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Autor Tópico: Tudo relacionado com o Coronavírus  (Lida 86666 vezes)

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Offline rui sopas

Re: Tudo relacionado com o Coronavírus
« Responder #180 em: 10/06/2020, 21:52 »
 
Pelo menos 412.926 mortes em todo o mundo devido à covid-19 desde dezembro
MadreMedia / Lusa
10 jun 2020 21:34


Mais de 390 mil mortos e mais de 6,6 milhões de infetados no mundo

Pelo menos 412.926 pessoas morreram em todo o mundo devido à pandemia do novo coronavírus, desde que este surgiu em dezembro na China, de acordo com um balanço da Agência France Presse, às 20:00, a partir de dados oficiais.
Pelo menos 412.926 mortes em todo o mundo devido à covid-19 desde dezembro
Mais de 7.294.130 casos de infeção foram oficialmente diagnosticados em 196 países e territórios desde o início da pandemia, dos quais 3.227.700 foram considerados curados.

Continue a lêr: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/pelo-menos-412-926-mortes-em-todo-o-mundo-devido-a-covid-19-desde-dezembro
 

Online migel

Re: Tudo relacionado com o Coronavírus
« Responder #181 em: 11/06/2020, 17:13 »
 
COVID-19. Não tenha medo em procurar ajuda. Estas são algumas das linhas de apoio onde o pode fazer

SAPO Lifestyle
Saúde e Medicina

Tem existido uma grande necessidade (e procura) de serviços de apoio psicológico, e é expectável que essa necessidade aumente substancialmente, devido às consequências da pandemia de longo prazo para a saúde mental. Está a perguntar a si próprio se necessita de apoio psicológico para COVID-19 e onde poderá procurá-lo? Eis alguns dos principais serviços disponíveis gratuitamente.
COVID-19. Não tenha medo em procurar ajuda. Estas são algumas das linhas de apoio onde o pode fazer


Um estudo publicado recentemente por um grupo de investigadores, baseado num inquérito realizado a 10.519 portugueses no início do estado de emergência, comprova o significativo impacto negativo da pandemia na saúde mental. Quase metade (49.2%) reportou impacto psicológico moderado ou grave, variando os níveis de depressão, ansiedade e stresse entre os 12% e os 30% da amostra.

Embora ainda não existam estudos, é opinião quase unânime entre a comunidade científica de que as consequências para a saúde mental serão mais duradouras e poderão atingir o seu pico após a pandemia ter sido ultrapassada. Esta opinião é consubstanciada no facto de estarmos a viver uma crise socioeconómica que afetará inevitavelmente a saúde mental. Importa, pois, chamar a atenção sobre a necessidade de reforçar os apoios para a saúde psicológica.

O papel do psicólogo junto dos profissionais de saúde, governo e população
Podemos identificar três grupos que têm beneficiado, ou podem beneficiar, da ajuda do psicólogo: os profissionais de saúde, os decisores políticos e os cidadãos.

No que respeita aos profissionais de saúde, sobretudo os que estão na “linha da frente” no combate à COVID-19, estes têm manifestado fadiga e medos diversos associados ao desempenho da função, bem como, ao mesmo tempo, um sentimento de impotência face à gravidade da doença. Aqui o psicólogo oferece um apoio fundamental na tentativa de atenuar os impactos psicológicos negativos, como o Burnout ou Perturbação de Stress Pós-Traumático.

Quanto aos decisores políticos - que incluem o Governo, DGS, autarquias e autoridades policiais -, o psicólogo aporta o conhecimento que tem sobre o comportamento humano, que tem sido sem dúvida fulcral para os aconselhar sobre a previsibilidade dos impactos esperados aquando da tomada de determinadas decisões. Destacamos aqui o seu papel no apoio ao desenho das medidas associadas à declaração do estado de emergência e calamidade.

Por fim, ao nível dos cidadãos, o seu papel é essencial na promoção do bem-estar mental/psicológico do paciente e dos seus familiares. Em particular, tem sido fundamental garantir o apoio de doentes com COVID-19, pessoas com doença mental preexistente, grupos de risco, desempregados e pessoas que vivem em zonas de elevado risco de contágio.

O papel da Ordem dos Psicólogos
Desde a primeira hora que a Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP) tem acompanhado o enorme e complexo desafio que enfrentamos com a COVID-19, tendo sido responsável pela conceção, formação e supervisão clínica da Linha de Aconselhamento Psicológico: um serviço com 63 psicólogos disponibilizado através da linha telefónica SNS24, a funcionar desde o dia 1 de abril, fruto de uma parceria entre o Governo e a Fundação Calouste Gulbenkian.



A OPP esteve ainda envolvida na elaboração de documentos sobre os riscos nas áreas do comportamento, saúde pública e psicológica, que serviram de base para tomadas de decisões politicas, bem como foram disponibilizados conteúdos e conhecimento, contribuindo para a literacia da população e fomentado o debate público.

Linhas e serviços de apoio psicológico gratuitos
Tem existido uma grande necessidade (e procura) de serviços de apoio psicológico, e é expectável que essa necessidade aumente substancialmente, devido às consequências da pandemia de longo prazo para a saúde mental. Onde poderá procurar apoio psicológico? Eis alguns dos principais serviços disponíveis gratuitamente.

Serviço de Aconselhamento Psicológico da linha telefónica SNS24

Este serviço está disponível para a população geral, incluindo os profissionais de saúde, através do número 808 24 24 24, opção 4. Conta com 63 psicólogos. Entre 1 de abril e 11 de maio atendeu uma média de 233 chamadas por dia. No total, foram atendidos 8496 utentes do SNS e 971 profissionais de saúde.

SOS Voz Amiga

Esta linha telefónica já existe à vários anos e surgiu com o objetivo de prevenir o suicídio em Portugal. Foi reformulada com o aparecimento da pandemia e agora destina-se a disponibilizar ajuda a “todos aqueles que se encontram em situações de sofrimento causadas pela solidão, ansiedade, depressão ou risco de suicídio”. Esta disponível através dos números 213 544 545 | 912 802 669 | 963 524 660. Entre março e abril atendeu 1700 chamadas, um aumento significativo (+50%) em comparação com fevereiro.

Sociedade Portuguesa de Psicanálise

Este serviço disponível através do número 300 051 920, é da responsabilidade da Sociedade Portuguesa de Psicanálise e foi criado em 25 de março. Conta com 60 psicólogos, psicanalistas, psiquiatras e pedopsiquiatras e tem como objetivo “ouvir, conter, devolver, para tranquilizar as pessoas”, que estão “muito aflitas e ansiosas com a situação que estamos a viver”.

Santa Casa da Misericórdia de Lisboa

A Santa Casa disponibiliza um serviço de apoio psicológico gratuito através da internet, descrito como um “projeto nacional de sessões de apoio online para uma intervenção psicológica em crise, gratuito e rápido para promover a saúde mental durante a epidemia Covid-19”. Funciona por videochamada e entre 3 de abril e 18 de maio realizou mais de 600 sessões (embora já tenham ultrapassado os 1000 pedidos de marcação de consulta).

Além dos serviços aqui mencionados, o SNS tem continuado a atender os utentes, tendo-se verificado um aumento significativo do número de consulta de psiquiatria de seguimento. Muitos outros apoios estão disponíveis, em particular ao nível local. Várias câmaras municipais abriram linhas de apoio psicológico, com o objetivo de ajudar a combater a solidão e isolamento durante a fase de quarentena. Poderá informar-se sobre quais são os serviços disponíveis na sua zona de residência.

Ao nível dos apoios para profissionais de saúde, podemos referir, entre outros, os serviços disponibilizados pela Ordem dos Médicos, Ordem dos Enfermeiros, Sociedade Portuguesa de Psicanálise (já aqui referido), Centro Hospitalar Universitário de Santa Maria (Lisboa), Centro Hospitalar Universitário de São João (Porto), Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) e Administrações Regionais de Saúde.

E qual tem sido o papel dos psicólogos da PsicoAjuda? Além de termos continuado a prestar os serviços de psicologia ao nossos pacientes, em muitos casos recorrendo ao telefone e à videoconferência, desde cedo percebemos que esse apoio teria que ir para além da consulta de psicologia. Uma vez que alguns dos nossos pacientes trabalham nos hospitais da região de Leiria e estavam na linha da frente no combate ao COVID-19, tomamos a iniciativa de oferecer alguns alimentos no fim dos turnos como forma de manifestar a nossa gratidão e reconhecimento pelo trabalho que eles estavam a realizar

A minha mensagem final para si é que não tenha medo de procurar ajuda. Se necessitar de apoio psicológico poderá recorrer quer aos nossos serviços, quer aos serviços públicos disponíveis lneste artigo. E tenha esperança que vai ficar tudo bem.

Elisabete Condesso / Psicóloga e Psicoterapeuta


Fonte; https://lifestyle.sapo.pt/saude/saude-e-medicina/artigos/covid-19-nao-tenha-medo-em-procurar-ajuda-estas-sao-algumas-das-linhas-de-apoio-onde-o-pode-fazer
 

Online migel

Re: Tudo relacionado com o Coronavírus
« Responder #182 em: 13/06/2020, 14:54 »
 
Covid-19: Mais sete mortes e 283 casos em Portugal

A Direção-Geral da Saúde já partilhou o balanço epidemiológico, deste sábado, da evolução do novo coronavírus em Portugal.
Covid-19: Mais sete mortes e 283 casos em Portugal


© Reuters

13/06/20 13:41 ‧ HÁ 1 HORA POR NOTÍCIAS AO MINUTO

PAÍS PANDEMIA

Oboletim epidemiológico deste sábado revela que foram registadas mais sete mortes e 283 casos de infeção confirmados em Portugal. O número total de óbitos no país é agora de 1.512, numa variação de 0,47% em relação a sexta-feira, e o número total de doentes infetados acumulados é de 36.463, numa variação de 0,78% em relação ao mesmo dia.


Desde o dia 1 de janeiro, registaram-se 348.837 casos suspeitos, dos quais 1.516 aguardam resultado das análises. Há ainda 30.655 pessoas que estão em contacto de vigilância pelas autoridades de Saúde.

O boletim epidemiológico indica também que o número de doentes recuperados é de 22.438, mais 238 do que ontem.

Das 36.463 pessoas infetadas, 428 estão hospitalizadas, com 77 nos Unidades de Cuidados Intensivos (UCI).

A região Norte registou até este momento 17.066 casos de infeção e 812 mortes. A região de Lisboa e Vale do Tejo, por sua vez, 14.622 casos de Covid-19 confirmados e 422 mortes e a  região Centro contabilizou até hoje 3.868 infetados e 246 vítimas mortais.

Já no Alentejo o número de infetados com Covid-19 é de 281 e o número de mortes sobe para dois. No Algarve o número de casos diagnosticados com o novo coronavírus é de 393 e registaram-se, até agora, 15 mortes.

Os Açores registam 143 casos de Covid-19 e 15 mortes e a Madeira, a região portuguesa menos afetada pelo novo coronavírus, continua a contabilizar apenas 90 casos, sem um único óbito.

Novos casos por região

Dos 283 novos infetados, 215 (76%) são de Lisboa e Vale do Tejo. A segunda região com mais casos novos detetados foi a região Norte, onde foram detetados 42 casos novos. Na região Centro foram detetados 22 casos novos e no Alentejo há registo de mais quatro infeções.


Notícias ao Minuto
 

Online migel

Re: Tudo relacionado com o Coronavírus
« Responder #183 em: 13/06/2020, 16:57 »
 
Casamentos e batizados. “Agregados familiares diferentes não se devem juntar”
12 jun, 2020 - 14:28 • Marta Grosso

“As pessoas têm de rever as suas cerimónias”, diz a diretora-geral da Saúde, lembrando que não há ainda “a certeza absoluta” de que casos assintomáticos não podem transmitir a doença.


Há regras para cada altura e atividade e são para cumprir, diz Graça Freitas. Foto: José Sena Goulão/Lusa

As regras estão em vigor e são para cumprir, seja em funerais, em casamentos ou em batizados. “As pessoas que pertencem a agregados familiares diferentes não se devem juntar. Essa é a regra número 1”, sublinha a diretora-geral da Saúde.

Nesta sexta-feira, na conferência de imprensa diária sobre a situação da pandemia de Covid-19 em Portugal, Graça Freitas lembrou que a legislação em vigor “diz que não se devem juntar mais do que 20 pessoas e até houve uma exceção para Lisboa, dada a sua situação epidemiológica, de 10” pessoas.


Estão, contudo, previstas exceções, “por exemplo, na celebração digna de funerais, quando todos os intervenientes pertencem a agregados familiares e, mesmo nessas situações, devem manter distanciamento social, utilização de máscara e permanência curta durante estes cerimoniais”.

“Relativamente a casamentos e batizados, observam-se as mesmas regras”, acrescentou.

Casamentos e batizados com mais de 20 pessoas? Sim, pode
AHRESP

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A lei permite a reabertura das quintas e a realiza(...)

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A diretora-geral da Saúde lembra que as próprias celebrações religiosas têm regras específicas – “há regras para as diferentes religiões e cultos” – e, no que diz respeito ao banquete e à festa, mais regras.

“As que se aplicam à restauração aplicam-se de um modo geral a estes acontecimentos”, resume.

“Perguntar-me-ão: as pessoas podem dançar? Provavelmente, se estiverem suficientemente distantes, num salão suficientemente grande e se forem poucas, aqui não podemos ser fundamentalistas”, acrescentou Graça Freitas, reforçando a ideia-chave: “há regras e não podemos celebrar um casamento, um batizado ou qualquer outra festa como o fazíamos antes”.

“As pessoas têm de rever as suas cerimónias, os seus rituais e ter noção de que o convívio com outros agregados familiares, com outros grupos de pessoas que não têm o mesmo tipo de comportamento, sabendo nós que há casos assintomáticos da doença e não havendo a certeza absoluta ainda que esses casos não podem transmitir a doença, obviamente há que ter cautelas”, destacou.

A dirigente da DGS aconselha a consulta de todas as orientações da Direção-Geral da Saúde “para as pessoas perceberem o que se pode adaptar a qualquer tipo de evento".

“Há regras, há orientações e temos feito essas regras para cada um dos períodos que estamos a viver. Tudo se pode alterar mas, à data, essas regras são para cumprir, nomeadamente a da questão das aglomerações de pessoas num único evento”, concluiu.

Fonte: RR
 

Offline rodrigosapo

Re: Tudo relacionado com o Coronavírus
« Responder #184 em: 13/06/2020, 21:11 »
 
Recuperados da Covid-19: Histórias de quem foi ao inferno e voltou



Unidos na doença Apesar de o casal ter estado infetado ao mesmo tempo, Miguel Fernandes passou pelos cuidados intensivos, enquanto Margarida do Carmo recuperou em casa
FOTO: Lucília Monteiro
Há quem tenha ficado com receio de abraçar os filhos, quem se proteja a todo o custo de uma reinfeção ou quem tema as sequelas da Covid-19 – já se sabe que o impacto do vírus vai muito além dos pulmões. Histórias de quem venceu a doença


Oatordoamento era tal, ao fim de 12 dias de internamento por causa da Covid-19, que Isabel Fraga, 69 anos, quase não dava conta dos aplausos de boas-vindas dos vizinhos, aquando do seu regresso a casa. Olhou em volta, naquele dia 2 de abril, e viu muita gente às janelas dos edifícios de 12 andares da rua onde vive, na Portela, em Loures. Sim, as palmas eram mesmo uma celebração da sua chegada. É esta a história que prefere recordar, mas a verdade é que outros vizinhos não foram tão calorosos.

“Houve reações estranhas… Alguns entraram em pânico quando souberam que uma pessoa do prédio estava contagiada. Soube, até, que pediram à Junta de Freguesia para vir desinfetar a rua”, revela, confortavelmente instalada no sofá da sua sala de estar. “Quando vou às compras, se me cruzar com vizinhos na entrada, sinto que se afastam. A mim, não me incomoda, mas sei que poderia ser motivo de desconforto para outras pessoas”, desvaloriza, antes de acrescentar: “Esse tipo de atitudes pode ser muito cruel.”

A estigmatização pode ser potencialmente mais perigosa e devastadora do que a própria doença”

TIAGO PEREIRA, COORDENADOR DO GABINETE DE CRISE COVID-19 DA ORDEM DOS PSICÓLOGOS PORTUGUESES
A discriminação das pessoas que estiveram infetadas está longe de ser inofensiva. “A estigmatização pode ser potencialmente mais perigosa e devastadora do que a própria doença”, defende o coordenador do Gabinete de Crise Covid-19 da Ordem dos Psicólogos Portugueses, Tiago Pereira, 36 anos.
“As potenciais vítimas desse comportamento podem esconder os sintomas, a própria doença ou os contactos que tiveram durante o período de incubação, arriscando colocar mais pessoas em risco, para evitarem ser alvo de discriminação”, exemplifica o psicólogo, antes de rematar: “O estigma é prejudicial para todos, incluindo para quem estigmatiza.”

Isabel Fraga não duvida de que muita gente poderá esconder que teve a doença “por ter medo do medo dos outros”. Mas não é esse o seu caso: “Até nas redes sociais já falei sobre isto. Não tenho problemas nenhuns com este assunto.”

As suas inquietações são outras. “Quando estava internada, tomava muitos medicamentos por dia, nem sei o que tomei, e temo os efeitos secundários. Também não faço ideia até que ponto os meus pulmões poderão ter ficado fragilizados”, lamenta, antes de desviar o pensamento: “Sei que a doença deve deixar sequelas, mas não quero pensar nisso.”


Estigma Alguns vizinhos de Isabel Fraga pediram à junta para desinfetar a rua, depois de saberem que ela tinha sido contagiada.
FOTO: Diana Tinoco
Desde os 10 anos que Isabel Fraga não era admitida numa enfermaria. O seu sintoma mais prolongado foi um cansaço extremo – “Parecia que me estavam a levar para o outro lado…” –, mas assegura que não teve medo nenhum ao longo do internamento no Hospital Curry Cabral, em Lisboa. “Pensei vagamente que poderia não regressar a casa, cheguei a dar algumas indicações às minhas filhas, mas não estava muito convicta disso”, admite. Além da idade, não tinha qualquer outro fator de risco.

Aos poucos, o cansaço foi desaparecendo. Hoje, sente-se “perfeitamente recuperada”, apesar de continuar a ter algumas dificuldades de concentração. “Sinto-me tão bem que me é difícil o confinamento porque tenho vontade de sair”, admite a tradutora aposentada. Filha dos escritores Urbano Tavares Rodrigues e Maria Judite de Carvalho, Isabel Fraga estava a habituada a frequentar um clube de leitura, a dinamizar encontros de poesia em sua casa, além de dar aulas na Universidade Sénior. Ao mesmo tempo, praticava meditação em grupo e agendava encontros regulares com os amigos. Por enquanto, continua a evitar o contacto com outras pessoas, incluindo as duas filhas, os genros e os quatro netos.

Desde que regressou a casa, mantém o caderninho que lhe serve de diário atualizado – um hábito de há décadas. Também lá terá escrito algumas reflexões sobre a doença. “Aprendi que sou mais resiliente do que imaginava. Não ter tido medo fortaleceu-me”, diz. “Não acredito muito no ser humano, mas esta experiência trouxe-me mais confiança na bondade dos outros.”


FOTO: Marcos Borga
Culpa e vergonha
Aos 44 anos, Paulo Miguel da Cunha nunca pensou que fosse viver a experiência de estar internado numa unidade de cuidados intensivos. Testou positivo a 22 de março e, quatro dias depois, quando já lhe custava terminar as frases, foi internado no Hospital São Francisco Xavier, em Lisboa. Não tinha quaisquer outras doenças associadas, além da Covid-19.

“Foi um choque”, confessa, vestido com um equipamento de desporto – uma das suas paixões – num jardim próximo de sua casa, em Oeiras. “Quando cheguei à unidade, confrontei-me com pessoas sedadas e entubadas, e o meu estado de espírito foi-se muito abaixo. Em sete doentes, só dois estavam conscientes, um deles era eu. Isso mexeu muito comigo. Foi quando percebi a gravidade da situação”, relata o piloto de aviação comercial.

Passou oito dias nos intensivos, mas as primeiras 48 horas foram as mais complicadas. “Temi não voltar a ver a minha mulher e não estar cá para ver a minha filha crescer… Mas procurei afastar esses pensamentos e focar-me em recuperar”, diz. Deixou o hospital a 3 de abril e ainda cumpriu mais 14 dias de isolamento em casa, num quarto separado da companheira e da filha de 7 meses.

“Estou oficialmente curado há mais de um mês, mas mantenho um certo distanciamento dos outros. Só estive com a minha mãe à distância”, conta. Apesar de estar recuperado, o medo de contagiar os outros não desapareceu. “Se eu contaminasse alguém que não resistisse como eu, sentir-me-ia pessimamente”, reflete.

“Culpa” torna-se uma palavra inevitável. “A possibilidade de infetar outras pessoas, sobretudo se levar à perda da vida de alguém, aumenta o potencial de desenvolvimento de trauma”, alerta Tiago Pereira. O psicólogo sublinha que, quando algo assim acontece, é fundamental lembrar à pessoa que tomou as melhores decisões possíveis, de acordo com a informação disponível na altura.

Tiago Pereira alerta para o risco da autoestigmatização, ou seja, “a internalização de estereótipos associados a estar doente e contagioso”, que acarretam sentimentos de vergonha ou de culpa por estar infetado, por ter eventualmente contagiado alguém ou por sujeitar a família a ser alvo de discriminação.

Paulo Miguel da Cunha não tem conhecimento de ter contagiado alguém, mas não descarta a possibilidade de uma reinfeção. Por isso, mantém todos os cuidados para evitar entrar de novo em contacto com o vírus. “Enquanto não houver provas científicas, não vou na conversa de estar imunizado contra a doença. Prefiro jogar pelo seguro.”

Não tem convivido com praticamente ninguém, e está em layoff, mas acredita que haverá pessoas com receio de se aproximarem. “No entanto, se se confirmar a imunidade, eu tenho mais sorte do que os outros porque já não poderei ser reinfetado”, defende-se.

“O medo alimenta-se do medo”, sublinha Tiago Pereira. “Funciona numa lógica semelhante à dos vírus, propagando-se de uma pessoa para as outras.” Ao mesmo tempo que estimula comportamentos de proteção, como aderir voluntariamente ao confinamento, “por vezes também motiva atitudes discriminatórias irracionais”, alerta o psicólogo.

Apesar de se considerar recuperado, o piloto de aviação admite sentir algumas limitações respiratórias. “Já voltei a fazer surf e percebi que a minha capacidade pulmonar não tem nada a ver com antigamente. Os médicos ainda não sabem dizer-me se vai voltar ao que era ou não”, lamenta. Por sua livre iniciativa, decidiu agendar uma consulta de Pneumologia.

Sequelas que podem ficar
“Neste momento, sabemos muito pouco sobre as sequelas que podem decorrer da doença”, admite Fábio Cota-Medeiros, infeciologista no Hospital de Santa Maria, em Lisboa. “Há consequências que podem advir do vírus em si, outras podem resultar da inflamação, e a passagem dos doentes graves pelos cuidados intensivos também pode deixar marcas”, enumera o cocoordenador da unidade onde estão internados doentes com Covid-19. Apesar da incerteza, “já é óbvio que há muita doença para lá dos pulmões”, afirma, perentório.

Do ponto de vista neurológico, Fábio Cota-Medeiros tem-se confrontado com alguns doentes com encefalopatia, que se traduz em desorientação e prostração, sem outro motivo aparente que não seja o SARS-CoV-2. Já a nível cardíaco, tem registado pericardites (inflamação do tecido que envolve o coração) e miocardites (inflamação do músculo cardíaco). “Há doentes muito jovens com estas manifestações, que só conseguimos atribuir ao vírus”, revela.

Raquel Martins passou 48 dias infetada com a Covid-19, isolada em sua casa. Tempo suficiente para os seus braços desaprenderem os afetos. “Faz-me muita confusão. Consigo abraçar as minhas filhas, mas há um medo que ficou, apesar de não ser fundamentado”, confidencia.

Preocupa-me que daqui a meses ou anos possa ser surpreendida por consequências até agora desconhecidas”

RAQUEL MARTINS, ENFERMEIRA JÁ RECUPERADA
A enfermeira de 33 anos livrou-se da doença a 30 de abril. Apesar do alívio por ter tido, finalmente, dois testes negativos, nem todas as preocupações se desvaneceram: “Assusta-me o futuro. Ainda não sabemos quais são os estragos causados pelo vírus. Preocupa-me que daqui a meses ou anos possa ser surpreendida por consequências até agora desconhecidas.”

Durante o período de 14 dias em que a sua carga viral era mais elevada, isolou-se na cozinha, onde até dormia. Usava máscara quando cozinhava para o marido e para as duas filhas gémeas de 5 anos. “Era claustrofóbico estar confinada numa só divisão”, recorda. “Será que vou ver-me livre disto?”, chegou a questionar ao longo de mais de um mês de infeção.

“É diferente saber que se vai estar 30 dias em isolamento de não se fazer ideia de quanto tempo será”, nota Tiago Pereira. “Assim como não estar totalmente esclarecido o que significa ultrapassar a doença pode aumentar a ansiedade”, acrescenta o psicólogo.


Longa espera A enfermeira Raquel Martins só conseguiu ter dois testes negativos para a Covid-19 ao fim de 48 dias
FOTO: Lucilia Monteiro
“Nenhuma das pessoas com quem contactei foi contagiada, mas custa-me que o meu marido e as minhas filhas tenham passado por esta situação por minha culpa…”, lamenta Raquel Martins.

Já regressou ao trabalho num hospital privado do Porto, onde se terá contagiado, mas a enfermeira reconhece que ainda não está a cem por cento. “Os médicos não sabem dizer-me se a anosmia [perda de olfato] vai regredir na totalidade. Tudo isto é novo”, constata. Também ainda não recuperou a energia de antigamente. “Não consigo dizer se o cansaço resulta da doença ou de ter ficado 48 dias fechada em casa. Ainda é cedo para perceber.”

As sequelas mais previsíveis são as pulmonares. “Sabemos que o vírus causa pneumonia e, nos doentes que exigem ventilação, são esperadas consequências a médio e a longo prazo por causa disso”, explica Fábio Cota-Medeiros. Outro problema associado aos doentes sujeitos a ventilação invasiva é a insuficiência renal, devido à resposta inflamatória. “Neste caso, também pode ser o próprio vírus a atacar os rins”, avança o infeciologista. Estas situações são mais frequentes em pacientes acima dos 50 anos.

Mais recentemente começaram a ser descritos eventos cardíacos. “O coração também pode entrar num processo inflamatório, a miocardite, e ter um quadro semelhante a um enfarte, o que, obviamente, pode implicar consequências a longo prazo”, sintetiza Fábio Cota-Medeiros. Há ainda registo de arritmias cardíacas, o que exige especiais cuidados no momento de medicar os doentes para não agravar a situação.

Os quadros neurológicos associados à Covid-19 “estão muito pouco esclarecidos”. Porém surgem relatos semelhantes em diferentes partes do mundo. “Têm sido descritos vários casos de AVC em doentes com SARS-CoV-2, mas ainda não podemos dizer que é o vírus que os provoca”, afirma, cauteloso. A surpresa da classe médica é ainda maior porque estes episódios se têm verificado em doentes mais jovens, sem fatores de risco que apontassem eventos cardiovasculares.

O especialista faz questão de sublinhar que não é expectável que estes fenómenos neurológicos, renais ou cardiovasculares aconteçam depois de recuperar da infeção. Não é após a alta que se têm registado AVC ou outras complicações, mas durante o período infecioso. “Estas consequências manifestam-se na fase aguda da doença”, reforça. Por isso, quem já recuperou não deve viver assombrado por estes fantasmas.

Não são só os velhos…
Avassalador. É essa a palavra escolhida por Miguel Fernandes para descrever o que sentiu quando os médicos do Hospital de São João, no Porto, admitiram a possibilidade de o entubar devido às suas dificuldades respiratórias. “A ideia de telefonar à minha mulher e à minha filha para me despedir, antes de ser sedado, sem saber se voltava a casa, era muito angustiante”, recorda. “Pensei várias vezes na morte.”

Ao fim de três dias nos cuidados intensivos, começou a melhorar e a ventilação deixou de ser uma hipótese. Ao todo, passou 16 dias no hospital. A alta chegou a 19 de março, a tempo de celebrar o Dia do Pai junto da filha de 10 anos e da mulher, Margarida do Carmo, também ela a recuperar da Covid-19 em casa. O técnico de saúde mental e a bancária foram infetados por um amigo regressado de Itália.

“É importante que se perceba que a doença também afeta pessoas das faixas etárias mais jovens e sem fatores de risco. Eu tinha 49 anos e passei por uma situação moderada a grave. Vi pessoas mais novas do que eu entubadas nos intensivos”, alerta Miguel Fernandes, que celebrou 50 anos já depois do regresso a casa.

“A doença gera o sentimento de que há algo de mau em nós que pode passar para as outras pessoas. É difícil aplacar essa angústia por causa da incerteza acerca do vírus. Além disso, estarmos privados do contacto com os outros também aumenta a sensação de desamparo”, reflete Miguel Fernandes.

Durante o internamento, sempre que era necessário deslocar-se ao Serviço de Imagiologia para fazer exames, esperava-o o que passou a chamar de “caminhada para o purgatório”. “Ia equipado, com máscara, luvas e proteções nos pés, mas toda a gente fugia à minha passagem e as portas fechavam-se nos corredores. Foi uma imagem muito forte que me ficou”, descreve. “Mas no serviço onde estive internado nunca senti qualquer tipo de estigmatização. Todos foram muito humanos. Se passar por aqueles que cuidaram de mim na rua, não conseguirei reconhecê-los por causa do equipamento de proteção que utilizavam, mas as suas vozes ainda ressoam dentro de mim”, garante.

O futuro, esse, ainda implica muitas incógnitas. “A possibilidade de haver sequelas preocupa-me, mas não vivo angustiado com isso. Estou atento, sem andar à procura de sinais”, garante. “Como tive uma pneumonia grave, coloca-se a questão de não recuperar totalmente a capacidade pulmonar. Neste momento, a minha resistência está nos 80 por cento. Antes, fazia dez quilómetros numa hora. Agora, consigo correr oito”, ilustra.

Margarida do Carmo sente-se fisicamente recuperada, mas não psicologicamente. “Este medo coletivo continua a pairar. Só o tempo poderá dissipá-lo”, acredita. “Às vezes, tenho pensamentos negativos mas, no dia seguinte, já me sinto melhor”, conta. “Temos de nos permitir esses momentos de tristeza ou de angústia, sabendo que eles vão passar”, aconselha.

“Já estamos inscritos como dadores de plasma no Hospital de São João”, anuncia. Acredita-se que o plasma de doentes recuperados poderá acelerar o tratamento das pessoas infetadas. “Podermos ajudar alguém é maravilhoso. É uma forma de transformarmos um acontecimento traumático em algo positivo”, defende Miguel Fernandes. “Mas não sacralizo esta experiência, não digo ‘ainda bem que me aconteceu’.” O otimismo também tem os seus limites.
 

Online Sininho

Re: Tudo relacionado com o Coronavírus
« Responder #185 em: 14/06/2020, 16:29 »
 
Covid-19: Linha de apoio psicológico do SNS continua ativa e já atendeu 16 mil chamadas
MadreMedia / Lusa
14 jun 2020 13:38



A linha de acompanhamento psicológica do serviço SNS 24 atendeu “cerca de 16 mil chamadas” desde o início da pandemia de covid-19, das quais 1.500 foram de profissionais de saúde, revelou hoje o secretário de Estado da Saúde.
Covid-19: Linha de apoio psicológico do SNS continua ativa e já atendeu 16 mil chamadas
Na conferência de imprensa diária sobre a pandemia, António Lacerda Sales destacou que a linha “foi um serviço muito importante durante o confinamento” e “continua disponível para esclarecer dúvidas e angústias, todos os dias, a qualquer hora”.

Criada em 01 de abril, a linha de aconselhamento psicológico tinha a 14 de maio permitido o atendimento de cerca de 9.500 chamadas, mil das quais efetuadas por profissionais de saúde, segundo revelou na altura o governante.

Na ocasião, a linha funcionava com 64 psicólogos, que tiveram formação específica para o efeito, nomeadamente para intervenção psicológica em situação de crise.

“É um serviço disponível para todos os cidadãos, que não devem hesitar em usar em caso de stress, ansiedade, dificuldades em lidar com o isolamento social, entre outras matérias”, frisou o secretario de Estado.

 Continuar a ler https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/covid-19-linha-de-apoio-psicologico-do-sns-continua-ativa-e-ja-atendeu-16-mil-chamadas#
 
 

 
Queira o bem, plante o bem e o resto vem...
 

Offline SLB2010

Re: Tudo relacionado com o Coronavírus
« Responder #186 em: 16/06/2020, 10:28 »
 
Uso obrigatório de máscara é mais um complicador na rotina dos deficientes auditivos

Segunda, 15 Junho 2020 11:37Escrito ou enviado por  Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF)Adicionar comentarioSEGS.com.br - Categoria: SaúdeImprimir
             
A Câmara dos Deputados aprovou na terça-feira, 09 de junho, projeto que obriga uso de máscara em todos os locais públicos do país. O texto já passou pelo Senado e agora aguarda sanção do presidente da República. De acordo com o projeto, a obrigatoriedade se estende também a vias e transportes públicos. O texto prevê multa a quem descumprir a medida, mas o valor será definido pelos estados e municípios.

Entende-se a recomendação de máscaras como fundamental neste período de proteção contra a pandemia do novo coronavírus, já que recorrer a este acessório é uma das formas mais eficientes para evitar a contaminação. Porém, o que para a maioria serve como uma forma de defesa, traz um grande complicador no dia a dia de muitas outras pessoas, já que atrapalha a interação daqueles que possuem perda auditiva e que necessitam da leitura labial como forma de se comunicarem.

O uso da máscara faz com que toda a área do rosto que o deficiente auditivo precisa visualizar para compreender melhor o que está sendo dito fique encoberta. “Poucas pessoas dominam a Libras, que é a linguagem brasileira de sinais, por conta disso, a leitura labial se torna um importante recurso e é uma forma muito utilizada por aqueles que têm deficiência auditiva”, afirma o presidente da Sociedade Brasileira de Otologia, Dr. Edson Ibrahim Mitre.

Quem imagina que saber se comunicar através de Libras seja suficiente para resolver o problema, descobre outro empecilho. “Mesmo para os bilíngues, que falam português e Libras, pode haver dificuldades, já que apesar de a língua de sinais estar associada ao movimento das mãos, as expressões faciais são essenciais para facilitar a comunicação. É através delas que essas pessoas transmitem as emoções. Elas agem também como entonação do que está sendo dito”, detalha o presidente da Sociedade Brasileira de Otologia.

Edson Mitre vai além e revela que a leitura labial é uma forma auxiliar para a audição, mesmo daqueles que não possuem perda auditiva. “Quando, num diálogo, a pessoa acompanha a fala olhando para a face do seu interlocutor, a compreensão é facilitada, especialmente num ambiente com ruído. Imagine, então, para quem apresenta alguma perda, isso fica ainda mais evidente. É possível comprová-la no próprio consultório, onde verificamos a dificuldade de compreensão mesmo daqueles que utilizam aparelho auditivo, implante coclear ou prótese osteoancorada. Ainda que elevemos o tom da voz, o uso da máscara resulta em maior dificuldade”, declara o especialista, membro da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF).

Como forma de minimizar o problema, o otorrinolaringologista recomenda as máscaras confeccionadas com visor transparente. “Elas têm a mesma eficiência na proteção contra a disseminação do vírus e permitem que o interlocutor veja o que está sendo dito, facilitando sobremaneira o entendimento”, conclui.

De acordo com o mais recente estudo promovido pelo Instituto Locomotiva e pela Semana da Acessibilidade Surda, existem aproximadamente 10,7 milhões de pessoas com deficiência auditiva no Brasil. Desse total, 2,3 milhões têm deficiência severa. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), no mundo, são cerca de 500 milhões de surdos e a previsão da entidade é de que, até 2050, pelo menos 1 bilhão de pessoas em todo o planeta sejam portadoras de deficiência auditiva.


Fonte: https://www.segs.com.br/saude/236013-uso-obrigatorio-de-mascara-e-mais-um-complicador-na-rotina-dos-deficientes-auditivos
 

Online Claram

Re: Tudo relacionado com o Coronavírus
« Responder #187 em: 16/06/2020, 13:46 »
 
Sobrevivente do coronavírus recebeu conta de um milhão para pagar
Apesar do choque ao ver a conta, o norte-americano poderá não pagar nada ou apenas uma ínfima fração.


A conta da hospitalização de Michael Flor tem 181 páginas.© Twitter Seattle Times

DN
13 Junho 2020 — 22:36

Zaragatoas produzidas durante visita de Trump a fábrica tiveram de ser destruídas
Primeiro, conta, largou uma obscenidade. Depois, veio um sentimento de culpa. Michael Flor, de 70 anos, que foi notícia em Seattle, nos Estados Unidos, por ter passado mais de dois meses internado no hospital, e sobrevivido ao covid-19, voltou às páginas dos jornais. Desta vez pela conta que recebeu em casa.

Pelos 62 dias em que esteve internado no Swedish Medical Center, em Issaquah, subúrbio que dista 30 quilómetros de Seattle, a despesa atingiu o valor de 1,1 milhões de dólares, ou 997 mil euros.

A conta especificou ao pormenor, ao longo de 181 páginas, todos os gastos. Só por ter estado durante 42 dias num quarto isolado, nos cuidados intensivos, o hospital cobrou a quantia de 408.912 dólares. Já a utilização do ventilador durante 29 dias custou 82.215 dólares.


Fonte: DN
 

Online migel

Re: Tudo relacionado com o Coronavírus
« Responder #188 em: 16/06/2020, 18:31 »
 
Dispensa do uso de máscara para pessoas com deficiência intelectual, do desenvolvimento e Perturbações do Espetro do Autismo:

Muitas pessoas com deficiência intelectual, do desenvolvimento e perturbações do Espetro do Autismo, bem como as suas famílias, têm sentido sérias dificuldades resultantes da obrigatoriedade de uso de máscara para maiores de 10 anos, norma que inicialmente não previa quaisquer exceções. Na grande maioria das situações, estes cidadãos, sejam eles crianças, jovens ou adultos, recusam o uso da máscara ou viseira, em resultado das características da sua situação de deficiência, ficando, assim, impedidas de acesso aos locais públicos. Nesse sentido gostaria de salientar que o Decreto-lei n.º 10-A/2020, no n.º 6, do artigo 13.º-B, na sua redação de 29 de maio, já contempla o seguinte:

«A obrigatoriedade referida nos n.º 1 e 3 é dispensada mediante a apresentação de:
a) Atestado Médico de Incapacidade Multiusos ou declaração médica, no caso de se tratar de pessoas com deficiência cognitiva, do desenvolvimento e perturbações psíquicas;
b) Declaração médica que ateste que a condição clínica da pessoa não se coaduna com o uso de máscaras ou viseiras.»


https://dre.pt/web/guest/legislacao-consolidada/-/lc/view?cid=134920075


 

Online migel

Re: Tudo relacionado com o Coronavírus
« Responder #189 em: 16/06/2020, 20:08 »
 
Investigadores anunciam primeiro medicamento eficaz contra a covid-19


Fármaco reduz em até um terço o risco de morte de doentes ligados a ventiladores

Foto: BERTRAND GUAY / AFP

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Um grupo de investigadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido, anunciou que a dexametasona produziu resultados positivos na luta contra a covid-19.

O tratamento com o corticóide dexametasona reduz em um terço a mortalidade entre os pacientes mais graves de covid-19, de acordo com os primeiros resultados de um grande teste clínico anunciados esta terça-feira.

"A dexametasona é o primeiro medicamento que observamos que melhora a sobrevivência em caso de covid-19", anunciaram os autores do teste britânico Recovery.

No documento divulgado, os cientistas explicam que "um total de 2104 pacientes foram escolhidos de forma aleatória para receber dexametasona uma vez por dia", durante dez dias. Os efeitos do fármaco nesses pacientes foram comparados com 4321 pacientes que recebiam os cuidados habituais de um doente de covid-19.

O medicamento administrado em pequenas doses provou ser eficaz em casos graves de infeção de Sars-Cov-2. O fármaco reduziu em um terço o risco de morte de pacientes que estavam ligados a ventiladores e em um quinto o risco de morte naqueles que estavam apenas a receber oxigénio.

A equipa estima que se o medicamento estivesse a ser usado desde o início da pandemia, até cinco mil vidas poderiam ter sido salvas, apenas no Reino Unido. Os autores prometem divulgar todos os detalhes do estudo nos próximos dias.

A dexametasona já é utilizada para reduzir inflamações associadas a outras patologias e interromper os efeitos negativos que ocorrem quando o sistema imunológico do organismo entra em ação para combater agressões, como o novo coronavírus.


Fonte: Jn
 

Online migel

Re: Tudo relacionado com o Coronavírus
« Responder #190 em: 17/06/2020, 14:04 »
 
Depois de um mês nos cuidados intensivos com Covid-19, pulmões das vítimas mortais ficaram irreconhecíveis, conta especialista


Getty Images
"Não é possível sequer distinguir que aquilo era um pulmão"

Mauro Giacca, professor de Ciências Cardiovasculares na King’s College, em Londres, foi, na segunda-feira, 15, ao parlamento britânico falar sobre as autópsias os pacientes que estiveram internados de 30 a 40 dias e que morreram em Itália. Na sua intervenção, o italiano referiu que os pulmões das vítimas que ficaram mais de um mês internadas nos cuidados intensivos ficaram irreconhecíveis e que ainda apresentavam uma quantidade significativa de vírus esse tempo todo depois.

O especialista acredita que a conclusão a tirar é que a doença pode provocar “problemas sérios” a quem teve a doença e conseguiu recuperar, como já foi comprovado por outros estudos.

“O que encontramos nos pulmões das pessoas que ficaram doentes durante mais de um mês, antes de morrerem, é algo completamente diferente da uma pneumonia normal, da influenza ou da vírus da Sars”, disse Giacca citado pelo The Guardian. “Existe uma perturbação completa da arquitetura do pulmão – de algumas perspetivas, não é possível sequer distinguir que aquilo era um pulmão”.


Fonte: Visão

 

Offline Pantufas

Re: Tudo relacionado com o Coronavírus
« Responder #191 em: 18/06/2020, 15:13 »
 
Misericórdias suspendem visitas em 24 equipamentos sociais do Algarve

O presidente do secretariado regional das Misericórdias do Algarve disse hoje à Lusa que foram suspensas as visitas aos utentes em 24 equipamentos sociais devido ao surto de covid-19 originado por uma festa ilegal em Lagos.
Misericórdias suspendem visitas em 24 equipamentos sociais do Algarve


© Reuters


18/06/20 14:59 ‧ HÁ 10 MINS POR LUSA

PAÍS COVID-19

"Face ao surto que surgiu em Lagos decidimos suspender as visitas nos equipamentos sociais das Misericórdias em todo o barlavento [oeste] algarvio, para salvaguardar os milhares de utentes e os cerca de 1.500 funcionários", avançou Armindo Vicente.


O presidente do secretariado regional, estrutura que integra 23 misericórdias em todo o Algarve, especificou que a suspensão das visitas abrange 12 Misericórdias do barlavento, num total de 24 estruturas sociais, entre lares de idosos, unidades de cuidados continuados, lares de jovens e de saúde mental.

As medidas de contingência abrangem as Misericórdias de Aljezur, Vila do Bispo, Portimão, Monchique, Lagos, Alvor (Portimão), Estombar (Lagoa), Silves, Alcantarilha e Armação de Pêra (Silves) e Albufeira.

Segundo Armindo Vicente, a suspensão das visitas nos equipamentos sociais insere-se no Plano de Contingência para a covid-19 "e está a ser concertada com as entidades de saúde, nomeadamente com a Administração Regional de Saúde (ARS) e com a delegada de saúde regional".

O também provedor da Santa Casa da Misericórdia de Vila do Bispo avançou à Lusa a decisão foi tomada após recomendação das entidades de saúde, "devido ao aumento de casos confirmados" e que tiveram como origem os participantes numa festa ilegal realizada no salão de festas do clube desportivo de Odiáxere.

"Não temos para já referenciados quaisquer contactos diretos de utentes residenciais com pessoas que estiveram na festa, mas há funcionários com ligações de proximidade [vizinhos] a essas pessoas, sendo a medida preventiva para proteger as pessoas mais vulneráveis", sublinhou.

Em comunicado, a Câmara de Lagos avançou que o foco de contágio por covid-19 recentemente identificado em Lagos, com origem atribuída a uma festa de caráter ilegal ocorrida em 7 de junho, desencadeou "várias diligências (...) visando circunscrever e controlar o mais depressa possível o surto epidémico".

Segundo a autarquia, está a decorrer "uma testagem massiva de pessoas com ligação direta ao evento", como uma das medidas para controlar o foco, designadamente contactos no seio familiar e no contexto laboral".

A autarquia acrescentou que estão também a decorrer ações intensivas de colheitas aos trabalhadores municipais, "existindo indícios de possíveis contactos com infetados".

De acordo com os dados divulgados na quarta-feira pela ARS/Algarve, estão já confirmados 37 casos positivos com origem no foco em Lagos, distribuídos por vários concelhos do distrito de Faro.



Notícias ao Minuto
 

Offline rui sopas

Re: Tudo relacionado com o Coronavírus
« Responder #192 em: 20/06/2020, 10:51 »
 
A história do "Dr. Vítor", o primeiro médico a morrer de Covid-19 em Portugal

19.06.2020 18:27 por Sara Capelo1466
Tinha 68 anos mas continuava a tempo parcial no Curry Cabral e mantinha o consultório privado. O testemunho da filha de uma paciente a quem salvou a vida.
 

Alexandre Azevedo / Sábado


"Devo-lhe a vida da minha mãe". O desabafo de Joana Gonçalves é sobre Vítor Duarte, o primeiro profissional de saúde a morrer com Covid-19 em Portugal. "É uma divida de gratidão que tenho para com ele", diz à SÁBADO.


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Morreu médico infetado com covid-19. Estava internado no Hospital São JoséMorreu médico infetado com covid-19. Estava internado no Hospital São José
Médico de clínica geral, de 68 anos, tinha um consultório privado no Saldanha. E era lá que a mãe de Joana o procurava há décadas. "Tenho 35 anos e conheço-o desde que me sei gente. Era uma pessoa muito humana, com a idade que tinha já tinha mais do que condições para estar reformado. Morreu ao serviço da Medicina", diz a filha da sua antiga paciente.

Segundo o que foi tornado público, Vítor Duarte era especializado em medicina interna e morreu ao início da noite de 17 de junho, depois de, aproximadamente, um mês e meio nos cuidados intensivos do Hospital de São José, em Lisboa. Terá sido infetado por um outro colega. E, noticiou o Público, "não teria fatores de risco associados". Contudo, o Centro Hospitalar de Lisboa Central de que o São José e o Curry Cabral fazem parte, "trata-o como a qualquer outro paciente" e não dá quaisquer dados.

A ecografia que salvou uma vida
O caso em que salvou a vida da mãe de Joana Gonçalves ocorreu em 2019. As pedras na vesícula deram origem a uma infeção. A expectativa era que fosse operada. Mas "as listas de espera do Serviço Nacional de Saúde colocam tudo à frente de uma simples vesícula", descreve a filha. A previsão? Que a cirurgia seria apenas em 2020.

Por precaução, o "Dr Vítor", como Joana Gonçalves se lhe refere, pediu que se fizesse uma ecografia. E pelo exame "viu-se que a minha mãe não duraria até ao Natal, porque a vesícula estava no limite". A previsão do médico era que a qualquer momento teria um episódio agudo e não estaria viva quando lhe marcassem a cirurgia. Conseguiu adiantar a data da cirurgia e a paciente salvou-se.

"Ele entendia sempre que o dever da Medicina se sobrepunha às listas de espera. A minha mãe dizia que ele tem imensa gente que vai ao consultório pedir ajuda", continua.

"Profundamente dedicado"
Com 68 anos, Vítor Duarte continuava a acumular as consultas no privado com "tempo parcial" no Hospital Curry Cabral, em Lisboa, segundo apurou a SÁBADO junto de fonte hospitalar. "Dava apoio" nos exames de Gastroenterologia. No mesmo serviço, em Santa Maria, só um médico mais velho, entrado nos anos 80, se recorda do colega.

Paulo Silva Santos escolheu-o como seu médico há já 11 anos depois de outros pacientes lhe darem "uma excelente imagem dele". Não o desapontou: "Passou a ser médico de confiança. Era um médico de meio urbano mas que eu via como médico da província, com muita proximidade. Além de ser afável, era muito direto." Da última vez que o consultou "por causa de uma rinite, o que era uma consulta muito rápida de diagnóstico acabou por ser mais de meia hora." Paulo Silva Santos era o último paciente do dia e, talvez por isso, a conversa alongou-se. "Falámos de política de futebol. É a antítese dos médicos distantes", relata à SÁBADO. 

Era "jovial, enérgico, elegante. Não tinha um ar pesado ou cansado", diz o seu paciente.

Na nota de pesar votada no Parlamento, a proposta do PSD, ficou descrito como "um homem sério, honrado e profundamente dedicado aos seus doentes". O Presidente da República também lamentou esta morte: "Todas as palavras não são demais para sublinhar e elogiar este esforço, que merece mais do que palavras e reconhecimento, merece os adequados meios e as adequadas carreiras no seio do SNS", escreveu Marcelo Rebelo de Sousa numa nota no site da Presidência.

Apesar da idade, "ele nunca deixou de querer trabalhar. Sacrificou-se por esta doença". Joana Gonçalves não tem dúvidas de que ele e todos os colegas merecem uma homenagem pela "importância que têm na sociedade".   



A Sábado
 

Offline SLB2010

Re: Tudo relacionado com o Coronavírus
« Responder #193 em: 20/06/2020, 11:30 »
 
Covid-19: Cientistas perceberam por que razão doentes crónicos têm maior probabilidade de ficar em estado grave


Uma enzima no tecido pulmonar de indivíduos com hipertensão, diabetes e outras doenças facilita a entrada do vírus, revela estudo
Um estudo da Universidade de São Paulo e da Universidade de Washington concluiu que a enzima ACE2 era abundante em pacientes com patologias adicionais como hipertensão, diabetes, doença pulmonar obstrutiva crónica e doença cardíaca coronária. Esta descoberta sugere que os pacientes com essas comorbidades têm mais hipóteses de desenvolver uma reação grave ao novo coronavírus.

Foram analisadas mais de 700 amostras de tecido pulmonar de pacientes com patologias associadas a manifestações graves da Covid-19, e depois comparadas com as de indivíduos sem condições de saúde subjacentes. A enzima ACE2 foi identificada como um fator crucial que facilita a entrada da SARS-CoV2 nas células.

Os investigadores acreditam, com base em análises de correlação, que há genes proteicos que podem ser potenciais reguladores da ACE2 no pulmão humano. Chegam a sugerir que uma enzima chamada KDM5B, que ajuda a manter os recetores ACE2 em níveis normais, pode ajudar a bloquear a infeção. Os recetores ACE2 são mais prevalentes nas células pulmonares, o que explica a razão pela qual o vírus causa danos tão devastadores nesses órgãos.



“A nossa abordagem oferece uma possível explicação para o aumento da gravidade do COVID-19 em pacientes com certas comorbidades”, escrevem os autores do estudo. A investigação poderá facilitar o caminho para se desenvolverem estratégias medicinais de modo a evitar o risco de infeção e a gravidade da doença nessa população de risco.

Paul Insel, farmacologista molecular da Universidade de São Diego, também afirma que é importante entender como é que a SARS-CoV-2 se desenvolve e progride ao nível dos tecidos e células”. “Se pudéssemos parar esse processo, poderíamos impedir as infeções mais graves.”


Fonte: Visão
 

Offline SLB2010

Re: Tudo relacionado com o Coronavírus
« Responder #194 em: 22/06/2020, 14:21 »
 
COVID-19: SANTUÁRIO DE FÁTIMA COM 16 INFETADOS


O Santuário de Fátima tem 16 casos de colaboradores internos e externos infetados com covid-19, informou hoje a instituição num comunicado.

O Santuário de Fátima foi informado de que um colaborador estava infetado com covid-19 e deu logo instruções para o isolamento profilático a todos as pessoas que estiveram em contacto com esse colaborador.

“No sábado foram realizados 244 testes, dos quais resultaram 16 casos positivos e 228 negativos”, lê-se no comunicado.

Os 16 casos confirmados de covid-19 “têm ligação ao caso inicial, integram o coro do Santuário e não estiveram em contacto direto com os peregrinos”, refere ainda a informação.
 

 



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