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Autor Tópico: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia  (Lida 78882 vezes)

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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #1305 em: 12/12/2022, 09:26 »
 
Ministros dos Negócios Estrangeiros da UE discutem apoio material a Kiev

MadreMedia / Lusa
12 dez 2022 06:23



Fonte de imagem: 24.sapo.pt

Os chefes de diplomacia da União Europeia (UE) vão debater hoje, em Bruxelas, o apoio à Ucrânia para fazer face à agressão militar russa, em vésperas da última cimeira de líderes do ano, que se realiza na quinta-feira.

Dois dias após o Conselho da União Europeia ter chegado a um acordo para desbloquear o pacote de ajuda macrofinanceira à Ucrânia para 2023, num montante de 18 mil milhões de euros, contornando o bloqueio da Hungria, os ministros dos Negócios Estrangeiros vão centrar-se-ão hoje no apoio material que o bloco comunitário pode continuar a prestar a Kiev, militar mas também para ajudar os ucranianos e enfrentarem o inverno entre cortes de energia provocados por ataques russos a infraestruturas críticas.

Como já tem vindo a ser hábito ao longo dos últimos meses, o chefe da diplomacia ucraniana, Dmytro Kuleba, participará na reunião por videoconferência, para dar conta aos 27 dos mais recentes desenvolvimentos no terreno, assim como das necessidades mais urgentes da Ucrânia a nível de apoios.

O Conselho receberá igualmente uma atualização operacional sobre o trabalho da missão de assistência militar da União Europeia de apoio à Ucrânia, na sequência da visita efetuada pelo Alto Representante para a Política Externa e de Segurança, Josep Borrell, às instalações de formação da missão em Brzeg, Polónia, a 02 de dezembro.

Esta reunião do Conselho de Negócios Estrangeiros, na qual Portugal estará representado pelo ministro João Gomes Cravinho, tem também em agenda a imposição de novas sanções ao Irão, na sequência da repressão dos protestos contra a morte do jovem Masha Amini e também do apoio militar que Teerão está a dar a Moscovo,

O Conselho de ministros do Negócios Estrangeiro, o último de 2022 e que tem lugar três dias antes daquela que será também a derradeira cimeira de chefes de Estado e de Governo dos 27 do ano, será antecedido hoje de manhã de uma reunião dos chefes de diplomacia da UE com os seus homólogos da Parceria Oriental (Ucrânia, Moldova, Azerbaijão, Arménia e Geórgia).








Fonte: 24.sapo.pt                              Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/ministros-dos-negocios-estrangeiros-da-ue-discutem-apoio-material-a-kiev
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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #1306 em: 13/12/2022, 09:46 »
 
Rússia diz que ataques da Ucrânia já provocaram perto de 4400 mortes entre civis, 132 crianças

MadreMedia
12 dez 2022 09:33



Fonte de imagem: Lusa

Anúncio feito esta segunda-feira pelo governo no Centro Conjunto de Controlo e Coordenação de Questões Relacionadas a Crimes de Guerra da Ucrânia.

"Durante os 298 dias, 4.376 civis, incluindo 132 crianças, foram mortos. Dentro das fronteiras, também 2.247 civis, incluindo 153 crianças, receberam ferimentos de gravidade variável", lê-se numa mensagem publicada no Telegram.

Ainda de acordo com o governo russo, foram registados até ao momento, "13 mil casos de disparos contra assentamentos da república pelos militares ucranianos". Os militares russos contabilizaram também o total de munições disparadas pela Ucrânia, num total de 88 mil, "incluindo 32 mísseis Tochka-U e 135 mísseis HIMARS MLRS. Além disso, quase 12.000 mísseis Grad e mais de 15.000 projéteis de 155 mm da NATO foram disparados contra os assentamentos".

O governo de Vladimir Putin confirmou também mais trocas de prisioneiros com a Ucrânia, no último caso 150 elementos da Milícia Popular da República Popular de Lugansk, acusando a Ucrânia de maus tratos. "Até ao momento, 150 militares foram libertados do cativeiro ucraniano e cada um deles testemunhou como grave o tratamento desumano contra eles. Mais de 100 deles declararam que foram usadas medidas de violência física", referiam.







Fonte: 24.sapo.pt                           Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/russia-diz-que-ataques-da-ucrania-ja-provocaram-perto-de-4400-mortes-entre-civis-132-criancas
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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #1307 em: 13/12/2022, 09:51 »
 
Ucrânia: sede do Grupo Wagner é atacada na região de Lugansk. Imagens mostram destruição provocada pelos mísseis HIMARS

Por Francisco Laranjeira   em 10:33, 12 Dez 2022


Fonte de imagem: multinews.sapo.pt

Uma sede do grupo mercenário Wagner foi atacada pelas forças armadas da Ucrânia na região de Lugansk, cidade ocupada pela Rússia, denunciou o governador exilado ucraniano da região, Serhiy Haidai, na rede social ‘Telegram’ – diversos membros do grupo paramilitar russo terão sido mortos depois do hotel onde se encontravam instalados ter sido bombardeado.


Fonte de imagem: multinews.sapo.pt

Em entrevista à televisão ucraniana este domingo, Haidai referiu o ataque levado a cabo ao hotel na cidade de Kadiivka, a oeste do principal cidade da região. “Tiveram um pequeno ‘estalo’ lá, exatamente onde fica a sede da Wagner”, referiu o responsável. “Um grande número daqueles que estavam lá morreram.”

A agência de notícias estatal russa ‘TASS’ relatou que o hotel em Stakhanov, o nome russo para Kadiivka, foi destruído por um ataque de míssil ucraniano HIMARS e que as equipas de resgate estavam em trabalhos para limpar os escombros.


Fonte de imagem: multinews.sapo.pt

Veja o vídeo clicando no link oficial da noticia em baixo:
Haidai não forneceu números de vítimas mas disse que quem sobreviveu ao ataque enfrenta agora serviços médicos inadequados. “Tenho a certeza de que pelo menos 50% daqueles que conseguiram sobreviver vão morrer antes de receberem assistência médica”, frisou. “Isso ocorre porque, mesmo na nossa região de Lugansk, eles roubaram equipamentos.” Haidai já tinha relatado ataques de forças ucranianas em outros alvos na região de Lugansk, incluindo o quartel-general de Wagner na cidade de Popasna em agosto.

O Grupo Wagner – uma força de combate de mercenários com o objetivo de promover os interesses militares da Rússia em todo o mundo – opera na Ucrânia, Síria, Líbia, República Centro-Africana e Mali e foi acusado de inúmeras violações de direitos, incluindo tortura e assassinatos. Controlada por Yevgeny Prigozhin, um aliado próximo do presidente russo Vladimir Putin, a Wagner abriu a sua primeira sede oficial na cidade russa de São Petersburgo no início de novembro.







Fonte: multinews.sapo.pt                          Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-sede-do-grupo-wagner-e-atacada-na-regiao-de-lugansk-imagens-mostram-destruicao-provocada-pelos-misseis-himars/
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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #1308 em: 13/12/2022, 09:56 »
 
Realeza britânica instruída a “ficar longe” da embaixada russa

Por Beatriz Maio   em 12:19, 12 Dez 2022


Fonte de imagem: multinews.sapo.pt

Moscovo alega que a Família Real Britânica foi aconselhada a “não contactar a embaixada russa” em Londres, segundo o embaixador da Rússia na capital inglesa Andrei Kelin que defendeu que a maioria dos políticos do Ocidente tornaram-se “borboletas que duram um dia”, ponderando pouco sobre o futuro e focando-se apenas em marcar pontos políticos “fúteis”.

Questionado pelo jornal Izvestia sobre a existência de comunicação com o rei Carlos III, o embaixador russo respondeu: “Não e eu sei que os membros da família real são aconselhados a não manter ou entrar em contacto com a embaixada russa”, acrescentando: “Isto priva-os de compreender o que irá acontecer daqui a um mês e um ano com a Ucrânia”.

“Afinal, se as coisas continuarem assim, a Ucrânia tornar-se-á um Estado falido, um buraco negro que terá de ser remendado”, salientou de acordo com a Sky News.

O diplomata no Reino Unido argumentou que os empresários russos, incluindo os oligarcas que acumularam enormes fortunas após a queda da União Soviética, já não consideram Londres como um porto seguro. “Acabou por se revelar um porto pirata”, esclareceu.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas, mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).







Fonte: multinews.sapo.pt                           Link: https://multinews.sapo.pt/atualidade/realeza-britanica-instruida-a-ficar-longe-da-embaixada-russa/
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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #1309 em: 13/12/2022, 09:58 »
 
Rússia pode atingir os 100 mil soldados mortos no dia de Natal, apontam responsáveis ucranianos

Por Francisco Laranjeira   em 12:20, 12 Dez 2022


Fonte de imagem: multinews.sapo.pt

O número de mortos de soldados russos na Ucrânia continua a subir a um ritmo de entre 300 e 600 por dia, segundo revelou esta segunda-feira o Ministério da Defesa da Ucrânia – ou seja, mantendo o ritmo atual, a Rússia pode atingir a marca dos 100 mil mortos no dia de Natal.

A Ucrânia estimou que houve 94.140 mortos entre as forças russas desde o início da guerra, a 24 de fevereiro último – com 3 mil soldados mortos a cada semana, o número de baixas russas chegaria aos 97 mil a 18 de dezembro e talvez 100 mil no dia de Natal. Os combates recentes na região de Bakhmut fizeram com que os russos perdessem mais de 50 soldados por dia, afirmaram os responsáveis ucranianos.

O inverno começou oficialmente na Ucrânia a 1 de dezembro, e os próximos 90-120 dias podem ser extremamente difíceis para a Ucrânia e a Rússia. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, exortou o seu país a ajudar qualquer concidadão sempre que puder, não apenas quando for solicitado. “Para passar por este inverno, temos de nos ajudar mais do que nunca e cuidar uns dos outros ainda mais”, referiu o presidente da Ucrânia, no seu discurso diário à nação. “E, por favor, não pergunte se você pode ajudar, e como. Apenas ajude quando vir que pode.”







Fonte: multinews.sapo.pt                            Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/russia-pode-atingir-os-100-mil-soldados-mortos-no-dia-de-natal-apontam-responsaveis-ucranianos/
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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #1310 em: 13/12/2022, 10:00 »
 
Russo condenado a pagar 500 euros de multa por ter sonhado com Zelensky

Por Pedro Zagacho Gonçalves   em 12:54, 12 Dez 2022


Fonte de imagem: multinews.sapo.pt

Um cidadão russo foi condenado a pagar uma multa de 30 mil rublos (perto de 500 euros) por publicações feitas nas redes sociais, incluindo uma na qual descrevia um sonho que tinha tido com o presidente da Ucrânia Volodymyr Zelensky. O caso foi decidido pelo tribunal da cidade siberiana de Chita segundo a Sibir.Realii.

Ivan Losev foi acusado de delito de “desacreditação do Exército russo”, segundo detalham os documentos judiciais. Na mais polémica das publicações, Losev conta aos seguidores e amigos um sonho no qual foi imobilizado para as forças militares russas e enviado para um campo de treino, que acabou invadido pelos ucranianos, liderados por Zelensky.

“Eles juntaram toda a gente e, quando estavam a preparar-se para nos executar a tiro, o Zelensky passa por mim e diz-me: ‘Vi as tuas stories do Intagram! Glória para a Ucrânia!’. E eu respondo: ‘Glória aos heróis’. O Zelensky deu-me uma palmada no ombro e ordenou ‘Deixe-no ir, mas matem todos os outros”, escreveu o russo condenado nas redes sociais, contando o sonho com o presidente ucraniano, e fazendo referência ao facto de ser crítico da invasão russa à Ucrânia.

Após conhecer a sentença, Losev garante qua vai continuar a fazer publicações nas redes sociais, mesmo as que faz em defesa e apoio da Ucrânia, e admite fugir da Rússia, com medo de ser perseguido e preso.

“Já cheguei à conclusão que talvez terei de fugir ou que, se não tiver tempo de escapar, vou ser posto na prisão. Mas parece-me que esta guerra vai acabar em breve, e não vai ser a favor da Rússia”, declara o homem.

Ivan Losev acredita numa vitória da Ucrânia na guerra e que por isso, mesmo que eventualmente venha a ser preso, defende que irá ser depois libertado: “Assim que a Ucrânia ganhar [a guerra], toda a gente que foi preso por ‘desinformação’ vai ser libertada ou absolvida dos crimes”, considera o russo.







Fonte: multinews.sapo.pt                          Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/russo-condenado-a-pagar-500-euros-de-multa-por-ter-sonhado-com-zelensky/
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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #1311 em: 13/12/2022, 10:05 »
 
Município de Penacova troca iluminação de Natal por mais apoios às famílias

12 de Dezembro, 2022


Fonte de imagem: penacovactual.sapo.pt

A decisão prende-se com o aumento exponencial do preço da eletricidade, influenciado pelo atual contexto económico e pelo conflito armado na Ucrânia.

A Câmara de Penacova decidiu cortar na iluminação natalícia, com apenas “alguns apontamentos nos centros das três vilas do concelho”, e aproveitou esta poupança para reforçar os cabazes de Natal entregues a famílias carenciadas.

Se em 2021 aquela Câmara no distrito de Coimbra gastou quase 18 mil euros em iluminação natalícia, este ano a verba cingiu-se a apenas 4.000 euros nuns apontamentos “mais singelos” no centro das vilas de Lorvão, São Pedro de Alva e Penacova, disse à agência Lusa o vereador com a pasta da ação social, Carlos Sousa.

A decisão deve-se ao aumento excecional dos custos com energia e a um contexto económico particularmente difícil para autarquias mais pequenas, notou.

Com a poupança no investimento em iluminação, o município de Penacova optou por reforçar os cabazes de Natal, “quer em quantidade, quer em qualidade”, para as famílias carenciadas do concelho, num investimento de cerca de três mil euros, salientou Carlos Sousa.

Ao todo, deverão ser contempladas pelo cabaz centena e meia de famílias, que já recebem cabazes alimentares todos os meses.

“Além do investimento feito para melhorar os cabazes de Natal, contamos ainda com o apoio de grupos de ação social e solidariedade, que fazem recolha de bens alimentares e de prendas para as crianças”, frisou.

Em nota de imprensa, a Câmara de Penacova realçou ainda que está também em marcha uma campanha de apoio ao comércio local, que envolve mais de uma centena de estabelecimentos, em que são atribuídos vales de compras de até 500 euros, nas lojas aderentes.

Apesar dos cortes na iluminação, até 24 de dezembro, decorre no largo Alberto Leitão, em Penacova, um mercadinho de Natal, que conta com atividades para os mais novos.


Fonte de imagem: penacovactual.sapo.pt

Fonte de imagem: penacovactual.sapo.pt

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Fonte: penacovactual.sapo.pt                          Link: https://penacovactual.sapo.pt/2022/12/12/municipio-de-penacova-troca-iluminacao-de-natal-por-mais-apoios-as-familias/
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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #1312 em: 13/12/2022, 10:15 »
 
Putin cancela conferência de imprensa anual pela primeira vez em 10 anos, anuncia Kremlin

Por Beatriz Maio   em 14:14, 12 Dez 2022


Fonte de imagem: multinews.sapo.pt

O presidente da Rússia Vladimir Putin cancelou a sua conferência de imprensa anual pela primeira vez em 10 anos e deu início à sua festa de Ano Novo, anunciou o Kremlin esta segunda-feira, decisão que surge no meio de rumores contínuos sobre a sua saúde.

Desde 2012 que esta conferência se realiza sempre no mês de dezembro, normalmente entre os dias 14 e 23, contudo este ano será diferente dadas as circunstâncias da invasão na Ucrânia que são acompanhadas de suspeitas de que o líder russo poderá sofrer de doenças cancerígenas e Parkinson.

A crescente insatisfação do povo russo poderá ser outro dos motivos para que Putin não queira prestar declarações, com a Rússia a aproximar-se da perda de 100 mil soldados até ao dia de Natal, de acordo com responsáveis ucranianos.

Putin foi avisado de que poderia enfrentar uma revolta interna, a menos que conseguisse conquistar Kiev, visto que a Ucrânia apoiada pelo Ocidente tem dado resposta aos avanços das tropas russas, o que contraria a previsão do país invasor de que a guerra fosse de curta duração.

O seu porta-voz Dmitry Peskov revelou que Putin encontraria uma forma de comunicar com o Kremlin e com os meios de comunicação estatais, divulgando que poderia decorrer uma conferência de imprensa no Ano Novo, porém não esclareceu quanto a uma possível data ou formato.

Também não existe ainda previsão de quando Putin se vai dirigir ao Senado, o que é um dever anual formal nos termos da Constituição.

Tinha sido já decidido pela Rússia que os media ocidentais estavam banidos deste evento que pode durar mais de quatro horas, devido às sanções impostas para tentar acabar com a guerra na Ucrânia. Em 2019, foi acreditado para esta conferência um recorde de 1.895 jornalistas.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas, mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus, de acordo com os mais recentes dados da Organização das Nações Unidas (ONU), que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa, justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia, foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A Organização das Nações Unidas (ONU) apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.702 civis mortos e 10.479 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.


 




Fonte: multinews.sapo.pt                          Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/putin-cancela-conferencia-de-imprensa-anual-pela-primeira-vez-em-10-anos-anuncia-kremlin/
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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #1313 em: 13/12/2022, 10:17 »
 
Primeiro-ministro ucraniano pede mais ajuda militar para combater ataques russos

Por MultiNews com Lusa   em 15:33, 12 Dez 2022


Fonte de imagem: multinews.sapo.pt

O primeiro-ministro ucraniano apelou a mais ajuda militar, especialmente baterias de mísseis ‘Patriot’ e outros sistemas de defesa antiaérea, para combater os ataques da Rússia, que voltou esta segunda-feira a bombardear regiões no leste da Ucrânia.

Em declarações à cadeia de rádio francesa LCI, Denys Shmyhal disse que a Rússia quer “inundar a Europa com uma nova onda de refugiados ucranianos” ao visar as infraestruturas energéticas do país, o que tem provocado e provocará no inverno falhas no abastecimento de energia elétrica e de água a milhões de pessoas.

Segundo refere a agência noticiosa Associated Press (AP), o fornecimento de mísseis terra-ar ‘Patriot’ para a Ucrânia marcaria “um grande avanço” nos modelos de sistemas de defesa aérea que o Ocidente está a enviar para ajudar um país devastado pela guerra a defender-se dos ataques aéreos russos.

Até agora, acrescenta a AP, nenhum país os ofereceu, embora a Alemanha tenha fornecido mísseis ‘Patriot’ à vizinha Polónia, aliada na Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO).

Milhões de ucranianos já fugiram do país desde que a invasão russa começou, a 24 de fevereiro, e há o receio de que muitos mais possam deixar as suas casas durante o inverno.

Milhares de pessoas morreram e dezenas de cidades e vilas em toda a Ucrânia foram reduzidas a escombros durante os mais de nove meses de ataques russos.

A Ucrânia também precisa de ser reabastecida com projéteis de artilharia e tanques de batalha modernos, disse Shmyhal na entrevista transmitida na noite de domingo antes das reuniões em Paris, ao longo da semana em curso, para levantar e coordenar mais ajuda internacional para a Ucrânia.

Os mais de 1.000 ataques russos às infraestruturas desde outubro são projetados “para desencadear outra onda de migração em direção à Europa”, insistiu o primeiro-ministro ucraniano.

O Kremlin já assumiu que os ataques ao sistema de abastecimento de energia e água na Ucrânia são uma retaliação ao que Moscovo diz ter sido um ataque orquestrado por Kiev à principal ponte construída na península da Crimeia, que a Rússia anexou em 2014.

Domingo, segundo indicou a Casa Branca, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, falou ao telefone com o homólogo norte-americano, em que Joe Biden reafirmou o “apoio contínuo” de Washington à defesa da Ucrânia enquanto a Rússia continuar os ataques a “infraestruturas críticas” na Ucrânia.

Os repetidos ataques russos às infraestruturas deixaram milhões de ucranianos sem energia, aquecimento ou água em todo o país.

No fim de semana, os ataques de ‘drones’ (aparelhos voadores não tripulados) russos perto do porto de Odessa, no Mar Negro, destruíram várias instalações de energia de uma só vez e deixaram a população local sem energia, com exceção de hospitais e maternidades, que contam com o recurso a geradores.

A empresa de abastecimento de energia da Ucrânia, Ukrenergo, disse esta segunda-feira que a situação no sistema continua difícil após os ataques russos, principalmente em Odessa.

Para se defender de novos ataques, Shmyhal reiterou os anteriores pedidos ucranianos de mísseis terra-ar ‘Patriot’ – um sistema altamente sofisticado que até agora não foi lançado – e mais sistemas de defesa antiaérea alemães e franceses.

“A Ucrânia precisa de grandes quantidades de armamento para responder de igual para igual à artilharia russa”, frisou Shmyhal, argumentando que a Rússia dispara entre 50.000 a 70.000 projéteis por dia contra alvos ucranianos.

“Precisamos diariamente de, pelo menos, um terço dessa quantidade”, referiu.

Os organizadores da conferência em Paris adiantaram esperar a presença de mais de 45 países e de 20 instituições internacionais políticas e financeiras.

O foco da reunião será apressar a ajuda à Ucrânia para atender às necessidades de água, energia, alimentação, saúde e transporte durante os duros meses de inverno e enviar uma mensagem a Moscovo de que a comunidade internacional está do lado de Kiev.







Fonte: multinews.sapo.pt                           Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/primeiro-ministro-ucraniano-pede-mais-ajuda-militar-para-combater-ataques-russos/
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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #1314 em: 13/12/2022, 10:19 »
 
Nestlé vai investir 40,5 milhões de euros em nova fábrica na Ucrânia

MadreMedia / Lusa
12 dez 2022 16:53



Fonte de imagem: 24.sapo.pt

A Nestlé vai investir 40 milhões de francos suíços (40,5 milhões de euros), em novas instalações de produção na Ucrânia, em Smolyhiv, na região ocidental do país, anunciou hoje o grupo suíço.

Com a fábrica de Torchyn, esta nova unidade localizada na região de Volyn deverá integrar-se num polo destinado a tornar-se um centro para produtos culinários da Nestlé, que vai empregar 1.500 pessoas.

O centro vai abastecer o mercado ucraniano e outros mercados europeus, indicou em comunicado o grupo suíço.

O investimento foi anunciado numa altura em que o país se encontra mergulhado num conflito com a Rússia, que invadiu em fevereiro território ucraniano.






Fonte: 24.sapo.pt                            Link: https://24.sapo.pt/economia/artigos/nestle-vai-investir-405-milhoes-de-euros-em-nova-fabrica-na-ucrania
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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #1315 em: 13/12/2022, 10:20 »
 
Ucrânia: MNE espera esta semana novo pacote de sanções à Rússia e desbloqueio de ajuda a Kiev

Por Pedro Zagacho Gonçalves   em 17:19, 12 Dez 2022


Fonte de imagem: multinews.sapo.pt

O ministro dos Negócios Estrangeiros português disse hoje esperar, esta semana, um novo pacote de sanções à Rússia pela invasão da Ucrânia e o desbloqueio do pacote de ajuda macrofinanceira a Kiev para 2023, contornando o veto da Hungria.

“Haverá hoje à noite uma reunião a nível de embaixadores para afinar alguns elementos sobre o nono pacote” de sanções à Rússia e, “em relação ao apoio macrofinanceiro, será objeto de discussão a nível de chefes de Estado e de Governo esta semana, [pelo que] acredito que esta semana esses dois elementos serão finalizados”, disse João Gomes Cravinho.

Em declarações aos jornalistas portugueses em Bruxelas, à margem do Conselho de ministros europeus dos Negócios Estrangeiros e da reunião ministerial com a Parceria Oriental, o governante apontou que, na reunião dos chefes da diplomacia da União Europeia (UE), foi abordada a “necessidade de reforçar o apoio [comunitário] à Ucrânia de dois modos”.

“Em primeiro lugar, com o nono pacote de sanções, e devo dizer que em torno da mesa há um consenso generalizado quanto ao impacto que as sanções têm, um impacto muito penalizador para a Rússia, ao contrário daquilo que por vezes se vê entre alguns comentadores. Segundo, foi possível chegar a um acordo sobre o reforço do Mecanismo Europeu de Apoio à Paz, reforçando muito significativamente a afetação financeira para o apoio militar à Ucrânia”, elencou João Gomes Cravinho.

Questionado sobre qual o plano ‘B’ relativamente ao veto húngaro sobre o pacote de 18 mil milhões de euros de ajuda à Ucrânia, o chefe da diplomacia portuguesa insistiu que “o que se pretende é que a ajuda financeira à Ucrânia […] seja aprovada esta semana”.

“Em princípio, deverá haver um acordo nesse sentido. Naturalmente que não pode passar com nenhum veto, portanto a nossa expectativa é que se levante o veto [da Hungria]”, adiantou o ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE).

Dois dias após o Conselho da UE ter chegado a um acordo provisório para desbloquear o pacote de ajuda macrofinanceira à Ucrânia para 2023, num montante de 18 mil milhões de euros, contornando o bloqueio da Hungria, os ministros dos Negócios Estrangeiros centraram-se hoje no apoio que o bloco comunitário pode continuar a prestar a Kiev, ao nível militar, mas também para ajudar os ucranianos a enfrentarem o inverno face aos cortes de energia provocados pelos ataques das forças russas a infraestruturas críticas.

No passado sábado, o Conselho da UE alcançou um acordo preliminar sobre um pacote legislativo que permitirá à UE ajudar financeiramente a Ucrânia ao longo de 2023 com 18 mil milhões de euros.

A proposta foi adotada pelo Conselho por procedimento escrito e será apresentada ao Parlamento Europeu para eventual adoção esta semana.

Os países da UE encontraram, assim, uma solução para tentar contornar o veto da Hungria, que tem mantido bloqueada a ajuda à Ucrânia como uma medida de chantagem para que os seus homólogos europeus dessem ‘luz verde’ ao seu Plano de Recuperação e Resiliência e não congelassem os seus fundos devido aos problemas relacionados com os compromissos de Budapeste com o Estado de direito.

Hoje, os Estados-membros da UE alcançaram um acordo político com vista a assegurar a sustentabilidade financeira do Mecanismo Europeu de Apoio à Paz, que contempla um aumento do teto financeiro para 2023 em dois mil milhões de euros.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 14 milhões de pessoas – 6,5 milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus –, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Neste momento, 17,7 milhões de ucranianos precisam de ajuda humanitária e 9,3 milhões necessitam de ajuda alimentar e alojamento.

A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.







Fonte: multinews.sapo.pt                              Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-mne-espera-esta-semana-novo-pacote-de-sancoes-a-russia-e-desbloqueio-de-ajuda-a-kiev/
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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #1316 em: 13/12/2022, 10:24 »
 
Ex-oficial militar e especialista garante que Rússia não vai atacar a Ucrânia no Natal no Ano Novo. Saiba porquê

Por Pedro Zagacho Gonçalves   em 18:45, 12 Dez 2022


Fonte de imagem: multinews.sapo.pt

O último ataque massivo com mísseis lançado pela Rússia contra a Ucrânia atingiu várias regiões do país a 5 de dezembro, novamente tendo sobretudo como alvos infraestruturas de distribuição e produção de energia. Teme-se que uma nova ofensiva possa ‘assombrar’ os festejos de Natal e Ano Novo na Ucrânia, que este ano serão muito diferentes do ocorrido no ano passado.

No entanto, segundo um ex-oficial militar ucraniano e especialista em guerra, a Rússia não deverá atacar a Ucrânia no dia de Natal ou no dia de Ano Novo.

Em entrevista ao jornal ucraniano Glavred, Roman Svitan, coronel doa Força Aérea da Ucrânia na reserva e comentador de assuntos de guerra, falou sobre a alegada falta de mísseis que se sente na Rússia, bem como de outro tipo de armamento.

“Mesmo que a Rússia escolha gastar todo o stock de mísseis até ao zero, não vai afetar as ações na frente de combate de qualquer forma. Isto porque os russos usam os mísseis principalmente para destruir infraestruturas na Ucrânia. Eles não conseguem atingir alvos militares com mísseis devido às suas capacidades técnicas limitadas e pela incapacidade de identificarem os alvos. Para além disso, as nossas instalações militares estão constantemente em movimento, precisamente para que os russos não possam calcular a sua localização”, explicou o especialista.

Questionado sobre se as forças russas podem “trazer ‘fogo de artifício’ com mísseis no Ano Novo”, Svitan afastou a ideia, e justifica-a com o facto de a Rússia ter uma capacidade limitada de preparação de mísseis e de efetuar ensaios com os mesmos, num ciclo que ocorre a cada cerca de 15 dias.
“Com base nos ciclos de preparação de mísseis a Rússia poderá, daqui a umas semanas, levar a cabo o mesmo ataque do que a 5 de dezembro, mas não mais do que isso. Não será capaz de ter mais de 100 mísseis para usar”, garante o comandante na reserva.

Assim, segundo os cálculos de Roman Svitan, as forças russas deverão lançar um ataque contra a Ucrânia próximo do dia 20 de dezembro e depois, novamente, na primeira semana de 2023.






Fonte: multinews.sapo.pt                           Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ex-oficial-militar-e-especialista-garante-que-russia-nao-vai-atacar-a-ucrania-no-natal-no-ano-novo-saiba-porque/
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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #1317 em: 13/12/2022, 10:27 »
 
Em nome da NATO, presidente da Polónia diz que "nenhum de nós quer fazer com a Rússia o que a Rússia está a fazer ao seu vizinho"

MadreMedia / Lusa
12 dez 2022 19:08



Fonte de imagem: 24.sapo.pt

O Presidente da Polónia, Andrzej Duda, disse hoje em Berlim que o Presidente russo, Vladimir Putin, pode estar seguro de que a NATO nunca atacará a Rússia, ao contrário do que Moscovo fez à sua vizinha Ucrânia.

“O que podemos dizer, como pessoas francas, como políticos, como membros da NATO, que é uma aliança de defesa, o que podemos garantir à Rússia é que nenhum de nós quer fazer com a Rússia o que a Rússia está a fazer ao seu vizinho”, assegurou o chefe de Estado polaco, durante uma visita à capital alemã.

Numa conferência de imprensa conjunta com o Presidente alemão, Frank-Walter Steinmeier, Duda garantiu que nunca houve intenção de atacar a Rússia.

O líder polaco agradeceu à Alemanha e ao seu homólogo alemão a oferta de instalar baterias de sistemas de defesa antimísseis Patriot na Polónia, o que descreveu como um “gesto muito importante”, sobretudo depois da recente queda de um míssil em território polaco, que provocou duas mortes.

“Para nós na Polónia é um gesto muito importante no quadro da NATO, um gesto muito importante de um aliado, um gesto muito importante de um vizinho e um gesto muito importante entre as nossas duas nações”, sublinhou Andrzej Duda.

O Presidente polaco acrescentou que, nos próximos dias, especialistas polacos e alemães discutirão o local ideal para instalar as baterias antimísseis.

Duda disse ainda que falou com Steinmeier sobre a necessidade de se dirigir à Comissão Europeia para pedir apoio financeiro para os países que acolhem refugiados da Ucrânia.

O Presidente polaco lembrou que atualmente existem cerca de três milhões de refugiados ucranianos na Polónia, e que, para muitos deles, o seu país é apenas um lugar de passagem, o que significa que mais pessoas também chegarão à Alemanha.

Estas pessoas fogem do conflito em curso na Ucrânia, mas também das condições de vida cada vez mais adversas no território ucraniano, devido às temperaturas baixas e à falta de eletricidade e de água.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 14 milhões de pessoas — 6,5 milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus –, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Neste momento, 17,7 milhões de ucranianos precisam de ajuda humanitária e 9,3 milhões necessitam de ajuda alimentar e alojamento.

A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia — foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.







Fonte: 24.sapo.pt                             Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/em-nome-da-nato-presidente-da-polonia-diz-que-nenhum-de-nos-quer-fazer-com-a-russia-o-que-a-russia-esta-a-fazer-ao-seu-vizinho
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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #1318 em: 13/12/2022, 10:29 »
 
Ucrânia: Tropas russas estão a torturar dois padres detidos, denuncia Arcebispo de Kiev

Por MultiNews com Lusa   em 19:12, 12 Dez 2022


Fonte de imagem: multinews.sapo.pt

O arcebispo da Igreja Católica Grega de Kiev acusou hoje as autoridades russas de terem detido em novembro dois padres ucranianos na cidade de Berdyansk e estarem a torturá-los, indicou hoje a Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS).

Em comunicado, a fundação precisou que, segundo o arcebispo de Kiev, Sviatoslav Schevchuk, os padres Ivan Levitskyi e Bohdan Geleta, detidos a 16 de novembro pelas autoridades russas, estão a ser “torturados sem piedade”

“De acordo com os métodos clássicos de repressão estalinista, deles são extraídas confissões de crimes que não cometeram. De facto, os nossos dois heroicos pastores são diariamente ameaçados de morte sob tortura”, afirmou o arcebispo da capital da Ucrânia, citado pelo Vatican News, o portal de notícias oficial multilíngue do Vaticano.

Esta denúncia mereceu já uma reação do presidente executivo internacional da Fundação AIS, Thomas Heine-Geldern, exigindo a libertação imediata dos dois sacerdotes e recordando, numa nota de imprensa que eles “nunca abandonaram os seus fiéis, apesar de todos os riscos que correram ao permanecer para confortar o seu povo e rezar pela paz”.

“Responsabilizar padres por sabotagem e espionagem lembra as horas mais sombrias e os piores momentos dos regimes totalitários. Então, exigimos que as autoridades envolvidas libertem estes religiosos e tomem as providências necessárias. Pedimos também a todos os nossos benfeitores que rezem pelos padres Levitskyi e Geleta”, afirmou Heine-Geldern.

A prisão dos dois sacerdotes mereceu duras críticas do Exarcado Católico Grego de Donetsk, que emitiu um comunicado, a 30 de de novembro, sobre a situação em que ambos se encontram, alertando “para o facto de quererem forçá-los a confessar que tinham armas na sua posse quando foram detidos”.

No texto, enviado à Fundação AIS Internacional, argumenta-se que “tal confissão seria necessária para legitimar uma decisão judicial que dela resultaria, bem como a condenação ilícita dos dois padres”.

Adverte-se ainda de que um dos sacerdotes, Bohdan Geleta, “tem uma doença crónica e precisa de tomar medicamentos específicos regularmente”, e que “a prisão e a tortura” ameaçam “muito gravemente a sua vida”.

Uma fonte local da Igreja Católica Grega ucraniana explicou à Fundação AIS que o padre Ivan Levitskyi rezava diariamente ao meio-dia com os crentes na Praça da Câmara Municipal de Berdyansk e que, a 16 de novembro, as autoridades pró-russas detiveram não só o sacerdote, mas também duas mulheres que ali estavam em oração, embora as tenham libertado pouco depois, e que, mais tarde, chegaram ao mosteiro e detiveram o segundo padre, Bohdan Geleta.

Segundo as forças leais a Moscovo, citadas no comunicado da Fundação AIS, sobre ambos os padres impende a acusação de que teriam escondidas armas e munições, bem como documentos e propaganda em língua ucraniana, e de que, entre tais documentos, estaria um mapa de um suposto plano de batalha, embora, na verdade, se tratasse de um mapa de 2015, que mostrava o percurso de uma Via Sacra.

O arcebispo de Kiev denunciou também que um terceiro sacerdote ucraniano tinha sido detido por forças russas, afirmando: “O padre Oleksandr Bogomaz foi levado à força por alguns soldados russos que entraram na paróquia após a celebração da missa em Melitopol, na região de Zaporijia, logo no início de dezembro”.

Esse terceiro sacerdote foi posteriormente libertado e a sua libertação prontamente saudada pelo arcebispo, que acusou as forças russas de estarem a “perseguir os padres católicos gregos nos territórios ocupados”, referiu ainda a Fundação AIS.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 14 milhões de pessoas – 6,5 milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Neste momento, 17,7 milhões de ucranianos precisam de ajuda humanitária e 9,3 milhões necessitam de ajuda alimentar e alojamento.

A invasão russa – justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra, que hoje entrou no seu 292.º dia, 6.755 civis mortos e 10.607 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.







Fonte: multinews.sapo.pt                          Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-tropas-russas-estao-a-torturar-dois-padres-detidos-denuncia-arcebispo-de-kiev/
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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #1319 em: 13/12/2022, 10:35 »
 
Guerra na Ucrânia: Vice-governador russo em Kherson ocupada ficou ferido em explosão

MadreMedia / Lusa
12 dez 2022 19:35



Fonte de imagem: 24.sapo.pt

O vice-governador russo na região de Kherson, sob ocupação de forças russas na Ucrânia, ficou hoje ferido após a explosão do seu carro, mas está "em condição estável", disseram agências russas.

Vitaliï Buliouk, primeiro vice-governador da região de Kherson, que Moscovo anexou no final de setembro sem controlá-la totalmente, “ficou ferido” na sequência “da explosão do seu carro”, declarou o ministro regional da Saúde, Vadim Ilmiev.

“A sua condição é estável, (a lesão é) de gravidade moderada”, disse o ministro, citado pela agência de notícias TASS.

De acordo com Ilmiev, “o motorista do carro morreu instantaneamente”, quando “uma mina direcional explodiu e o carro foi carbonizado”.

O chefe da autoridade regional de Zaporijia, controlada por Moscovo, Vladimir Rogov, acrescentou que a explosão ocorreu em Skadovsk, cidade costeira do Mar Negro, 70 quilómetros a sul de Kherson.

Bouliouk, que era uma figura responsável pelas questões económicas da região, está hospitalizado em Simferopol, na Crimeia anexada.

No início de novembro, as forças russas tiveram de retirar parcialmente da região de Kherson, após uma contra-ofensiva das tropas de Kiev.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 14 milhões de pessoas — 6,5 milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus –, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Neste momento, 17,7 milhões de ucranianos precisam de ajuda humanitária e 9,3 milhões necessitam de ajuda alimentar e alojamento.

A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia — foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.755 civis mortos e 10.607 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.






Fonte: 24.sapo.pt                            Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/guerra-na-ucrania-vice-governador-russo-em-kherson-ocupada-ficou-ferido-em-explosao
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