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Autor Tópico: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia  (Lida 78905 vezes)

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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #195 em: 10/09/2022, 12:56 »
 
RÚSSIA: ‘FILTRAGEM’ DE CIVIS UCRANIANOS VIOLA DIREITO INTERNACIONAL HUMANITÁRIO

9 September 2022


Sergei Chuzavkov/SOPA Images/LightRocket via Getty Images

Após verificação pela ONU de que os soldados russos têm submetido civis ucranianos a um procedimento de abusos de direitos designado como “filtragem” – uma prática que a Amnistia Internacional comprova ser profundamente abusiva e humilhante – a diretora da Amnistia para a Europa Oriental e Ásia Central, Marie Struthers, relembra:

“O processo conhecido como ‘filtragem’ é uma violação de direitos humanos e do direito internacional humanitário. As nossas investigações revelam que, por um lado, muitos ucranianos deslocados acabam, involuntariamente, em território russo ou território ocupado pela Rússia, mesmo que não tenham sido forçados a deslocarem-se para lá. No entanto, as deportações e transferências forçadas de civis que se encontram nestes territórios ocupados são proibidas pelo direito internacional humanitário e podem constituir crimes de guerra ou crimes contra a humanidade. Subjugar os civis que foram deslocados à força nestas regiões aos abusos do processo de “filtragem” é um modo cruel de atuação”.

“Subjugar os civis que foram deslocados à força nestas regiões aos abusos do processo de “filtragem” é um modo cruel de atuação”
Marie Struthers

“Estamos também preocupados com os grupos vulneráveis, particularmente crianças desacompanhadas, separadas ou órfãs, pessoas idosas e pessoas com deficiências, algumas impedidas por soldados russos de se deslocar para território controlado pela Ucrânia. Uma vez transferidas para esses locais, muitas pessoas viram-se incapazes de abandonar a Rússia ou áreas ocupadas pela Rússia”.

“Estamos também preocupados com os grupos vulneráveis, particularmente crianças desacompanhadas, separadas ou órfãs, pessoas idosas e pessoas com deficiências, algumas impedidas por soldados russos de se deslocar para território controlado pela Ucrânia”
Marie Struthers

“As autoridades russas devem permitir que a comunidade internacional aceda e vigie os abrigos temporários de acolhimento de civis ucranianos e os procedimentos de retirada de civis que se encontram cercados pelo conflito. Devem ainda assegurar, com efeito imediato, que os civis ucranianos possam sair em segurança das zonas de guerra e entrar em territórios controlados pela Ucrânia. Aos que se encontram na Rússia devem ser-lhes também disponibilizados meios para que consigam voltar à Ucrânia ou deslocar-se para um país terceiro”.

Contexto

A Amnistia Internacional documentou múltiplos casos de soldados russos que violaram os direitos humanos de civis ucranianos detidos, através dos procedimentos de “filtragem” enquanto estes abandonavam a zona de guerra ou atravessavam a fronteira para dentro ou para fora da Rússia.

Crianças desacompanhadas, separadas e órfãs, bem como civis cuidadores de idosos e de pessoas com deficiência em instituições de Mariupol, foram transferidos à força para Donetsk. Nesse período, algumas das crianças e civis encontravam-se já em processo de retirada para áreas controladas pela Ucrânia.

As pessoas idosas, em especial, enfrentam maior risco de ficar presas em áreas controladas pela Rússia ou mesmo na Rússia, devido à falta de informação, aos seus rendimentos e a situações de mobilidade reduzida. Não parecem existir sistemas que facilitem o regresso de pessoas idosas ou com deficiência da Rússia ou de territórios ocupados pela Rússia a territórios controlados pelo governo da Ucrânia.






Fonte: amnistia.pt                  Link: https://www.amnistia.pt/russia-filtragem-de-civis-ucranianos-viola-direito-internacional-humanitario/
"A justiça é o freio da humanidade."
 

Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #196 em: 10/09/2022, 18:27 »
 
Guerra na Ucrânia: Kiev anuncia ter recuperado Kupiansk, no leste do país

MadreMedia / Lusa
10 set 2022 14:49




As forças ucranianas anunciaram hoje ter recuperado a cidade de Kupiansk, no este da Ucrânia, uma localidade chave nas mãos do exército russo há vários meses, adiantou a AFP.

As forças especiais ucranianas difundiram imagens nas redes sociais, mostrando os seus oficiais em Kupiansk, “que foi e será sempre ucraniana”, disseram. ´

As imagens mostram um grupo de soldados de camuflado, com armas automáticas e reunidos em torno de um veículo blindado.

Um responsável regional publicou, por seu lado, uma fotografia de soldados ucranianos na cidade de 27 mil habitantes, com o texto: “Kupiansk é a Ucrânia”.

O novo avanço importante reivindicado pelas forças ucranianas acontece depois de Kiev ter afirmado ter recuperado nos últimos dias o controlo de 30 localidades na zona de Kharkiv, na fronteira com a Rússia.

A cidade de Kupiansk, situada a cerca de 120 quilómetros a sudeste de Kharkiv, caiu nas mãos dos russos menos de uma semana depois do início da ofensiva de Moscovo na Ucrânia, a 24 de fevereiro.

A tomada de controlo pelas forças ucranianas pode colocar um sério problema a Moscovo, uma vez que a cidade se encontra nas rotas de abastecimento de outras posições russas na linha da frente.

Kiev pode brevemente, de acordo com observadores do conflito, aumentar a sua pressão sobre outras cidades controladas pelos russos, sobretudo Izium, que tinha uma população de cerca de 45 mil habitantes antes do início da guerra e que tem uma grande importância para as operações militares de Moscovo.

A ofensiva lançada em 24 de fevereiro na Ucrânia causou já a fuga de quase 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e quase sete milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções em todos os setores, da banca à energia e ao desporto.

A ONU apresentou como confirmados 5.587 civis mortos e 7.890 feridos, sublinhando que os números reais são muito superiores e só serão conhecidos no final do conflito.







Fonte: 24.sapo.pt                      Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/guerra-na-ucrania-kiev-anuncia-ter-recuperado-kupiansk-no-leste-do-pais
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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #197 em: 10/09/2022, 18:30 »
 
O contra-ataque surpresa da Ucrânia

10 de setembro 2022 às 15:19


Fonte de imagem: sol.sapo.pt

Kiev não hesitou em aproveitar a fraqueza das linhas russas a sudeste de Kharkiv, penetrando em profundidade e pressionando Izium, a grande base militar russa no Donbass.

Enquanto todos os olhos estavam postos em Kherson, cujas defesas as forças russas tentavam reforçar face a uma contra-ofensiva ucraniana, Kiev lançou um ataque rápido e inesperado do outro lado do país, a sudeste de Kharkiv, esta semana. Reconquistaram cerca de 400 quilómetros de território, segundo estimou o Instituto para o Estudo da Guerra, penetrando cerca de 20km nas linhas russas. E talvez ainda mais crucial, deixando sob ameaça Izium, uma cidade transformada numa espécie de enorme base militar, a principal rampa de lançamento dos invasores para o oeste do Donbass.

Este avanço em profundidade deixou surpresos analistas, num conflito que se tornara uma guerra de atrito, com linhas da frente quase estáticas, após o falhanço das ambiciosas manobras russas contra Kiev e Kharkiv. O ataque ucraniano é descrito como tendo sido encabeçado por um «poderoso punho blindado», explicou Rob Lee, investigador sénior do Foreign Policy Research, no Twitter, tendo 15 tanques ucranianos rumado para a aldeia de Balakliia, sob ocupação russa, que foi cercada, estando a decorrer aqui os combates mais ferozes.

O choque dos invasores aumentou ainda mais quando se aperceberam de que a sua aviação não conseguiria varrer o avanço ucraniano. As forças russas continuam a estar em vantagem nos céus, mas os ucranianos tinham transportado discretamente para a área grandes quantidades de defesas anti-aéreas, protegendo o seu contra-ataque, naquilo a que os militares costumam chamar de uso de armas combinadas.

Pensa-se que esta parte da linha da frente estivesse a ser guarnecida sobretudo por unidades da Guarda Nacional da Rússia, que é dada como estando com uma moral particularmente baixa e a sofrer deserções, dispondo de artilharia insuficiente na região. Já as forças ucranianas não hesitaram em aproveitar-se disso.

«O pressuposto é que a Ucrânia tirou vantagem do reposicionamento dos russos para longe do norte e leste da vasta linha da frente para lançar este ataque surpresa», explicou o editor para a Defesa e Segurança do Guardian, Dan Sabbagh, referindo-se ao foco dos invasores na cidade de Bakhmut, em Donetsk, que já tentam conquistar há semanas, martelando-a sistemática e lentamente com bombardeamentos maciços, tentando aproximar-se de Kramatorsk, o grande ponto de abastecimento das forças ucranianas no Donbass.

Já o contra-ataque no sudeste deixou claro que a Ucrânia «está disposta a ser flexível e oportunista», notou Sabbagh. «E que qualquer pessoa que esteja segura de saber a estratégia de Kiev deveria em vez disso estar disposta a ser surpreendida».

Entretanto, com as forças ucranianas a tomar decididamente a iniciativa, o Kremlin arrisca ter de estar a apagar fogos, tendo de decidir se move tropas para o sudeste de Kharkiv, se continua a apostar no seu assalto a Bakhmut ou se reforça Kherson, no sul. Nesta frente, as forças russas também não têm tido muito boas notícias, tendo as forças armadas ucranianas anunciado esta quinta-feira ter avançado dezenas de quilómetros em direção à cidade, que tentam isolar da península da Crimeia, principal ponto de abastecimento dos russos nesta região.






Fonte: sol.sapo.pt                   Link: https://sol.sapo.pt/artigo/780660/o-contra-ataque-surpresa-da-ucr-nia
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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #198 em: 11/09/2022, 13:05 »
 
Zelensky prevê uma "rápida desocupação" da Ucrânia no inverno

MadreMedia / Lusa
11 set 2022 08:21



Fonte de imagem: 24.sapo.pt

O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, prognosticou no sábado uma "rápida desocupação" do país este inverno, pelo facto de os militares russos "estarem a fugir em várias direções".

No decurso da sua intervenção no fórum internacional anual na Yalta European Strategy (YES), que decorreu em Kiev, Zelensky disse que “o período invernal pode ser um ponto de inflexão na libertação dos territórios ucranianos ocupados pela Rússia”.

“Para isso o nosso exército necessita de um fornecimento sistemático dos tipos de armas necessários”, disse, segundo indicou a página digital da presidência.

“Julgo que este inverno é um ponto de inflexão e pode implicar uma rápida desocupação da Ucrânia. Vemos como [as forças russas] estão a fugir em algumas direções. Se formos um pouco mais fortes com as armas, poderemos desocupar mais rapidamente”, disse.

Zelensky sublinhou ainda que o exército ucraniano continua preparado para avançar no terreno e “defender a [sua] terra”.

A ofensiva lançada em 24 de fevereiro na Ucrânia causou já a fuga de quase 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e quase sete milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções em todos os setores, da banca à energia e ao desporto.

A ONU apresentou como confirmados 5.587 civis mortos e 7.890 feridos, sublinhando que os números reais são muito superiores e só serão conhecidos no final do conflito.






Fonte: 24.sapo.pt                   Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/zelensky-preve-uma-rapida-desocupacao-da-ucrania-no-inverno



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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #199 em: 11/09/2022, 13:07 »
 
Ucrânia: Último reator de Zaporijia desligado após energia restabelecida

MadreMedia / Lusa
11 set 2022 10:39



Fonte de imagem: 24.sapo.pt 

A operadora nuclear ucraniana revelou hoje que foi desligado o último dos seis reatores de Zaporijia, após ter sido restabelecido fornecimento de eletricidade a Enerhodar, cidade onde está localizada a maior central nuclear da Europa.

A Energoatom adiantou que uma das linhas que ligava a central à rede nacional ucraniana de eletricidade foi restaurada na noite de sábado, permitindo à empresa encerrar o último reator.

A última linha de energia tinha sido cortada na segunda-feira, deixando a central sem qualquer tipo de fonte de energia exterior.

Zaporijia era até ao momento alimentada pelo único dos seis reatores que se mantinha operacional, fornecendo energia aos seus sistemas de segurança.

No sábado, os presidentes ucraniano e francês, Volodymyr Zelensky e Emmanuel Macron, insistiram na necessidade de garantir a segurança de Zaporijia, alertando para a “situação muito preocupante” vivida naquela infraestrutura.

De acordo com o Eliseu, citado por agências noticiosas, nesta conversa telefónica os dois presidentes reiteraram o apoio ao trabalho da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA)”, que na sexta-feira tinha alertado para a “situação insustentável” em Zaporijia devido ao apagão em Enerhodar.

Zelensky e Macron sublinharam a exigência de garantir a retirada das tropas russas daquela zona para garantir a segurança em Zaporijia.

Segundo o Presidente ucraniano foi dado muito tempo à crise na central nuclear de Zaporijia.

“A nossa posição é que a única maneira de proteger a Europa de um desastre nuclear é desmilitarizar a central”, afirmou.

Num vídeo publicado na página oficial da AIEA na sexta-feira, o diretor-geral da agência, Mariano Grossi, deu conta da “grave situação” que aconteceu na noite de quinta-feira em Zaporijia na sequência de um apagão em Enerhodar, devido a um bombardeamento que destruiu a infraestrutura de energia que alimenta a cidade.

“Esta é uma situação insustentável e cada vez mais precária. Enerhodar escureceu. A central nuclear não tem energia externa. E vimos que quando a infraestrutura foi reparada, acabou por ser danificada novamente”, lamentou.

A ofensiva militar lançada em 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de quase 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e quase sete milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções em todos os setores, da banca à energia e ao desporto.

A ONU apresentou como confirmados 5.587 civis mortos e 7.890 feridos, sublinhando que os números reais são muito superiores e só serão conhecidos no final do conflito.






Fonte: 24.sapo.pt                     Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/ucrania-ultimo-reator-de-zaporijia-desligado-apos-energia-restabelecida
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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #200 em: 11/09/2022, 13:09 »
 
Autoridades ucranianas dizem que recapturaram mais de três mil quilómetros quadrados

MadreMedia / Lusa
11 set 2022 12:06



Fonte de imagem: 24.sapo.pt

As autoridades militares da Ucrânia anunciaram hoje que as suas tropas recapturaram mais de 3.000 quilómetros quadrados de território em setembro das forças russas, durante uma contraofensiva no nordeste da Ucrânia.

“Desde o início de setembro, mais de 3.000 quilómetros quadrados retornaram ao controlo ucraniano”, disse Valerii Zaluzhnyi, comandante-em-chefe do Exército ucraniano, num comunicado.

“Em torno de Kharkiv, começamos a avançar não apenas para o sul e o leste, mas também para o norte. Estamos a 50 quilómetros da fronteira”, declarou ainda Zaluzhnyi.

A Rússia anunciou no sábado que havia “retirado” as suas forças presentes “nas regiões de Balakliia e Izium”, a fim de “fortalecer” o seu sistema em torno de Donetsk, mais ao sul, uma das capitais dos separatistas pró-russos.

A ofensiva militar lançada em 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de quase 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e quase sete milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções em todos os setores, da banca à energia e ao desporto.

A ONU apresentou como confirmados 5.587 civis mortos e 7.890 feridos, sublinhando que os números reais são muito superiores e só serão conhecidos no final do conflito.






Fonte: 24.sapo.pt                  Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/autoridades-ucranianas-dizem-que-recapturaram-mais-de-tres-mil-quilometros-quadrados
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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #201 em: 12/09/2022, 09:27 »
 
Ucrânia assegura que forças russas prosseguem retirada de várias regiões de Kherson

MadreMedia / Lusa
11 set 2022 21:20



Fonte de imagem: 24.sapo.pt

O estado-maior das Forças Armadas ucranianas assegurou hoje que na sequência dos avanços de sábado em Kharkiv, as forças russas retiraram de diversas localidades da província de Kherson.

De momento, e segundo Kiev, as forças russas limitam-se a missões de reconhecimento aéreo e de sabotagem para dificultar a ofensiva ucraniana. Assim, terão lançado 16 projéteis e bombardeado três posições em território ucraniano, que atingiram 15 localidades.

Também na região de Sumy terão ocorrido bombardeamentos russos com carros de combate, morteiros, artilharia e lança-foguetes contra infraestruturas de quatro localidades.

Já na região de Kramatorsk, província de Donetsk, as bombas russas também flagelaram diversas posições, enquanto nas regiões onde recuaram terão deixado diverso material militar, incluindo camiões Kamaz e veículos blindados Tiger.

Segundo um balanço oficial do Governo ucraniano, pelo menos 52.650 militares russo já foram mortos na Ucrânia desde o início da operação militar en 24 de fevereiro. Nas últimas 24 horas, Kiev reivindicou a morte de 400 soldados russos.

Estes movimentos de tropas russas em direção a leste foram confirmados por Moscovo, que no sábado justificou estas manobras para reforçar as posições na vizinha região de Donetsk.

A Ucrânia indicou já ter “libertado” este mês 3.000 quilómetros quadrados no seu contra-ataque. A Rússia controla cerca de 120.000 quilómetros quadrados de território ucraniano, incluindo a península da Crimeia, anexada em 2014.

A ofensiva militar lançada em 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de quase 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e quase sete milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções em todos os setores, da banca à energia e ao desporto.

A ONU apresentou como confirmados 5.587 civis mortos e 7.890 feridos, sublinhando que os números reais são muito superiores e só serão conhecidos no final do conflito.






Fonte: 24.sapo.pt                        Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/ucrani-assegura-que-forcas-russas-prosseguem-retirada-de-varias-regioes-de-kherson
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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #202 em: 12/09/2022, 09:30 »
 
Zelensky agradece aos ucranianos defesa do país no 200.º dia de guerra

MadreMedia / Lusa
12 set 2022 06:15



Fonte de imagem: 24.sapo.pt

O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, agradeceu no domingo à população pela defesa do país e quando a invasão russa completou 200 dias, ainda sem perspetivas de uma solução negociada para o conflito.

“Nestes 200 dias conseguimos muito, mas o mais importante, o mais complicado, está para chegar”, afirmou o dirigente ucraniano na sua mensagem diária ao país.

Zelensky elogiou a ação do exército ucraniano, dos “combatentes que heroicamente contiveram o inimigo” e dedicou o discurso “a todos os que estiveram valentemente de pé durante 200 dias, sendo o motivo exato para que a Ucrânia esteja de pé”.

“Acreditamos em vós, aos que estão a fazer o seu trabalho, a arriscar a sua vida, defendendo o seu país durante todos estes 200 dias, a — 15 graus centígrados, a + 35 graus centígrados, às 02:00 ou às 06:00, numa qualquer segunda-feira ou no Dia da Independência, apesar do cansaço, da tensão e do perigo”, assinalou.

O Presidente ucraniano agradeceu individualmente às tropas terrestres pela seu “valente e desinteressado trabalho”, um trabalho “duro”, à Força Aérea, que felicitou por “repelir com êxito o inimigo” na região de Donetsk, e às forças navais ao recordar os seus “êxitos”.

Zelensky expressou ainda satisfação pelas suas tropas, as que “escrevem a história da independência, a história da vitória, a história da Ucrânia”.

A Ucrânia reivindicou um dos seus principais êxitos desde o início da guerra, quando no sábado o Ministério da Defesa anunciou que as suas tropas estavam a registar importantes avanços na região de Kharkiv.

A ofensiva militar lançada em 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de quase 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e quase sete milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções em todos os setores, da banca à energia e ao desporto.

A ONU apresentou como confirmados 5.587 civis mortos e 7.890 feridos, sublinhando que os números reais são muito superiores e só serão conhecidos no final do conflito.






Fonte: 24.sapo.pt                      Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/zelensky-agradece-aos-ucranianos-defesa-do-pais-no-200-o-dia-de-guerra
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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #203 em: 12/09/2022, 09:48 »
 
A Ucrânia fintou a Rússia em Kharkiv. Será que virou a maré?

12 de setembro 2022 às 08:13


Fonte de imagem: AFP

Kiev convenceu o Kremlin de que ia cair sobre Kherson e afinal rasgou as linhas russas a sudeste de Kharkiv, a mais de 500km de distância. Os invasores retiram de Iziym e até o ditador checheno se queixa em público.   

A contraofensiva da Ucrânia no sudeste de Kharkiv surpreendeu o Kremlin, semeando a confusão entre forças russas, que começaram desordenadamente a bater em retirada de Izium, aponta o mais recente relatório do Instituto para o Estudo da Guerra. É que, de um momento para o outro, a guarnição desta cidade – porta de entrada para o oeste do Donbass, talvez a mais importante base de apoio logístico russa na região – deixou de estar a uma distância relativamente confortável da linha da frente, temendo um cerco. 

Kiev finalmente conseguiu a iniciativa na guerra, enganando Moscovo ao ameaçar com um grande contraofensiva em Kherson, no sul. Levando os invasores a enviar reforços vindos do leste para esta cidade estratégica, enquanto as forças ucranianas discretamente se preparavam para avançar em Izium, a mais de 500 km de distância.

Apesar deste conflito se ter tornado uma guerra de atrito ao longo dos últimos meses, o exército ucraniano conseguiu penetrar a linha da frente russa, chegando a uma profundidade de mais de 70 km. Estima-se que tenha recuperado uns três mil quilómetros quadrados de território numa questão de dias, mais do que os russos conseguiram conquistar desde abril.

Talvez mais importante ainda, Kiev tem divulgado imagens das suas tropas a entrar em Kupiansk, a norte de Izium, cortando uma estrada e linha ferroviária essencial para o abastecimento dos russos. Declarando ter reconquistando a aldeia de Velikiy Burluk, este sábado, a meros 15 km da sua fronteira com a Rússia.

A justificação do Governo de Vladimir Putin foi muito semelhante à dada para a catastrófica retirada dos arredores de Kiev e do norte da Ucrânia. Explicando que as suas forças saíram de Izium meramente para “reagrupar”, retirando do sudeste de Kharkiv para concentrar esforços no oblast – uma divisão administrativa equivalente aos nossos distritos – de Donetsk. No entanto, apesar da repressão de vozes críticas, começam a ouvir-se vozes críticas mesmo no seio da liderança russa.

“Foram cometidos erros”, declarou Ramzan Kadyrov, o temido senhor da guerra que Putin colocou à frente da Chechénia, que sempre se afirmou o mais leal   seguidor do Presidente. “Se hoje ou amanhã não forem feitas mudanças na estratégia, vou ser forçado a falar com a liderança”, assegurou Kadyrov no Telegram, reagindo às notícias da retirada em Izium. “Pode não ser simpático quando dizes a alguém a verdade na cara, mas eu gosto de dizer a verdade”.

Já o ministro da Defesa ucraniano, Oleksii Reznikov, assegurou que a contraofensiva a sudeste de Kharkiv correu ainda “melhor do que o esperado”. Em vez do habitual lento avanço russo, graças a bombardeamentos massivos de artilharia contra trincheiras ucranianas, ou destruindo cidades quarteirão a quarteirão, a Ucrânia lançou um ataque relâmpago. Recorreu a concentrações de forças mecanizadas, com apoio de grandes quantidades de defesas antiaéreas, impedindo a aviação russa de travar o contra-ataque.

No entanto, há o risco das forças ucranianas se estenderem demais e ficarem expostas a um contra-ataque. Depois de reconquistar tanto território, “tens de controlá-lo e estar pronto a defendê-lo”, ressalvou Reznikov, em entrevista ao Financial Times. Garantindo que a moral russa sofreu um choque enorme, chegando o Kremlin recorrer a cerca de 1200 tropas chechenas de Kadyrov, conhecidas pela sua brutalidade, para policiar a linha da frente e evitar deserções 
Afinal, a contraofensiva a sudeste de Kharkiv não só apanhou o Kremlin desprevenido – ao longo das últimas semanas, a Radio Free Europe obteve imagens que mostravam forças russas a ser transferidas na direção contrária, para sul, através da Ponte do Estreito de Kerch, que liga a Rússia à Crimeia – como até “surpreendeu alguns ucranianos”, notou Orla Guerin, correspondente da BBC.

“Tudo isto é catártico para os ucranianos e tranquilizador para os seus apoiantes ocidentais”, considerou Guerin. São notícias que chegam em ótima hora para Kiev, que temia que um impasse desgastasse o apetite da NATO em oferecer apoia militar e financeiramente. Tendo o primeiro-ministro da Ucrânia,  Denys Shmyhal, pedido fundos de emergência no equivalente a uns 17 mil milhões de euros, este domingo, para reparar a infraestruturas ucranianas, de maneira a enfrentar as baixas temperaturas do inverno.

Fintas ucranianas
Para conseguir surpreender a Rússia, a Ucrânia dedicou-se a uma extensiva operação de desinformação. Foi lançando ataques em Kherson – alguns deles com custos humanos enormes, tendo o Washington Post descrito um enorme influxo de tropas ucranianas feridas ou até mutiladas nos hospitais do sul – e até reconquistando algumas aldeias nos arredores da cidade, enquanto impedia a ida de jornalistas para a linha da frente, para impedir que fosse percetível que as suas forças afinal estavam a ser concentradas noutro lado.
Ao mesmo tempo, as secretas ucranianas conduziam uma caça aos informadores russos no oblast de Kharkiv, impedindo-os de avisar os invasores que muito do mais moderno equipamento vindo da NATO estava a ser enviado para a região, descreveu uma fonte militar da Ucrânia ao Guardian. Os informadores “foram quase completamente limpos, eram sobretudo civis ucranianos normais, mas também alguns agentes russos à paisana”, explicou. “Os russos não faziam ideia do que estava a acontecer”.

Já os militares ucranianos desfrutavam de uma visão bastante límpida do que esperar, muito graças ao apoio de secretas ocidentais, seja através de redes de espiões ou imagens de satélite.

Kiev tem tido “informação quase minuto a minuto, 24/7, a ser-lhes entregue pela enorme capacidade global americana, dando-lhes uma ideia muito clara sobre o que os russos andam a fazer”, frisou Paul Rogers, professor de estudos da paz na Universidade de Bradford e consultor de segurança global do Oxford Research Group, à conversa no podcast do jornalista Owen Jones. “Suspeito que as secretas ucranianas podem saber o que algumas unidades russas vão fazer  antes delas próprias saberem”, rematou Rogers.

Contudo, não é por a Ucrânia de momento ter vantagem que uma vitória total se aproxima, avalia. “Não há qualquer hipótese de a Ucrânia ser derrotada agora, tanto quanto é imaginável, porque mesmo que enfrentasse enormes dificuldades, a NATO simplesmente aumentaria a sua atuação”, ressalvou este analista. “Por outro lado, a Rússia, nas mãos de alguém como Putin, tem sempre a opção de ameaçar escalar com o uso de armas nucleares táticas”. 







Fonte:  sol.sapo.pt                           Link: https://sol.sapo.pt/artigo/780712/a-ucr-nia-fintou-a-r-ssia-em-kharkiv-sera-que-virou-a-mare-
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Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #204 em: 12/09/2022, 14:13 »
 
Exército ucraniano diz que controlou “mais de 20 localidades” em 24 horas

Por MultiNews com Lusa   em 09:59, 12 Set 2022


Fonte de imagem: multinews.sapo.pt

O Exército ucraniano anunciou esta segunda-feira que retomou “mais de 20 localidades” em 24 horas, no quadro da sua contraofensiva contra o exército russo, nomeadamente no leste da Ucrânia.

“A libertação de localidades dos invasores russos continua nas regiões de Kharkiv e Donetsk” (leste), referiu o Exército ucraniano no seu relatório matinal.

“Em toda a linha de frente, as forças ucranianas conseguiram expulsar o inimigo de mais de 20 localidades” em 24 horas, acrescenta-se no documento.

“Durante a retirada, as tropas russas abandonaram as suas posições às pressas e fugiram”, segundo o Exército.

A Ucrânia afirmou no domingo ter recuperado cerca de 3.000 quilómetros quadrados do seu território, principalmente na região de Kharkiv, desde o início de setembro.

Na noite de domingo, várias regiões do leste, norte, sul e centro do país sofreram extensos cortes de energia, atribuídos pelas autoridades ucranianas aos ataques russos. Perto de Kharkiv, a central termoelétrica número 5, a segunda do país, foi afetada, segundo a Presidência ucraniana.

A energia foi rapidamente restaurada em algumas das áreas afetadas.

Na região de Kharkiv, 80 por cento do fornecimento de eletricidade e água foi restaurado, disse hoje o vice-chefe do gabinete da Presidência ucraniana, Kyrylo Tymoshenko, na rede social Telegram.

A ofensiva militar lançada em 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de quase 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e quase sete milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções em todos os setores, da banca à energia e ao desporto.

A ONU apresentou como confirmados 5.587 civis mortos e 7.890 feridos, sublinhando que os números reais são muito superiores e só serão conhecidos no final do conflito.






Fonte: multinews.sapo.pt                      Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/exercito-ucraniano-diz-que-controlou-mais-de-20-localidades-em-24-horas/
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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #205 em: 12/09/2022, 14:16 »
 
ONU acusa Rússia de intimidar opositores internos da guerra na Ucrânia

MadreMedia / Lusa
12 set 2022 10:33



Fonte de imagem: 24.sapo.pt


O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos acusou hoje a Rússia de intimidar os opositores da guerra na Ucrânia e de praticar várias "formas de censura" no país.


Na Rússia, “a intimidação, as medidas restritivas e as sanções contra pessoas que se opõem à guerra na Ucrânia prejudicam o exercício das liberdades fundamentais garantidas pela Constituição, em particular os direitos à liberdade de reunião, expressão e associação”, afirmou a alta-comissária em exercício, Nada Al-Nashif, no discurso de abertura da 51ª sessão do Conselho de Direitos Humanos.

“A pressão exercida sobre os jornalistas, o bloqueio da internet e outras formas de censura são incompatíveis com o pluralismo da comunicação social e violam o direito de acesso à informação”, acrescentou.

Nada Al-Nashif pediu ainda a Moscovo para “reconsiderar as medidas tomadas com o objetivo de estender o rótulo de ‘agente estrangeiro’ a pessoas consideradas ‘sob influência estrangeira’ e para criminalizar contactos não declarados com representantes de Estados ou organizações estrangeiras considerados atentatórios da ‘segurança’ da Federação da Rússia”.

A guerra na Ucrânia será discutida várias vezes durante esta sessão do Conselho dos Direitos Humanos, que estará reunido durante um mês.

O mais alto órgão de defesa dos direitos humanos da ONU lançou em maio uma investigação de alto nível sobre violações cometidas por militares russos na Ucrânia.

Os investigadores deverão ser ouvidos em 23 de setembro pelo Conselho, mas há uma pressão crescente para que o órgão também analise os abusos dos direitos humanos na Rússia e crie um cargo de Relator Especial.

No entanto, não é certo que os países ocidentais concordem em aprovar um projeto de resolução sobre este assunto já que receiam não conseguir uma maioria, sendo que os textos teriam de ser aprovados pela maioria dos 47 Estados-membros do Conselho.

Nada Al-Nashif, que ocupa o cargo de alta-comissária interina até à chegada a Genebra do austríaco Volker Türk, nomeado na semana passada para suceder a Michelle Bachelet, não fez qualquer recomendação específica ao Conselho, deixando a decisão aos diplomatas.

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que já terá causado a fuga de mais de 13 milhões de pessoas, sete milhões das quais para os países vizinhos, tendo a ONU classificado esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a II Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções.






Fonte: 24.sapo.pt                            Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/onu-acusa-russia-de-intimidar-opositores-internos-da-guerra-na-ucrania
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Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #206 em: 12/09/2022, 14:18 »
 
Rússia sofre maior derrota militar na invasão desde o abandono de Kiev: contra-ofensiva ucraniana supera em 8 vezes as tropas russas

Por Francisco Laranjeira   em 12:18, 12 Set 2022


Fonte de imagem: multinews.sapo.pt

As forças ucranianas superaram as tropas russas numa proporção de oito para um durante a contra-ofensiva relâmpago no passado fim de semana, denunciou esta segunda-feira o chefe do Governo apoiado pela Rússia na região de Kharkiv, na Ucrânia. As forças ucranianas invadiram os centros de abastecimento russos de Izium e Kupiansk, naquela que foi a pior derrota militar da Rússia desde que as suas forças foram forçadas a abandonar Kiev logo após o início da invasão ordenada por Vladimir Putin.

Vitaly Ganchev, em entrevista ao canal de televisão estatal ‘Rossiya-24’, garantiu que as forças ucranianas capturaram assentamentos anteriormente controlados pela Rússia no norte da região, rompendo a fronteira com a Rússia, e que “cerca de 5.000” civis foram evacuados para a Rússia. Ganchev sustentou ainda que “a situação está a tornar-se mais difícil a cada hora”, acrescentando que a fronteira com a região russa de Belgorod está agora fechada.

O Ministério da Defesa da Rússia publicou, este domingo, um mapa no qual foi possível ver-se que as forças russas abandonaram quase inteiramente a região de Kharkiv.

Na região de Kherson, no sul da Ucrânia, controlada pela Rússia, onde uma ofensiva mais lenta fez com que as forças de Kiev obtivessem ganhos modestos nas últimas semanas, uma autoridade instalada pela Rússia disse que não há motivo para preocupação. “Em Kherson não há pânico”, apontou Kirill Stremousov, na rede social ‘Telegram’.

Já o Instituto para o Estudo da Guerra, com sede nos EUA, informou esta segunda-feira um aumento do progresso ucraniano na região de Kherson, com as forças de Kiev a aproximar-se da cidade de Kherson, depois de semanas de bombardeamentos de artilharia. “Está calmo. Possivelmente é a calmaria antes da tempestade mas estamos prontos para ficar até ao fim e não entregaremos a nossa cidade russa de Kherson a ninguém”, prometeu Stremousov.






Fonte: multinews.sapo.pt                        Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/russia-sofre-maior-derrota-militar-na-invasao-desde-o-abandono-de-kiev-contra-ofensiva-ucraniana-supera-em-8-vezes-as-tropas-russas/
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Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #207 em: 12/09/2022, 14:24 »
 
Ucrânia recupera terreno e Putin tem cada vez mais dificuldade em projetar uma imagem de força

MadreMedia
12 set 2022 14:07



EPA/GAVRIIL GRIGOROV / SPUTNIK / KREMLIN POOL MANDATORY CREDIT

Como uma "operação especial de desinformação" permitiu à Ucrânia ter a maior vitória militar na guerra desde que expulsou as tropas russas dos subúrbios de Kiev, em abril — e o que é que isso representa para Putin e para a moral das suas tropas.

A atualidade informativa tem sido marcada pelos surpreendentes sucessos da contraofensiva ucraniana, os mais significativos desde que as tropas de Kiev conseguiram expulsar as forças de Putin da capital, em abril.

Ontem, pelas contas das autoridades ucranianas, tinham sido recuperados mais de 3.000 quilómetros quadrados de território só em setembro, durante uma contraofensiva no nordeste, especificamente na região de Kharkiv, a segunda maior cidade do país (recorde-se que as tropas de Vladimir Putin controlam cerca de 120.000 quilómetros quadrados de território ucraniano, incluindo a península da Crimeia, anexada em 2014).

Os soldados russos foram obrigados a retirar de Balakliya, Izium e Kupiansk — um triângulo estratégico para os russos na região. Incapaz de esconder a derrota, o Kremlin assumiu a retirada, mas com o objetivo de “fortalecer-se” em torno de Donetsk, mais a sul, uma das capitais dos separatistas pró-russos.

Parte do sucesso desta contraofensiva no nordeste poderá deve-se ao que a Ucrânia apelidou de "operação especial de desinformação" — numa referência irónica ao facto de a Rússia se referir internamento à guerra como uma "operação militar especial".

O porta-voz das forças especiais do exército ucraniano, Taras Berezovets, descreveu-o da seguinte forma ao The Guardian: “A Rússia pensou que íamos atacar no Sul e levou para lá o seu equipamento. Em vez disso, a ofensiva aconteceu onde eles menos esperavam, o que os deixou em pânico.”

Mas a sul também se anunciam progressos. Segundo Natalia Humeniuk, porta-voz do exército ucraniano, as tropas de Kiev já conseguiram recuperar cinco localidades na região de Kherson, tendo sido libertados cerca de 500 quilómetros quadrados — uma informação que ainda não foi possível confirmar de forma independente.

Volodymyr Zelensky acredita que “este inverno é um ponto de inflexão e pode implicar uma rápida desocupação da Ucrânia. Vemos como [as forças russas] estão a fugir em algumas direções. Se formos um pouco mais fortes com as armas, poderemos desocupar mais rapidamente”, assinalou durante uma intervenção no fórum internacional anual na Yalta European Strategy (YES) .

A Rússia, por sua vez, desvalorizou formalmente os avanços ucranianos e mantém que os objetivos definidos para este conflito serão cumpridos — e a resposta russa aos recuos em Kharkiv não tardou, com a cidade a ser atingida por vários mísseis, deixando-a sem luz e sem água.

A leitura dos serviços de inteligência britânicos é de que em Kharkiv, "desde quarta-feira, a Ucrânia recuperou o equivalente a duas vezes o território da Região de Londres [cerca de 3 mil quilómetros quadrados]".

Já a "sul, junto a Kherson, a Rússia está provavelmente com dificuldades em transportar reservas suficiente através o rio Dnipro para a linha da frente. Uma ponte flutuante russa improvisada, que começou a ser construída há duas semanas, continua incompleta. A artilharia ucraniana de longo alcance está a bombardear os acessos no Dnipro com tanta frequência que impedem qualquer reparação de pontes por parte da Rússia", acrescenta.

Assim, conclui o relatório desta segunda-feira, 12 de setembro, "os rápidos sucessos da Ucrânia podem ter implicações significativas para o conjunto do desenho operacional russo. É muito provável que a maior parte das forças [russas] na Ucrânia seja obrigada a dar prioridade a ações defensivas de emergência. A já limitada confiança que as tropas russas têm na liderança militar deverá deteriorar-se ainda mais".

Talvez por isso, Kirill Stremousov, um dos líderes impostos pela Rússia no território ocupado de Kherson, tenha estado particularmente ativo no Telegram na manhã desta segunda-feira, publicando diversos vídeos com o objetivo de aumentar a moral das tropas.

Em casa, a contraofensiva ucraniana começa a "pesar" sobre a reputação de Putin.

Nacionalistas russos exigem agora ao seu líder que faça mudanças imediatas na ofensiva, com vista a garantir uma vitória definitiva sobre a Ucrânia, escreve a Reuters,

O líder da Chechênia, Ramzan Kadyrov, aliado de Putin e cujas tropas estão também na linha da frente, assumiu que a campanha militar não está a correr como esperado. "Se hoje ou amanhã não forem feiras mudanças na operação militar especial, serei forçado a ir até à liderança e explicar-lhes a situação no terreno".

Rybar, um proeminente blogger do Telegram, que apoia a intervenção militar, criticou o silêncio de Moscovo sobre esta contraofensiva. "Agora é o tempo de calar e não dizer nada... isto prejudica seriamente a causa", disse.

"Por causa de erros que não conhecemos, o controlo do processo político foi perdido", assumiu Sergei Markov, um analista pró-Kremlin, que aparece recorrentemente na televisão estatal, nas redes sociais. "Eu garanto-vos que esta confusão não vai durar. Mas de momento, é uma confusão".

“Parece que está na altura de endurecer,” defendeu Vladimir Solovyov, no seu programa de televisão este domingo, dizendo que a Rússia não está a fazer o suficiente para travar o exército ucraniano e quebrar as suas linhas de abastecimento.

Igor Girkin, que ajudou a lançar a guerra no Donbass em 2014, comparou o colapso de uma das principais frentes de batalha na Ucrânia à batalha de Mukden, em que uma derrota catastrófica no conflito russo-japonês levou à Revolução Russa de 1905. O ex-operacional do FSB, que tem apelidado o ministro da Defesa de "o marechal de papelão", tem dito repetidamente que a Rússia será derrotada se não declarar uma mobilização nacional de tropas para este conflito.

Mesmo que a fúria seja, nesta fase, direcionada para as chefias militares, a contraofensiva ucraniana não abona em favor da imagem de estratega militar e político de Vladimir Putin, numa guerra anunciada como "operação especial", que se esperava ver "resolvida" em algumas semanas e leva já mais de seis meses.

"A força é a única fonte de legitimidade de Putin", diz Abbas Gallyamov, que em tempos foi responsável por escrever os discursos do líder russo, ao The New York Times. "E numa situação em que ele não tem força, a sua legitimidade vai cair até chegar a zero", acrescentou.

Segundo alguns analistas ouvidos pelo NYT, a realidade não suporta a narrativa de Putin sobre a Ucrânia, criando "buracos" na ideia de que o exército russo é invencível, de que a Ucrânia é um país de corruptos e cobardes ou de que a Rússia "não perdeu nada" com este conflito (segundo um balanço oficial do Governo ucraniano, pelo menos 52.650 militares russo já foram mortos na Ucrânia desde o início da operação militar).

E o descontentamento começa a ser visível até em Moscovo, cidade que a Putin tentou "escudar" dos custos do conflito.

Tatiana Stanovaya, analista política russa, diz que ao minimizar a guerra — inclusive apelidando-a de "operação militar especial" — o Kremlin criou para os russos uma realidade paralela, de aparente normalidade, provavelmente crente de que este seria um conflito de curto prazo. No entanto, recuo após recuo, a narrativa é difícil de manter.

Na tragédia dos números, dão-se como confirmados 13 milhões de deslocados, pelo menos 5.587 civis mortos e 7.890 feridos, mas sabe-se que serão muitos mais, num conflito que, para já, continua sem fim à vista.

Não é claro como é que a Rússia vai responder aos avanços da Ucrânia no terreno — ou o que Putin está disposto a fazer para travar o "momentum" ucraniano, mas tal irá determinar se este momento é uma viragem decisiva na guerra ou apenas mais uma batalha.






Fonte: 24.sapo.pt                            Link: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/ucrania-recupera-terreno-e-putin-tem-cada-vez-mais-dificuldade-em-projetar-uma-imagem-de-forca
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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #208 em: 12/09/2022, 17:15 »
 
Ucrânia: Portugal atribuiu mais de 52.000 proteções temporárias a pessoas que fugiram da guerra

Por MultiNews Com Lusa em 14:13, 12 Set 2022



Portugal atribuiu até hoje mais de 52 mil proteções temporárias a pessoas que fugiram da guerra na Ucrânia e cerca de um quarto foram concedidas a menores, informou hoje o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).

Segundo a última atualização feita pelo SEF, desde o início da guerra, a 24 de fevereiro, Portugal concedeu 52.121 proteções temporárias a cidadãos ucranianos e a estrangeiros que residiam na Ucrânia, 30.969 dos quais a mulheres e 21.152 homens.

O SEF avança que o maior número de proteções temporárias concedidas continuam a ser Lisboa (11.227), Cascais (3.143), Porto (2.548), Sintra (1.793) e Albufeira (1.280).

O SEF indica também que emitiu 42.602 certificados de concessão de autorização de residência ao abrigo do regime de proteção temporária.

Este certificado, emitido após o Serviço Nacional de Saúde, Segurança Social e Autoridade Tributária terem atribuído os respetivos números, é necessário para os refugiados começarem a trabalhar e acederem a apoios.

Durante o processo de atribuição destes números, os cidadãos podem fazer a consulta dos números que, entretanto, vão sendo atribuídos, na sua área reservada da plataforma digital https://sefforukraine.sef.pt.

O SEF avança também que foram autorizados pedidos de proteção temporária a 13.686 menores, representando cerca de 26% do total.

O SEF revela ainda que comunicou ao Ministério Público (MP) a situação de 729 menores ucranianos que chegaram a Portugal sem os pais ou representantes legais, casos em que se considera não haver “perigo atual ou iminente”.

Nestas situações, em que na maioria dos casos a criança chegou a Portugal com um familiar, o caso é comunicado ao MP para nomeação de um representante legal e eventual promoção de processo de proteção ao menor.

O SEF comunicou também à Comissão de Proteção de Crianças e Jovens a situação de 15 menores que chegaram a Portugal não acompanhadas, mas com outra pessoa que não os pais ou representante legal comprovado, representando estes casos “perigo atual ou iminente”.

O pedido de proteção temporária a Portugal pode ser feito através daquela plataforma ‘online’ criada pelo SEF disponível em três línguas, não sendo necessário os adultos recorrer aos balcões deste serviço de segurança.

No entanto e no caso dos menores é obrigatória a deslocação a um balcão do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras para que seja confirmada a identidade e filiação.

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que provocou a fuga de mais de oito milhões de pessoas, das quais mais de 6,6 milhões para fora do país, segundo estimativas da ONU.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.







Fonte: multinews.sapo.pt                     Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-portugal-atribuiu-mais-de-52-000-protecoes-temporarias-a-pessoas-que-fugiram-da-guerra/
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Offline Nandito

Re: Tudo relacionado com a Guerra na Ucrânia
« Responder #209 em: 12/09/2022, 17:22 »
 
Ucrânia: vídeo documenta violenta explosão em central termoelétrica em Kharkiv após ataque russo (com vídeo)

Por Francisco Laranjeira em 15:28, 12 Set 2022


Fonte de imagem: multinews.sapo.pt

A explosão maciça na central ucraniana CHPP-5, de Kharkiv, devido a um ataque com mísseis russos, mergulhou a região na escuridão. Em diversos vídeos colocados nas redes sociais, é possível ver-se a onda de choque devastadora que se espalha em todas as direções.



Os ataques da Rússia atingiram as maiores centrais termoelétricas do leste e centro da Ucrânia – Kharkovskaya e Zmievskaya na região de Kharkiv, naquele que foi consiserado uma retaliação cruel pelas perdas maciças registadas pelas tropas russas.


Fonte de imagem: multinews.sapo.pt


Fonte de imagem: multinews.sapo.pt

O presidente Volodymyr Zelensky condenou os ataques “terroristas”, destinados a privar os civis de calor e luz. “Frio, fome, escuridão e sede – para nós não tão assustador e mortal quanto a sua ‘amizade e fraternidade'”, apontou o líder da Ucrânia, nas redes sociais. “A história vai colocar tudo no lugar. E estaremos com gás, luz, água… e SEM vocês!”


Veja os vídeos clicando no link oficial da noticia em baixo




Fonte: multinews.sapo.pt                    Link: https://multinews.sapo.pt/noticias/ucrania-video-documenta-violenta-explosao-em-central-termoeletrica-em-kharkiv-apos-ataque-russo-com-video/
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