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Autor Tópico: Tudo relacionado com o Coronavírus  (Lida 86675 vezes)

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Online Neo

Re: Tudo relacionado com o Coronavírus
« Responder #165 em: 03/06/2020, 15:42 »
 
Cinco erros no uso das mascaras



#FICAEMCASA
 
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Online Neo

Re: Tudo relacionado com o Coronavírus
« Responder #166 em: 03/06/2020, 15:44 »
 
Recomendações para os serviços de entregas ao domicilio


#FICAEMCASA
 
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Online Neo

Re: Tudo relacionado com o Coronavírus
« Responder #167 em: 03/06/2020, 15:45 »
 
Recomendações para o uso correto das máscaras – Lingua Gestual Portuguesa


#FICAEMCASA
 
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Online Neo

Re: Tudo relacionado com o Coronavírus
« Responder #168 em: 03/06/2020, 15:47 »
 
Recomendações para o uso correto de das máscaras


#FICAEMCASA
 
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Offline Sardinha

Re: Tudo relacionado com o Coronavírus
« Responder #169 em: 04/06/2020, 15:10 »
 

Covid-19: 8 mortos e 331 infetados em Portugal em 24 horas



Andreia Miranda
 
1 hora atrás
 

 
Cientistas detetaram que o medicamento torna "surpreendentemente fácil" suscitar arritmias em dois tipos de coração de animais, modificando perigosamente o tempo das ondas elétricas responsáveis por controlarem os batimentos cardíacos.

Estudo alerta: Hidroxicloroquina pode causar arritmias e morte…
 


Covid-19: 8 mortos e 331 infetados em Portugal em 24 horas© TVI24 Covid-19: 8 mortos e 331 infetados em Portugal em 24 horas 
Portugal regista esta quinta-feira 1.455 mortes relacionadas com a covid-19, mais 8 do que na quarta-feira, e 33.592 infetados, mais 331, segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Direção-Geral da Saúde.

Dos 331 casos, 309 (93%) são na região de Lisboa e Vale do Tejo.

Há mais 244 casos recuperados.

O número de doentes nos cuidados intensivos voltou a aumentar.



Fonte: TVI
 

Offline Sardinha

Re: Tudo relacionado com o Coronavírus
« Responder #170 em: 05/06/2020, 09:37 »
 
APATIA OU EMPATIA




Srijana Kattel vive no Nepal. Jornalista e escritora, é uma das principais vozes do movimento pela defesa dos Direitos das pessoas com deficiência naquele país. Com toda a coragem e bondade, acedeu ao meu pedido de escrever acerca da forma como as pessoas com deficiência no Nepal estão a lidar com a pandemia. Este é o seu testemunho.


"Apathy or empathy.


No other incident in the history of our lifetimes, than the ongoing COVID 19 pandemic has made the people of the world realize the existence of two separate realities in the same world; of the rich and the poor .however while trying to handle the pandemic right our leaders conveniently choose to forget about a section of the population, the people with disability. The fact stands true for most countries.

I am a citizen of Nepal, a country with a population of (2018)28.09 million of which about two percent are people that reported having “some kind of disability” according to Nepal census in 2011. Most of the people with disabilities have led a life of isolation before the pandemic struck and if no big change comes about, they will continue to live a life of quarantine where isolation never ends the one and only reason is the lack of proper infrastructure and money. The isolation has led to joblessness which was forced on by the lack in being able to see the work potential of the “disabled population” by employers and also the lack of saleable skills of the people with disabilities. For the sole reason, they have disabilities they live in isolation they have not been able to learn and grow those skills. A cycle that leads to only one answer, “…because you are disabled”.

If you have no job you have no money, no money but expenses are not cancelled, one still has to eat, wear clothes, and have a roof over your head, and an essential but added expense of buying medicine and doctor visits. COVID 19 has classified the disabled as a vulnerable population, as in any crisis. Vulnerable because of the many barriers they face attitudinal, physical, financial, and educational.

Consequently, in such unprecedented times they have to depend on the basic necessities of life on the relief and goodness of the heart of the Good Samaritan, which should not be the case ever. Myself being a part of this very vulnerable population I have a family that takes care I don’t need to worry about roof, food, or medicine for which I am ever thankful. Nevertheless, I do worry; I worry for those that struggle day to day, for those that have nothing to prepare for this crisis. Those that are cheated again and again by fate then are screwed over by the government. About two days ago I saw newspaper reports of the minimum monetary relief to blue disability identity cardholders was decided to be scrapped. There are four types of identity cards red, blue, yellow, and white depending on the severity of the disability, only red card and blue card get monetary relief. Now one may be inclined to think maybe it was an unfairly large amount so the government decided so, it is only Rs 1600 NPR (13.18USD) per month. How and why did the thought ever occur instead of increasing they were removing it, the sensibility of our leaders and officials are in question? In these times when additional relief needs to be provided, they thought of removing it.

I can only attempt to write and express thought of this wonderful community of people with disabilities because my disability is the biggest weapon I have. Overall, it can be optimistically said COVID19 quarantine hopefully is going to make everyone realize the importance of every human no matter their gender, race, job, or financial status and we all emerge out of these tiring times as compassionate, thoughtful, understanding empathetic and kinder human beings."


Imagem:©Anish Regmi (Março de 2019, Katmandu, grupo de manifestantes derruba infra-estrutura sem acessibilidade sem medo da polícia)


Fonte: https://www.portugalcomdeficiencia.com/2020/05/apatia-ou-empatia.html
 

Offline Sardinha

Re: Tudo relacionado com o Coronavírus
« Responder #171 em: 05/06/2020, 10:01 »
 
 

Online migel

Re: Tudo relacionado com o Coronavírus
« Responder #172 em: 06/06/2020, 14:57 »
 
Covid-19. Com aumento de casos, Governo volta a suspender cirurgias e consultas não urgentes em Lisboa

Cirurgias e consultas não urgentes voltam a ser suspensas nos hospitais de Lisboa, Amadora, Sintra, Loures e Odivelas. Despacho é publicado esta semana. Suspensão deve-se a aumento de casos.


Carolina Branco
Texto
05 jun 2020, 23:02 42
 


Uma circular do Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte, datada desta sexta-feira e a que o Observador teve acesso, aponta ainda o facto da “quase totalidade dos internamentos nacionais por Covid-19” se concentrar nesta região e, por isso, ser necessário adotar novas respostas de assistência hospitalar.

“A especificidade do comportamento epidémico na área de LVT, motivou a determinação por parte da tutela da adoção de medidas específicas para as instituições do SNS [Serviço Nacional de Saúde] daqueles concelhos”, lê-se no documento.

Além do reforço de todas as medidas de segurança em vigor, será suspensa toda a “atividade assistencial não urgente que, pela sua natureza ou prioridade clínica, não implique, nomeadamente, risco de vida, limitação de prognóstico ou descompensação de doenças crónicas”. Assim, serão suspensas as cirurgias e as consultas presenciais não-prioritárias.  O objetivo é não só reduzir e evitar contágios, mas também garantir a “necessária prontidão da resposta à Covid-19”.


Continue a lêr: https://observador.pt/2020/06/05/covid-19-com-aumento-de-casos-governo-volta-a-suspender-cirurgias-e-consultas-nao-urgentes-em-lisboa/?fbclid=IwAR2DQJRkedj7N2YJJASABzmP62Un8pFQCy0ewpuEs-aqRCL9q3rsUye1lfY
 

Offline hugo rocha

Re: Tudo relacionado com o Coronavírus
« Responder #173 em: 06/06/2020, 19:37 »
 
A PANDEMIA EM ÁFRICA: DIREITOS HUMANOS DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA



A notícia passou habilmente despercebida, mas foi assim, no dia 19 de Abril de 2020. Em Mocambique, na Beira, Abdul Razak, 44 anos, pessoa com deficiência, terá sido assassinado pela PRM (Polícia da República de Moçambique) por, alegadamente, ter tentado fotografar o momento em que os agentes confrontavam um grupo de jovens que jogavam futebol durante o período de recolhimento determidado pela situação de pandemia. Abdul terá sido conduzido à esquadra de Sofala, onde terá sido espancado. Ainda foi levado ao hospital mas, no caminho, não terá resistido aos ferimentos. Mas disso não há provas.

Há, no entanto, provas do que aconteceu nesse mesmo dia, no mesmo país, em Quelimane, quando este indivíduo, amputado, foi esbofeteado desta forma por, também alegadamente, ter violado as regras de confinamento ao tentar ganhar a vida, vendendo as suas coisas na rua.

Em África, a pandemia é isto: muito silenciosa e muito silenciada.

(video: Diário da Zambézia)


Fonte: https://www.portugalcomdeficiencia.com/2020/06/a-pandemia-em-africa-direitos-humanos.html?fbclid=IwAR1CpoPonqceTYjZREOjSP5fVQjBm7_zARTwfoFFvWbBw-iRpsVm5KzHCRQ
 

Offline hugo rocha

Re: Tudo relacionado com o Coronavírus
« Responder #174 em: 06/06/2020, 19:55 »
 
Covid-19 volta a fechar hospitais de Lisboa, Amadora, Sintra e Loures.
Por Redação -6 de Junho

O governo voltou a suspender a atividade não urgente nos hospitais lisboetas de Santa Maria, São Francisco Xavier e Dona Estefânia, assim como no Amadora-Sintra e Beatriz Ângelo, em Loures, devido à concentração de casos de covid-19 nos municípios servidos por esses hospitais.

A decisão será publicada em Diário da República esta semana, os hospitais já foram, entretanto, avisados e, assim, cirurgias e consultas não urgentes voltam a ser suspensas nesses hospitais.

A decisão baseia-se no princípio fundamental de que a prioridade é a salvaguarda da prontidão de resposta à infeção por SARS-Cov-2.

A decisão é para vigorar “enquanto a situação epidemiológica o justificar”, indicou a fonte contactada pela agência Lusa.

A diretora geral da Saúde, Graça Freitas, já tinha referido na sexta-feira que a região de Lisboa e Vale do Tejo tem “números de incidência relativamente elevados” em relação ao resto do país, representando 89% dos novos casos de covid-19 registados naquele dia.


Fonte: https://duaslinhas.pt/?p=967&fbclid=IwAR109ignME1G3JQsqJX9qhwt9gc3v59ncwXdUQHUpgS3A9cIOw1Al8qcFAM
 

Online migel

Re: Tudo relacionado com o Coronavírus
« Responder #175 em: 08/06/2020, 18:45 »
 
 

Offline Sardinha

Re: Tudo relacionado com o Coronavírus
« Responder #176 em: 09/06/2020, 11:29 »
 
Especialista português garante que assintomáticos são um perigo e que responsável da OMS se baralhou


SNS Filipe Froes, medico pneumologista e cofundador do movimento #SNSinBlack, fotografado para um artigo sobre o colapso do SNS para a revista VISAO, Lisboa 2 de Julho de 2019. FOTO: Marcos Borga
Filipe Froes assegura que pessoas sem sintomas continuam a ter relevância na transmissão da doença e que cientista da OMS confundiu os diferentes tipos de assintomáticos

Opneumologista e coordenador do gabinete de crise da Ordem dos Médicos, Filipe Froes, mostra-se dececionado com a postura da Organização Mundial de Saúde (OMS) na gestão da pandemia de Covid-19. Comentando à Visão a declaração da responsável da organização, Maria Van Kerkhove, o especialista lamenta as afirmações públicas contraditórias. “Quando mais se esperava uma voz lúcida e serena, surgem discursos contraditórios e uma estratégia de comunicação incoerente”, sublinha.

Para Filipe Froes, a responsável falhou quando misturou os diferentes tipos de assintomáticos, sem distinção, desvalorizando o peso que representam as pessoas sem sintomas na propagação da epimdemia. “É certo que os assintomáticos podem não transmitir tanto quanto se temia, mas não há dúvida de que trasmitem. É por isso que estamos em pandemia.”

A grande vantagem adaptativa do vírus SARS-CoV-2 relativamente ao ‘primo’, o causador da primeira epidemia de SARS, identificado no final de 2002, é precisamente o facto de poder ser transmitido por pessoas que não apresentam sintomas ou que têm apenas manifestações ligeiras. Enquanto em 2002/3 foi possível conter a progressão da doença com medidas de confinamento das cidades asiáticas em que houve casos, desta vez está à vista que o caso é mais complicado. “Com medidas iguais às adotadas para o SARS-CoV-1 não se conseguiu conter a epidemia. A declaração da pandemia, a 11 de março, é a prova de que as afirmações da porta-voz da OMS estão erradas”, sublinha o médico. “Foi esta vantagem adaptativa [a transmissão pelos assintomáticos] que sustentou a transmissão a nível mundial.”

Quatro tipos diferentes de assintomáticos
– Pessoas que tiveram a doença, já não têm sintomas, mas continuam a dar resultado positivo no teste de PCR ao fim de um mês ou mais. Neste caso, o que o teste está a detetar são restos virais, que de facto não trasmitem a doença;
– Os pauci-sintomáticos, pessoas com poucos e ligeiros sintomas, que acabam por não ser valorizados;
– Os pré-sintomáticos, pessoas que ainda não desenvolveram, mas irão desenvolver sintomas;
– Os assintomáticos que não são identificados, que estão espalhados pela população sem serem conhecidos.

Relativamente aos assintomáticos, Filipe Froes explica que há quatro tipos diferentes: Pessoas que tiveram a doença, já não têm sintomas, mas continuam a dar resultado positivo no teste de PCR ao fim de um mês ou mais. Neste caso, o que o teste está a detetar são restos virais, que de facto não trasmitem a doença; os pauci-sintomáticos, pessoas com poucos e ligeiros sintomas, que acabam por não ser valorizados; os pré-sintomáticos, pessoas que ainda não desenvolveram, mas irão desenvolver sintomas; e os assintomáticos que não são identificados, que estão espalhados pela população sem serem conhecidos.

Este já não é o primeiro assunto em que a OMS faz declarações contraditórias. Já houve o caso do uso de máscaras, inicialmente não recomendado à população me geral, a eventualidade de surgir uma segunda vaga da epidemia, a relação entre a toma de anti-inflamatório como o ibuprofeno e o agravamento da infeção pelo coronavírus.

“Este tipo de comunicação incoerente prejudica muito o esforço de contenção da doença e a adesão da população aos comportamentos recomendados. Era a última organização de quem esperava este tipo de atitude.”
 

Offline Sardinha

Re: Tudo relacionado com o Coronavírus
« Responder #177 em: 09/06/2020, 14:57 »
 
IPO Porto cria programa gratuito de entrega de medicação ao domicílio

O programa 'Operação Luz Verde' está disponível a partir desta semana.
IPO Porto cria programa gratuito de entrega de medicação ao domicílio


© Global Imagens

09/06/20 10:29 ‧ HÁ 4 HORAS POR FILIPA MATIAS PEREIRA

PAÍS COVID-19

 
OIPO do Porto (IPOP) tem em marcha o programa 'Operação Luz Verde', disponível a partir desta semana, de entrega de medicação ao domicílio. E a boa notícia é que o serviço é gratuito.

A medida destina-se a "utentes que se encontrem impossibilitados de providenciar por meios próprios o levantamento da sua medicação junto da Farmácia de Ambulatório", refere Florbela Braga, diretora dos Serviços Farmacêuticos, em comunicado a que o Notícias ao Minuto teve acesso.

Em março, devido às circunstâncias motivadas pela pandemia de Covid-19, surgiu a necessidade de desenvolver um projeto deste género. Na altura, o IPO do Porto juntou-se "ao programa nacional criado e disponibilizado pela DGS", mas entretanto decidiu "desenvolver um projeto próprio, que pretende ser de continuidade se reunir as condições necessárias".

O programa garante, assim, uma resposta efetiva aos utentes que apresentam “debilidade do estado de saúde, dificuldade de transporte e/ou circulação ou falta de substituto legal/cuidador para efetuar o levantamento”.

Dá ainda conta o comunicado que a entrega "de medicamentos ao domicílio faz parte de um conjunto de medidas tomadas pela Farmácia para minimizar o risco associado à deslocação dos doentes aquando do levantamento da sua medicação". A medida reduz ainda as deslocações ao IPOP para levantar a medicação habitual, "que era mensal e passou agora a ser bimestral e semestral, dependendo do tipo de medicação a ceder".

De março a maio, detalha a instituição, os Serviços Farmacêuticos permitiram o acesso à medicação prescrita a cerca de 200 doentes através do programa 'Operação Luz Verde' e do apoio da Liga Portuguesa Contra o Cancro. “Dada a vulnerabilidade e necessidade dos doentes oncológicos, este era um projeto que já estava em cima da mesa antes da pandemia, mas que agora se tornou eminente. A Farmácia de Ambulatório do IPO do Porto dispensa medicação mensalmente a cerca de 2500 doentes, num total de 3000 prescrições médicas”, explica Florbela Braga.

Para usufruir deste serviço, deverá preencher um formulário disponível no site do IPOP (para adulto ou pediátrico) e enviar para o email ambulatoriofarmacia@ipoporto.min-saude.pt

Notícias ao Minuto
 

Offline Sardinha

Re: Tudo relacionado com o Coronavírus
« Responder #178 em: 09/06/2020, 15:00 »
 
As pessoas om deficiência intelectual (Síndrome de Down ou Paralisia Cerebral, entre outras) estão entre as quais que mais morrem com COVID19. Se ainda faltassem provas científicas para isto, Margaret Turk, Professora de Medicina Física e Reabilitação e a sua equipa da Universidade de Syracuse, EUA,  fizeram um estudo (muito recente, divulgado na íntegra em .pdf, em https://tinyurl.com/ycjhdyjf) que divulga resultados apurados entre 300 pacientes infectados com o vírus: A taxa de mortalidade, sobretudo nas pessoas mais jovens (crianças e adolescentes) com estas deficiências podem chegar quase ao dobro comparativamente à mesma população sem deficiência.



Young With Intellectual Disability More Likely to Die of COVID-19

PRACTICEUPDATE.COM
 

Offline rui sopas

Re: Tudo relacionado com o Coronavírus
« Responder #179 em: 10/06/2020, 18:00 »
 
O isolamento social que começou mais cedo para pessoas com deficiência

Cuidados redobrados com a higiene, a falta de liberdade e de ar puro e os trabalhos em suspensos representam o dia-a-dia de pessoas com deficiência, que desde cedo começaram a ter cuidados.
g
Agência Lusa
Texto
02 abr 2020, 16:00 
   

▲Segundo os entrevistados, "o convívio com amigos é muito importante para o equilíbrio emocional"


Rui Machado, 36 anos, residente em Ermesinde, concelho de Valongo, está desde o dia 10 de março em casa. O estado de emergência foi decretado nove dias depois, mas a decisão já tinha sido tomada porque o técnico da APPACDM do Porto tem uma doença neuromuscular, pelo que pertence a um grupo de risco que obrigou a família a impor muitas regras em casa.

Só o meu pai sai para fazer compras. Sai com proteção e quando chega abandona a roupa à entrada e vai tomar banho. Tudo o que entra em casa é higienizado”, conta Rui Machado à agência Lusa.

Autor de cinco romances, o primeiro deles publicado em 2014 com o nome “Finalmente Mar”, aproveita este período para fazer a revisão de um novo livro e abusa das chamadas telefónicas e videochamadas que, diz, “diminuem as saudades, mas pouco”.


Santos Populares: Como organizar um arraial caseiro
Para o Rui, os chamados “passeios higiénicos” são feitos dentro de quatro paredes ou através das redes sociais onde tem publicado diariamente o “Diário de um mamífero em isolamento”, espécie de síntese humorística e irónica sobre o seu dia-a-dia. Já tem seguidores e leitores que o chamam à atenção se demora a fazer o post diário.

Vive numa espécie de bolha onde é dada especial atenção à higienização das superfícies e o arejamento dos espaços é feito com frequência. Resolveu aumentar os períodos de ventilação, tomar vitaminas e, acrescenta, “tentar comer mais e melhor para estar mais forte na possibilidade de vir a enfrentar uma infeção“.


Cuidados semelhantes tem José Henrique Rocha, 37 anos, mediador socioeducativo e formador sem trabalho atualmente. Tem paralisia cerebral tetraespástica e está em casa desde fevereiro quando quase não se falava de Covid-19 em Portugal, mas o vírus já era conhecido lá fora e já atormentava quem sabe que precisa de cautelas acrescidas.

Divide o espaço, em Santa Maria da Feira, com a mãe, dois irmãos mais novos e um avô materno de 84 anos. As tarefas que incluem ir à rua são exclusivas da mãe.

“Tenho mais cuidado com a higienização das mãos e dos equipamentos eletrónicos. Tenho uma assistente pessoal que presta apoio – cuidados de higiene, refeições, etc. – e nas suas folgas, a minha mãe é a minha cuidadora. Temos especial atenção na minha higienização, nomeadamente com a utilização de máscara e luvas“, conta José Rocha à Lusa, apontando – ao contrário de Rui Machado, que sente falta da liberdade de ir à rua – que não está a abdicar de algo especial, ainda que reconheça que “o convívio com amigos é muito importante para o equilíbrio emocional“.


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Opinião semelhante tem Sofia Costa, 30 anos, estudante na ESAD, em Matosinhos, onde habitualmente vive com a irmã gémea. Está a cumprir isolamento social em Penafiel porque ouviu falar dos primeiros casos e da situação de Felgueiras quando estava a passar o fim de semana com os pais, ambos professores.

“Ainda não tinham encerrado as escolas e os meus pais tinham estado expostos. Eu tinha planeado regressar a Matosinhos, mas achei que não era sensato andar de um lado para o outro. Comecei a quarentena por consciência cívica há cerca de 20 dias e agora cumpro-a para me defender a mim e aos outros”, referiu à Lusa.

Sofia Costa tem paralisia cerebral. Andou com muletas até aos 18 anos e atualmente socorre-se de uma cadeira de rodas para grandes distâncias, agora confinadas às divisões de casa, locais que tenta percorrer com regularidade para “contrariar a apatia” e “manter dinâmicas familiares”, conforme lhe sugeriu a psicóloga que agora a segue remotamente. Quanto às sessões de fisioterapia, cancelou-as e conta com o apoio da mãe para fazer alguns exercícios.


O confinamento a um espaço não é uma realidade nova para Sofia que, na sequência de um tratamento, ficou com uma perna paralisada durante cerca de um ano.

“Tive ataques de pânico. E agora que já tinha contrariado esse padrão, já estava a sair, o que considero que tem sido mais desafiante é voltar a estar em casa sem ter ataques de pânico. Está a correr bem, mas falta o sair”, conta a fundadora do projeto “Adaptar Portugal”, que se traduz num espaço de sensibilização para que existam acessibilidades em espaços públicos, privados e nas ruas.

A Sofia tinha palestras e visitas a escolas agendadas para falar do seu projeto. Foram canceladas. Aproveita agora o tempo para escrever a tese, fazer meditação e “ajudar os outros”, investindo num projeto que surgiu em tempo de pandemia, o “Emanamos Amor”, grupo que criou com colegas e que tem como objetivo “quebrar uma onda de desânimo”.


Voltando ao Rui, que ia todos os dias para o trabalho em transportes públicos e recebia com frequência a visita dos sobrinhos e de amigos, o seu trabalho não ficou em suspenso, porque consegue trabalhar de casa, mas a vida social sim. “Teletrabalho só numa situação limite como esta. Sinto muita falta da liberdade de ter vontade de sair e simplesmente sair“, desabafa.



Observador

Já o José aproveita para mandar currículos e lutar por uma “verdadeira inclusão social”, uma “presença social e laboral na sociedade de forma plena”, algo que diz tardar no país tal como tarda a vacina para o novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19 que já infetou mais de 870 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram cerca de 44 mil.

De acordo com dados de quarta-feira da Direção-Geral da Saúde, em Portugal registaram-se 187 mortes, mais 27 do que na véspera (+16,9%), e 8.251 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 808 em relação a terça-feira (+10,9%).
 

 



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