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Autor Tópico: Tudo relacionado com o Coronavírus  (Lida 64645 vezes)

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Online migel

Re: Tudo relacionado com o Coronavírus
« Responder #210 em: 17/08/2020, 10:13 »
COVID-19: Apesar de “inconsistências” nas bases de dados, a “informação oficial” deve sobrepor-se
N.N./Lusa
17 ago 2020 08:45



COVID-19: Investigadores surpreendidos com peso da idade no risco de morte

O investigador Jorge Bravo, que encontrou “inconsistências” em bases de dados internacionais sobre a COVID-19, reforça a importância da “informação oficial e validada” se “sobrepor à outra informação que vai circulando”, pedindo mais rigor.
COVID-19: Apesar de “inconsistências” nas bases de dados, a “informação oficial” deve sobrepor-se
AFP
O estudo conduzido por Jorge Bravo e Afshin Ashofteh, publicado na revista Statistical Journal, mostra “imprecisões significativas” quando compara as bases de dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), do Centro Europeu para o Controlo e Prevenção de Doenças e do Centro Chinês para o Controlo e Prevenção de Doenças, como noticiou no domingo o jornal Público.

A análise foi feita “desde o início da pandemia, até meados de abril”, e os investigadores pretendem “fazer um acompanhamento de seguimento do estudo inicial”, adiantou Jorge Bravo à Lusa, acrescentando acreditar que as instituições em causa “leiam estes resultados e vão tentando aprender com o que está a acontecer”.


Continue a lêr: https://lifestyle.sapo.pt/saude/noticias-saude/artigos/covid-19-apesar-de-inconsistencias-a-informacao-oficial-deve-sobrepor-se

 
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Offline rodrigosapo

Re: Tudo relacionado com o Coronavírus
« Responder #211 em: 23/08/2020, 17:43 »
Máscaras transparentes: avanço para pessoas com deficiência auditiva
Diferentemente da máscara clássica, o modelo transparente permite ver as expressões faciais e a leitura labial


Mascára inclusiva: compreensão para quem lê lábios (David Arrode/AFP)

As máscaras transparentes, além de protegerem da covid-19, facilitam a comunicação para os surdos que lêem os lábios, mas os preços ainda são altos. Diferentemente da máscara clássica, o modelo transparente permite ver as expressões faciais e a leitura labial.


Seu uso está ganhando espaço pouco a pouco. Exemplo disso são os tutoriais disponibilizados no YouTube para fabricá-las, o treinador de futebol americano, Nic Seban, que leva a sua para o campo, a ministra francesa encarregada das pessoas com deficiência que a exibiu na Assembleia Nacional e uma intérprete de linguaguem de sinais do hospital de Portsmouth (Reino Unido) que a divulgou no Twitter.

“A leitura labial é para mim uma vantagem. Imagine (ou não) que com as máscaras é complicadíssimo”, declara à AFP Vivien Laplane, um francês surdo de nascimento e autor do blog “Appendre à écouter” (“Aprender a escutar”).


Um casal de surdos indonésios, costureiros em Makasar, na ilha de Célebes, fabrica e comercializa desde abril máscaras transparentes sem as quais “é impossível para um surdo que lê os lábios compreender o que os outros dizem”, explica Faizah Badaruddin que, com seu marido, produz duas dúzias por dia.

Dessa maneira falicitam a comunicação e não apenas para os surdos ou pessoas com problemas auditivos, que são 70 milhões segundo a Federação Mundial dos Surdos.

A Federação Francesa de Fonoaudiólogos explica que com as máscaras clássicas, “os pacientes são privados da fonte principal da mensagem oral: a boca e as mímicas faciais”.

Para evitar problemas, os governos concedem homologações ou fazem pedidos.

Em Quebec, a Associação de Pessoas com Deficiência Auditiva (APDA) encomendou 100.000 máscaras laváveis com janelas transparentes. “As vendas são feitas muito rapidamente”, afirma sua diretora, Marie-Hélène Tremblay.

– Máscaras para todos –
Anissa Mekrabech, uma francesa de 31 anos com surdez, fundou a empresa ASA Initia e se uniu a uma importante associação francesa para pessoas com deficiência com o objetivo de desenvolver e comercializar a “máscara inclusiva”.

Com 20.000 pedidos até o momento, este modelo foi o primeiro a ser homologado na França, que logo foi acompanhado pela “máscara sorriso”, da empresa Odiora. Segundo o governo francês, em breve outras duas serão homologadas.

Por parte das associações, Stéphane Lenoir, coordenador do Coletivo Handicap na França, considera os modelos transparentes um avanço, mas “persiste a questão da generalização e do custo”.

“É preciso democratizar o uso da máscara transparente”, pede Marie-Hélène Tremblay em Quebec.

 Fonte: https://exame.com/mundo/mascaras-transparentes-avanco-para-pessoas-com-deficiencia-auditiva/
 

Offline Pantufas

Re: Tudo relacionado com o Coronavírus
« Responder #212 em: 07/09/2020, 14:51 »
Estudo prevê 20 mil casos diários em dezembro em Portugal

Por ZAP -7 Setembro, 2020


Um estudo da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, analisa três cenários para a pandemia em Portugal.

7 Setembro, 2020
Estudo prevê 20 mil casos diários em dezembro em Portugal
Ventura não cumpre distanciamento social nos jantares do Chega. “É difícil cumprir tudo à risca”
Morreram 20 utentes em lar de luxo no Porto. Dois estariam recuperados e outros dois deram negativo à covid-19
Espanha enfrenta segunda vaga de covid-19 (e outros países europeus “estão por dias”)
A duas semanas do outono, Governo ainda prepara plano de estratégia nacional
Mais 3278 notícias sobre Coronavírus / Covid-19
Segundo um estudo do Instituto de Métricas e Avaliação em Saúde da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, Portugal poderá ter quase 20 mil novos casos diários de covid-19 em dezembro. A projeção, avançada pelo Observador, aponta também para um número acumulado de óbitos entre os 4 mil e os 11 mil em janeiro.

A universidade norte-americana traçou três cenários, sendo que o primeiro, o da “projeção atual”, prevê que tudo continua na mesma, mas com um confinamento de seis semanas em dezembro, altura em que os novos casos diários serão de quase 20 mil. Nessa altura, o número de mortes expectável é de 8.113, contra os 1.840 atuais.

Um outro cenário, desta vez mais otimista, pressupõe que 95% da população passe a usar máscara já nos próximos dias e que, depois de um alívio das restrições, seja decretado um novo confinamento de seis semanas quando (ou se) o número de mortes diárias atingir o rácio de 8 por cada milhão de habitantes.


O diário destaca que, neste cenário, Portugal pode chegar aos 80 mil casos de covid-19 em janeiro do próximo ano. Os investigadores prevêem ainda um total de 4.016 mortes por covid-19 até 1 de janeiro.

Na última projeção, a mais pessimista e onde as restrições são aliviadas, o número de óbitos estimado sobe para 11.253 e os casos para 80 mil em janeiro.


(2/11)@IHME_UW A Universidade de Washington publicou esta semana o 1º instrumento de projeção dos impactos da COVID-19 por país em função das políticas implementadas.O cenário para Portugal é preocupante e exige mudanças urgentes nas medidas implementadas https://t.co/Uowf28PYfC

— Ricardo B. Leite (@RBaptistaLeite) September 5, 2020

As projeções foram calculadas através de um modelo híbrido, que assenta em dados recolhidos em tempo real, cruzados com elementos estatísticos e modelos de transmissão de doenças.

Ricardo Baptista Leite, médico, deputado social-democrata e porta-voz do partido para as questões relacionadas com a área da Saúde, partilhou estes cenários no Twitter e mostrou-se expectante relativamente às “recomendações dos especialistas” para o inverno que se aproxima. Recorde-se que, esta segunda-feira, se realiza no Porto mais uma reunião que volta a juntar Governo, especialistas e políticos.

O deputado social-democrata partilhou as previsões, considerando-as “muito preocupantes”.


Fonte: https://zap.aeiou.pt/estudo-preve-20-mil-casos-dezembro-345066?fbclid=IwAR36uMHhnZ-2czUsN4pAOUYdDPBS_e_AeihwElPIBDTHRpKt9QinZIw7uJM
 

Online Sininho

Re: Tudo relacionado com o Coronavírus
« Responder #213 em: 12/09/2020, 13:19 »
Pandemia é tempo de reinventar o ensino? Modelos de educação mais flexíveis sairão a ganhar


Luiza Cortesão diz ser do tempo "em que se discutia se era prejudicial ou se era bom haver retroprojetores nas salas de aula". Hoje "ninguém prepara uma aula sem selecionar imagens, mas as imagens podem ser usadas para domesticar alunos e para mostrar que o professor tem razão, ou para suscitar uma discussão interessante e formativa com os alunos". Todas as técnicas podem ser bem ou mal aplicadas, lembra a investigadora do Centro de Investigação e Intervenção Educativas.

As tecnologias que possibilitaram o ensino à distância determinaram, muitas vezes, que os alunos se pudessem independentizar, aprender a trabalhar e a pesquisar sozinhos, mas nem todos o puderam fazer com a mesma facilidade. "A forma como se levou a cabo o trabalho nos últimos meses foi a possível, mas teve graves consequências, sobretudo no sentido de acentuar as desigualdades sociais e económicas", esclarece a professora catedrática jubilada da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto.

"É muito diferente a situação de uma criança cuja família tem computador e cujos pais podem dar apoio do contexto de outra que não tem equipamento informático ou que vive num lugar onde a rede não chega."

"Flexibilidade" é crucial

Pasi Sahlberg, autor finlandês que se dedica a estudar sistemas de ensino e a analisar e reformar políticas de educação em todo o mundo, é taxativo: "Flexibilidade e criatividade são os fatores críticos de sucesso nos sistemas educacionais. Por exemplo, os modelos de ensino que são pensados para que haja padrões de aprendizagem anuais e testes padronizados para medir como esses padrões são alcançados pelos alunos tiveram muito mais dificuldade para se ajustar à nova situação. Em países como a Finlândia, onde não existem tais padrões ou testes fixos, as escolas têm tido muito mais espaço para descobrir soluções." E Luiza Cortesão corrobora: "A palavra flexibilidade é crucial. Tudo o que seja flexibilizar a forma de trabalhar tem um aspeto positivo."

A investigadora salienta que as escolas capazes de serem flexíveis, por exemplo, na "gestão do currículo consoante o tipo de alunos que têm", poderão sair a ganhar na forma como lidam com a pandemia. Há, portanto, aspetos a mudar no ensino. "É muito importante atender à diversidade cultural da sala de aula", fundamenta Luiza Cortesão, que não rejeita a possibilidade de um modelo híbrido com adoção de aulas presenciais e à distância.

No entanto, a professora emérita lamenta que a pandemia tenha atacado "severamente a coisa mais fascinante, mais interessante, da profissão de professor, que é a relação".

"Algum dia o sistema de ensino estará preparado para que não haja relação entre professores e alunos? Oxalá que não esteja."

Carlos Fiolhais quer voltar à escola

"A pandemia mostrou que pode haver processos de substituição rápida, através de tecnologias, que não deixam de ser muito pobres comparado com aquilo que deve ser a escola. A escola exige proximidade, exige encontro, por uma razão muito simples: a escola é uma experiência humana. Não há escolas sem professores e alunos, que têm de estar uns com os outros, e não apenas virtualmente."

O professor de Física da Universidade de Coimbra Carlos Fiolhais quer voltar às aulas presenciais, ao ato da "socialização" para o "crescimento conjunto", até porque, sublinha, "a escola é o meio que a sociedade inventou para se prolongar".

O período de confinamento, com um ensino concretizado através de meios remotos, só veio acentuar a desigualdade: "A partir do momento em que existe tecnologia, que custa dinheiro, existe desigualdade no acesso. Estar fora da escola, estar em casa, pode significar estar na pobreza, pode significar não ter acesso à internet." Aliás, há estudos que demonstram que, "a partir do momento em que os alunos foram confinados, os resultados passaram a ser melhores para aqueles que vinham de meios sociais favorecidos e piores para os que tinham menos possibilidades financeiras".

Outro relatório, da OCDE, dá conta de que "só o facto de os alunos terem estado fechados durante três meses faz cair em 1,5% o PIB dos países nas próximas décadas", e o desafio é agora descobrir como compensar as perdas, que não se esgotam nas cifras da economia. "Só se tem seis, dez ou 15 anos uma vez, e, se se passar muito tempo sem o correspondente desenvolvimento mental, é um prejuízo para as crianças, que vão ser a nossa sociedade", argumenta o investigador, com uma referência ao abandono da componente experimental. Perde-se também, com a educação remota, "coisas que se aprendem pelo exemplo, que vão muito além do conhecimento". A ética é "transmitida em pequenos gestos do dia-a-dia", não deixa de lembrar Carlos Fiolhais.

O contacto não será, por isso, preterido no ensino, depois de a pandemia deixar de se fazer sentir. "Os professores são transmissores de herança, são os que trazem o melhor do passado para construir o melhor futuro", frisa Carlos Fiolhais. Contudo, o investigador não nega que a tecnologia possa servir de interface quando os alunos são já mais independentes: "Em particular na formação académica universitária, a tecnologia pode desempenhar um papel importante, porque é flexível, pode chegar a mais gente e mais longe."

A tecnologia tem de acompanhar... e aproximar

"A pandemia foi perturbadora e obrigou-nos a reavaliar as estratégias de ensino." Em declarações à TSF, Richard G. Baraniuk diz ver surgir três tendências significativas: "O ensino digital veio para ficar, mas as nossas capacidades têm de ser treinadas no sentido do envolvimento do aluno, da atuação do professor e da garantia de integridade académica. É mais importante do que nunca a criação de modelos abertos para fornecer acesso a todos, em todos os lugares."

No entanto, ressalva o professor de Engenharia Elétrica e de Computação da Universidade Rice, fundador e diretor das iniciativas de educação aberta OpenStax e Connexions, "a aprendizagem digital não substitui as interações presenciais com professores bem treinados". Para Richard G. Baraniuk, os professores são "uma parte importante da educação, e agora é necessário treiná-los, não apenas em pedagogia presencial, como também em pedagogia de aprendizagem digital".

Os alunos não aprendem se não estiverem realmente envolvidos, defende o orador da TED Talk "O Nascimento da Revolução da Aprendizagem em Código Aberto". Por isso, a pandemia é também "uma grande oportunidade" para os que criam tecnologia, garante o professor canadiano, já que os dispositivos "devem apoiar cada aluno com instrução personalizada, ensinando-lhes o conteúdo certo no momento certo, e devem ser criados painéis que podem ajudar os professores a saber em que fase de aprendizagem está cada aluno, para que possam fornecer as correções de forma diferenciada".

Douglas N. Harris, antigo conselheiro da política de educação da Casa Branca, durante a administração Obama, acredita que há "vantagens no típico modelo de ensino, já que cria relações mais fortes entre estudantes, professores e funcionários, e não faz sentido abdicar desse sistema". O diretor da Education Research Alliance for New Orleans, uma organização dedicada à investigação sobre o ensino após o furacão Katrina, não nega, no entanto, que a tecnologia possa melhorar a educação, à medida que "famílias e educadores se veem forçados a experimentar novas abordagens para complementar as aulas presenciais".

"Não podemos pensar em sistemas de ensino para acontecimentos raros como pandemias, temos de os construir para os tempos de normalidade." Douglas N. Harris aplica o conhecimento adquirido durante o estudo do impacto que o furacão Katrina teve na educação. Os alunos podem praticar em casa com recurso à tecnologia, e os professores "devem utilizar o tempo tão valioso de contacto com os estudantes para lhes explicar questões complexas individualmente e aproveitar para dar incentivo". Quanto à rigidez do modelo de ensino de grande parte dos países ocidentais, Douglas N. Harris assegura: "É mais uma questão de como os líderes comunicam do que de como os sistemas são configurados pelas pessoas."

Fonte: TSF por indicação de Livresco
Queira o bem, plante o bem e o resto vem...
 

Offline Raposa

Re: Tudo relacionado com o Coronavírus
« Responder #214 em: 21/09/2020, 20:42 »
Covid-19. Estas são as regras de segurança a não esquecer na escola

DGS recorda as quatro principais regras sanitárias para evitar o contágio.

DGS recorda as quatro principais regras sanitárias para evitar o contágio.© iStock DGS recorda as quatro principais regras sanitárias para evitar o contágio.
Desde março que as autoridades de saúde (e não só) repetem, vezes sem conta, as regras de segurança para evitar um contágio de Covid-19. Apesar disso, muitos cidadãos continuam a não cumprir as principais medidas sanitárias.

Por isso, nunca é demais repetir, principalmente, para quem voltou, a semana passada, à escola e às aulas presenciais.

Assim sendo, tal como relembra a DGS na página de Facebook oficial, para evitar surtos nos estabelecimentos de ensino (tal como no trabalho e em qualquer outro local) devemos:

Manter o distanciamento físico;
Não partilhar objetos, nem comida;
Evitar tocar em superfícies;
Lavar as mãos e usar sempre e corretamente a máscara;


Leia Também: AO MINUTO: Lar em Valença com 15 casos; Reino Unido deve subir alerta

 Notícias Ao Minuto


 

Offline Raposa

Re: Tudo relacionado com o Coronavírus
« Responder #215 em: 25/09/2020, 17:04 »
Baixou o preço do teste à COVID-19 em Portugal
Nuno de Noronha
25 set 2020 15:40

Baixou o preço do teste à COVID-19 em Portugal


O Ministério da Saúde baixou para 65 euros o preço dos testes de diagnóstico do novo coronavírus que provoca a doença covid-19 pago pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS) às entidades convencionadas da área de análises clínicas.

Em comunicado, o ministério informa que a atualização do preço dos testes, de 87,95 euros para 65 euros, entra em vigor no sábado, "no mesmo dia que é renovado por mais um mês o regime excecional aprovado em março no âmbito das convenções estabelecidas".


Segundo o ministério, o preço de 87,95 euros definido em março "refletia as condições internacionais adversas do mercado, designadamente a escassez de reagentes verificada a nível mundial e os consequentes preços".

"O cenário é hoje diferente, verificando-se uma estabilização dos preços de mercado dos produtos utilizados", nomeadamente dos reagentes, frisa o ministério, justificando assim a descia do preço dos testes a pagar pelo SNS às entidades convencionadas.

A atualização do preço dos testes tinha sido anunciada pela ministra da Saúde, Marta Temido, na conferência de imprensa de hoje para atualização de informação relativa à infeção pelo novo coronavírus SARS-CoV-2 que provoca a covid-19.

A ministra disse que o novo preço definido "está em linha com a evolução dos preços" dos testes a nível europeu e "resulta da informação técnica elaborada por várias entidades do Ministério da Saúde e também da redução de custos que se tem verificado, em particular no que se refere à componente analítica".


O novo preço também "está em linha" com duas preocupações do Ministério da Saúde, nomeadamente com os custos de contexto dos prestadores convencionados face à sua capilaridade e "sobretudo com a estabilidade do serviço prestado à comunidade".

Para a definição do novo preço, foram ouvidas as associações do setor, a Associação Nacional de Laboratórios e a Associação Portuguesa de Analistas Clínicos, refere o ministério, frisando que "continua a reconhecer o importante contributo deste setor de atividade no combate à pandemia".

De acordo com os dados ainda provisórios da Administração Central do Sistema de Saúde, o valor global faturado pelas entidades convencionadas em testes de covid-19 "ascende a 32,2 milhões de euros até agosto", um valor que "não inclui os testes adquiridos pelo Estado, através de outras áreas setoriais", informa o ministério.

Segundo dados divulgados hoje na conferência de imprensa por Marta Temido, desde o início deste mês e até hoje, foram feitos em média 18.238 testes de despiste de covid-19 por dia em Portugal e o dia 16 deste mês foi, até agora, o dia em que se fizeram mais testes, num total de 23.453.

Do total de testes, cerca de 48% foram realizados em laboratório públicos, 41% em laboratórios privados e pouco mais de 11% em laboratórios de instituições de ensino superior.


A pandemia de COVID-19 já provocou pelo menos 984.068 mortos e cerca de 32,3 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.


Fonte: https://lifestyle.sapo.pt/saude/noticias-saude/artigos/preco-do-teste-a-covid-19-baixa
 

Online migel

Re: Tudo relacionado com o Coronavírus
« Responder #216 em: 26/09/2020, 16:18 »
Covid-19. Câmara de Águeda oferece máscaras com viseira labial a surdos
O modelo de máscara oferecido pela Câmara de Águeda é certificado e está dotado de uma área frontal transparente, o que permite a leitura labial, "característica importante para a comunidade surda".


Agência Lusa
25 set 2020, 23:12 
   

▲Vão ser oferecidas 300 máscaras


AFP via Getty Images


Cerca de 300 máscaras com viseira labial foram oferecidas pela Câmara de Águeda, no distrito de Aveiro, à Associação Cultural dos Surdos de Águeda (ACSA), anunciou esta sexta-feira fonte municipal.


Edson Santos, vice-presidente da Câmara de Águeda, salienta que a oferta das máscaras “é um passo importante para uma sociedade cada vez mais inclusiva apoiando as pessoas com deficiência auditiva da região”, cabendo à ACSA a sua distribuição onde definirem por mais premente.

Além da entrega à ACSA, que fará a sua distribuição, a Câmara de Águeda vai dotar os serviços camarários com esse tipo de máscaras, nomeadamente o Gabinete de Atendimento ao Munícipe, para que os seus funcionários as usem “sempre que um cidadão surdo a eles recorra”.

O modelo de máscara oferecido é certificado e está dotado de uma área frontal transparente, o que permite a leitura labial, “característica importante para a comunidade surda, tanto para entender as pessoas ouvintes como para comunicar entre surdos, uma vez que na língua gestual o uso da boca para determinadas expressões é fundamental”.


Continue a lêr aqui: https://observador.pt/2020/09/25/covid-19-camara-de-agueda-oferece-mascaras-com-viseira-labial-a-surdos/

 

Offline Pantufas

Re: Tudo relacionado com o Coronavírus
« Responder #217 em: 08/10/2020, 17:10 »
Brigadas nos lares não chegam. É preciso presença médica regular, diz vice-presidente da Ordem dos Médicos Sul
Jorge Penedo aponta que a dimensão clínica dos lares "não tem sido valorizada" nos últimos anos, o que dificultará agora a tarefa de lidar com a pandemia nestas instituições. Em entrevista ao DN, o vice-presidente da Secção do Sul da Ordem dos Médicos diz que está nas mãos do Estado garantir este apoio, que não precisa de ser diário, mas dado de forma organizada e continuada. Brigadas em tempo de covid? "O problema não se resolve com estas equipas."


Rita Rato Nunes
08 Outubro 2020 — 00:15

Ritmo cardíaco, oxigenação, febre. A app que deteta sintomas de covid nos idosos
Ministra de Saúde, Marta Temido, durante a audição conjunta perante os deputados da Comissão de Trabalho

"Acovid-19 está para os lares como os incêndios estão para as florestas: no verão, quando há um pico de calor, há mais incêndios, mas os riscos existem o ano inteiro", compara Jorge Penedo, cirurgião no Hospital Curry Cabral, em Lisboa, e vice-presidente do Conselho Regional do Sul da Ordem dos Médicos. A imagem ocorre-lhe a propósito da situação das estruturas residenciais para idosos, que defende que não é possível analisar sem falar na ausência de investimento para a dimensão clínica ao longo dos anos. O problema é "estrutural", mas, "claro, agrava-se com a covid".

"Até aqui não tem sido valorizada a dimensão clínica nos lares, apenas a questão da solidariedade, do apoio ao idoso. Neste momento, em muitos lares não há qualquer tipo de apoio médico. O Estado não paga isto", diz, em entrevista ao DN.

Jorge Penedo é perentório: é preciso que cada lar tenha uma ligação com um clínico que funcione como uma espécie de médico de família das pessoas ali internadas, uma vez que muitos perderam inclusivamente o contacto com o seu clínico de medicina familiar por ingressarem numa estrutura residencial distante da sua área de residência anterior. Não quer isto dizer que todos os lares tenham de ter um médico disponível 24 horas por dias, mas sim que devem ter um especialista associado à instituição. "Têm de ter uma entidade clínica que, de uma maneira organizada, saiba dar apoio às pessoas. O que acaba por acontecer, atualmente, é que cada pessoa que tem tosse ou uma infeção urinária vai à urgência. E, de cada vez que vai à urgência, está a circular por sítios onde o ideal é não ir."


O cirurgião foi o primeiro médico do lar da Casa do Artista. Convidado pelos atores e fundadores da instituição Raul Solnado e Armando Cortez, acompanhava os idosos que ali viviam. Dessa experiência retira que "se, de cada vez que um doente entrar num lar, ele for avaliado por um médico, passa-se a saber que doente é aquele, que problemas tem e consegue-se fazer um plano para saber se aquele doente precisa de fazer análises de seis em seis meses ou anualmente". Contribuindo assim para atrasar as comorbilidades associadas às patologias crónicas e à idade.

"Hoje em dia, a legislação diz que os lares só precisam de ter enfermeiros. Com todo o respeito pelos enfermeiros, estes não conseguem garantir uma dimensão clínica que os lares deviam ter", continua.

Nos lares está uma parte muito significativa da população mais frágil do país. Seja pela idade, pela dependência ou pelas comorbilidades. "Não sendo os lares uma unidade de saúde, não há mais nenhuma unidade em Portugal ou no mundo que tenha uma concentração de pessoas doentes como os lares têm", refere o especialista.

A isto acresce o facto de muitas estruturas residenciais para idosos não conseguirem assegurar o espaço suficiente para manter o distanciamento físico entre as pessoas e raras serão as situações em que um utente tem direito a não partilhar o quarto com outro.


Fonte: DN
 

Online migel

Re: Tudo relacionado com o Coronavírus
« Responder #218 em: 18/10/2020, 16:26 »
Covid-19: Estudo revela que vírus permanece ativo na pele durante nove horas
MadreMedia / Lusa
18 out 2020 12:22

Covid-19: Estudo revela que vírus permanece ativo na pele durante nove horas



Em comparação, o agente patogénico que causa a gripe sobrevive na pele por cerca de 1,8 horas, diz o estudo publicado este mês na revista Clinical Infectious Diseases.

"A sobrevivência de nove horas do SARS-CoV-2 (a estirpe do vírus que causa a doença covid-19) na pele humana pode aumentar o risco de transmissão por contacto em comparação com o IAV (vírus da influenza A ou influenza A), acelerando assim a pandemia”, dizem os autores do estudo.

Os investigadores japoneses testaram amostras de pele retiradas de espécimes de autópsia cerca de um dia após a morte.

Tanto o coronavírus quanto o vírus da gripe são inativados em 15 segundos pela aplicação de etanol, usado em desinfetantes para as mãos.

“A maior sobrevivência do SARS-CoV-2 na pele aumenta o risco de transmissão por contacto, mas a higiene das mãos pode reduzir esse risco”, afirmam os investigadores.

O estudo apoia as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a lavagem regular e completa das mãos para limitar a transmissão do vírus.

Fonte: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/covid-19-estudo-revela-que-virus-permanece-ativo-na-pele-por-nove-horas

 

Online migel

Re: Tudo relacionado com o Coronavírus
« Responder #219 em: 18/10/2020, 16:28 »
Covid-19: Pela primeira vez, em cinco dias, Portugal fica abaixo dos dois mil novos casos
MadreMedia
18 out 2020 14:01

Covid-19: Pela primeira vez, em cinco dias, Portugal fica abaixo dos dois mil novos casos


AFP or licensors

Portugal regista hoje 1.856 novos casos de infeção com o novo coronavirus, o primeiro aumento abaixo dos dois mil contágios em cinco dias - 2.072 a 14 de outubro, 2.101 a 15, 2.608 a 16 e 2.153 a 17.

O número de óbitos registados nas últimas 24 horas, segundo o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS), foi de 19.

Desde o início da pandemia, Portugal já registou 2.181 mortes e 99.911 casos de infeção, estando ativos 38.730 casos, mais 756 do que no sábado.

Em vigilância, permanecem 54.851 contactos, mais 2.308 do que no sábado.

Os dados hoje divulgados revelam ainda mais 1.081 casos recuperados, perfazendo 59 mil.

Notificações
Porque as noticias não escolhem hora e o seu tempo é precioso.
Subscrever
Por sua vez, em internamento estão 1.086 pessoas, mais 72 do que no sábado, o que perfaz o maior aumento desde o dia 16 de abril.

Nas unidades de cuidados intensivos estão internados 155 doentes, mais sete do que no dia anterior.

Do total de casos confirmados, 54.427 são mulheres e 45.484 homens.

O novo coronavírus já causou, em Portugal, a morte de 1.100 homens e 1.081 mulheres.

Boletim ao detalhe
Por região, o Norte concentra 39.449 casos confirmados, mais 1.168 do que no sábado, e 959 óbitos, mais nove.

Lisboa e Vale do Tejo, por seu turno, têm mais 385 casos confirmados para um total de 47.412 e mais 10 mortos, contabilizando 881.

Já o Centro regista mais 231 casos para 8.214 e as mortes permanecem inalteradas em 277.

O Alentejo soma 1.991 casos confirmados, ou seja, uma progressão de 35 casos face a sábado, e os óbitos continuam sem alterações em comparação com sábado (27).

A região do Algarve tem hoje notificados 2.199 casos, mais 28 do que no sábado, e os óbitos ficaram inalterados em 22.

A Madeira continua sem registar óbitos e apresenta mais oito casos confirmados para 328, enquanto os Açores adicionaram mais um caso à lista de confirmados, somando 318, e o número de mortes não sofreu alterações, continuando em 15.


Fonte: https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/covid-19-1-856-novos-casos-e-19-mortes-nas-ultimas-24-horas
 

Online migel

Re: Tudo relacionado com o Coronavírus
« Responder #220 em: 21/10/2020, 08:41 »
De máscaras a vacinas em tempo recorde, cinco mitos sobre a Covid-19

Mariana Espírito Santo
7:30

Desde que começou a pandemia, algumas ideias sobre a Covid-19 foram-se espalhando pela sociedade. Nem todas estão corretas, apesar de as informações estarem em constante atualização.
Desde que a pandemia surgiu, muito se diz sobre o novo coronavírus, mas nem tudo é verdade. A situação é nova e, portanto, a necessidade de saber mais é constante, mas ainda se está no período da descoberta. É já possível, no entanto, identificar alguns mitos que se espalharam sobre a pandemia.

Desde máscaras até vacinas em tempo recorde, passando pela gripe, existem várias conceções que rodeiam o vírus, como nota o The Guardian (acesso livre, conteúdo em inglês). Ainda assim, é de sublinhar que a descoberta de novos factos sobre a doença tem vindo a alterar o que se pensava inicialmente. Até as principais autoridades de saúde recuaram em decisões e assunções que tinham feito. Existem algumas coisas, no entanto, que são consideradas certas para os especialistas.

Máscaras faciais não protegem?
As máscaras foram um dos objetos que passaram a fazer parte do nosso dia-a-dia após a pandemia. A sua utilização começou por ser facultativa, mas é já obrigatória em vários sítios, nomeadamente espaços fechados, sendo que o Governo apresentou já uma proposta à Assembleia da República para que passe a ser também na via pública.

Confrontadas com esta necessidade de máscara, muitas pessoas começaram a duvidar da sua utilidade. Apesar de não serem infalíveis, já que o vírus também pode ser transmitido através dos olhos e pequenas partículas virais podem penetrar nas máscaras, estas são eficazes na captura de gotículas, que é a principal via de transmissão do coronavírus, segundo as autoridades de saúde.

Fonte: Sapo 
 

Online migel

Re: Tudo relacionado com o Coronavírus
« Responder #221 em: 22/10/2020, 08:38 »
Quando é que uma pandemia acaba?


Foto: Getty Images

Sabemos que a Covid-19 está a propagar-se por todo o mundo desde 11 de março de 2020. Já decretar o seu fim pode ser bem mais complicado

“Quando é que a pandemia acaba? Vai ser muito parecido àqueles filmes em que, depois da palavra ‘fim’, ainda demora uma série de tempo até passarem todos os créditos…”. A imagem que nos é revelada por Carlos Matias Dias, médico de saúde pública e coordenador do departamento de epidemiologia do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge –INSA, representa na perfeição a resposta à pergunta que ecoa nas nossas cabeças há algum tempo. Perante uma doença infecciosa que se dissemina por todo o mundo, saber quando é que uma pandemia acaba é a resposta que todos procuram. Os exemplos da história dão uma ajuda, mas…

Sabemos, antes de mais, que nem vale a pena pensar que já dura há uma eternidade, sobretudo quando a realidade insiste em devolver-nos um retrato pior a cada dia. O mais avisado, repetem-nos especialistas e indicadores matemáticos, é prepararmo-nos para pelo menos mais ano e meio de máscaras, álcool-gel e distanciamento social. Já os menos otimistas apostam que, ao ritmo atual de infeções, arriscamo-nos a ter pandemia para os próximos dez anos. 

A grande questão é que, agora tal como ao longo dos tempos, foi sempre muito mais rápido e fácil determinar quando se está perante um agente infecioso que se espalha por todo o mundo. Declarar o seu fim, isso, pode ser bem mais complicado. As dúvidas são mais do que muitas. Isto acaba quando o vírus perder força ou será só quando houver vacina? E se isso não chegar a acontecer? 

Diz que é uma espécie de terrorismo sanitário
Há anos que a OMS, e outros especialistas e interessados no tema, como Bill Gates, avisavam para o cenário de uma pandemia, um inimigo que o filantropo comparava a um tipo de terrorismo que, se negligenciado, seria muito mais difícil de deter. Um aviso não foi propriamente levado a sério – ou pelo menos foi menos escutado do que poderíamos imaginar. Agora que a Covid-19 já cá está, oficialmente, há sete meses, e as populações começam a acusar a fadiga de viver com restrições constantes, a pergunta ainda sem resposta começa a fazer um eco constante e regular. Afinal, quando é que isto acaba? 

Oficialmente, há duas maneiras de descrever o fim de uma pandemia. Uma é a erradicação clara, permanente e completa de um agente infeccioso – mas nisso poucos acreditam, como o médico de saúde pública do INSA. “Provavelmente, vai tornar-se sazonal, tal como aconteceu com outros coronavírus conhecidos”, acrescenta Carlos Matos Dias, a lembrar que, segundo esta definição, uma pandemia termina quando o vírus já não é predominante em todo o mundo – ou em múltiplos países. 

A outra, a tão almejada imunidade de grupo, essa, obriga a um processo que é bem mais moroso e complicado. “Sabemos que há imunidade quando uma boa percentagem da população já não desenvolve – nem transmite doença”, segue o especialista, sublinhando que é também por isso que damos tanta atenção ao valor do Rt, como se tornou, entretanto, conhecido o risco de transmissibilidade – e aí, remata, “o ideal é que esteja abaixo de 1. Neste momento, por exemplo, há regiões do país com um Rt de 1.3, muito perto do 1.4”.   

Valores certos sobre a percentagem da população que já contactou com o vírus ainda ninguém sabe ao certo. Uma perspetiva muito otimista foi anunciada há uns meses – segundo o modelo matemático de Gabriela Gomes, epidemiologista na Liverpool School of Tropical Medicine, a imunidade de grupo atinge-se quando 10% da população tiver sido infetada. Agora, o valor mais consensual entre especialistas situa-se entre os 40 e os 60%, embora haja quem considere que é preciso que o vírus chegue a 75% da população… E nós, como acrescenta ainda Ricardo Mexia, o epidemiologista que é também presidente da Associação de Médicos de Saúde Pública, estamos ainda nos 3%, segundo os dados dos testes serológicos já realizados.   

10 anos também é manifestamente exagerado
Alcançar a imunidade de grupo para fazer corta-mato e decretar o fim da Covid-19 mais rapidamente foi, alegou-se já por diversas vezes, a estratégia de países como a Suécia, em que o vírus circulou de uma forma mais livre. Mas perante o receio de um colapso sucessivo dos sistemas de saúde, concordam os especialistas, o mais razoável será aguentar a respiração mais um bocadinho (e não deixar o vírus alastrar à sua vontade…) até chegar a dita vacina. Anunciada já para o final de 2020, início de 2021, esta terá, ainda assim, mais uma série de obstáculos a ultrapassar. 

“Por exemplo, mesmo meses depois, ainda podemos estar longe do fim da pandemia. O mais expectável é que haja uma eliminação – ou redução de atividade – progressiva”, considera Carlos Matos Dias, que lembra o caso da varíola, a última doença pandémica considerada erradicada pela humanidade há 40 anos. A última pessoa a contraí-la foi um cozinheiro de um hospital na Somália em 1977, mas só em 1980 se considerou o seu fim. “Vai parecer muito aqueles filmes em que, depois da palavra ‘Fim’, ainda demora uma série de tempo até acabar o genérico…”, compara aquele epidemiologista – não falando da ironia de o tal cozinheiro, de seu nome Ali Maow Maalin (com direito a página na Wikipédia e tudo), depois de recuperado por completo, ter acabado por morrer de malária em 2013, com perto de 60 anos. 

É que, a dificultar ainda mais o processo, há ainda a já conhecida mutação periódica deste tipo de coronavírus, o que pode obrigar a que a vacina também tenha de ser regularmente atualizada. E será que depois as pessoas aderem à vacinação? Esse é mais um receio de quem estuda estes processos – afinal, o crescendo de movimentos anti-vacinas não é propriamente despiciente. “Veja-se o caso da gripe. Nem nesse caso, relativamente pacífico, a população adere em massa”,  remata Matos Dias, o que explica as campanhas públicas anuais a apelar à vacinação. Agora também deduzir disto tudo que nem daqui a dez anos nos livramos do SARS-CoV-2 é, aos olhos daquele médico de saúde pública, “algo manifestamente exagerado”. 


Fonte: Visão
 

Online casconha

Re: Tudo relacionado com o Coronavírus
« Responder #222 em: 30/10/2020, 19:10 »
Virologista russo contrai covid-19 duas vezes e assegura que não terá nenhuma imunidade coletiva


Alexander Chepurnov, cientista do Instituto de Medicina Clínica e Experimental da cidade russa de Novosibirsk e ex-funcionário do centro de virologia e biotecnologia Vektor, que atualmente trabalha em uma vacina contra o novo coronavírus, decidiu não respeitar as medidas de prevenção e, a propósito e sem máscara, entrou em contato com pessoas infectadas para comprovar na própria carne quanto dura a imunidade que supostamente garantem os anticorpos. Deu ruim


As conclusões de seu experimento não foram muito esperançosas: o pesquisador descarta que o mundo consiga alcançar a chamada imunidade de rebanho.
Chepurnov contraiu a covid-19 pela primeira vez no final de fevereiro, quando foi a França esquiar e fez uma escala em Moscou, onde durante o embarque passaram a seu lado três chineses. Um par de dias depois ficou com febre, sentiu uma dor aguda no peito e perdeu o sentido de olfato.
Ao voltar a Novosibirsk, foi diagnosticado com pneumonia bilateral e em um mês deu positivo em um teste de anticorpos, o que evidenciou que a causa de seu mal-estar era covid-19, contou o cientista à imprensa local.
Naquele tempo foi o primeiro entre seus colegas em saber realmente que tinha contraído o novo coronavírus. Todos começaram a observar o comportamento dos anticorpos que desenvolveu, quão fortes eram e quanto tempo permaneceriam em seu organismo.
O pesquisador evidenciou uma brusca diminuição dos anticorpos no sangue, que finalmente deixaram de ser detectados três meses após a doença. Sua situação coincidia com a de alguns pacientes com covid-19 estudados por cientistas canadenses, que descreveram os mesmos lapsos quanto à presença de anticorpos e, portanto, não descartaram a possibilidade de reinfecção.
Ao mesmo tempo, tomamos em consideração que a presença de anticorpos do covid-19 é só um marcador do fato de que uma pessoa esteve doente, e que a proteção principal contra a doença determinam os fatores da imunidade celular", explicou Chepurnov, agregando que também realizaram uma ampla pesquisa imunológica para determinar a proliferação específica e espontânea de células imunes, a produção de citocinas, entre outras coisas.
A qualidade das reações confirmou o funcionamento normal do sistema imunológico durante todo o período de observação. Isto é importante para compreender a natureza da reinfecção, porque as condições de imunodeficiência também podem provocá-la, mas são de natureza diferente", explicou.



Para avaliar a resposta de seu organismo, o cientista russo entrou em contato direto com pessoas infectadas com o novo coronavírus, prescindindo do uso de máscaras, e fez o teste a cada duas semanas. Deu positivo meio ano depois. A princípio começou a sentir dor de garganta e, ainda que no sexto dia seus pulmões estavam ainda limpos, três dias mais tarde desenvolveu pneumonia bilateral, de novo. O vírus deixou de ser detectado duas semanas depois.
A doença decorreu pior que a primeira vez. Inclusive, terminei no hospital: fui hospitalizado tão logo a saturação de oxigênio caiu abaixo de 93", confessou Chepurnov, que teve febre de 39° durante cinco dias, perdeu o olfato e sofreu mudanças na percepção do sabor. Agora tem anticorpos com um nível muito alto de imunoglobulina G.
Segundo sustenta, no caso da covid-19 não terá nenhuma imunidade coletiva e o vírus ficará por muito tempo entre nós, e afirma que é necessário um fármaco que possa ser administrado aos pacientes várias vezes.
A vacina recombinante não valerá para isso. Uma vez vacinado com o vetor adenoviral, no que se baseia, não será possível administrar de novo, pois impedirá a imunidade contra o portador adenoviral", disse o pesquisador, ao assinalar que ninguém sabe quanto tempo irá durar o efeito da Sputnik V.
Portanto, é mais provável que neste caso sirva a chamada vacina morta, na qual trabalha o Centro Científico Federal de Pesquisas e Desenvolvimento de Fármacos Imunobiológicos M.P. Chumakov", sustentou.
O cientista precisou que uma vacina deste tipo implica a introdução no organismo de um agente infeccioso que foi "desativado" com a formalina, para dar ao sistema imune um retrato do agente causal e ensiná-lo a resistir. Supostamente deve ser administrada várias vezes através do nariz.
Nesse mesmo sentido, um estudo publicado hoje por cientistas da Universidade do Colégio Imperial de Londres concluiu que a imunidade poderia durar tão pouco quanto três meses. A conclusão chega do dos resultados preliminares da Avaliação em tempo real da transmissão da comunidade (REACT por suas siglas em inglês, um meta-estudo de anticorpos que está sendo realizado desde que começou o verão.
Durante todo este tempo, 350.000 voluntários britânicos estão recolhendo pequenas amostras de sangue para que os cientistas possam analisar a quantidade de anticorpos em seu organismo e sua evolução ao longo do tempo.
Como explicou o virologista russo, se uma pessoa infectada sobrevive para contar, seu corpo gera moléculas que combatem a infecção e que perduram em seu sangue durante um tempo. Os níveis de imunidade dependem do patogênico e da pessoa. O vírus da família coronavírus são uns pequenos bastardos especialmente insidiosos porque nossa imunidade ante eles se desvanece com o tempo.
E quanto dura essa imunidade então? A resposta curta é que não sabemos, mas a evolução dos anticorpos não são nada esperançosas. No final de junho, 6% dos voluntários analisados tinham anticorpos detectáveis de forma estável em seu sangue. Em setembro baixou a 4,4%.
Por suposto, o fato de que tenha menos pessoas com anticorpos detectáveis não significa que não tenham nenhum anticorpo. Para tornar as coisas mais complexas, existem diferentes tipos de anticorpos e nem todos eles neutralizam o vírus. Cabe a possibilidade de que uma pessoa com menos anticorpos tenha os do tipo bom à hora de manter uma verdadeira imunidade contra a covid-19.
Em definitiva, a louca experiência pessoal de Alexander Chepurnov e o meta-estudo da escola britânica são um balde de água fria sobre as teorias que advogam a geração de imunidade coletiva sem a mediação de uma vacina.
À luz destas últimas informações, a chave de tudo segue sendo evitar o primeiro contágio, não o segundo, e como dizíamos a princípio: no momento não há imunidade permanente contra a covid-19.

Fonte:mdig


« Última modificação: 30/10/2020, 19:17 por casconha »
 
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