselho ainda apontou que a Comissão Europeia deverá apresentar em breve "diretrizes adicionais para assegurar que esta suspensão não tenha um impacto negativo em certas pessoas que viajam para a UE para fins essenciais, tais como jornalistas, dissidentes e representantes da sociedade civil".






Fonte: sol.sapo.pt                    Link: https://sol.sapo.pt/artigo/780544/uniao-europeia-avanca-com-decisao-formal-de-suspender-acordo-de-facilitacao-de-vistos-para-russos
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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #179 em: 09/09/2022, 14:37 »
 
Diretor da CIA diz que invasão russa da Ucrânia pode ser já considerada um fracasso

Por Filipe Pimentel Rações   em 12:45, 9 Set 2022



Fonte de imagem: multinews.sapo.pt

O diretor da CIA, uma das principais agências de informação dos Estados Unidos, defende que a invasão russa da Ucrânia pode ser já considerada um fracasso, numa altura em que as forças ucranianas têm conseguido lançar contraofensivas e a reconquistar territórios que estavam ocupados pelos militares russos.

William Burns acusa o Presidente de russo de ter subestimado a força de Kiev quando planeou a invasão da Ucrânia, no que o Kremlin inicialmente tinha considerado que seria uma “operação militar especial” que duraria poucos dias. Passados seis meses, a Ucrânia ainda não foi tomada e vários relatos indicam que a máquina de guerra russa estará a perder vigor, devido a perdas de dezenas de milhares de soldados e de unidades de equipamento bélico.

Em Washington, o líder da CIA aponta que “Putin agora acredita que será mais duro do que os ucranianos, do que os europeus, do que os americanos, mas eu e os meus colegas na CIA acreditamos que Putin está errado, da mesma forma que se enganou profundamente na sua assunção de que os ucranianos não resistiriam”, cita o ‘New York Times’.

O responsável argumenta que a guerra não só expôs “a fraqueza das Forças Armadas russas, mas também resultará em prejuízos de longo prazo sobre a economia russa e para gerações de russos”. Dessa forma, considera que os objetivos de Putin que motivaram a agressão contra a Ucrânia falharam.

De recordar que a o Presidente ucraniano Volodimir Zelensky informou esta quinta-feira que, desde o início de setembro, as suas tropas conseguiram recapturar mais de mil metros quadrados de território que tinha sido perdido para as forças de Moscovo.

O Secretário da Defesa dos EUA, Lloyd Austin, disse hoje, em Praga, na República Checa, que a Ucrânia tem conseguido fazer grandes avanços em Kherson, uma das principais regiões ucranianas que caíram em mãos russas, sendo que também em Kharkiv as tropas de Zelensky têm conseguido progressos.

O Instituto para o Estudo da Guerra, um grupo de reflexão nos EUA, prevê que a Ucrânia conseguirá retomar pontos importantes em Kharkiv nos próximos dias, apontando a erosão da confiança do comando das tropas russas, que está no nível mais baixo desde meados de maio.



Fonte de imagem: multinews.sapo.pt






Fonte: multinews.sapo.pt                         Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/diretor-da-cia-diz-que-invasao-russa-da-ucrania-pode-ser-ja-considerada-um-fracasso/
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